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  • Rede de Turismo Indígena do Rio Negro é criada no I Encontro de Turismo em São Gabriel da Cachoeira-AM

    Rede de Turismo Indígena do Rio Negro é criada no I Encontro de Turismo em São Gabriel da Cachoeira-AM

    O 1º Encontro de Turismo Indígena do Rio Negro ocorreu na comunidade de Duraka, situada na Terra Indígena Médio Rio Negro I, em São Gabriel da Cachoeira (AM), entre os dias 10 a 12 de dezembro. Reunir as iniciativas que já existem e identificar novas comunidades que desejam fazer parte deste roteiro foi um dos objetivos do encontro.

    Atualmente, existem 17 iniciativas de turismo indígena mapeadas na região, sendo algumas delas já em plena atuação, como o turismo de pesca esportiva em Santa Isabel do Rio Negro (rios Marié e Jurubaxi) e o roteiro Serras Guerreiras de Tapuruquara. O turismo Yanomami ao Pico da Neblina terá sua primeira expedição comercial em janeiro de 2022.

    Em um ambiente colaborativo com muitas trocas de informações entre as inciativas também aconteceram apresentações sobre a Cadeia de Turismo, Relação Anfitrião-Turistas e Cultura Alimentar como Atrativo Turístico.

    A mesa redonda sobre “Turismo como ferramenta de governança e segurança nos territórios indígenas”, contou com a participação de Marcos Wesley Oliveira-Coordenador Programa Rio Negro do ISA, Júlio José Araújo Júnior-Procurador MPF, Renata Carolina Correa Vieira- Advogada/ISA, Ricardo Peixoto-General 2ª BDA INF SL, Carlos Marcelo da Silva-Major 2ª BGDA INF SL, Ernani Sousa Gomes-Coordenador Dsei-ARN, Ernesto Rodriguês Estevão – Coordenador CAIMBRN e Marivelton Rodrigues Barroso-Diretor Presidente da FOIRN. A mesa discutiu a segurança e defesa dos territórios e papéis das organizações indígenas no território junto às iniciativas de turismo da região.

    O turismo em terras indígenas segue as diretrizes da IN03/2015, instrução normativa da Fundação Nacional do Índio (Funai) que, por meio do desenvolvimento de um Plano de Visitação, busca o protagonismo das comunidades indígenas na realização de turismo nos seus territórios.

    Rede de Turismo Indígena do Rio Negro

    Após as experiências compartilhadas e de debates sobre o tema, foi criado a Rede de Turismo Indígena do Rio Negro.

    O espaço será formado pela FOIRN, associações locais e suas inciativas que visa apoiar as iniciativas de turismo indígena contribuindo para o fortalecimento destas através da mobilização conjunta, da discussão de políticas públicas que apoiem o turismo indígena de base comunitária e da formação de parcerias com diversos setores da sociedade.

    Com apoio do projeto ForEco – Rainforest Foundation e Embaixada Real da Noruega (ERN), o encontro contou com a presença de Susy Simonetti, professora do curso de Turismo da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), doutora em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia e que vem trabalhando junto à comunidades no Mosaico do Baixo Rio Negro.

    O evento foi realizado pela Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn) e pelo Instituto Socioambiental (ISA)

  • Foirn realiza encontro “Fale Sem Medo” pelo Fim da Violência contra a Mulher Indígena

    Foirn realiza encontro “Fale Sem Medo” pelo Fim da Violência contra a Mulher Indígena

    Compartilhar as experiências da II Marcha das Mulheres Indígenas realizada no último mês de setembro, em Brasília, e construir plano de ação para o enfrentamento da violência de gênero e criar redes de apoio no Rio Negro são os objetivos do encontro.

    O encontro aconteceu nesta sexta-feira, 9 de dezembro, no Telecentro do Instituto Socioambiental (ISA), em São Gabriel da Cachoeira (AM), mediado pelas coordenadoras do Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro (Dmirn), Maria do Rosário (Dadá Baniwa), Larissa Duarte Tukano e Glória Rabelo Baré e Renata Viera, advogada do Instituto Socioambiental (ISA). 

