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  • PRESTAÇÃO DE CONTAS DO PROJETO DE PESCA ESPORTIVA DO BAIXO RIO UNEUIXÍ – TEMPORADA 2021-2022

    PRESTAÇÃO DE CONTAS DO PROJETO DE PESCA ESPORTIVA DO BAIXO RIO UNEUIXÍ – TEMPORADA 2021-2022


    Lideranças das comunidades e sítios se reúnem junto as instituições parceiras na comunidade Tabocal do baixo rio Uneuixí para prestação de contas do projeto de pesca esportiva de base comunitária da temporada 2021-2022.

    Nos dias 01 e 02 de abril de 2022, lideranças representantes das comunidades Tabocal do Uneuixí, Tawarí, dos sítios Bacuri, Nazaré do Uneuixí, Matozinho, Santa Bárbara, Escondido, vigilantes e representantes das instituições: FOIRN, ISA, ACIMRN, FUNAI e empresa ZALTANA estiveram reunidos na Comunidade Tabocal do Uneuixí, com o objetivo de tratar sobre a prestação de contas do Projeto de Pesca Esportiva de Base Comunitária pertencente ao município de Santa Isabel do Rio Negro.

    Representantes das Instituições e comunitários presentes na prestação de contas. Foto: Rhariton Horácio /ACMIRN


    O Presidente da FOIRN Marivelton Rodrigues do Povo Baré, explicou sobre os processos burocráticos para que sejam feitas as operações de pagamentos, que devem ser aprovados pelos diretores e ter notas comprobatórias, para que não haja furos no usufruto dos recursos.
    Guilherme Veloso CTL da FUNAI, lembrou que os vigilantes não podem ser cobrados como fiscalizadores, pois nem mesmo a FUNAI faz esse tipo de serviço, a obrigação é anotar as informações e os dados dos responsáveis, e chamou atenção sobre pessoas que entram com sintomas de embriaguez, que devem somente pegar as informações pessoais destes e colocar nos relatórios.
    Jéssica alertou que mesmo não havendo esse poder de fiscalização, os relatórios bem feitos, a longo prazo, servem de respaldo para quando houver uma movimentação política voltado para esse termo, estarem cobrando ao poder público voltado a esse interesse.
    O empresário da Zaltana comentou sobre a situação da fiscalização da Capitania dos Portos, que estes deveriam vir durante a temporada de pesca, para que fiscalizem os barcos, pois nem todos estão aptos para atuarem as atividades de pesca.
    Marivelton Rodrigues relembrou sobre o seminário de turismo que foi realizado no ano de 2021 em São Gabriel da Cachoeira, organizado pela FOIRN e ISA. Também a pedido das Comunidades será feita a fiscalização pelos órgãos competentes e ressaltou ainda que a empresa Zaltana é a única que está com a documentação em dia, e tem notificado sobre a vacinação dos turistas que adentram o rio.
    O mesmo lembrou ainda, que deve ser cobrado o que foi aprovado no contrato sobre quantidades e tipo de animais e peixes capturados.

    Após isso fixaram a data para a capacitação dos vigilantes e monitores na primeira semana de agosto, ficando a FUNAI e ISA responsáveis em articular essa atividade, e o local foi firmado na comunidade Bacuri, podendo trazer vigilantes do projeto do rio Jurubaxí, com a participação em média de 30 participantes.
    A coordenadora do departamento de negócios, Luciane Lima, Jéssica do ISA, a técnica de turismo Tífane, diretor presidente da FOIRN, Marivelton Rodrigues, os empresários Lucas e Renan e Guilherme, da FUNAI, agradeceram a todos e parabenizaram a equipe da ACIMRN, que está fazendo um ótimo trabalho apesar de ser uma equipe jovem, porém de muita responsabilidade e lamentou pelo governo atual por dificultar os trabalhos da FUNAI em prol dos povos indígenas.

  • Carta de Manifesto contra PL 191/2020

    Carta de Manifesto contra PL 191/2020

    Na ocasião da sua 40ª Reunião Ordinária do Conselho Diretor, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn) soma forças com os povos indígenas de todo o Brasil que chegam hoje a Brasília para participar do 18° Acampamento Terra Livre (ATL). Esse ano a maior mobilização indígena nacional foca na resistência frente à política genocida do governo federal, que paralisou a demarcação das terras indígenas e desestruturou órgãos de defesa e fiscalização, como Funai, Ibama e ICMBio.

