Entre os dias 23 e 25 de agosto de 2024, a comunidade Campinas do rio Xié foi palco de um evento significativo para os povos indígenas da região do Alto Rio Negro: o II Encontro da Rede Aruak.
Este encontro histórico, realizado pela Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) e as duas coordenadorias: Coordenadoria das Associações Indígenas do Balaio, Alto Rio Negro e Xié (CAIBARNX) e a Coordenadoria das Associações Baniwa e Koripaco (NADZOERI), Terra Indígena Alto Rio Negro, reuniu aproximadamente 250 participantes dos povos Baré, Warekena, Baniwa, Koripako e Tariano, além de representantes dos povos Tukano e Dessano.
O encontro teve como foco principal o fortalecimento político, a organização social e o desenvolvimento socioeconômico dos povos da família linguística Aruak. Através de diálogos, debates e intercâmbio de experiências, os participantes buscaram promover o bem viver em seus territórios, resgatando e valorizando suas práticas socioculturais.
A importância deste encontro está na história de resistência e resiliência desses povos. Desde a chegada dos primeiros invasores no século XVII, que alteraram profundamente a organização política e a governança indígena, os povos do Alto Rio Negro enfrentaram séculos de desarticulação e isolamento. Foi apenas no final do século XX que, unidos aos demais povos nativos da região, começaram a se mobilizar novamente em defesa de seus direitos coletivos e territoriais.
Hoje, esses povos estão organizados em diversas associações comunitárias e coordenadorias regionais, como a CAIBARNX e a NADZOERI. O II Encontro da Rede Aruak não apenas celebrou essa organização, mas também delineou os próximos passos para o contínuo fortalecimento de suas comunidades.
Com o apoio de instituições como a FUNAI CR RNG, ISA e PORTICUS, o encontro foi um momento de união e planejamento para o futuro dos povos Aruak e suas gerações vindouras.
A realização do evento pela CAIBARNX e a NADZOERI como uma das coordenadorias regionais da FOIRN simboliza um passo adiante na jornada desses povos em busca de autonomia, reconhecimento e sustentabilidade.
O próximo encontro já tem data marcada: julho de 2025, em Assunção do Içana, com o tema central “Mudança Climática”. 🌿
Realização: Coordenadoria CAIBARNX e NADZOERI – FOIRN
A FOIRN representa e defende os direitos de 24 povos indígenas, 92 associações de base filiadas e está comemorando uma parceria de longa data com a Embaixada Real da Noruega.
Na tarde desta terça-feira, 20 de agosto de 2024, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) recebeu representantes da Embaixada Real da Noruega, na sala de reunião Isaias Pereira Fontes, em sua sede principal, para um encontro significativo que se estenderá até o dia 23 deste mês.
Esta colaboração, que já dura mais de 13 anos, tem sido fundamental para o desenvolvimento sustentável e o fortalecimento institucional das coordenadorias e associações indígenas da região.
O encontro tem como objetivo avaliar e construir uma nova proposta de projeto trienal que continuará a apoiar o fortalecimento institucional da FOIRN e suas coordenadorias regionais.
Esse encontro conta a presença e participação da nova diretoria da FOIRN, eleita e empossada no início de agosto, juntamente com a ilustre presença da liderança indígena Marivelton Rodrigues Baré, ex-presidente da Federação por três mandatos consecutivo, sendo um como diretor executivo e dois como presidente, os coordenadores regionais e de departamentos políticos e técnicos, participarão da reunião.
O compromisso da Noruega com o desenvolvimento sustentável e a proteção ambiental é evidente em suas ações e na missão de sua embaixada em Brasília.
A continuidade dessa parceria é essencial para o progresso contínuo e o empoderamento das associações indígenas do Rio Negro. Com a construção da nova proposta de projeto trienal, espera-se que a FOIRN e a Embaixada Real da Noruega através do novo Programa Norueguês para Povos Indígenas, possam expandir ainda mais seu impacto positivo na região, promovendo a sustentabilidade, autonomia, governança e gestão territorial.
A reunião entre a FOIRN e a Embaixada Real da Noruega é um momento inspirador do poder da colaboração e do compromisso mútuo para com o desenvolvimento sustentável e a justiça social. É um testemunho do respeito e do apoio contínuo aos direitos e à cultura dos povos indígenas, e um sinal de esperança para o futuro do Rio Negro e de seus habitantes.
A luta pela construção já dura mais de 32 anos e a presença da comitiva do Reitor da UFAM demonstra o compromisso da universidade com as lideranças e povos indígenas do Rio Negro.