    Durante o XI Encontro das Mulheres Indígenas do Rio Negro realizado em 2018, as mais de 200 mulheres indígenas elaboraram e publicaram o manifesto “os nossos princípios, desafios e compromissos” que orienta os planos de ações do Dmirn em várias linhas temáticas, entre estes, a violência contra a mulher e o fortalecimento da presença e participação de mobilização indígena regional e nacional. 

    Conseguir garantir a participação de 20 mulheres na II Marcha das Mulheres Indígenas em Brasília foi considerada pelas lideranças mulheres e coordenadoras do Dmirn, uma conquista das mulheres rionegrinas. 

    A marcha aconteceu na primeira semana de setembro em Brasília. Cerca de 20 mulheres indígenas do Rio Negro marcaram presença na mobilização das mulheres pelos direitos e pelos territórios. 

    Gloria Rabelo Baré: Nunca tinha participado de um evento assim tão grande. A marcha das mulheres que teve agora é uma experiência que vou levar para a vida toda. Estivemos lá reunidas junto com outras mulheres que lutam pelas suas terras, pelos seus espaços, como nós. Participar da marcha me transformou. Hoje, não fico mais calada, principalmente quando é para defender os direitos das mulheres. 

    Elizangela Baré: Quando saímos do nosso território aprendemos e adquirimos mais conhecimento para nossa luta. O mesmo acontece quando realizamos atividades dentro do nosso território. Cada vez que participamos de eventos conhecemos mais sobre as leis, os nossos direitos. Como lideranças, precisamos conhecer essas leis. 

    Rosilda Cordeiro Tukano: União das mulheres faz a força. E lá somamos força com mulheres de outras regiões pela demarcação de terras. Foi muito bom lutar ao lado de mulheres de todas as regiões. 

    Laura Tariana: Representar as mulheres da minha região foi o grande desafio. Coragem foi essencial. 

    Vanda Cardoso Piratapuia: Como foi a minha primeira vez, foi um desafio. Precisamos levar essa luta para frente como mulheres indígenas. Quebramos algumas barreiras. Como pela primeira vez conseguimos ter maior número de mulheres na marcha. 

    Lorena Tariana: Cada marcha é uma experiência. A minha nova participação na marcha foi mais uma nova experiência. Foi tenso. Dessa vez várias mulheres tiveram que acordar madrugada devido às ameaças da invasão do nosso acampamento. O evento nos ensina que cada mobilização é um desafio. Precisamos lutar porque hoje, nossos direitos estão sendo ameaçados. Conseguimos nos destacar na marcha. 

    Izoneia Tariana: Foi um momento único. Como não saímos do nosso mundo, sair daqui e participar da luta das mulheres de outras regiões, que muitas vezes, vimos apenas pela mídia, é uma coisa importante que expande nossos horizontes. A luta delas nos motiva a também participar e fortalecer a nossa luta pelos direitos indígenas e das mulheres. Nós mulheres já nascemos com essa força, mas, a marcha das mulheres me tornou mais resistente, fortalecida e segura. 

    Rosane Piratapuia: Foi muito bom voltar para o uma mobilização das mulheres, rever lideranças que conheci quando fiz parte do Departamento das Mulheres da Foirn. Percebi que muita coisa avançou, esses avanços também são resultados das mobilizações e luta das mulheres. Lá participamos junto com mulheres de outras regiões. Em um momento, assisti uma parente chorando, pois, as terras delas são as mais afetadas atualmente pelo agronegócio. Nesse sentido, precisamos lutar com elas, pois são nossos parentes. Estar lá foi um ato de resistência e união entre as mulheres indígenas. 

    Auxiliadora Dâw: Fiquei como segurança do acampamento da marcha das mulheres. Quando estamos lá, estamos lutando pelos nossos direitos, nossos territórios, pelos nossos filhos. Participar da marcha me deu experiência e me fortaleceu ainda mais como lideranças representantes das mulheres da região que represento (médio e baixo rio Negro).

    A atividade foi apoiada pelo Fundo Canadá e RCA.

