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  • FOIRN realiza oficina para fortalecer a juventude e mulheres indígenas no Médio e Baixo Rio Negro

    FOIRN realiza oficina para fortalecer a juventude e mulheres indígenas no Médio e Baixo Rio Negro

    Participantes da II Oficina de Formação de Jovens e Mulheres Indígenas do Médio e Baixo Rio Negro realizado na comunidade Canafé, município de Barcelos (AM). Foto: Juliana Albuquerque/FOIRN

    A II Oficina de Jovens e Mulheres Indígenas aconteceu na comunidade Canafé no município Barcelos (Am), nos dias 14 a 16 de outubro. Participaram da oficina, sete associações de base da Foirn da região do Médio e Baixo Rio Negro.

    Realizado pela Foirn através do Departamento de Juventude (Dajirn) a II oficina teve como principal objetivo a criação de Núcleos de Jovens e Mulheres Indígenas da região do Médio e Baixo Rio Negro.

    Organizados em núcleos, a juventude e as mulheres indígenas vão atuar efetivamente nas mobilizações e articulações no âmbito da Coordenadoria das Associações Indígenas do Médio e Baixo Rio Negro (Caimbrn), que coordena e mobiliza as associações de base da Foirn na região.

    Participaram da oficina as associações de base: Acir – Associação das Comunidades Indígenas e Ribeirinha, Acimrn – Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro, Acirpp – Associação das Comunidades Indígenas do Rio Preto e Padauiri, Associação das mulheres, Amiarn – Associação das Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro, Aiacaj – Associação Indígena da Área de Canafé e Jurubaxi, e, Aibad – Associação Indígena do Baixo Rio Aracá e Demeni, e – Associação Yanomami Kurikama.

    Coordenadora do Departamento de Jovens Indígenas do Rio Negro (Foirn), Sheine Diana apresentou a estrutura organizacional do departamento, atividades já realizadas e planejamentos do departamento para esclarecer aos participantes dúvidas referente aos trabalhos de atuação e incentivar a participação dos mesmos nos eventos realizados pelo departamento.

    Na oficina foram realizados trabalhos em grupo por associação discutindo sobre o que é articulação e a importância da criação do núcleo por associações de base onde foi detalhado passo a passo para facilitar o entendimento dos jovens e mulheres.

    Jovens indígenas indicados para fazer parte da Rede de Juventude Indígena do Rio Negro coordenado pelo Departamento de Adolescentes e Jovens Indígenas do Rio Negro (Dajirn). Foto: Juliana Albuquerque/Foir,

    A coordenadora destacou a importância do repasse de informações sobre os trabalhos do departamento a juventude da região. “Está sendo muito importante para mim, tanto pelo repasse de informações sobre o trabalho do Dajirn, como a realização das atividades previstas na região”. “Onde os jovens e mulheres estão participando e contribuindo nas discussões do movimento indígena”, completa.

    Presidente da Associação das Mulheres indígenas do Alto Rio Negro (Amiarn) e Coordenadora do Departamento das Mulheres Indígenas do Rio Negro da Foirn na gestão 2017-2020, Elizângela da Silva Baré foi a palestrante da oficina.

    Elizangela apresentou o histórico da luta das mulheres no movimento indígena. Ressaltou a importância da criação da rede e núcleo de mulheres e jovens indígenas para fortalecer a implementação dos Planos de Gestão Territorial e Ambiental das Terras Indígenas (PGTAs) da região, processo da qual ela participou diretamente durante a sua gestão no Dmirn.

    “Hoje fico feliz de ver que a atual coordenação do departamento esta dando continuidade dessas ações do movimento indígena. O movimento indígena é isso, continuidade dos trabalhos, das ações, das coisas que a gente vê que são necessários para as nossas regiões, para nossas coordenadorias, comunidades e nossas terras indígenas. Por isso precisamos fortalecer e trazer as mulheres e jovens para participar e dar mais voz aos jovens e mulheres dentro do movimento indígena”, disse Elisangela.

    Mulheres Indígenas de diferentes comunidades participaram da oficina representando suas associações. Na imagem, mulheres indicadas para fazer parte da Rede de Mulheres Indígenas no âmbito da Foirn. Foto: Juliana Albuquerque/Foirn

    Carlos Teixeira Nery, coordenador da Caimbrn, participou da oficina onde falou a importância da regularização das organizações da região para fortalecer a participação e o desenvolvimento de projetos e iniciativas na região.

    Presidente da Foirn, Marivelton Barroso Baré, presente na oficina, apresentou os trabalhos desenvolvidos e destacou a importância das associações de base e a formação de novas lideranças no movimento indígena, que de acordo com ele, é importante garantir oportunidade aos jovens e mulheres nos encontros, reuniões, seminários, assembleias que são espaços de formação para novas lideranças.

  • Diretor Presidente da FOIRN – Marivelton Barroso do Povo Baré em Agenda pelo Médio Rio Negro.

    Diretor Presidente da FOIRN – Marivelton Barroso do Povo Baré em Agenda pelo Médio Rio Negro.

    O diretor presidente da FOIRN, Marivelton Barroso, em cumprimento da agenda pelo rio negro, reuniu no ultimo dia 11/10 juntamente com o representante do ISA e assessor da Casa de Frutas, João Gabriel, presidência da Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro-ACIMRN e a equipe da gerência de bolsistas da casa de frutas para retomada dos planos de trabalhos da mesma.
    Também foi discutido sobre o desenvolvimento dos testes iniciais e agendas de trabalho com as comunidades que fazem parte diretamente do projeto e que serão as futuras fornecedoras dos produtos para a casa. Uma iniciativa que se desenvolverá no âmbito da cadeia de valores dos produtos da sociobiodiversidade.
    Um projeto de iniciativa no âmbito do sistema agrícola tradicional do rio negro – (SAT-RN). Ainda foi articuladas em conversas a assembleia eletiva da ACIMRN que devera acontecer no próximos dias 04 e 05 de novembro na comunidade Açaituba no município de Santa Isabel do rio Negro médio Rio Negro.

    Em continuidade da agenda pelo médio Rio Negro, Marivelton Barroso, juntamente com o coordenador do CONDISI e o coordenador local da FUNAI , CTL-Santa Isabel, Guilherme Veloso, visitam a comunidade Acariquara em cumprimento a agenda. Onde houve repasses de informações sobre os trabalhos da FOIRN, Conselho Distrital de Saúde Indígena – CONDISI que irá acontecer nos dias 27 e 28 de outubro na comunidade Açaituba e articulação sobre a assembleia eletiva da Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro – ACIMRN.


    O diretor-presidente se emocionou ao lembrar que na comunidade Acariquara iniciou a sua trajetória no movimento indígena para chegar ao cargo que ocupa atualmente, agradeceu o apoio recebido, os incentivos e afirmou que a comunidade poderá continuar contando com o seu apoio sempre que precisarem.
    O coordenador do CONDISI, Jovânio Normando, falou da importância da parceria entre FOIRN, DSEI e FUNAI na região, e a importância da participação de lideranças das comunidades no Conselho Indigenista de saúde para o fortalecimento das comunidades indígenas.
    O coordenador local da FUNAI explanou sobre os trabalhos desenvolvidos na região e citou sobre a importância das parcerias com as entidades de representatividade dos povos indígenas. Seguindo, a equipe ainda visitou o local onde pretendem instalar a estação kit de bombeamento de água com o sistema de energia solar, com o objetivo de melhorar a saúde dos moradores da comunidade.


