Tag: Comunicação no Rio Negro

  • Foirn Conectando Parentes! Implementação do PGTA na região do Baixo Waupés, Tiquié e Afluentes

    Foirn Conectando Parentes! Implementação do PGTA na região do Baixo Waupés, Tiquié e Afluentes

    A implementação do PGTA na região da Coordenadoria das Organizações Indígenas do Baixo Waupés, Tiquié e Afluentes é um passo importante para fortalecer a governança territorial e promover a sustentabilidade ambiental.

    Nesta última segunda feira (08/04), a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), por meio de seu diretor presidente, Marivelton Baré, assinou junto as lideranças o Termo de Cessão e de Uso e entregue mais duas antenas de internet starlink junto com kit solar para essas lideranças das comunidades Caruru do Alto Rio Tiquié e Santa Teresinha do Rio Yawiarí, afluente do Baixo Rio Waupés.

    Essa entrega é um importante passo para a implementação do Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) na região da Coordenadoria Diawi’í, no qual a FOIRN está desempenhando um papel crucial ao conectar os povos indígenas na região do Rio Negro, especialmente aquelas comunidades mais distantes.

    Essas antenas e kits solares são essenciais para garantir a conectividade nessas comunidades, permitindo o acesso à internet e promovendo a inclusão digital. Além disso, os kits solares fornecem uma fonte de energia limpa e sustentável, contribuindo para a preservação ambiental.

    Acesso à internet é fundamental para o desenvolvimento e a inclusão digital das comunidades indígenas, permitindo o acesso a informações, educação, saúde e oportunidades econômicas.

    A FOIRN está realmente fazendo a diferença ao priorizar as comunidades mais distantes, que muitas vezes são as que enfrentam maiores desafios de acesso à internet. Essa iniciativa não só ajuda a reduzir a exclusão digital, mas também fortalece a voz e autonomia dessas comunidades.

    FOIRN está cumprindo o compromisso contínuo em conectar os povos indígenas na região do Rio Negro. Estamos fazendo um trabalho incrível com a certeza de que essa conectividade trará grandes benefícios para as comunidades locais.

    A Federação está de parabéns por mais essa conquista na implementação do PGTA. Essa entrega demonstra o compromisso contínuo da organização em fortalecer as comunidades indígenas, garantir o acesso à informação e promover práticas sustentáveis. Desejamos muito sucesso no desenvolvimento deste importante plano nas comunidades Caruru do Alto Rio Tiquié e Santa Teresinha do Rio Yawiarí. Temos a expectativa de acompanhar e ver os resultados positivos que serão alcançados através dessa iniciativa.

    O PGTA é uma estratégia que busca envolver as comunidades indígenas na gestão de seus territórios, levando em consideração seus conhecimentos tradicionais e suas necessidades socioambientais. É uma forma de empoderamento das comunidades locais, garantindo o respeito aos direitos indígenas e contribuindo para a conservação dos recursos naturais.

  • A Foirn continua conectando a região do baixo Uaupés com mais pontos de Internet via satélite

    A Foirn continua conectando a região do baixo Uaupés com mais pontos de Internet via satélite

    A entrega de mais três antenas Starlink pela FOIRN mostra o compromisso contínuo da organização em promover a conectividade nas comunidades indígenas da região do Rio Negro.

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) por meio do diretor Vice-presidente e de referência da Coordenadoria das Organizações Indígenas do Uaupés, Tiquié e Afluentes (DIAWI’Í), Nildo Fontes Tukano, entregou nesta quinta-feira, 04/04, a cessão de mais três antenas starlinks além das que já estão instaladas na região desde o ano de 2023.

    As antenas Starlink têm se mostrado uma solução eficiente para levar acesso à internet para áreas remotas, como é o caso das comunidades indígenas (Cunurí, São Pedro e Matapí) da região do baixo Uaupés. Essa tecnologia proporciona uma conexão rápida e confiável, permitindo que essas comunidades se conectem com o resto do mundo, acessem informações e serviços online essenciais.

    A colaboração da Nia Tero e do Bezos Earth Fund no apoio aos projetos de serviços de instalação das antenas Starlink no território indígena do Rio Negro é fundamental para garantir que as comunidades indígenas tenham acesso à internet.

    A Nia Tero é uma organização sem fins lucrativos que trabalha em parceria com povos indígenas para proteger a biodiversidade e os conhecimentos tradicionais. O Bezos Earth Fund, por sua vez, foi criado pelo fundador da Amazon, Jeff Bezos, com o objetivo de combater as mudanças climáticas e promover a sustentabilidade.

    Essa parceria entre a FOIRN, Nia Tero e Bezos Earth Fund demonstra um compromisso conjunto em promover a inclusão digital das comunidades indígenas. A internet desempenha um papel crucial no desenvolvimento socioeconômico dessas comunidades, permitindo o acesso à educação, saúde, informações verdadeiras e oportunidades de trabalho.