  • Nota Pública da Foirn sobre matéria na Folha de São Paulo intitulada “General Heleno autoriza avanço de garimpo em áreas preservadas na Amazônia”

    Nota Pública da Foirn sobre matéria na Folha de São Paulo intitulada “General Heleno autoriza avanço de garimpo em áreas preservadas na Amazônia”

    Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), organização da sociedade civil de interesse público que representa os 23 povos indígenas do rio Negro, fundada em 1987, vem a público manifestar-se a respeito da reportagem publicada hoje pela Folha de São Paulo, pelo repórter Vinicius Sassine, a respeito do avanço do garimpo na bacia hidrográfica do Rio Negro, no Amazonas.

    Intitulada “General Heleno autoriza avanço de garimpo em áreas preservadas na Amazônia”, a matéria revela que em 2021, o general Augusto Heleno, ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), da Presidência da República, autorizou sete projetos de pesquisa para exploração de ouro no Noroeste Amazônico, região mais preservada de toda a Amazônia. Heleno é também secretário-executivo do Conselho de Defesa Nacional, órgão que aconselha o presidente em assuntos de soberania e defesa.

    Nós, que habitamos essa região há mais de 3 mil anos, em 10 terras indígenas demarcadas, manifestamos nossa indignação com a postura do general Heleno, que demonstra estar fazendo uma pressão política a favor dos interesses empresariais da mineração e do garimpo.

    A assessoria jurídica da Foirn está analisando os processos mencionados na reportagem da Folha de São Paulo e tomará todas as atitudes cabíveis e legais para não permitir que a região mais preservada da Amazônia seja ameaçada pela política predatória do atual governo.

    Sem considerar aspectos socioambientais e as políticas públicas que vem sendo articuladas para o desenvolvimento local na região, baseadas na Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental nas Terras Indígenas (PNGATI), o GSI e o Conselho de Defesa Nacional colocam em risco a vida da floresta e a vida de mais de 45 mil indígenas.

    Ao invés de autorizar que empresas façam pesquisa de extração de ouro em nossos territórios, o que só trará poluição, degradação ambiental e ainda maior injustiça social, as autoridades do governo federal deveriam conhecer a realidade local e nos apoiar a fomentar a economia indígena sustentável, que gera renda, trabalho e conserva os benefícios da floresta em pé.

    Repudiamos atitudes autoritárias amparadas em ideais superados de desenvolvimento econômico, que só trouxeram doenças, morte e degradação para a Amazônia e seus povos. A política do atual governo, que avança sobre a floresta e sobre nossos territórios, tem apenas um interesse imediatista: dar lucro aos setores políticos empresariais que negam à emergência climática, a importância da Amazônia para a manutenção da vida e, sobretudo, desrespeitem os povos indígenas brasileiros que moram e protegem esta vasta região na tríplice fronteira com a Venezuela e a Colômbia.

    Mais informações ou pedido de entrevistas:

    Assessoria de Comunicação da Foirn: (97) 9810-44598

    www.foirn.org.br

    Mais informações ou pedido de entrevistas:

    Assessoria de Comunicação da Foirn: (97) 9810-44598

    www.foirn.org.br

  • Apoiadores e parceiros visitam projetos desenvolvidos pela Foirn no Rio Negro

    Apoiadores e parceiros visitam projetos desenvolvidos pela Foirn no Rio Negro

    Representantes da Rainforest Foundation Norway (RFN), Oficial da União Européia (UE) no Brasil e Instituto Socioambiental (ISA) passaram alguns dias no Rio Negro (16 à 20/11) para visitar a Foirn e alguns de seus projetos realizados com suas parcerias e apoio.

    A delegação foi composta por: Martina Bogado Duffner, Torris Tillmann Jager e Ellen Hestnes Ribeiro (RFN), Stefan Hermann Agne (EU), Aloísio Cabalzar, Natalia Pimenta, Rodrigo Junqueira, Jefferson Camarão e Bianca (ISA).