  • IV ENCONTRO DE PRODUTORES INDÍGENAS DO RIO NEGRO DA COORDENADORIA CAIARNX NA COMUNIDADE SÃO GABRIEL MIRIM

    IV ENCONTRO DE PRODUTORES INDÍGENAS DO RIO NEGRO DA COORDENADORIA CAIARNX NA COMUNIDADE SÃO GABRIEL MIRIM

    A FOIRN através do departamento de Negócios Socioambientais e Casa de Produtos Indígenas do Rio Negro – WARIRÓ, realiza o IV Encontro de Produtores Indígenas do Rio Negro na Região da Coordenadoria das Associações Indígenas do Alto Rio negro e Xié –  CAIARNX, no período de 04 a 06 de outubro de 2021 na comunidade São Gabriel Mirim localizado na região do Alto do Rio Negro

    Estiveram presente no evento mais de 70 produtores indígenas, pertencentes às associações: ACIPK – Associação das Comunidades Indígenas Potira Kapuamu, ACIBARN – Associação das Comunidades Indígenas Baré do Alto Rio Negro , ACIARN – Associação das Comunidades Indígenas do Alto Rio Negro, OCIARN – Organização Indígena do Alto Rio Negro, AMIARN – Associação das Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro, AMIBAL – Associação das Mulheres Indígenas do Balaio e OINV – Organização Indígena de Nova Vida. A FOIRN estava representada pelo Sr. Edison Cordeiro Gomes – Coord. Dpto. de Negócios Socioambientais, Luciane Mendes – Gerente e articuladora da casa Wariró, Ronaldo Ambrósio – Coordenador Regional da CAIARNX, José Baltazar – Rede de Comunicadores da CAIARNX.

    Durante o encontro, teve exposição de farinha, beiju, tapioca, tucupi com saúva, banana, cubio, cará, batata, pupunha, e artesanatos feitas de fibra de tucum, de cipó entre outros produtos regionais.

    Os produtores ficaram bastante satisfeitos com o evento, pois puderam apresentar os ensinamentos adquiridos dos seus pais e avós.

    “Esse encontro nos fez conhecer os produtos de outras associações que aqui se fizeram presentes”, afirma uma liderança indígena.

    Exposição de produtos e artesanatos regionais.

    A coordenação do encontro Edson Baré e Luciane Lima afirmaram que isso é um dos objetivos do encontro, apresentar e compartilhar esses conhecimentos milenares tradicionais, para que as novas gerações possam conhecer e valorizar.

    As lideranças anteriores, lembraram sobre como foram discutidas a autonomia financeira dos povos indígenas.

    Produtos Oriundos da Agricultura Familiar

    Edison Baré apresentou os tipos de alimentação que eram consumidos, e o processo de comercialização que foram praticados aqui na região do rio Negro. Atualmente há formas de como podemos comercializar os nossos produtos, uma delas é a venda de produtos oriundos da agricultura familiar, como é o caso do Programa Nacional de Alimentação Escolar, onde o produtor fornece o complemento de alimentação escolar em sua própria comunidade.

    Esse programa vem para fortalecer o agricultor, isto é, além de produzir para a sua subsistência também produz para a comercialização.

    Segundo os produtores os, mesmos estão com dificuldades em receber seus pagamentos dos produtos já entregues, devido à dificuldade de acesso ao cadastro da carteira do produtor que só pode ser emitido via internet.

    Os participantes pediram aos responsáveis dos Departamentos, juntamente com o Sr. Ronaldo, coordenador da CAIARNX, para levar ao conhecimento do Diretor de referência da região, Sr. Adão Francisco Henrique, Baré, para tomar providências junto a equipe do IDAM SGC, e que assim pudesse realizar uma atividade para Emissão da Carteira de Agricultor. Essa atividade poderia ser realizada na comunidade de Juruti, sede da CAIARNX, que atualmente está equipada com sinal de internet e energia solar.

    O que precisa é organizar o atendimento nos processos para que as famílias possam aderir ao projeto com mais facilidade.

    Os participantes tiraram suas dúvidas com perguntas respondidas de acordo com o conhecimento que se tinha no momento. Os presidentes de associações presente agradeceram à FOIRN pelo Departamento de Negócios Socioambientais e Casa Wariró, aos parceiros FORECO e ISA pela oportunidade de ajudar em realizar o encontro, que foi de suma importância para um bom entendimento e uma boa conduta nos trabalhos voltados para a economia indígena, principalmente pensando na autonomia financeira dos povos do rio Negro.

  • I Oficina de Promotoras Legais Populares Indígenas do Rio Negro

    I Oficina de Promotoras Legais Populares Indígenas do Rio Negro

    Rede de Mulheres indígenas do Rio Negro

    Promovido pela Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – FOIRN através do Departamento de Mulheres indígenas – DMIRN, a I Oficina de Promotoras Legais Populares Indígenas do Rio Negro tem o objetivo de conhecer os direitos das mulheres e promover rodas de conversas, vivências e dinâmicas para o fortalecimento e enfrentamento da violência de gênero e realizar uma discussão sobre prática de direitos e cuidados das mulheres indígenas.

    Um projeto demandado pelas mulheres indígenas do rio Negro, idealizado pelo Departamento de mulheres, sobre a coordenação de Maria do Rosário do povo Baniwa, Larissa Duarte do povo Tukano, Glória de Braga do povo Baré e da Diretora de referência Janete Alves do povo Dessana, que buscam trabalhar em conjunto com as mulheres das 05 coordenadorias de base da FOIRN, para o fortalecimento da rede de mulheres indígenas.

    Participaram da oficina mulheres dos três municípios de abrangência da FOIRN: Santa Isabel do Rio Negro, Barcelos e São Gabriel da Cachoeira, das cinco coordenadorias: DIAWI’I, CAIMBRN, NADZOERI, CAIARNX, COIDI, convidadas da Associação dos Artesãos Indígena-ASSAI, Associação Indígena da Etnia Tuyuka Moradores de São Gabriel da Cachoeira–AIETUM/S.G.C além de representantes do CREAS, SEMSA e Conselho Tutelar, ainda estiveram no curso dando suas contribuições e incentivando as demais participantes as ex-coordenadoras do departamento das mulheres indígenas da FOIRN: Cecília Albuquerque, Rosilda Cordeiro, Idaria Barreto, Anair Sampaio e Rosane Gonçalves.

    O oficina foi realizado no período do dia 30 de setembro a 04 de outubro de 2021 na sede do Instituto Socio Ambiental – ISA. Nos quatro dias de curso foram abordados temas como os direitos das mulheres, as problemáticas das realidades vividas e enfrentadas pelas mulheres indígenas, a dignidade, as dificuldades, as lutas, os preconceitos, as vivências do cotidiano das mulheres indígenas, os conhecimentos básicos sobre o Código Penal Brasileiro, o compartilhamento de experiências de vida, especialmente a respeito das problemáticas enfrentadas nas comunidades de cada participante da oficina.