A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) realizou uma reunião significativa com representantes de diversas instituições, tanto governamentais quanto não governamentais, para anunciar um marco importante: a construção do Campi da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) em São Gabriel da Cachoeira. Esse evento histórico ocorreu no dia 08/07, na sala de reuniões Isaias Pereira Fontes, localizada na sede 01 da FOIRN.
Foto: DECOM/FOIRN
Essa conquista representa mais de 32 anos de luta das lideranças indígenas da região, que muito reivindicavam um espaço dedicado ao ensino superior que fosse acessível e inclusivo, alinhado às necessidades e particularidades locais. A maloca (Casa do Saber) da FOIRN tem sido um ponto central nessa demanda, servindo como um espaço onde essas aspirações foram moldadas e fortalecidas.
Para Dário Casimiro Baniwa – diretor da Foirn e eleito presidente para a próxima gestão, foi um momento muito importante e enfatizou que a FOIRN está comprometida em estabelecer diálogos construtivos no processo de desenvolvimento local, como tem feito ao longo de muitos anos. Essa abordagem inclusiva tem sido representada por diversas lideranças em vida, cujo legado e contribuições continuam a iluminar o caminho das novas gerações. E agora, a responsabilidade desta luta passa para as novas lideranças que, atualmente, estão comprometidas em representar e fortalecer as instituições em prol do bem-estar da comunidade.
“Esta é uma reunião importante com a UFAM, onde a FOIRN está de portas abertas para continuar com os diálogos. A pauta que vamos discutir é uma luta que vem há muitos anos e que é muito importante para a população indígena do Rio Negro. Os desafios enfrentados pelos povos indígena têm sido persistentes, e estamos comprometidos em encontrar soluções para garantir a preservação da cultura e dos direitos desses povos sem precisar sair do território para formação acadêmica.” Diretor Dário Baniwa.
Sylvio Puga – O reitor da UFAM saudou a todos os presentes e contou um pouco da história da universidade em São Gabriel da Cachoeira desde 1989, com a luta incansável e persistente do mestre Paulo Monte, que conseguiu mobilizar a primeira turma de filosofia com a formação em 1994. Durante esses anos, a universidade passou por inúmeras transformações e desafios, mas sempre manteve o compromisso com a excelência acadêmica e a contribuição para o desenvolvimento da região. A visão e dedicação de líderes como o mestre Paulo Monte deixaram um legado duradouro que continua a inspirar gerações de estudantes e educadores na região.
E atualmente, o governo oferece o Programa Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor), que é uma ação da CAPES que visa contribuir para a adequação da formação inicial dos professores em serviço na rede pública de educação básica, por meio da oferta de cursos de licenciatura correspondentes à área em que atuam.
Foto: DECOM/FOIRNFoto: DECOM/FOIRN
A presença marcante da comitiva do Reitor da UFAM sublinha o compromisso da universidade em estabelecer laços estreitos com as lideranças e representantes indígenas. O fato de o encontro ter sido realizado presencialmente na sede da FOIRN destaca a importância atribuída a essas discussões e ao envolvimento das comunidades indígenas no processo de decisão.
Destacamos que o modelo de construção vertical e mediante a autorização ambiental, representa uma abordagem inovadora que busca conciliar o desenvolvimento urbano com a preservação do meio ambiente. A professora Iraildes Caldas enfatizou que essa vinda é para institucionalizar seguindo os passos, primeiramente com o estudo de solo, feito por engenheiro e seguindo pela licença ambiental, demonstrando um comprometimento significativo com os procedimentos técnicos e legais para assegurar a sustentabilidade do local.
Os demais representantes das instituições presentes deixaram claro a parceria nesta contribuição, com um só objetivo: a formação do povo do Rio Negro. Os representantes destacaram a relevância de ações conjuntas entre as instituições para superar desafios e promover oportunidades de crescimento para a comunidade local, reafirmando o compromisso social das entidades envolvidas. A parceria estabelecida reforça o comprometimento com a transformação positiva da vida das pessoas que residem às margens do Rio Negro.
Além do anúncio da construção do campi, as instituições presentes discutiram temas importantes, como a valorização da cultura indígena dentro do ambiente acadêmico, a implementação de programas de capacitação que atendam às necessidades locais, e a promoção de pesquisas interdisciplinares em colaboração direta com as comunidades e instituições.