    A delegação cumpriu uma agenda de visita no Rio Negro. A primeira participação foi o II Encontro do Comitê Gestor do Fundo Indígena do Rio Negro (FIRN), realizado no dia 16 de novembro de 2021, na sala de reunião do ISA.

    A FOIRN através da coordenação do FIRN apresentou as suas atividades, abrangência e funcionamento. De origem alemã, Stefan Hermann Agne da delegação da União Europeia no Brasil, em sua apresentação disse que mora em Brasília e, é responsável pela cooperação entre a União Europeia e Brasil, entre o governo e sociedade civil, que também apoia os povos indígenas. Há seis anos a UE apoia ações voltadas para o projeto de Cadeias de Valores e encerra este ano, mas, vai continuar o apoiando especificamente os povos indígenas na Amazônia.

    Torris Tillmann Jager, Diretor da RFN está na função há 6 meses falou da sua primeira visita ao Brasil e ao Rio Negro no Amazonas e contou que quando a Ellen Hestine apresentou o projeto para ele e mostrou a foto da praia de São Gabriel da Cachoeira ficou feliz e encantado em continuar os trabalhos iniciados por ela anteriormente, em apoiar a FOIRN e aos povos indígenas do Rio Negro.

    Delegação visita Casa de Frutas Secas em Santa Isabel do Rio Negro

    Acompanhado pelo Diretor Presidente da FOIRN, Marivelton Barroso do povo Baré, a delegação visitou um projeto desenvolvido por estes apoiadores no dia 16 de novembro no município de Santa Isabel do Rio Negro. Foram recebidos de forma calorosa pela população e lideranças da Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (ACIMRN), com dança caxirí na cuia da cultura regional (nome da dança) e em seguida foi servido um jantar de comidas típicas.

    Na manhã do dia 17/11, a delegação participou de uma reunião no auditório da Escola Santa Isabel do Rio Negro , onde foram apresentadas as atividades do Departamento de Mulheres e Jovens Indígenas no Rio Negro, projetos e ações relacionados ao Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro e Turismo Comunitário em Terras Indígenas.

    A ACIMRN é uma associação de grande importância para as comunidades da região do médio Rio Negro, atualmente com estrutura e organização fortalecida com apoio dos parceiros e financiadores. Desde ano passado há uma representação do Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro (DMIRN) e Jovens Indígenas do Rio Negro (DAJIRN) no âmbito da associação.

    A Casa de Frutas Seca é resultado do trabalho no âmbito do Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro (Reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil em 2010 pelo IPHAN) vai fortalecer a economia local, onde os produtores indígenas terão mais uma opção para a comercialização de seus produtos, além de seus clientes ou instituições.

    O beneficiamento e comercialização dos produtos remanescentes das vendas dos produtores indígenas da região serão através da Casa de Frutas Secas.

    Nessa reunião a delegação conheceu a nova diretoria da ACIMRN eleita no início de novembro, que terá a gestão entre 2022-2025.

    Comitiva visita a comunidade Cartucho – Médio Rio Negro

    No retorno de Santa Isabel do Rio Negro, 17/11, a comitiva fez uma breve parada na comunidade de Cartucho, onde os comunitários aguardavam com uma calorosa recepção. Germano Sanches Batazar, da etnia Baré, cacique da comunidade agradeceu aos visitantes pela visita. A oportunidade presidente da FOIRN falou da importância da parceria entre a Federação e o Instituto Socioambiental para desenvolver iniciativas inovadoras e sustentáveis em Terras Indígenas. E falou do Projeto Serras Guerreiras desenvolvido nessa região, e lançou o convite para os visitantes na próxima vez conhecer melhor a atividade dessa iniciativa.

    Visita a Casa de Produtores Indígenas do Rio Negro – Wariró

    A delegação fez uma breve visita a Casa de Produtos Indígenas do Rio Negro – Wariró, onde pôde conhecer a diversidade cultural indígena do Rio Negro, um rico patrimônio material e imaterial que valoriza a cultura dos povos e estimular a geração de renda a partir da produção sustentável de produtos artesanais. A marca Wariró, um ser mitológico cuja morada está na serra de Curicuriari, ou Bela Adormecida, atualmente cartão postal de São Gabriel da Cachoeira, e está relacionado ao início do cultivo dos alimentos e da fartura nas roças.