    A FOIRN através do seu diretor presidente, Marivelton Baré, tem a iniciativa de buscar apoio externo para expandir o acesso à internet via satélite nas comunidades indígenas do Rio Negro. E na oportunidade expressamos a nossa gratidão à Nia Tero e ao Bezos Earth Fund por seu suporte nesse projeto tão importante. Esperamos que essa colaboração inspire outras organizações, governos e indivíduos a investirem na conectividade das áreas remotas do país.

    Estamos animados em saber que teremos mais instalações de internet Starlink, e que estão a caminho da região de difícil acesso do Alto Uaupés na região da COIDI.

    Vamos continuar mantendo todos bem atualizados sobre essas informações. Fiquem atentos às novidades e aguardem por mais detalhes sobre os próximos passos desse projeto.


  • Canoa virtual: projeto conecta comunidades indígenas do Rio Negro à internet

    Canoa virtual: projeto conecta comunidades indígenas do Rio Negro à internet

    Projeto de fortalecimento da comunicação na parceria Foirn e ISA, apoiado pela Rainforest, Nia Tero e Fundação Moore instala oito pontos de internet via satélite

    Equipamento do ponto de internet instalado na comunidade Açai, Médio Rio Uaupés. Foto: Juliana Radler/ISA

    A pandemia de Covid-19 nos trouxe desafios e deixou muito evidente a importância de investirmos em melhorias de comunicação para as comunidades. O que já tínhamos falado muito nas oficinas de PGTA, assim como nossa juventude indígena também sempre enfatiza essa prioridade! A necessidade de manter contato com as equipes de saúde, sobretudo para ações emergenciais de resgate e atendimento para os doentes de Covid-19, mostrou que é preciso urgente ampliar os pontos de internet, assim como o número de radiofonia integrados ao 790.

    A comunicação instantânea por meio da internet salva vidas e é um instrumento de trabalho fundamental para as equipes de saúde, lideranças, profissionais da educação e para o desenvolvimento de toda a comunidade. Sabemos que as novas tecnologias também trazem besteiras. Mas colocando na balança, sabemos que pode trazer muito mais benefícios e bem viver para as comunidades do que problemas. Basta termos consciência e sabermos usar a tecnologia a nosso favor!

    Nesse sentido, no âmbito das ações de enfrentamento à pandemia de Covid-19, o Instituto Socioambiental (ISA) promoveu a instalação de oito pontos de internet via satélite nas seguintes comunidades: Canadá, Panapana e Vista Alegre (Içana), São Pedro e Pirara Poço (Tiquié), Açaí (Baixo Uaupés) e Cartucho e Acariquara, nos rios Negro e Jurubaxi.

    Kit de navegação na internet

    Foram instalados antena, roteador, modem e um pacote de energia solar para manter o sistema. Também serão instalados um notebook com uma impressora para apoiar nos trabalhos da comunidade. Também foi apoiado melhorias estruturais no local de instalação da internet, quando necessário. Essa primeira etapa da internet via satélite terá duração de 12 meses e espera-se que a partir desse bom uso pelas comunidades, a infraestrutura seja mantida para impulsionar os trabalhos realizados no âmbito da parceria FOIRN-ISA.

    Nessa primeira etapa foram contempladas 3 coordenadorias e o critério de escolha foi relacionado ao envolvimento das comunidades com trabalhos voltados às cadeias produtivas, rede de Agentes Indígenas de Manejo Ambiental (aimas), Rede Wayuri, turismo de base comunitária e gestão territorial e ambiental. No início do ano que vem está prevista uma oficina de fortalecimento para o bom uso da internet e como explorar da melhor forma esse meio de comunicação para o bem viver da comunidade.

    Rosivaldo Lima Miranda, do povo Piratapuia, da comunidade de Açaí, no Baixo Uaupés. Foto: Juliana Radler/ISA

    Rosivaldo Lima Miranda, do povo Piratapuia, da comunidade de Açaí, no Baixo Uaupés, recebeu a visita da comitiva do diretor Nildo Fontes, da Diawi’i no início de dezembro. Na ocasião, ele elogiou a instalação da internet. “Esse trabalho nos beneficiou muito. Nos ajuda na comunicação na saúde, educação, na comunicação com os parentes de fora, que estão em São Paulo, em São Gabriel. A gente nunca tinha sonhado em ter essa comunicação de primeira qualidade. E agora com isso vamos melhorar muito nosso trabalho comunitário e em prol do meio ambiente”, comentou Rosivaldo.

    A Foirn e seus convidados que estavam a caminho do rio Tiquié puderam verificar o bom funcionamento da internet, inclusive possibilitando conexão por áudio e vídeo. Nosso diretor Nildo comentou que com essa ampliação de internet de qualidade nas comunidades, será muito viável fazer mais articulações, viagens mais longas e trabalhos direto das comunidades. “Muitas vezes temos que voltar para a cidade por causa dos trabalhos que dependem de internet. Agora, posso ficar mais tempo nas bases e trabalhar daqui mesmo”, disse Nildo em Açaí.

    Baniwa defende TCC direto da comunidade de Vista Alegre

    O acadêmico Baniwa Alexandre Rodrigues Brazão conseguiu fazer a defesa do seu trabalho de conclusão de curso (TCC) intitulado “Calendário diferenciado da Escola Municipal Indígena Menino de Deus da comunidade Warirambá, rio Cuiari”, usando a plataforma Google meet, direto da internet instalada na comunidade de Vista Alegre (Rio Cuiary, afluente do Içana).