Foto: DECOM/FOIRNFoto: DECOM/FOIRN
Após a reunião, foi feita uma visita ao local da construção do campi da Universidade Federal do Amazonas em São Gabriel da Cachoeira, no estado do Amazonas, localizada na estrada da Cachoeirinha. Durante a visita, os representantes da universidade puderam conhecer de perto o local e discutir questões relacionadas ao planejamento do novo campi e interagir com representantes de instituições locais para entender as necessidades e expectativas em relação à chegada da instituição de ensino. Essa iniciativa proporcionou um importante espaço para o diálogo e a colaboração entre a universidade e a população de São Gabriel da Cachoeira, fortalecendo os laços entre a academia e a comunidade.
Esse evento não apenas marca um avanço significativo na democratização do acesso ao ensino superior na região do Rio Negro, mas também representa um passo importante para a construção de uma educação mais inclusiva e sensível às realidades e tradições locais.
Instituições presentes:
FOIRN (Diretoria Executiva e Coordenadores dos Departamentos de Educação Escolar Indígena, Mulheres, Adolescentes e Jovens, Jurídico e Comunicação), UFAM, FUNAI/CR-RNG, IFAM Campus SGC, Diocese, SEMEDI/PMSGC, Câmara de Vereadores/SGC, UEA, SEDUC e demais lideranças.
Texto e imagens: Departamento de Comunicação – DECOM/FOIRN.
Lideranças se reuniram para fazer valer a democracia no movimento indígena, elegendo o diretor presidente para a gestão de 2024 a 2028.
Nesta sexta-feira, 28/06, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) reuniu lideranças representantes de diferentes associações para avaliar, discutir e eleger o diretor presidente durante a XVII Assembleia Geral Ordinária Eletiva da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), realizada no auditório do Instituto Federal do Amazonas, Campus São Gabriel – AM.
Foto: José Paulo – Comunicador indígena da rede Wayuri.
Os cinco diretores eleitos, reeleitos e reconduzidos durante as assembleias eleitorais nas coordenadorias regionais colocaram-se à disposição para concorrer ao cargo de presidência da FOIRN na gestão de 2024 a 2028.
Comissão Eleitoral formada pela Assessoria Jurídica da FOIRN, as instituições parceiras: COIAB, FAS e Diocese de São Gabriel da Cachoeira.
Foto: José Paulo – Comunicador indígena da rede Wayuri.
Cada candidato teve a oportunidade de apresentar suas propostas e convencer as delegações no tempo de cinco minutos, mostrando seus objetivos, metas e anseios para dar continuidade e lutar para melhorar a representatividade do movimento indígena do Rio Negro através desta tão renomada organização e suas associações de base.
Foto: José Paulo – Comunicador indígena da rede Wayuri.
“Quero antes de tudo pedir aos senhores que estão aqui presentes, vamos respeitar essa nossa maior organização que temos aqui. Disponho o meu nome para que vocês decidam. Todos nós somos diretores desta instituição, seja qual for a posição em que vou ficar, portanto temos um instrumento a seguir nesta gestão com apoio de cada um de vocês”. Edison Gomes Baré – Diretor de referência da CAIBARNX.
Foto: José Paulo – Comunicador indígena da rede Wayuri.
“Tenho uma militância no movimento indígena desde 1994. Tenho participado na militância da minha associação de base e da CAIMBRN. A minha história no movimento indígena não está somente no médio rio negro, mas sim em toda a região do Rio Negro, pois participei de todos os níveis das instâncias de decisão da FOIRN. Com essa experiência e vivência, coloco-me à disposição como candidato à presidência da FOIRN, valorizando sempre a classe da juventude. Tenho sempre incentivado a juventude na coordenadoria: são todas mulheres jovens prontas a contribuir. Não tenho dúvidas de que vocês, mulheres e jovens, terão o meu apoio. Quem quer ser presidente precisa assumir toda a FOIRN, não apenas a sua coordenadoria. Quero manter o patamar em que a FOIRN se encontra hoje e as parcerias e apoiadores que a FOIRN tem”. Carlos Neri Piratapuya – Diretor de Referência da CAIMBRN.
Foto: José Paulo – Comunicador indígena da rede Wayuri.
“Eu faço parte do movimento indígena iniciado pela minha associação de base, fui 2º secretário da AMIRT e articulador da juventude no departamento DAJIRN. Quero cumprir o estatuto e precisamos fortalecer as mulheres e a juventude. Desejo dialogar bastante com as coordenadorias, para que na próxima eleição possamos trazer mais jovens para a plenária. O sangue que carrego é de grandes lideranças ancestrais”. Hélio Gessem Tukano – Diretor de Referência da DIAWI’Í.