    Comitiva visita Maloca do Conhecimento Baniwa de Itacoatiara Mirim

    Para finalizar a agenda de visita no Rio Negro, a comitiva visitou a comunidade de Itacoatiara Mirim no dia 18/11, nas mediações de São Gabriel para realizar trilha ecológica com Sr. Luiz Baniwa, cacique da Casa do Conhecimento Baniwa que conduziu a equipe para um passeio e conhecer um pouco do seu costume e sua cultura.

  • Lideranças indígenas participam de formação sobre associativismo e governança no Rio Negro

    Lideranças indígenas participam de formação sobre associativismo e governança no Rio Negro

    O encontro aconteceu entre os dias 24 a 26 de novembro no Telecentro do Instituto Socioambiental (ISA) em São Gabriel da Cachoeira.

    Participantes da formação realizada em São Gabriel da Cachoeira . Foto: Ray Baniwa/Foirn

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – FOIRN promoveu entre os dias 24 a 26 de novembro, em São Gabriel da Cachoeira, a 852 km de Manaus, uma formação em gestão de associações voltada para lideranças comunitárias. Participaram da capacitação cerca de 30 membros de cinco associações de base da FOIRN: Caiarnx (Alto Rio Negro, Xié e Balaio), Nadzoeri (Bacia do Içana), Caimbrn (Médio e Baixo Rio Negro), Diawi´i (Baixo Uaupés, Rio Tiquié e Afluentes) e Coidi ( Médio, Alto Uaupés e Rio Papuri).

    Os temas abordados durante a formação foram assessoria jurídica e contábil, fluxo de trabalhos, assim como o histórico do associativismo e a governança do movimento indígena do Rio Negro. Além disso, foram realizadas a regularização e balanço contábil de uma associação como exemplo prático. Atualmente, são 90 associações de base em toda a região do Rio Negro, que compreende os municípios de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira.

    Para Damásio Tukano, da coordenadoria Diawii, que participou da formação em São Gabriel da Cachoeira, é importante que as lideranças indígenas que estão nas associações de base conheçam os processos para conseguir fazer os trabalhos e manter a associação ativa juridicamente.  “São conhecimentos e informações que muitas vezes não sabemos. Participar dessa formação nos ajuda a levar informações para outras lideranças que estão nas associações”.

    Damásio Tukano, liderança da região do Rio Tiquié, membro da Coordenadoria Diawii.

    A formação realizada foi coordenada pela secretária administrativa da FOIRN, Maria Hildete Araújo, do povo Tariano, pela advogada Renata Vieira e do antropólogo Renato Martelli, ambos do Instituto Socioambintal – ISA,  e da contadora consultora Karla Cristina.

    A capacitação aconteceu em  parceria com o Instituto Socioambiental e apoio do Fundo Socioambiental CASA. Diante do desafio de apoiar as associações no processo de regularização, a FOIRN, em parceria com o Instituto Socioambiental (ISA), desenvolve ações de formação sobre Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civíl (MIROSC) e apoio para regularização. A ação é realizada como parte de projeto financiado pela União Europeia no período de 2017-2019 com objetivo de fortalecer a autonomia dos Povos Indígenas do Rio Negro na implementação de políticas públicas por meio do novo MROSC.

    Sobre a FOIRN
    A FOIRN é uma organização que articula ações em defesa dos direitos e do desenvolvimento sustentável de 750 comunidades indígenas na região mais preservada da Amazônia, na tríplice fronteira com Venezuela e Colômbia

  • Projeto da Associação das Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro é aprovado pelo Fundo Elas

    Projeto da Associação das Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro é aprovado pelo Fundo Elas

    Elizangela Baré – Presidente da Associação das Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro

    Criada em 2017 para valorizar dois elementos fundamentais da cultura Baré no Alto Rio Negro: o artesanato e a agricultura, a Associação das Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro (Amiarn), está entre as associações com projetos selecionados pelo (@fundoelas ) Fundo Elas através do Programa Mulheres em Movimento 2021.