    Com o tema “Retomando o Brasil: Demarcar Territórios e Aldear a Política”, o ATL ocorrerá entre hoje e 14 de abril. O combate ao PL 191/2020, projeto de lei que pretende liberar projetos de grande escala em terra indígena, como mineração e hidrelétricas, é a nossa principal bandeira de luta. Por isso, enviamos a maior delegação de nossa história para Brasília, com 17 lideranças do rio Negro participando da mobilização convocada pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib).

    “Necropolítica bolsonarista”

    Para nós, 23 povos indígenas do rio Negro, esse projeto declara a morte da floresta e dos povos originários, trazendo a degradação ambiental, a opressão e o desrespeito à nossa autodeterminação. Dizemos NÃO a qualquer empreendimento que possa degradar e usurpar nossas terras, nossos modos de vida e cultura. Não queremos que o rio Negro um dia se torne poluído e morto como o rio Doce.

    A partir dos nossos planos de gestão territorial e ambiental (PGTAs), sabemos como queremos desenvolver projetos sustentáveis em nossos territórios demarcados, sempre tendo como princípio o Bem Viver, que depende diretamente do meio ambiente saudável e da saúde das nossas comunidades e dos nossos corpos.

    Lutamos hoje com a mesma força que nossos antepassados defenderam nossos territórios e cultura frente à violência colonial que persiste em nosso país. Que no futuro nossos filhos e netos possam se orgulhar de serem indígenas e de manterem a floresta em pé. A vida no planeta depende diretamente da tomada de consciência frente a maior ameaça que a humanidade já teve que enfrentar, a emergência climática.

    Conselho Diretor FOIRN

    Informações para a imprensa: (97) 9810-44598

  • INAUGURAÇÃO DA SEDE DA FOIRN | Fundada em 30 de Abril de 1987, a FOIRN foi criada para defender os direitos dos povos indígenas que habitam a região do Rio Negro no Amazonas.

    INAUGURAÇÃO DA SEDE DA FOIRN | Fundada em 30 de Abril de 1987, a FOIRN foi criada para defender os direitos dos povos indígenas que habitam a região do Rio Negro no Amazonas.

    A FOIRN é uma associação civil sem fins lucrativos, sem vinculação partidária ou religiosa. Compõe-se de 05 Coordenadorias Regionais que reúnem mais de 90 organizações de base representantes das comunidades distribuídas ao longo dos principais rios afluentes do Rio Negro.

     São mais de 750 comunidades, onde habitam mais de 35 mil indígenas, compreendendo aproximadamente 10% da população indígena do Brasil, pertencentes aos 23 povos étnicos representantes das famílias linguísticas Tukano, Aruak, Nadahup e Yanomami.

    Na região existem as seguintes etnias: Tukano, Desana, Kubeo, Wanana, Tuyuka, Piratapuia, Miriti-tapuia, Arapaso, Karapanã, Bará, Barasana, Siriano, Makuna, Baniwa, Kuripaco, Baré, Werekena, Tariana, Hupda, Yuhupde, Dow, Nadöb e Yanomami.

    ‘’Nesse momento de inauguração prévia da estrutura, estamos utilizando novo espaço, registrar que, ainda temos o anexo para construir e a casa de produtos indígenas do rio negro.  Com isso faremos uma mega inauguração de toda estrutura das novas dependências da Foirn. Em especial registramos também os nossos apoiadores que depois de tantos anos acreditaram e também viram a necessidade, de que a Foirn precisaria não só do apoio nas atividades, mas de uma estrutura física para poder comporta inclusive a equipe de trabalho, por que a estrutura estava condenada e poderia acontecer um acidente.’’ Marivelton Barroso – Povo Baré

  • NOTA DE ESCLARECIMENTO

    NOTA DE ESCLARECIMENTO

    A Organização Baniwa e Koripako Nadzoeri, que congrega e representa 85 comunidades e 10 associações do povo Baniwa e Koripako que ocupam milenarmente a Bacia do Rio Içana, vinculada a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), vem a público esclarecer sobre o pronunciamento feito pelo senador Plínio Valério (PSDB-AM), nesta última terça-feira, dia 2 de fevereiro, na Tribuna do Senado Federal.