Foto: Kamikia Kisedje.
“A minha coordenadoria me disponibilizou para seguir com a FOIRN junto à diretoria sendo reconduzido para essa gestão, para representar o movimento indígena do Rio Negro como um todo nacionalmente e internacionalmente. Para isso, precisamos manter essa estrutura, valorizando a cultura, junto com as lideranças. Quero convidar os jovens e mulheres para fortalecer, junto ao nosso movimento, com parcerias institucionais e também contando com os financiadores que são apoiadores desta causa. Que as nossas associações possam ser potencializadas, que possamos garantir a autonomia e fortalecer o controle social, serei um diretor presidente aberto para diálogo. Na prática, precisamos mostrar que a FOIRN vai continuar sendo essa representação importante”. Dario Baniwa – Diretor de referência da Nadzoeri.
Foto: José Paulo – Comunicador indígena da rede Wayuri.
“Sou diretora reeleita na minha coordenadoria, me apresento como candidata à presidência da FOIRN, e me coloco à disposição. Ser uma mulher indígena não é fácil, conto com o voto de jovens, mulheres e homens. Estou preparada para dar continuidade à FOIRN e lutar pela melhoria desta instituição, tendo em vista a minha experiência representando a instituição nacional e internacionalmente durante a gestão atual”. Janete Alves Dessana – Diretoria de referência da CODI.
Os delegados votaram seguindo a ordem da Comissão eleitoral, e o resultado ficou da seguinte maneira:
A FOIRN promoveu um evento no auditório Wayuri do IFAM-Campus SGC para discutir os avanços, desafios e perspectivas do movimento indígena da região do Rio Negro.
Hoje, dia 25 de junho, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) promoveu o Encontro de Lideranças do Rio Negro, um evento fundamental para a avaliação dos avanços, desafios e perspectivas do movimento indígena da região. Este encontro está sendo realizado no auditório Wayuri do Instituto Federal do Amazonas, localizado no campus de São Gabriel da Cachoeira.
Dadá Baniwa – Coord. CR-RNG. Foto: Jose Paulo – Comunicador Rede Wayuri.Foto: Jose Paulo – Comunicador Rede Wayuri.Foto: Jose Paulo – Comunicador Rede Wayuri.
Líderes e representantes das coordenadorias e associações de base representando as comunidades indígenas estão reunidos para compartilhar experiências, discutir estratégias e fortalecer a união em prol dos direitos e do desenvolvimento sustentável das populações indígenas do Rio Negro. A troca de conhecimento e a construção de diálogos construtivos são elementos essenciais para o fortalecimento da luta indígena, e este encontro representa um importante marco nesse processo.
Foto: Jose Paulo – Comunicador Rede Wayuri.Foto: Jose Paulo – Comunicador Rede Wayuri.Foto: Jose Paulo – Comunicador Rede Wayuri.
As 150 Lideranças e delegados junto às representações de instituições parceiras indígenas e apoiadores, estiveram presentes desde a cerimônia de abertura iniciou com uma dança tradicional de abertura de Dabucury apresentado pelo grupo de dança da comunidade Itaquatiara mirim, Cacique Luiz Laureano Baniwa, toda a programação foi mediada por Edison Baré e Hélio Tukano, ambos são diretores eleitos para a nova gestão de 2024 a 2028.
Foto: Jose Paulo – Comunicador Rede Wayuri. Foto: Jose Paulo – Comunicador Rede Wayuri.
A linha do tempo da FOIRN contada por duas importantes lideranças Renato Matos e Maximiliano Menezes ambos do povo Tukano e já foram diretores das gestões anteriores da Organização, esse momento foi destacado com a importância histórica da FOIRN desde sua fundação em 1983, quando conseguiu aprovar seu estatuto social, apesar das diversas alterações que o estatuto sofreu ao longo dos 37 anos.
Trabalhos em Grupo por coordenadoria
Nos Desafios e Conquistas foram mencionadas dificuldades iniciais das lideranças para se deslocarem por falta de recursos, além de desafios políticos internos enfrentados pela FOIRN ao longo do tempo, porém com o avanço da incidência política no movimento indígena do Rio Negro, a estrutura e reconhecimento da Federação cresceu e se tornando uma das organizações exemplar a nível regional, estadual, nacional e internacional.