    O Programa Mulheres em Movimento 2021 vai apoiar 93 grupos. O objetivo do programa é apoiar e reconhecer o trabalho de lideranças LBTs, negras, indígenas, quilombolas, jovens, pessoas com deficiência, mulheres que vivem nas florestas, nos campos, defensoras de territórios. Para saber mais sobre o fundo, acesse: http://www.fundosocialelas.org/

    Elizângela da Silva Baré, presidente da Amiarn comemorou ao receber a notícia. Para ela, o projeto vai possibilitar a implementação de algumas propostas que constam no Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) do território na qual a associação faz parte. “O projeto vai fortalecer o protagonismo das mulheres indígena na busca do desenvolvimento sustentável e bem viver indígena dentro do territórios”, afirmou.

    Elizângela é uma das 21 finalistas do Prêmio Inspiradoras é uma iniciativa de Universa e do Instituto Avon, que tem como missão descobrir, reconhecer e dar maior visibilidade a mulheres que se destacam na luta para transformar a vida das brasileiras.

  • Associação das Comunidades Indígena do Médio Rio Negro realiza assembleia e elege diretoria jovem para próxima gestão

    Associação das Comunidades Indígena do Médio Rio Negro realiza assembleia e elege diretoria jovem para próxima gestão

    A IX Assembleia da Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (ACIMRN) aconteceu nos dias 04 e 05 de novembro, na comunidade de Açaituba – Médio Rio Negro no município de Santa Isabel do Rio Negro, aproximadamente 135 pessoas estiveram presentes neste evento.

    Participantes da IX Assembleia da Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (Acimrn) realizada na comunidade Açaituba – Médio Rio Negro. Foto: reprodução/Acimrn

    A assembleia reuniu representantes de todas as comunidades que compõem a Acimrn, para avaliar os trabalhos realizados no período de 2018-2021 e tratar de temas como a revisão e alteração do estatuto social da associação.

    Entre os trabalhos avaliados na assembleia foram: Casa de Frutas, atuação do Departamento de Mulheres e Jovens Indígenas do Rio Negro e Fundo Indígena do Rio Negro.

     Foram destaques na assembleia o crescimento e fortalecimento dos projetos e ações relacionados ao Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro e Turismo Comunitário em Terras Indígenas. Foi encaminhado a necessidade de ampliação desses trabalhos para as demais comunidades e a população indígena da sede do município que são associadas a organização.

    A pauta mais esperado da assembleia foi a eleição da nova diretoria, que aconteceu no último dia, organizado e regido pelo estatuto e coordenado por uma Comissão Eleitoral composto por pessoas indicadas,  sem vínculos com a associação.

    O resultado da eleição definiu a gestão 2022-2025 da Acimrn que ficou da seguinte forma:  Adilson Joanico Baniwa  (Presidente), Joaquim Rodrigues Baré (Vice Presidente), Rodrison Maia (Secretário Titular), Eldenir Santos Baré (Secretário Suplente), Eliezer Sarmento Tukano (Tesoureiro Titular) e Adamor Pinheiro Baré (Tesoureiro Suplente).

    A eleição também definiu integrantes do Conselho Deliberativo e Fiscal, espaço importante de deliberação que ficou constituída da seguinte forma: Carlos Nery Piratapuia  (Presidente), Erivaldo Araújo  (Vice – Presidente), Deivison Murilo Baré (Secretário), Ilma Nery Piratapuia ( Membro), Marciano Pascoal Baré (Membro), Iago Miranda Baré (Membro).

    Lideranças Indígenas da região do Médio Rio Negro agradeceram a Foirn pelo esforço e atuação na região nos últimos anos, que para eles, é histórico, como não acontecia nos anos anteriores. Lembraram que o fortalecimento das associações de base, entre estes, a Acimrn, tem dado resultados positivos. Parceiros da Foirn, como o Instituto Socioambiental (ISA) e a rede de apoio aos projetos na região foram lembrados.