    No último dia de curso foram apresentadas pelas participantes suas visões sobre o que pode ser feito nas comunidades para melhorar a vida das mulheres indígenas, a partir das suas experiências de vida e do conteúdo trabalhado durante os dias da formação. Os principais pontos trazidos pelas participantes foram a importância do reconhecimento do espaço das mulheres nas reuniões realizadas nas comunidades, a continuidade de oficinas e cursos, o fortalecimento e a união entre as mulheres, a necessidade de políticas públicas adequadas para as mulheres e o fortalecimento de suas alternativas de geração de renda.

    A oficina foi ministrada por José Miguel Olivar – antropólogo e professor na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo-USP, Flávia Melo – antropóloga do Observatório de Violência de Gênero do Amazonas, Dulce Morais – Cientista Social e mestranda na Faculdade de Saúde Pública na Universidade de São Paulo USP e Renata Vieira – Advogada do Instituto Socio Ambiental. Esta oficina realizada com apoio dos parceiros institucionais: Instituto Sócio Ambiental-ISA Universidade de São Paulo – USP e Universidade Federal do Amazonas –UFAM, Fundo Canadá e Nia Tero.

  • FOIRN realiza oficina de fibra de piaçava e tucumã no município de Barcelos-AM

    FOIRN realiza oficina de fibra de piaçava e tucumã no município de Barcelos-AM

    Comunidade: Bacabal/Município de Barcelos-AM

    A oficina de fibras de piaçava e tucumã foi realizada na comunidade Bacabal, localizado no Rio Aracá, município de Barcelos, na região da CAIMBRN (Coordenadoria das Associações Indígenas do Médio e Baixo Rio Negro), a atividade aconteceu de 21 a 23 de setembro de 2021.

    Realizado pela FOIRN, através do Departamento de Mulheres Indígenas (Dmirn), Departamento de Adolescentes e Jovens indígenas-DAJIRN e Departamento de Negócios Socioambientais em parceria com a coordenadoria CAIMBRN, Associação Indígena de Barcelos-ASIBA, e Associação Indígena de Base do Aracá e Demeni – AIBAD, a oficina teve como objetivo fortalecer a produção de artesanatos a partir das fibras de piaçava e tucumã, e promover intercâmbio entre os artesãos de Barcelos e Santa Isabel do Rio Negro.

    Na região do Rio Aracá são oito comunidades (Nova Esperança, Bacabal, Jaqueira, Romão, Elesbão, Terra Preta, Bacuquara), onde vivem povos Tukano, Baré, Tariana, Wanano e Piratapuia. A oficina contou com mais de trinta participantes entre mulheres, homens e jovens indígenas dessas comunidades. A partir da associação, nos últimos anos as comunidades através de suas lideranças locais vêm buscando se fortalecer na luta pelos direitos e território, como também as cadeias produtivas locais com apoio da FOIRN.

    Artesãos Preparando as fibras de Piaçava a serem utilizadas na oficina.

    A oficina

    Samero Andrade Baniwa Vice – Coordenador CAIMBRN, mobilizou a comunidade de Bacabal e providenciou os materiais que foram utilizados durante a oficina, como fibra de piaçava e de tucumã. Durante a oficina foram feitos vários Artesanatos como abanos, suplá, cestos, porta-jóias e bolsas. Ficou definido que a associação AIBAD (Associação Indígena de Base do Rio Aracá Demeni), vai começar a manter a agenda de realização de oficinas para a produção e aperfeiçoamento da qualidade dos produtos.

    A coordenadora do DMIRN, Glória de Braga do povo Baré, foi uma das mobilizadoras da oficina e reforçou sobre a importância da união dos povos indígenas na luta pelos direitos, na defesa dos territórios, e para o empoderamento das mulheres por meio das associações de base. “É importante o fortalecimento da associação local, para desenvolver ações que fortalece a luta, promovam projetos para valorizar os produtos feitos na região, para depois comercializar e gerar renda para a sustentabilidade das comunidades e famílias”, afirmou.

    Outro momento importante na oficina foi exposição da Casa de Produtores Indígenas do Rio Negro (Casa Wariró), feita pela Articuladora e Gerente, Luciane Lima Tariana. Na apresentação, ela repassou informações sobre o histórico, funcionamento, padronização, precificação, relacionamento com artesãos e artesãs, e as demandas de artesanatos. Reforçou a importância do fortalecimento nas produções de artesanato nas comunidades e na valorização dos produtos indígenas.

    Artesã Maria de Nazaré-Tariana, participando da oficina.

    A presença da FOIRN na oficina foi fortalecida com a participação do Departamento de Adolescentes e Jovens Indígenas do Rio Negro (DAJIRN) para apresentar as ações do departamento e incentivar a participação da juventude indígena nas ações de valorização e transmissão de saberes tradicionais, a coordenadora Sheine Diana do povo Baré.

    Carlos Nery, coordenador da CAIMBRN participou da atividade, repassou informações sobre os trabalhos da coordenadoria na região do médio e Baixo Rio Negro, e reforçou aos artesãos sobre a qualidade e padronização dos artesanatos aspectos importantes no processo de comercialização dos produtos. Agradeceu os incentivos pelas lideranças e artesãos locais. “A gente precisa demandar trabalho, mas, um trabalho articulado de forma coletiva”, disse. No final da oficina, o presidente da AIBAD, João Leandro Farias do povo Baré, agradeceu a realização da oficina na região. “Só tenho a agradecer a FOIRN pelo incentivo aos artesãos da região para fortalecer e ganhar seu futuro, sua renda familiar através da comercialização de artesanatos, trabalhando e valorizando a cultura pra fortalecer a sustentabilidade, obrigado a todos”, afirmou.

    Participaram da oficina a comunidades de Bacabal, Romão, Bacuquara, Elesbão e membros da ASIBA (Associação Indígena de Barcelos) e CIMI (Conselho Indígena Missionário).

    Artesanatos Finalizados durante a oficina.
  • Produtores indígenas mapeiam novas cadeias produtivas durante ll Encontro de Produtores Indígenas do Rio Negro em Taracuá

    Produtores indígenas mapeiam novas cadeias produtivas durante ll Encontro de Produtores Indígenas do Rio Negro em Taracuá

    ll Encontro de Produtores Indígenas do Rio Negro – Distrito de Taracuá

    No período de 16 a 18 de setembro foi realizado o Encontro de Produtores Indígenas do Rio Negro da coordenadoria DIAWI’I, na abrangência do baixo Uaupés e baixo Tiquié e reuniu mais de 100 participantes em Taracuá – Baixo Rio Uaupés.

    As principais pautas do II Encontro de Produtores Indígenas do Rio Negro foram: Mapear novas cadeias produtivas da região do baixo rio Uaupés, apresentar a Casa de Produtores Indígenas do Rio Negro (Wariró) e repassar informações sobre o fornecimento de produtos da agricultura familiar às instituições. A ação aconteceu de 16 a 18 de Setembro do corrente ano, em Taracuá, tendo reunido cerca de 100 participantes no auditório da Escola Estadual Sagrado Coração de Jesus. A organização é da FOIRN, por meio do Departamento de Negócios Socioambientais e Casa Wariró, com parceria do Instituto Socioambiental (ISA) e For Eco.

    Liderança histórica do movimento indígena do Rio Negro, o professor Maximiliano Correa Menezes, da etnia Tukano, participou do encontro e, durante a abertura, falou sobre a importância da ação como espaço de valorização da cultura indígena.