    Alexandre Rodrigues Brazão, defendeu seu trabalho de conclusão direto da comunidade Vista Alegre, rio Cuiarí. Foto: Reprodução

    O trabalho integra o curso de Licenciatura em Formação de Professores Indígenas, da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), sob a orientação do professor doutor Gersem Luciano Baniwa. Sua banca examinadora contou com os professores Elciclei Faria dos Santos, Elias Brasilino de Souza e de notório saber, Brasilino Felipe dos Santos Baniwa.

    Para Brazão, defender seu TCC direto da comunidade foi uma emoção grande, além de um fator de economia, praticidade e em tempos de pandemia de Coronavírus, segurança para ele e sua comunidade, pois evitou se deslocar até a cidade, onde há aumento de casos da doença nesse momento de segunda onda. A defesa ocorreu no dia 18 de dezembro.

  • Foirn amplia a Rede de Radiofonia no Médio Rio Negro

    Foirn amplia a Rede de Radiofonia no Médio Rio Negro

    Presidente da Foirn, Marivelton Rodriguês Barroso e líder da comunidade Açaituba, Manuel Rodrigues Menezes. Foto: Eliezer Sarmento/Foirn

    Na última semana de setembro (27 a 29/09), o Diretor Presidente da Foirn, Marivelton Rodriguês Barroso, juntamente com a diretoria da Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (Acimrn), viajou para a região do Médio Rio Negro, precisamente em algumas comunidades localizadas no município de Santa Isabel do Rio Negro para a instalação de novas estações de radiofonia.

    Os novos equipamentos foram adquiridos com o apoio dos recursos da Caixa Econômica Federal através da Fundação Estadual do Índio FEI/AM, resultado de um projeto apresentado pela Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro em 2011, ainda no âmbito do Território Rio Negro da Cidadania Indígena.

    Açaituba, Jerusalém, Abianai e Tawarí (Rio Uneuixí) foram as comunidades onde os equipamentos foram instalados. A próxima comunidade a ter sua radiofonia será a Águas Vivas localizado no Rio Preto.

    Atualmente são mais de 170 estações de radiofonias no Rio Negro. A gestão da Rede de Radiofonia Indígena é feita pela Foirn. Que possui uma estação central na sede em São Gabriel da Cachoeira. A central funciona de segunda-feira a sexta-feira, e atende a população indígena que são os principais usuários.

    A rede presta importante serviço de comunicação o Distrito Sanitário Especial Indígena do Rio Negro que mantêm equipes multidisciplinares em área para o atendimento das comunidades indígenas. Outras instituições locais também usam esse meio para sua comunicação com as comunidades.

    Para a aquisição de novos equipamentos é preciso apoio, e a Foirn, busca através de seus parceiros meios e recursos para atender as demandas de novas radiofonias, pois, apesar de as existentes parecer muito, são poucos, ainda existe várias comunidades indígenas que esperam e buscam esse meio meio de comunicação.

    Saiba como apoiar a Foirn para aquisição de novos equipamentos. Acesse o site: www.foirn.org.br

  • Novas estações de rádiofonia são instaladas no Médio Rio Negro

    Novas estações de rádiofonia são instaladas no Médio Rio Negro

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    Nos dias 11 a 12 de fevereiro, o diretor presidente da FOIRN, Marivelton Rodriguês Barroso, fez uma viagem ao médio Rio Negro com objetivo de instalar novas estações de rádiofonia em algumas comunidades na região.

    Em algumas comunidades como de Aruti e Massarabí foram feitas reposições de novos equipamentos (uma rádiofonia, placa solar e bateria). Pois, já havia rádiofonia nessas comunidades, mas, foram danificados ao longo do tempo.  A exemplo da comunidade Aruti, onde o equipamento durou mais de 20 anos.

    As comunidades Uabada II e  Itaiaçu (apenas placa solar) foram também contempladas. “É muito importante para nós ter essa rádiofonia, é muito difícil ficar sem meio de comunicação com vocês (Foirn) e outras comunidades”, disse líder da comunidade Uabada II, localizado no município de Santa Isabel do Rio Negro.

    Ao todo serão 15 rádiofonias a serem instalados nesse ano em todo o Rio Negro, divididas em cada uma das 5 coordenadorias regionais. As demais coordenadorias regionais devem se programar para realizar as instalações ainda neste primeiro semestre.

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    No Rio Negro a radiofonia é o único meio de comunicação que funciona onde tem esse equipamento. Apesar de existir em algumas comunidades telefones “orelhão”, mas, sempre estão com problemas. E em algumas localidades já tem pontos de internet, mas, é pouco usado pelas comunidades.

    Hoje, a FOIRN administra a Rede de Radiofonia Indígena do Rio Negro, que conta com mais de 180 estações.

    As estações instaladas nesse ano foram adquiridos através do projeto Fortalecimento de Rede de Comunicação da FOIRN apoiado pela H3000/Aliança pelo Clima.