    A Foirn foi representada pelo Presidente, Marivelton Rodrigues Baré e Coordenadores de Departamentos; Dadá Baniwa (DMIRN), Melvino Fontes (Educação e Cultura), Elson Kene (DAJIRN), Mirian Pereira (Fundo Indígena) e Luciane Lima (Casa Wariró).

  • Monitoramento ambiental e climático fortalece a governança territorial e gestão socioambiental na Bacia do Içana

    Monitoramento ambiental e climático fortalece a governança territorial e gestão socioambiental na Bacia do Içana

    Na primeira semana de novembro, entre 01 a 05, foi realizada a 9ª Oficina de Rede de Agentes Indígenas de Manejo Ambiental/AIMA na Bacia do Içana no Centro de Pesquisa e Formação Enopana da Escola Baniwa Eeno Hiepole da Comunidade Canada/Koitsiali.

    Participantes da oficina realizado na comunidade Canadá – Rio Ayarí. Foto: Nadzoeri

    Os temas abordados na oficina foram: a) elaboração de relatório sobre os principais eventos ambientais e climáticos; b) construção do ciclo anual 2021 registrando os principais fenômenos; c) narrativa dos conhecedores sobre os ciclos cerimoniais associados aos ciclos anuais; d) discussão sobre impactos das mudanças climáticas no manejo do mundo e rituais Baniwa; e) adequação do calendário Baniwa para inclusão das cerimônias e eventos sociais; f) vinculação das estratégias de ações integradas para implementação dos PGTAS nas comunidades.

    Segundo Juvêncio Cardoso, secretário Executivo da Coordenadoria Nadzoeri (Rio Içana e Afluentes) a oficina retomou as atividades que haviam sido paralisadas devido à pandemia.  “A realização da oficina fortalece o monitoramento ambiental e climático visa acumular e gerar informações necessárias para subsidiar a governança territorial e gestão socioambiental no nosso território”, diz Juvêncio. “A ação além de contribuir no registro de dados sobre o território, promove também a capacitação e formação de novas lideranças Baniwa e Koripako”, completa.

    Agentes de Manejo Ambiental na oficina elaboram Ciclo Anual Baniwa e Koripako . Foto: Nadzoeri

    Mesmo com o avanço da vacinação contra a Covid-19 na região do Rio Negro, teve restrição na quantidade de participantes. Apenas 20 pessoas de 13 comunidades Baniwa participaram da oficina.

    Entre os vinte participantes, além dos AIMAS, estudantes de ensino fundamental e ensino médio representantes das escolas Baniwa Ttole/Tunui Cachoeira, escola Baniwa Eenawi/Santana, Escola Baniwa Herieni/Ucuqui Cachoeira e Escola Eeno Hiepole completaram as vagas de participação.

    Os pesquisadores receberam lâmpadas solares doadas pela parceria Foirn, Instituto Socioambiental (ISA) com apoio da UNHCR- Brasil para apoiar o trabalho de estudo, pesquisa e monitoramento ambiental e climático realizado através de anotações em diários de campo e uso de tablets nas comunidades indígenas.

    A oficina teve a realização da Foirn em parceria com a coordenadoria Nadzoeri, ISA e apoio do projeto LIRA e Betty & Gordon Moore Foundation.

  • Caiarnx realiza oficina sobre o primeiro edital do FIRN no Alto Rio Negro

    Caiarnx realiza oficina sobre o primeiro edital do FIRN no Alto Rio Negro

    Mulheres Indígenas da Associação das Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro – Amiarn participaram da oficina. Foto: José Baltazar/Caiarnx

    A Coordenadoria das Associações Indígenas do Alto Rio Negro e Xié (Caiarnx) mobilizou associações de base nos dias 22 e 23 de outubro na comunidade Juruti. A oficina teve como objetivo esclarecer dúvidas e orientar as lideranças na elaboração e apresentação de propostas para o 1º Edital do Fundo Indígena do Rio Negro (FIRN).

    A equipe técnica do fundo, Miriam Pereira e Eliana Saldanha acompanhados pelos coordenadores da Caiarnx, Ronaldo Ambrósio e José Baltazar realizaram as atividades de orientação.