    “É um espaço muito importante para nós de Taracuá e para indígenas de outras comunidades que estão aqui para discutir assuntos que são importantes, como a valorização da nossa cultura, dos nossos produtos, e, mais que isso, conhecer mais sobre o assunto de geração de renda, da sustentabilidade e economia indígena”, afirmou. Ele destacou a necessidade de discutir a precificação dos produtos e de definir novas cadeias produtivas que podem ser trabalhadas no futuro.

    Articulador do Departamento de Negócios Socioambientais da FOIRN, Edison Gomes da etnia Baré lembrou que um dos objetivos do encontro é conscientizar sobre a importância de manter o sistema agrícola tradicional para garantir a soberania alimentar e a geração de renda. “Precisamos sempre pensar em produzir para o nosso consumo, mas também para gerar uma renda complementar”, afirma.

    A gerente da Casa Wariró, Luciane Lima, reforçou a importância do encontro como momento para ouvir as demandas e anseios dos produtores indígenas da região da DIAWI´I – uma das cinco coordenadorias regionais da FOIRN -, e esclarecer dúvidas. 

    “A Casa Wariró faz parte da coordenação da realização dos encontros de produtores indígenas, estando presente nos encontros para ouvir as demandas, propostas de como a casa pode melhorar no atendimento aos produtores indígenas. A Wariró é casa dos produtores indígenas, por isso precisa estar perto deles”, disse.

    Cerâmica Tukano e outras cadeias produtivas

    A Associação das Mulheres Indígenas da Região de Taracuá (AMIRT) vem buscando organizar a produção e comercialização da cerâmica Tukano e conseguiu grandes avanços nos últimos anos, resultado de oficinas de fortalecimento com apoio da FOIRN e parceiros.

    Nesse momento, a Amirt busca continuar o fortalecimento da produção da cerâmica, mas também estruturar outras cadeias produtivas. 

    Produtos do Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro, considerado patrimônio cultural pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) desde 2010, foram mencionados pelos grupos de trabalho.

    Entre as alternativas enumeradas estão tipiti, cumatá, balaio, peneira, urutu, jarra, peneira, batí, aturá, vassoura, samuri, paneiro, jamachim, cuia, cuiupí, maracá, concha, farinha, beijú de vários tipos, maçoca, tapioca, arubé, caxirí, tucupí, quinhapira, pimenta moqueado, arubé, juquitaia, moqueado, piracuí, salgado, popeca.

    Os próximos passos do mapeamento será o diagnóstico das potencialidades de cada produto para avaliar a viabilidade de produção e comercialização junto aos artesãos das comunidades.

     “Além da cerâmica produzida pelas mulheres, também produzimos urutus e outros produtos, só precisamos nos fortalecer e valorizar nossos produtos”, disse Sebastião Duarte, professor e liderança tradicional.

    Professor Sebastião Duarte – Tukano, Apresentando o GT da Vila Imaculada Conceição

    História e economia indígena: exploração no passado

    Lideranças indígenas destacaram a importância da juventude e das futuras gerações conhecerem a história dos povos indígenas do Rio Negro e como funcionava a comercialização dos produtos para fortalecer a reflexão sobre o futuro e a luta pelos direitos e território.

    “Não muito tempo atrás, no tempo dos patrões que dominaram a região por um bom período da nossa história, eles abusaram de nossos pais e antepassados, trocando produtos industrializados com nossos produtos por um preço injusto”, disse Maximiliano Correa Menezes. “O movimento indígena vem ao longo dos anos trabalhando para garantir que os próprios povos e comunidades indígenas possam discutir a comercialização dos produtos no preço justo e defender seus territórios”, completou.

    A direção da Escola Estadual Sagrado Coração de Jesus, onde o encontro aconteceu, incluiu como atividade pedagógica a programação do Encontro de Produtores Indígenas do Rio Negro – da Região Diawi´i. Todas as turmas participaram dos grupos e produziram um relatório diário do encontro, como atividade escolar.

    Professor da escola, Sandro Menezes destacou que a formação de lideranças e conhecimentos sobre comercialização e economia indígena são temas de grande importância e devem ser trabalhados na escola. “O artesão, além de comercializar seu produto, precisa saber e conhecer sobre a economia indígena, precisa ser bom negociador. E um momento como esse é uma oportunidade para nossos estudantes aprenderem com os artesãos e as lideranças”, disse.

    O estudante Vanderson Sampaio, finalista de ensino médio, diz que os alunos tiveram a oportunidade de participar de uma aula diferente, com temas interessantes como economia e empreendedorismo indígena, além de conhecerem como funciona a Casa Wariró.  

    Para Isaias Menezes, gestor da Escola, a comunidade, as lideranças e organizações locais têm o desafio de continuar o trabalho iniciado no encontro. “A Amirt já está fazendo a parte dela. Nós precisamos tomar a iniciativa de dar continuidade aos trabalhos neste encontro: apoiar e fortalecer a produção e comercialização de nossos produtos”, afirmou.

    Além da comunidade Taracuá, participaram do encontro artesãos das comunidades Ipanoré, Açaí, Cunuri, Trovão e Matapi do Rio Tiquié.

    AGENDA: O próximo encontro de produtores indígenas será na região dos Baniwa e Koripako (Coordenadoria Nadzoeri), na bacia do Içana, na comunidade Vista Alegre, Rio Cuiari, nos dias 28 a 30 de setembro de 2021.

    <ll Encontro de Produtores Indígenas do Rio Negro – Distrito de Taracuá>

  • FOIRN e Coordenadorias Regionais avaliam ações e definem agenda de trabalho para segundo semestre de 2021

    FOIRN e Coordenadorias Regionais avaliam ações e definem agenda de trabalho para segundo semestre de 2021

    Participantes do encontro participantes do boletim Inapeda Ideenhikale (Trabalho das Mulheres em Baniwa) do Departamento das Mulheres Indígenas (FOIRN).

    O encontro da FOIRN e Coordenadorias Regionais para avaliação das ações planejadas no primeiro semestre do ano e de definição da agenda de trabalho para o segundo semestre de 2021 aconteceu durante toda esta semana, na Casa do Saber, em São Gabriel da Cachoeira (AM). O encerramento aconteceu nesta quinta-feira, 1/7.

    Com as avaliações e discussões, deu-se a construção coletiva de agenda de trabalho para o fortalecimento da luta pelos direitos dos povos indígenas do Rio Negro.

    “As Coordenadorias Regionais em seus planos devem definir suas prioridades e seguir os planos de trabalho, que são resultados de demandas de cada regional e vêm sendo construídos ao longo dos anos”, disse o presidente da FOIRN, Marivelton Baré.

    Marivelton Rodriguês Baré – Presidente da FOIRN no encontro de avaliação e planejamento. Foto: Ray Baniwa/Foirn

    Durante as reuniões houve o compartilhamento de relatórios de atividades entre as cinco Coordenadorias Regionais – Nadzoeri, Coidi, Caiarnx, Caimbrn e Diawi´i – setores, departamentos e diretoria da FOIRN, a partir do plano de trabalho elaborado e definido no início do ano.