    O senador menciona uma carta de jovens lideranças indígenas Baniwa da comunidade de Castelo Branco na qual eles atacam organizações da sociedade civil e as acusam de tutelarem os indígenas e impedirem o desenvolvimento econômico. A Nadzoeri, coordenadoria da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), que representa os povos originários da calha do rio Içana e seus afluentes desconhece o conteúdo dessa carta feita por apenas uma das 85 comunidades e assinada por somente 50 pessoas, de uma população total de 6 mil indígenas que habitam a Bacia do rio Içana. Com isso, afirmamos que essa carta não representa os interesses do povo Baniwa e Koripako e sequer chegou ao conhecimento das suas lideranças tradicionais e de líderes eleitos e reconhecidos pelas organizações sociais e políticas do nosso povo.

    Os interesses de grupos empresariais que desejam explorar as terras indígenas sem passar pela consulta livre, prévia e informada parecem mover o senador Plínio Valério. O senador tenta criar um ambiente de hostilidade e de acusações infundadas contra organizações da sociedade civil que lutam pelos direitos indígenas no Noroeste Amazônico há mais de duas décadas e lutam por políticas públicas efetivas para o desenvolvimento da região e do bem viver dos povos indígenas.

    Lembrando que desde 2014 a região da comunidade de Castelo Branco tem sido foco de entradas ilegais de empresário do setor de mineração. Esse empresário que age na ilegalidade já foi registrado criticando a atuação de organizações indígenas e seus parceiros que defendem os interesses coletivos, tentando criar discórdia e criminalizar lideranças.

    Os povos indígenas não são tutelados por nenhuma outra instituição da sociedade civil, nem mesmo pelo Estado Brasileiro. Somos livres e temos pleno gozo de nossos direitos culturais, territoriais e coletivos, conforme está previsto no artigo 231 da Constituição Federal. Também temos direito à autonomia e à autodeterminação, conforme está previsto na Convenção 169 da OIT, de decidir sobre nosso presente e futuro e das atividades que desejamos realizar para o nosso desenvolvimento social, econômico e político.

    Hoje, existe o Plano de Gestão Territorial Ambiental do Rio Negro (PGTA) – http://www.pgtas.foirn.org.br – no qual existem diretrizes dadas pelas comunidades para o desenvolvimento do povo Baniwa e Koripako, assim como suas necessidades relacionadas a investimentos e políticas públicas. Afirmamos que as organizações da sociedade civil têm papel fundamental na construção coletiva e colaborativa do desenvolvimento sustentável em nossa região, suprindo muitas vezes a ausência de políticas públicas do Estado.

    Lamentamos que um senador do Amazonas demonstre tamanho desconhecimento sobre a nossa região do Noroeste amazônico e tente, por interesses econômicos, manipular a opinião pública contra organizações que trabalham em prol das populações indígenas na Amazônia brasileira.

  • Embaixador de Luxemburgo no Brasil Carlos Krieger chegou em São Gabriel da Cachoeira para conhecer e visitar as Instituições do município.

    Embaixador de Luxemburgo no Brasil Carlos Krieger chegou em São Gabriel da Cachoeira para conhecer e visitar as Instituições do município.

    A Federação das organizações indígenas do Rio Negro – FOIRN, o recebeu na manhã desta quinta- feira (28/01) na sala da presidencia, onde ele pôde conhecer os trabalhos que a Instituição desenvolve na região, área de atuação politica, demandas e desafios e também uma aproximação para garantir apoio financeiro de cooperação de algumas agências de Luxemburgo, isso foi ressaltado durante essa visita, participaram da conversa o Diretor Presidente da FOIRN, Marivelton Rodrigues Barroso (Povo Baré), a Coordenadora do departamento de Mulheres Indigenas do Rio Negro – DMIRN, Maria do Rosario (Povo Baniwa) e o presidente da Associação das Comunidades Indigenas do Médio do Rio Negro – ACIMRN, Adilson Joanico( Povo Baniwa). Também foi reiterado sobre as pautas: Gênero e Juventude, mudanças climáticas, atividades produtivas no âmbito da cadeia de valores produtos da sociobiodiversidade.



    A coordenadora do Dmirn apresentou a luta e o papel que ela e suas companheiras (Larissa Duarte( Povo Tukano) e Glória Braga (Povo Baré), representam na região do rio negro.
    “Ontem (27/01) foi uma data especial para nós, o departamento completou 20 anos de criação dentro da Federação, infelizmente não pudemos reunir as mulheres para essa grande festa por causa da covid19,” Comentou Dadá Baniwa.
    Está sendo organizado para outra data a definir a comemoração, momento de reflexão da luta e o protagonismo das mulheres indígenas.