    Elizângela da Silva Baré – Presidente da Associação das Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro (Amiarn) participou da oficina e destacou a importância da oficina para as associações de base da região. “A oficina foi muito importante por que é um avanço na implementação dos Planos de Gestão Territorial e Ambiental das Terras Indígenas (PGTAs) que construímos nos últimos anos. Através deste fundo vamos fortalecer o empreendedorismo indígena e gestão do nosso território”, disse.

    O Fundo Indígena do Rio Negro é uma iniciativa da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn) e tem como objetivo fortalecer as associações indígenas filiadas à FOIRN e os saberes e as práticas dos povos rionegrinos, através de garantia de recursos para que as comunidades, por meio das associações, possam implementar ações locais previstas nos planos de gestão territorial e ambiental (PGTAs) dos territórios indígenas do alto e médio Rio Negro.

    O primeiro edital foi lançado no dia 10 de setembro na Casa dos Saberes da Foirn, o fundo tem os eixos temáticos prioritários da primeira chamada pública do FIRN são: cultura, economia sustentável indígena e segurança alimentar. A distribuição será dividida em duas categorias de acesso aos recursos: mirim, de até 50 mil reais; e intermediário, de até 100 mil reais. Ao todo serão aprovados 10 projetos na categoria mirim e 5 na categoria intermediário.

    O primeiro edital fica aberto para receber propostas até 30 de novembro.

    Conheça o Firn, acesse: https://firn.foirn.org.br/

  • Rede de Cooperação Amazônica realiza assembleia para avaliar e planejar ações

    Rede de Cooperação Amazônica realiza assembleia para avaliar e planejar ações

    Essa semana, entre os dias 25 a 26 de outubro, membros da Rede de Cooperação Amazônica – RCA participam da assembleia de Avaliação e Planejamento da rede, em Brasília.

    Participantes da Assembleia da Rede de Cooperação Amazônica realizada em Brasília nos dias 25 a 25/10. Foto – Patrícia Zuppi/RCA

    São as principais pautas da assembleia: Consulta Prévia e Protocolos de Consulta, Mudanças Climáticas e Povos Indígenas, Gestão Territorial e Cadeias Produtivas, defesa dos direitos indígenas, formação em direito para mulheres indígenas no âmbito da RCA.

    São membros da RCA as organizações: Hutukara Yanomami, ATIX – Associação Terra Indígena Xingu, OPIAC – Organização dos Professores Indígenas do estado do Acre, FOIRN – Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro, CIR – Conselho Indígena de Roraima e APINA – Waijapi.

    A RCA originou-se em 1996 de uma Rede de Aliança Latino Americana congregando organizações apoiadas pela Rainforest Foundation da Noruega – RFN. Esta agência de cooperação internacional incentivou a articulação das organizações que apoiava em diferentes países da América Latina, com vistas a trocarem experiência entre si e difundirem seu trabalho. Em 1997, criou-se uma seção brasileira dessa rede que em 2000 tornou-se independente, originando uma articulação nacional em torno da questão indígena dos parceiros brasileiros da RFN. Essa articulação formalizou-se como RCA – Rede de Cooperação Alternativa, que em 2013 teve seu nome reformulado para Rede de Cooperação Amazônica (mantendo sua sigla: RCA).

    A RCA visa promover a articulação e o protagonismo político dessas organizações em torno de temas estratégicos voltados para a sustentabilidade e governanças locais nas terras indígenas; reconhecimento público do papel fundamental que os povos indígenas desempenham na conservação das florestas; fortalecimento das organizações indígenas e indigenistas na defesa dos interesses e direitos indígenas na Amazônia e aprimoramento das políticas públicas indigenistas e ambientalistas.

    Pela Foirn, participam da assembleia, Marivelton Rodriguês Barroso – Presidente da FOIRN e Maria do Rosário Martins (Dadá Baniwa) – Coordenadora do Departamento de Mulheres Indígenas.

    Para conhecer a RCA, acesse: http://www.rca.org.br/