    A agenda de trabalho do primeiro semestre foi definida em fevereiro, quando São Gabriel atravessava o auge da segunda onda da Covid-19. Com isso, foi dada prioridade a planos de trabalho voltados para o enfrentamento da pandemia nas comunidades indígenas do Rio Negro, entre eles ações humanitárias e emergenciais executados através da Campanha Rio Negro, Nós Cuidamos promovida em parceria pelo Departamento de Mulheres Indígenas (DMIRN/FOIRN) e ISA.

    Instituições como a Funai/CR Rio Negro, Idam, Seduc, Dsei-Alto Rio Negro, Condisi, além da equipe da Barreira Sanitária da Ilha das Flores, marcaram presença na Casa do Saber para apresentar relatórios de atividades do primeiro semestre. As apresentações tiveram objetivo de compartilhar informações e resultados de trabalho para as lideranças presentes, que irão levar informações para suas bases.

    Para o segundo semestre, as coordenadorias regionais, diretoria executiva e departamentos continuarão seguindo os planos de trabalhos definidos e compartilhados no encontro, entre estes, a continuidade nas ações de enfrentamento da pandemia nas comunidades indígenas do Rio Negro.

    ESPAÇO DE LUTA
    Um dos momentos marcantes do encontro foi a manifestação ocorrida na quarta-feira, 30/6, em frente à sede da FOIRN, contra o PL490 e o Marco Temporal. Nessa data, o Supremo Tribunal Federal iria julgar ação que discute o Marco Temporal, mas houve adiamento.

    Ato das lideranças Indígenas contra a PL 490 e Marco Temporal. Foto: Ray Baniwa/Foirn


    Todas as lideranças presentes, representando os povos das 23 etnias que convivem no Rio Negro, reafirmaram NÃO a todos os projetos anti-indígenas e SIM à luta pelos territórios e pelo modo de vida tradicional. Foi reafirmada a luta pelos direitos conquistados na Constituição Federal. (Leia as falas das lideranças no manifesto publicado aqui: https://foirn.blog/2021/06/30/liderancas-indigenas-do-rio-negro-dizem-nao-ao-pl-490-e-ao-marco-temporal/ ).

  • Lideranças indígenas do Rio Negro dizem NÃO ao PL 490 e ao Marco Temporal

    Lideranças indígenas do Rio Negro dizem NÃO ao PL 490 e ao Marco Temporal

    Lideranças Indígenas do Rio Negro em Manifesto contra o PL 490 e Marco Temporal. Foto: Ray Baniwa/FOIRN

    Lideranças indígenas das cinco coordenadorias que representam as 23 etnias que convivem no território tradicional na região do Rio Negro, Amazonas, protestaram nesta quarta-feira, 30/6, em frente à sede da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), em São Gabriel da Cachoeira, contra o PL490 e o Marco Temporal.

    Presidente da FOIRN, Marivelton Barroso, da etnia Baré, considera essas propostas uma afronta aos povos indígenas e à Constituição Federal.

    Além dos integrantes da FOIRN, participaram do protesto lideranças das cinco coordenadorias – Diawi’i, Nadzoeri, Caimbrn, Coidi e Caiarnx – que representa os povos que convivem no Rio Negro.

    Veja abaixo a fala das lideranças:

    “O PL490 e o Marco Temporal são uma grande afronta aos povos indígenas e à Constituição Federal, trazendo preocupação às nossas bases, como podemos observar em nossas viagens. E os indígenas querem que a FOIRN lute pelo território tradicional e nossas formas de vida. Estamos nos juntando à Apib e Coiab nessa luta e somos extremamente contra o PL490 e o Marco Temporal.”

    Marivelton Barroso, etnia Baré, presidente da FOIRN

    “Estamos discutindo com nosso povo e lideranças sobre o PL490. Alguns indígenas acham que a proposta é atrativa e trará desenvolvimento para a região. Não é verdade. Estamos avisando aos indígenas para não caírem nessa armadilha. Se grandes mineradoras entrarem aqui, os indígenas não serão beneficiados.”

    Ronaldo Ambrósio Melgueiro, coordenador de área da Caiarnx (Coordenadoria das Associações Indígenas do Alto Rio Negro e Xié).

    Esse PL490 faz parte de uma ameaça sistêmica aos povos indígenas de pessoas interessadas no território tradicional, sobretudo em atividades ligadas à mineração. Esse tipo de desenvolvimento não coincide com nossa forma de economia do Bem Viver, que não quer tanto e pensa mais de forma coletiva e igualitária. Temos nossos próprios projetos previstos no Planto de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA). E no nosso modo de pensamento, esse Marco Temporal é insignificante para os indígenas. Estamos nessa terra há mais de 10 mil anos, como descrito na nossa cosmologia.”

    Juvêncio Cardoso, o Dzoodzo Baniwa, secretário-executivo da Nadzoeri (Bacia do Içana).

    Nós somos contra o PL490. O Governo Federal quer tirar a razão nossa. Se reduzirem nosso território, há o risco de perdermos vegetação, não termos área para caça, para peixe e roça. Precisamos do território para preservar nosso modo de vida. Estamos lutando para que os jovens não se envolvam tanto com o garimpo, mas o apelo do dinheiro é muito forte. Queremos preservar nossa cultura para o futuro.

    José Márcio Góes, Yanomami, representante da Caimbrn (Coordenadoria das Associações Indígenas do Médio e Baixo Rio Negro).

    “Nós entendemos que esse PL 490 é um retrocesso nos direitos dos povos indígenas e para nós. Não tem nada escrito na Constituição que permita mexer na terra demarcada. Então é inconstitucional. O Governo Federal está querendo o desenvolvimento com prejuízo dos povos indígenas. As bases estão bem informadas. Estamos unidos e fortalecidos contra esse projeto.”

    Maximiliano Correa Menezes, etnia Tukano, membro da comissão fiscal da Diawíi (Região do Baixo Uaupés, Tiquié e Afluentes).

    “Não podemos aceitar o projeto que não foi discutido com os povos indígenas, pois pode trazer coisas negativas para o nosso território. Queremos ser ouvidos e que os regimentos de nossas associações representativas sejam respeitados. Todo projeto deve ser executado levando em conta a realidade local.”

    Ismael Sampaio Alves, Desano, vice-coordenador da Coidi (Coordenadoria das Organizações Indígenas do Distrito de Iauaretê)

  • VI Assembleia Geral da CABC inaugura maloca Madzerokai, debate desafios, elabora plano de ações e elege gestão CABC/FOIRN para 2017-2020

    VI Assembleia Geral da CABC inaugura maloca Madzerokai, debate desafios, elabora plano de ações e elege gestão CABC/FOIRN para 2017-2020

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    Inauguração da maloca Madzerokai foi atração principal da abertura oficial da VI Assembleia Geral da CABC em Assunção do Içana. Foto: Dário Casimiro

     

    Abertura oficial: Dabucuri e inauguração da maloca Madzerokai

    A comunidade Assunção – localizada na região do baixo Rio Içana (um dos principais afluente do Rio Negro), recebeu entre os dias 19 a 21 de maio, mais de 200 pessoas, entre estes, 100 delegados, representantes das 10 organizações distribuídas aos longo da região do Rio Içana e Afluenes (Cuyari e Ayarí).

    Não poderia ter um local melhor e apropriado para discutir os desafios e os planos de ações para os próximos anos: Os povos Baniwa e Koripaco pela primeira vez* se reuniram em uma maloca para debater os desafios, elaborar seu plano de trabalho e eleger representantes para os próximos 4 anos no âmbito do movimento indígena do Rio Negro.