    Joanico comentou sobre o funcionamento da casa de Frutas em Santa Isabel do Rio Negro, o desenvolvimento econômico para os povos indígenas que pertence a Associação, e conta com apoio de parceiros financiadores. A mudança Climática tem um impacto na vida nas comunidades ribeirinhas, o mesmo afirma que vai continuar lutando pelos direitos do povo que representa.

    “Ficou garantido que a interlocução deve continuar e que logo em breve a gente possa somar os esforços de cooperação de apoio às atividades pontuais no nosso contexto rionegrino.” Afirma Diretor Presidente Marivelton Barroso.

  • DMIRN fortalece parceria com o município para enfrentamento à violência contra mulher

    DMIRN fortalece parceria com o município para enfrentamento à violência contra mulher

    Coordenadoras da Coordenadoria da Secretaria Municipal de Assistência Social e Departamento de Mulheres da Foirn. Foto: Valdemar Lins/Foirn

    O Departamento de Mulheres Indígenas da Foirn (DMIRN) e a Coordenadoria das Mulheres da Secretaria Municipal de Assistência Social de São Gabriel da Cachoeira (AM) estão fortalecendo a parceria e vão compartilhar as agendas de atividades neste semestre.


    Representantes do DMIRN e da Coordenadoria Municipal de Mulheres reuniram-se nesta segunda-feira, 24/1, e definiram ações de enfrentamento da violência contra a mulher, entre elas palestras e encontros nos bairros. Essas atividades terão a participação de profissionais convidados para apoiar e fortalecer o diálogo com as mulheres.


    Coordenadora do DMIRN, Maria do Rosário Martins Piloto (Dadá Baniwa) informa que as duas coordenações irão também estreitar a parceria com a Defensoria Pública, instalada em 2021 na sede do município.

    “Vamos nos reunir com a Defensoria Pública para tratar sobre a violência contra a mulher, os procedimentos de uma denúncia, como podemos ajudar as mulheres que sofrem violência”, afirmou Dadá Baniwa.


    As coordenadoras do DMIRN, Larissa Duarte Tukano e Dadá Baniwa também apresentaram o evento de comemoração do aniversário do departamento, que completa 20 anos em 2022. O evento seria realizado no dia 8 de março, mas devido ao contexto atual da pandemia no município, será adiado, com nova data ainda não definida.


    Outras atividades realizadas em 2021, como a Formação de Promotoras Legais Populares Indígenas, foram compartilhadas na reunião. Essa ação, que prepara as mulheres para agirem de forma a prevenir a violência, será retomada este ano.

    Na imagem, as coordenadoras do DMIRN e Coordenadoras da Coordenadoria da Mulher da Secretaria Municipal de Assistência Social (SEMAS): Celmara Matos, Sandra, Maria do Rosário Martins Piloto Baniwa e Larissa Duarte Tukano.

    Saiba mais sobre o nosso Departamento de Mulheres, acesse: https://foirn.org.br/mulheres/

  • Rede de Turismo Indígena do Rio Negro é criada no I Encontro de Turismo em São Gabriel da Cachoeira-AM

    Rede de Turismo Indígena do Rio Negro é criada no I Encontro de Turismo em São Gabriel da Cachoeira-AM

    O 1º Encontro de Turismo Indígena do Rio Negro ocorreu na comunidade de Duraka, situada na Terra Indígena Médio Rio Negro I, em São Gabriel da Cachoeira (AM), entre os dias 10 a 12 de dezembro. Reunir as iniciativas que já existem e identificar novas comunidades que desejam fazer parte deste roteiro foi um dos objetivos do encontro.

    Atualmente, existem 17 iniciativas de turismo indígena mapeadas na região, sendo algumas delas já em plena atuação, como o turismo de pesca esportiva em Santa Isabel do Rio Negro (rios Marié e Jurubaxi) e o roteiro Serras Guerreiras de Tapuruquara. O turismo Yanomami ao Pico da Neblina terá sua primeira expedição comercial em janeiro de 2022.