    Os participantes tiveram que esperar, ansiosos, o corte da fita de inauguração da maloca, para poderem se acomodar nas cadeiras e apreciar as várias figuras desenhadas na parede, que representam os recursos utilizados (vários tipos de peixes, pimentas etc..)em uma cerimônia de Kariãma (em Nheengatu) e Kalizadamai (em Baniwa), um rito de passagem na cultura baniwa.

    Enquanto os convidados (representantes de instituições parceiras e locais) eram convidados para compor as cadeira, foi iniciado o dabucuri coordenado pelo Maadzero Francisco Luiz Fontes do clã Waliperidakenai, 54, cerimônia de recepção dos convidados e participantes, que ao final foi entregue ao diretor da FOIRN de referência à região do Içana e Afluentes, Isaias Pereira Fontes.

    Após o dabucurí, cada delegação se apresentou e falou dos motivos de vinda à assembleia. Todas as delegações lembraram que o momento é importante para a discussão e debate dos desafios vividos pelos povos Baniwa e Koripaco, e como também é necessário uma avaliação do movimento indígena na região do Içana e Afluentes, para propor melhorias e estratégias de fortalecimento.

    André Baniwa, em suas palavras destacou que os Baniwa e Koripaco já carregam consigo uma experiência de mais de 25 anos de organização, e que essa história e experiência deve ser a base para discutir propostas e elaborar planos de ação para fortalecer as inciativas que se encontram em curso hoje na região como Conselho Kaaly e Plano de Gestão Territorial e Ambiental Baniwa e Koripaco e entre outros.

    Isaias Pereira Fontes, Diretor da FOIRN, destacou que a Assembleia Geral da CABC é uma etapa importante e preparatória para a Assembleia Geral da FOIRN previsto para novembro, onde, os problemas, dificuldades e os desafios enfrentados pelas comunidades, associações de base, coordenadoria regional devem ser debatidos e a partir disso apontar meios e formas de trabalhar para os próximos anos.

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    Representantes das associações OCIDAI e AMIBI. Foto: Dário Casimiro

    Gestão do Patrimônio Cultural e Territorial na região do Içana e afluentes é o principal desafio dos Povos Baniwa e Koripako.

    Para iniciar os trabalhos na assembleia foram realizadas palestras sobre a organização social Baniwa que destacou a história de luta através de suas organizações, mostrando um resumo da linha do tempo. “Desde que iniciamos os trabalhos através de nossas associações até aqui já avançamos muito, em várias áreas. Só para se ter uma idéia, não tínhamos nenhum professor Baniwa formado na nossa região, hoje temos vários professores formados em várias áreas”, lembrou André Baniwa, em uma das palestras.

    “Hoje depois de vários anos de lutas temos várias conquistas, mas, muitos deles, precisam melhorar e tem seus desafios aqui na nossa região. Será que as nossas associações ou a forma como estamos organizados hoje é suficiente, ou atende nossas demandas?”, completa.

    Na região do Içana hoje existem 10 associações de base, cada uma atuando em uma área específica da região do Içana. Algumas conseguem realizar atividades e mas a maioria não. E quando os povos Baniwa e Koripaco precisam discutir e deliberar assuntos de interesse que abrange toda a região, até então, a CABC e algumas associações como a OIBI vem fazendo o papel de criar e coordenar esse espaço.

    Diante dessa dificuldade e necessidade, na V Assembleia Geral da CABC, realizado em 2014, foi criado o Conselho Kaaly, um espaço autônomo e estratégico para os Baniwa e Koripaco discutir e deliberar sobre vários temas de interesse, mas, especialmente sobre a gestão do patrimônio cultural. O conselho ainda está em fase de consolidação, por enquanto é coordenado por uma comissão provisória.

    Os participantes da VI Assembleia Geral da CABC em Assunção confirmaram a importância desse espaço para fortalecer a luta dos povos Baniwa e Koripaco. Recomendaram que a composição seja formada em curto prazo para começar a funcionar.

    André Baniwa, Isaias Fontes e Francinéia Fontes/Departamento de Mulheres que foram os palestrantes sobre o Conselho Kaaly esclareceram as dúvidas nos momentos de perguntas e debates.

    A partir dessas exposições e debates cada associação se reuniu para avaliar e elaborar propostas  que foram sistematizadas e organizadas por 7 eixos temáticos que resultou no documento final da assembleia: Planejamento do povo Baniwa e koripako na assembléia da CABC e da FOIRN na comunidade de Assunção do Içana. 

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    1. Organização Social

    – Criar uma organização representativa do povo Baniwa e Koripako com objetivo de fortalecer e melhorar desenvolvimento de atividades que promovam o bem-viver nas comunidades; reorganizar atividades regionais em forma de programas (incluindo no seu organograma  como educação, economia ou sustentabilidade, políticas públicas e etc);

    – Fortalecer as associações Baniwa e Koripakos com projetos maiores;

    – Cada associação Baniwa e Koripako deve avaliar seus processos de crescimento, dificuldades e refletir sobre suas experiências junto as suas comunidades associadas como processo de refortalecimento político;

    – Compartilhar entre si as experiências de associações Baniwa e Koripako a fim de consolidar uma avaliação do povo sobre tempo de associação;

    – Formação para lideranças indígenas sobre a política Baniwa e Koripako, sobre o movimento indígena do Rio Negro, do Amazonas, da Amazônia e dos Continentes; sobre Estado Brasileiro, direitos indígenas e modelos de desenvolvimentos dos Estados Nacionais; sobre diferentes metodologias de trabalhos coletivos; como elaborar planos, programas, projetos e atividades; refletir sobre as políticas públicas aos povos indígenas no Brasil;

    – Escrever e publicar livros sobre experiências Baniwa e Koripako como processo de registro de histórias e formação de novas gerações e que possam ser utilizadas nas escolas Baniwa e Koripako;

    1. Patrimônio Cultural e Gestão Territorial e Ambiental

    – Valorizar os lugares sagrados e mitológicos;

    – Valorizar conhecimentos tradicionais (plantas medicinais, medicina tradicional e etc);

    – Fortalecer e implantar o Conselho Kaaly;

    – Promover os sistemas agrícolas tradicionais dos povos indígenas;

    – Promover o sistema agrícola Baniwa e Koripako Kaaly;

    – Promover produtos indígenas Baniwa e Koripako;

    – Divulgar Patrimônio Cultural Baniwa e Koripako a sociedade Brasileira e fora dela;

    – Criar Museu Baniwa e Koripako;

    – Criar Centro de Referencia Cultural do Povo Baniwa e Koripako na cidade de São Gabriel da Cachoeira;

    – Fazer intercâmbios entre Baniwas e Koripakos Brasileiros, Colombianos e Venezuelanos;

    – Participar do Comitê Gestor do Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro promovido e coordenado pelo IPHAN do Amazonas;

    – Elaborar bem o Plano de Gestão e Ambiental do Içana e Afluentes;

    – Elaborar plano, programa, projetos e atividades de médio e em longo prazo;

    – Fazer todo levantamento nas comunidades, sistematizar os dados, discutir resultados, elaborar documento do PGTA e publicar o resultado (Plano de Gestão Territorial e Ambiental do Içana e Afluentes;

    – Promover seminário para divulgação do Resultado de pesquisas no âmbito do PGTA e distribuição da publicação do PGTA;

    – Associações Baniwa e Koripako farão oficinas para divulgação e educação sobre a importância do PGTA do Içana e Afluentes;

    1. Educação Escolar Baniwa e Koripako

    – As escolas de ensino fundamental completo e de ensino médio convidarão lideranças indígenas dentro de suas programações a fim de proferir palestras aos estudantes e professores sobre patrimônio cultural, gestão territorial e ambiental das terras indígenas e etc..