    Em um ambiente colaborativo com muitas trocas de informações entre as inciativas também aconteceram apresentações sobre a Cadeia de Turismo, Relação Anfitrião-Turistas e Cultura Alimentar como Atrativo Turístico.

    A mesa redonda sobre “Turismo como ferramenta de governança e segurança nos territórios indígenas”, contou com a participação de Marcos Wesley Oliveira-Coordenador Programa Rio Negro do ISA, Júlio José Araújo Júnior-Procurador MPF, Renata Carolina Correa Vieira- Advogada/ISA, Ricardo Peixoto-General 2ª BDA INF SL, Carlos Marcelo da Silva-Major 2ª BGDA INF SL, Ernani Sousa Gomes-Coordenador Dsei-ARN, Ernesto Rodriguês Estevão – Coordenador CAIMBRN e Marivelton Rodrigues Barroso-Diretor Presidente da FOIRN. A mesa discutiu a segurança e defesa dos territórios e papéis das organizações indígenas no território junto às iniciativas de turismo da região.

    O turismo em terras indígenas segue as diretrizes da IN03/2015, instrução normativa da Fundação Nacional do Índio (Funai) que, por meio do desenvolvimento de um Plano de Visitação, busca o protagonismo das comunidades indígenas na realização de turismo nos seus territórios.

    Rede de Turismo Indígena do Rio Negro

    Após as experiências compartilhadas e de debates sobre o tema, foi criado a Rede de Turismo Indígena do Rio Negro.

    O espaço será formado pela FOIRN, associações locais e suas inciativas que visa apoiar as iniciativas de turismo indígena contribuindo para o fortalecimento destas através da mobilização conjunta, da discussão de políticas públicas que apoiem o turismo indígena de base comunitária e da formação de parcerias com diversos setores da sociedade.

    Com apoio do projeto ForEco – Rainforest Foundation e Embaixada Real da Noruega (ERN), o encontro contou com a presença de Susy Simonetti, professora do curso de Turismo da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), doutora em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia e que vem trabalhando junto à comunidades no Mosaico do Baixo Rio Negro.

    O evento foi realizado pela Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn) e pelo Instituto Socioambiental (ISA)

  • Apoiadores e parceiros visitam projetos desenvolvidos pela Foirn no Rio Negro

    Apoiadores e parceiros visitam projetos desenvolvidos pela Foirn no Rio Negro

    Representantes da Rainforest Foundation Norway (RFN), Oficial da União Européia (UE) no Brasil e Instituto Socioambiental (ISA) passaram alguns dias no Rio Negro (16 à 20/11) para visitar a Foirn e alguns de seus projetos realizados com suas parcerias e apoio.

    A delegação foi composta por: Martina Bogado Duffner, Torris Tillmann Jager e Ellen Hestnes Ribeiro (RFN), Stefan Hermann Agne (EU), Aloísio Cabalzar, Natalia Pimenta, Rodrigo Junqueira, Jefferson Camarão e Bianca (ISA).

    A delegação cumpriu uma agenda de visita no Rio Negro. A primeira participação foi o II Encontro do Comitê Gestor do Fundo Indígena do Rio Negro (FIRN), realizado no dia 16 de novembro de 2021, na sala de reunião do ISA.

    A FOIRN através da coordenação do FIRN apresentou as suas atividades, abrangência e funcionamento. De origem alemã, Stefan Hermann Agne da delegação da União Europeia no Brasil, em sua apresentação disse que mora em Brasília e, é responsável pela cooperação entre a União Europeia e Brasil, entre o governo e sociedade civil, que também apoia os povos indígenas. Há seis anos a UE apoia ações voltadas para o projeto de Cadeias de Valores e encerra este ano, mas, vai continuar o apoiando especificamente os povos indígenas na Amazônia.

    Torris Tillmann Jager, Diretor da RFN está na função há 6 meses falou da sua primeira visita ao Brasil e ao Rio Negro no Amazonas e contou que quando a Ellen Hestine apresentou o projeto para ele e mostrou a foto da praia de São Gabriel da Cachoeira ficou feliz e encantado em continuar os trabalhos iniciados por ela anteriormente, em apoiar a FOIRN e aos povos indígenas do Rio Negro.