    – As escolas farão revisão de seus PPPs a fim de incluir novos conceitos que aparecem no âmbito do Patrimônio Cultural e da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental das Terras Indígenas;

    – A CABC e FOIRN farão encontros de formação continuada aos professores, lideranças comunitárias e de associações como forma própria para fortalecer suas instituições e suas autoridades-representantes;

    – As escolas continuarão fazer intercâmbios entre si como meio de aperfeiçoamento de suas pedagogias e processo próprio de aprendizagens;

    – Os prédios escolares deverão ser priorizados nas reivindicações para que se garantam as suas construções no Içana e Afluentes;

    – Lutar pela criação de 4 Escolas de Ensino Médio junto com Governo do Estado do Amazonas inicializado no ano de 2013 a partir de V Encontro de Baniwa e Koripako;

    – Lutar mais pela formação em áreas em que não se tenha ainda a especialidade como para Advogado, Contabilista, Engenheiro Florestal, Odontologo, Enfermeiro e Médico.

    1. Economia Baniwa e Koripako

    – Realizar encontro ou seminário sobre economia indígena Baniwa e Koripako a fim de aprofundar assuntos de geração de renda, produtos indígenas, receitas; discutir estratégias para consolidar a política e desenvolvimento da economia indígena;

    – Retomar os trabalhos de produção e comercialização da cestaria de arumã;

    – Ampliar e fortalecer a Rede de Casa da Pimenta Jiquitaia Baniwa no Içana e Afluentes;

    – Fortalecer e promover os produtos do sistema agrícola Baniwa e Koripako Kaaly;

    – Pesquisar para desenvolvimento de novos produtos a serem experimentados no mercado consumidor como “Wará”;

    – Ampliar e diversificar os produtos indígenas como meio de promover renda nas comunidades aos homens e mulheres Baniwa e Koripako;

    – Discutir pagamentos por serviços ambientais e outras formas de geração de renda;

    – Lutar pela isenção de produtos indígenas junto ao Governo do Estado do Amazonas;

    1. Saúde Indígena no Içana e Afluentes

    – Valorizar e promover internamente a utilização da medicina tradicional e plantas medicinais;

    – Apoiar e fortalecer os agentes de saúde indígena e Técnicos em Agentes Comunitários de Saúde Indígena;

    – Lutar através de reivindicações a construções de Pólos Base de Camarão, Tunui Cachoeira,  São Joaquim e Canadá do Rio Ayari;

    – Lutar através de reivindicações a melhoria do serviço permanente de saúde indígena nas comunidades indígenas;

    – As associações, escolas, agentes de saúde indígena e Técnicos em Agentes Comunitários de Saúde Indígena farão mensalmente um relatório a ser enviado para CABC e FOIRN sobre funcionamento dos Pólos Base e serviços de saúde indígenas prestados nas comunidades;

    – As comunidades e associações não devem esperar somente de conselheiros locais e regionais para informar a CABC e FOIRN sobre a saúde indígena nas comunidades;

    – A CABC e FOIRN encaminharão as reivindicações das comunidades, associações para conhecimento e providencia de autoridades da saúde indígena no Içana;

    1. Infraestrutura, logística e tecnologia de informação e comunicação no Içana e Afluentes

    – Discutir ou criar uma estrutura de organização da tecnologia de informação e comunicação implementando o meio de comunicação tradicional nas comunidades;

    – As associações, escolas e ACIS junto com CABC encaminharão a necessidade de adquirir mais barcos para melhorar o transporte do Içana com Governo Municipal, do Estado e com Governo Federal.

    – Lutar para equipar as escolas indígenas de ensino fundamental e médio com internet, biblioteca, videoteca e outros, junto com Governo Municipal, do Estado, Governo Federal e com projetos próprios.

    – Lutar e cobrar da política publica a estruturação de transporte terrestre nos pontos estratégicos de difícil acesso (Tunui, Aracu Cachoeira-Matapi/Coracy Cachoeira);

    – Organizar e melhorar o meio de comunicação nas comunidades e escolas para facilitar o acesso de informação para os comunitários.

    Povos Baniwa e Koripako escolhem seus  dirigentes no movimento indígena do Rio Negro no âmbito da FOIRN/CABC.

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    Esq à dir. Isaias Fontes, Juvêncio Cardoso, Dário Casimiro, Elton José e Plínio Marcos.        Foto: Ray Benjamim/FOIRN

    Após intensos debates sobre as pautas da Assembleia, no último dia, pela parte da tarde, foi realizado a composição das chapas para concorrer a diretoria da CABC e inscrição dos candidatos para concorrer a diretoria da FOIRN.

    Para a eleição da nova diretoria da CABC apenas duas chapas se formaram e se apresentaram para concorrer. A chapa 1 – representado pelo Ronaldo Apolinário (ABRIC) e A chapa 2 – representado pelo Juvêncio da Silva Cardoso. Para diretoria da FOIRN apenas Isaias Fontes (atual diretor) e Pedro Malaquias se apresentaram como candidatos para concorrer a gestão nos próximos 4 anos.

    O resultado a votação foi: chapa 1 – 34 votos, chapa 2 – 63 votos, Pedro Malaquias – 26 votos e Isaias Pereira Fontes – 70 votos.

    Dessa forma a Gestão FOIRN/CABC para 2017-2020 ficou dessa forma

    Isaias Pereira Fontes – Diretor FOIRN de referência à região do Içana e Afluentes.

    Diretoria da Coordenadoria das Associações Baniwa e Koripako

    Juvêncio da Silva Cardoso – Coordenador

    Dário Casimiro – Vice Coordenador

    Elton José da Silva – Secretário

    Plínio Guilherme Marcos – Tesoureiro

    Ciente dos desafios que irá enfrentar, o coordenador da CABC eleito resumiu o sentimento:  “Coordenar as 10 associações de 93 aldeias Baniwa e Koripako, foi a missão conferida a mim para os próximos 4 anos, dentro movimento Indígena no Içana. Vários desafios pela frente, contarei com colaboração de todos os amigos e parceiros!”.

    Cartas Públicas sobre a situação precária de estrutura física das escolas e inexistência dos serviços da Saúde Indígena nas comunidades Baniwa e Koripaco.

    > Sobre a situação e condição física das escolas e materiais didáticos nas escolas Baniwa e Koripako.

    >Carta de indignação diante da situação da Saúde Indígena nas comunidades Baniwa e Koripako.

    Lembrando que a diretoria eleita terá posse somente após a Assembleia Geral da FOIRN prevista para o mês de novembro deste ano. Onde, os candidatos eleitos para a diretoria da FOIRN das cinco regionais irão concorrer a presidência para a gestão 2017-2020.

    A realização do evento só foi possível através do apoio e colaboração dos nossos parceiros e apoiadores como o Instituto Socioambiental, Fundação Nacional do Índio, Prefeitura Municipal, RFN, ERN, H3000 e Aliança pelo Clima.

    * – Apenas o evento de comemoração de 20 anos da FOIRN foi realizado dentro de uma maloca em Assunção do Içana em 2007.

    Ler também: O Povo Baniwa e Koripako escolhem seus novos dirigentes no movimento indígena do Rio Negro

  • Lideranças Indígenas do Médio e Baixo Rio Negro debatem desafios do movimento indígena na região, elege nova diretoria e mantêm o diretor atual para próximos 4 anos

    Lideranças Indígenas do Médio e Baixo Rio Negro debatem desafios do movimento indígena na região, elege nova diretoria e mantêm o diretor atual para próximos 4 anos

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    Grupos de Trabalho durante a VI Assembleia Geral da CAIMBRN. Foto: Acervo FOIRN

    A VI Assembleia Geral da Coordenadoria das Associações Indígenas do Médio e Baixo Rio Negro (CAIMBRN), iniciou ao som e coreografia da “dança da mandioca” ou “Maniaca Murací” em Nheengatu, apresentada pelos estudantes e professores da escola  São Tomé da comunidade Cartucho – Médio Rio Negro (no município de Santa Isabel do Rio Negro), no dia 29 de março.

    O evento reuniu até dia 31 de março, representantes de 14 associações de base da região, totalizando cerca de 150 participantes, incluindo representantes de instituições parceiras como o Instituto Socioambiental (ISA), Fundação Nacional do Indígena (CR Rio Negro), Exército Brasileiro (3o Bis/Barcelos) e da FOIRN (departamentos de Educação, Secretaria, Mulheres, Jovens e comunicação).

    Na abertura do evento, Braz França, uma das principais lideranças indígenas do Rio Negro, resumiu a importância do evento para a região do médio e baixo Rio Negro e para o movimento indígena: “É mais um dia pra luta do movimento indígena, vocês devem participar das reuniões da FOIRN, prestem muita atenção nas discussões que vão ser feito aqui, temos que nos concentrar nas discussões do futuro, daqui sairão propostas para assembleia geral da a FOIRN, esse é o momento de avaliarmos o que deu certo na nossa região. Vamos contribuir com os nossos pensamentos e nossas discussões”.

    Ao longo dos três dias de evento, foram discutidas e trabalhadas os seguintes assuntos: Processo de Demarcação das Terras Indígenas de Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos, -Situação da Saúde Indígena no Rio Negro e ações do movimento indígena na região,  – Educação “Escolar” Indígena na Região do Rio Negro, Desafios e perspectivas, – Extrativismo da piaçaba: situação atual e desafios para organizar a atividade na região,  – Manejo e Ordenamento Pesqueiro na região do Baixo Rio Negro “Situações das comunidades em Barcelos, – Política Nacional de Gestão Ambiental e Territorial das Terras Indígenas “Elaboração dos Planos de Gestão das Terras Indígenas do Rio Negro e monitoramento de políticas públicas”, – Turismo em Terras Indígenas: agenda e desafios para elaborar o plano de visitação e  Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro: Agenda do plano de Salvaguarda.

    Eleição da nova diretoria da CAIMBRN (gestão 2017-2020) e reelege diretor da FOIRN de referência à região do médio e baixo Rio Negro.

    Antônio de Jesus – Coordenador/(Associção Indígena de Barcelos – ASIBA)

    Vamberto Plácido – Vice Coordenador/ (Associação das Comunidades Indígenas e Ribeirinhas – ACIR)

    Andrônico Benjamim- Secretário (Associação das Comunidades Indígenas do Baixo Rio Negro – ACIBRN)

    Florizada Cruz Pinto – Tesoureira (Associação de Mulheres Yanomami de Maturacá – AMIKUMIRÃ YÕMA)

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    Marivelton Rodriguês, diretor da região do médio e baixo Rio Negro. Foto: FOIRN

    Por unanimidade, foi reeleito para próximos 4 anos atual diretor da FOIRN de referência à região do médio e baixo Rio Negro, Marivelton Rodriguês Barroso, da etnia Baré. Por ser apenas o único nome (re) eleito dessa região para a próxima gestão, irá concorrer a presidência da instituição na Assembleia Geral previsto para o mês de novembro.

    Novos conselheiros para o Conselho Diretor da FOIRN (segundo maior espaço de decisão, depois da assembleia geral), também foram eleitos: Roberto Lopes (AHKÓ ÍWÍ/ACIBRN), Francisco Xavier (AYRCA/AMIK), Carlos Nery (ACIMRN/SIRN) e José Melgueiro (Barcelos (Padauirí/Preto).

    Desafios

    Atualmente um dos principais desafios para o movimento indígena na região é a luta pela demarcação das terras indígena na região do baixo Rio Negro, que se arrasta há anos. E depois vem o Ordenamento Territorial e Pesqueiro na região, que é uma iniciativa já desenvolvida na região, mas, que ainda precisa ser ampliado e fortalecido nos próximos anos.

    Para isso, é considerado fundamental o fortalecimento das associações de base, especialmente a coordenadoria regional, para apoiar e estar presente nas bases para apoiar as ações de fortalecimento.

    Objetivos e metas propostos para assembleia, alcançados.

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    Centro comunitário, local da VI Assembleia da CAIMBRN. Foto: FOIRN

    Tanto por parte dos organizadores, como também pelos participantes convidados, a assembleia foi considerado um sucesso. “Na minha opinião a assembleia foi um sucesso, os objetivos foram alcançados, parabenizo a todos e vamos continuando dessa forma”, afirmou Camila Sobral Barra, do ISA, colaboradora na região do médio e baixo Rio Negro.

    Nas avaliações realizadas ao final do evento, foi novamente reafirmado a importância do evento para o movimento indígena do Rio Negro: ” Avaliar o movimento indígena do Rio Negro, desafios e suas perspectivas, tema tratado neste evento é muito importante pra nossa região, as nossas expectativas estão nesses novos eleitos aqui nessa assembleia, que vão levar os nossos trabalhos pra frente. Parabenizo a todos pela assembleia, quero dizer que com a força e decisão de todos iremos conseguir realizar todos os nossos trabalhos.

    Delegados para Assembleia Geral da FOIRN em novembro: Orlando José de Oliveira (AIACAJ), Sandra Gomes (ACIMRN), Maria Lucilene (ASIBA),  Xavier (AIACAJ), Abrahão de Oliveira França (AHKÓ ÍWÍ),  José de Melgueiro de Jesus (ACIRP), Carlos Alberto Teixeira Nery (ACIMIRN), Francisco Xavier (AYRCA), Roberto Lopes (ACIBRN),  Antônio de Jesus (ASIBA), Cleocimara, Derly, Elcimar, Floriza (AMYK), Anésia (AMYK), Maria Claúdia, Ilma, Laudicéia, Aprigío e Luciano.

    Leia os documentos elaborados na Assembleia:

    A realização das Assembleias Geral e Sub Regional Eletiva da CAIMBRN teve apoio e parceria da FOIRN/CAIMBRN, Comunidades e Associações do Médio e Baixo Rio Negro, ISA, FUNAI/CR RIO NEGRO, H3000, Embaixada Real da Noruega e Aliança pelo Clima.

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