    Delegação visita Casa de Frutas Secas em Santa Isabel do Rio Negro

    Acompanhado pelo Diretor Presidente da FOIRN, Marivelton Barroso do povo Baré, a delegação visitou um projeto desenvolvido por estes apoiadores no dia 16 de novembro no município de Santa Isabel do Rio Negro. Foram recebidos de forma calorosa pela população e lideranças da Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (ACIMRN), com dança caxirí na cuia da cultura regional (nome da dança) e em seguida foi servido um jantar de comidas típicas.

    Na manhã do dia 17/11, a delegação participou de uma reunião no auditório da Escola Santa Isabel do Rio Negro , onde foram apresentadas as atividades do Departamento de Mulheres e Jovens Indígenas no Rio Negro, projetos e ações relacionados ao Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro e Turismo Comunitário em Terras Indígenas.

    A ACIMRN é uma associação de grande importância para as comunidades da região do médio Rio Negro, atualmente com estrutura e organização fortalecida com apoio dos parceiros e financiadores. Desde ano passado há uma representação do Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro (DMIRN) e Jovens Indígenas do Rio Negro (DAJIRN) no âmbito da associação.

    A Casa de Frutas Seca é resultado do trabalho no âmbito do Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro (Reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil em 2010 pelo IPHAN) vai fortalecer a economia local, onde os produtores indígenas terão mais uma opção para a comercialização de seus produtos, além de seus clientes ou instituições.

    O beneficiamento e comercialização dos produtos remanescentes das vendas dos produtores indígenas da região serão através da Casa de Frutas Secas.

    Nessa reunião a delegação conheceu a nova diretoria da ACIMRN eleita no início de novembro, que terá a gestão entre 2022-2025.

    Comitiva visita a comunidade Cartucho – Médio Rio Negro

    No retorno de Santa Isabel do Rio Negro, 17/11, a comitiva fez uma breve parada na comunidade de Cartucho, onde os comunitários aguardavam com uma calorosa recepção. Germano Sanches Batazar, da etnia Baré, cacique da comunidade agradeceu aos visitantes pela visita. A oportunidade presidente da FOIRN falou da importância da parceria entre a Federação e o Instituto Socioambiental para desenvolver iniciativas inovadoras e sustentáveis em Terras Indígenas. E falou do Projeto Serras Guerreiras desenvolvido nessa região, e lançou o convite para os visitantes na próxima vez conhecer melhor a atividade dessa iniciativa.

    Visita a Casa de Produtores Indígenas do Rio Negro – Wariró

    A delegação fez uma breve visita a Casa de Produtos Indígenas do Rio Negro – Wariró, onde pôde conhecer a diversidade cultural indígena do Rio Negro, um rico patrimônio material e imaterial que valoriza a cultura dos povos e estimular a geração de renda a partir da produção sustentável de produtos artesanais. A marca Wariró, um ser mitológico cuja morada está na serra de Curicuriari, ou Bela Adormecida, atualmente cartão postal de São Gabriel da Cachoeira, e está relacionado ao início do cultivo dos alimentos e da fartura nas roças.

    Comitiva visita Maloca do Conhecimento Baniwa de Itacoatiara Mirim

    Para finalizar a agenda de visita no Rio Negro, a comitiva visitou a comunidade de Itacoatiara Mirim no dia 18/11, nas mediações de São Gabriel para realizar trilha ecológica com Sr. Luiz Baniwa, cacique da Casa do Conhecimento Baniwa que conduziu a equipe para um passeio e conhecer um pouco do seu costume e sua cultura.

  • Lideranças indígenas participam de formação sobre associativismo e governança no Rio Negro

    Lideranças indígenas participam de formação sobre associativismo e governança no Rio Negro

    O encontro aconteceu entre os dias 24 a 26 de novembro no Telecentro do Instituto Socioambiental (ISA) em São Gabriel da Cachoeira.

    Participantes da formação realizada em São Gabriel da Cachoeira . Foto: Ray Baniwa/Foirn

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – FOIRN promoveu entre os dias 24 a 26 de novembro, em São Gabriel da Cachoeira, a 852 km de Manaus, uma formação em gestão de associações voltada para lideranças comunitárias. Participaram da capacitação cerca de 30 membros de cinco associações de base da FOIRN: Caiarnx (Alto Rio Negro, Xié e Balaio), Nadzoeri (Bacia do Içana), Caimbrn (Médio e Baixo Rio Negro), Diawi´i (Baixo Uaupés, Rio Tiquié e Afluentes) e Coidi ( Médio, Alto Uaupés e Rio Papuri).

    Os temas abordados durante a formação foram assessoria jurídica e contábil, fluxo de trabalhos, assim como o histórico do associativismo e a governança do movimento indígena do Rio Negro. Além disso, foram realizadas a regularização e balanço contábil de uma associação como exemplo prático. Atualmente, são 90 associações de base em toda a região do Rio Negro, que compreende os municípios de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira.

    Para Damásio Tukano, da coordenadoria Diawii, que participou da formação em São Gabriel da Cachoeira, é importante que as lideranças indígenas que estão nas associações de base conheçam os processos para conseguir fazer os trabalhos e manter a associação ativa juridicamente.  “São conhecimentos e informações que muitas vezes não sabemos. Participar dessa formação nos ajuda a levar informações para outras lideranças que estão nas associações”.

    Damásio Tukano, liderança da região do Rio Tiquié, membro da Coordenadoria Diawii.

    A formação realizada foi coordenada pela secretária administrativa da FOIRN, Maria Hildete Araújo, do povo Tariano, pela advogada Renata Vieira e do antropólogo Renato Martelli, ambos do Instituto Socioambintal – ISA,  e da contadora consultora Karla Cristina.

    A capacitação aconteceu em  parceria com o Instituto Socioambiental e apoio do Fundo Socioambiental CASA. Diante do desafio de apoiar as associações no processo de regularização, a FOIRN, em parceria com o Instituto Socioambiental (ISA), desenvolve ações de formação sobre Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civíl (MIROSC) e apoio para regularização. A ação é realizada como parte de projeto financiado pela União Europeia no período de 2017-2019 com objetivo de fortalecer a autonomia dos Povos Indígenas do Rio Negro na implementação de políticas públicas por meio do novo MROSC.

    Sobre a FOIRN
    A FOIRN é uma organização que articula ações em defesa dos direitos e do desenvolvimento sustentável de 750 comunidades indígenas na região mais preservada da Amazônia, na tríplice fronteira com Venezuela e Colômbia

  • Caiarnx realiza oficina sobre o primeiro edital do FIRN no Alto Rio Negro

    Caiarnx realiza oficina sobre o primeiro edital do FIRN no Alto Rio Negro

    Mulheres Indígenas da Associação das Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro – Amiarn participaram da oficina. Foto: José Baltazar/Caiarnx

    A Coordenadoria das Associações Indígenas do Alto Rio Negro e Xié (Caiarnx) mobilizou associações de base nos dias 22 e 23 de outubro na comunidade Juruti. A oficina teve como objetivo esclarecer dúvidas e orientar as lideranças na elaboração e apresentação de propostas para o 1º Edital do Fundo Indígena do Rio Negro (FIRN).

    A equipe técnica do fundo, Miriam Pereira e Eliana Saldanha acompanhados pelos coordenadores da Caiarnx, Ronaldo Ambrósio e José Baltazar realizaram as atividades de orientação.

    Elizângela da Silva Baré – Presidente da Associação das Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro (Amiarn) participou da oficina e destacou a importância da oficina para as associações de base da região. “A oficina foi muito importante por que é um avanço na implementação dos Planos de Gestão Territorial e Ambiental das Terras Indígenas (PGTAs) que construímos nos últimos anos. Através deste fundo vamos fortalecer o empreendedorismo indígena e gestão do nosso território”, disse.

    O Fundo Indígena do Rio Negro é uma iniciativa da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn) e tem como objetivo fortalecer as associações indígenas filiadas à FOIRN e os saberes e as práticas dos povos rionegrinos, através de garantia de recursos para que as comunidades, por meio das associações, possam implementar ações locais previstas nos planos de gestão territorial e ambiental (PGTAs) dos territórios indígenas do alto e médio Rio Negro.

    O primeiro edital foi lançado no dia 10 de setembro na Casa dos Saberes da Foirn, o fundo tem os eixos temáticos prioritários da primeira chamada pública do FIRN são: cultura, economia sustentável indígena e segurança alimentar. A distribuição será dividida em duas categorias de acesso aos recursos: mirim, de até 50 mil reais; e intermediário, de até 100 mil reais. Ao todo serão aprovados 10 projetos na categoria mirim e 5 na categoria intermediário.

    O primeiro edital fica aberto para receber propostas até 30 de novembro.

    Conheça o Firn, acesse: https://firn.foirn.org.br/