Graças a parcerias e apoios, o evento conta com a participação de parceiros de instituições e organizações indígenas da Amazônia brasileira.
Foto: Rede WFoto: Jose Paulo – Comunicador Rede Wayuri.
“Essa organização surgiu para unir os povos do Rio Negro, com lideranças que não negociam em nome dos parentes, o verdadeiro líder não se vende e se se sacrifica pelo seu povo. Precisamos que as lideranças natas defendam seus povos e causa em qualquer lugar e não pular para outro lado contra e criticando a FOIRN”. Disse Marivelton Baré – Diretor presidente da FOIRN.
Renato Matos destaca que a trajetória da FOIRN está intimamente ligada aos fatores políticos internos que influenciam o movimento. Um desses aspectos mencionados por ele é a valorização das músicas tradicionais adaptadas. Isso sugere que as mudanças políticas dentro da FOIRN e outras organizações indígenas não apenas moldam suas estratégias e direções, mas também têm impacto nas práticas culturais, como a música.
Maximiliano Menezes, ao lembrar das primeiras mobilizações feitas pelos povos tukanos do rio Tiquié, proporcionou uma visão de linha do tempo da FOIRN desde sua fundação até os dias atuais, comparando os avanços ao longo dos 37 anos de existência da organização.
Foto: Jose Paulo – Comunicador Rede Wayuri.Foto: Jose Paulo – Comunicador Rede Wayuri.Foto: Jose Paulo – Comunicador Rede Wayuri. Foto: Jose Paulo – Comunicador Rede Wayuri.
Esse tipo de retrospectiva histórica é fundamental para entender a evolução do movimento indígena no Rio Negro e o papel significativo que a FOIRN desempenhou nesse processo. Ao longo desses anos, a FOIRN enfrentou uma série de desafios e conquistas, moldando-se e adaptando-se às necessidades das associações de base e comunidades indígenas da região.
Foto: Jose Paulo – Comunicador Rede Wayuri.
Essa comparação ao longo do tempo não apenas destaca os marcos alcançados, como a fundação e eventuais mudanças estruturais da organização, mas também pode refletir sobre os desafios persistentes e as aspirações futuras das comunidades indígenas do Rio Negro, especialmente em um contexto de mudanças políticas e ambientais significativas na Amazônia brasileira.
Para mais detalhes assista a transmissão ao vivo gravada no canal oficial da FOIRN no endereço @foirn.
Equipe técnica da FOIRN e lideranças participam da Agenda de Transição da CAIMBRN em Santa Isabel do Rio Negro – AM.
No período de 19 a 21 de junho de 2024, no município de Santa Isabel do Rio Negro, foi realizado os trabalhos da Agenda de Transição da Coordenadoria das Associações Indígenas do Médio e Baixo Rio Negro (CAIMBRN), o objetivo principal foi discutir, planejar e organizar a equipe eleita para a nova gestão de 2024 a 2028.
Carlos Neri Piratapuia- Coordenador Regional atual da CAIMBRN. Foto: Joelson Felix DECOM/FOIRNJoão Barroso Baré – Vice Coordenador Regional atual da CAIMBRN. Foto: Joelson Felix DECOM/FOIRNGicely Baré – Coordenadora do Departamento de Comunicação da FOIRN. Foto: Joelson Felix DECOM/FOIRN
Trabalho inédito de transição da diretoria da coordenadoria e diretor de referência da CAIMBRN, uma das cinco coordenadorias regionais da Federação das Organizações Indígena do Rio Negro (FOIRN), com a finalidade de assegurar uma passagem de responsabilidade eficiente, garantindo a continuidade e o desenvolvimento das atividades e projetos em andamento, além de promover a integração e colaboração entre a equipe atual e os recém-eleitos que vão atuar desde uma parte do Município de São Gabriel da Cachoeira, nas áreas de Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos.
Marcos Zedan Baré – Coordenador Recém eleito da CAIMBRN. Foto: Joelson Felix DECOM/FOIRN
Destacamos que o coordenador regional recém-eleito, Marcos Zedan Catarine indígena do povo Baré, é o segundo mais novo na história CAIMBRN, com apenas 20 anos de idade, natural do município de São Gabriel da Cachoeira, atualmente reside no município de Santa Isabel do Rio Negro, no qual vai assumir essa responsabilidade. A sua trajetória iniciou em 2021 como serviços gerais e atualmente como assistente administrativo na coordenadoria, essa nova função representa uma nova era de liderança jovem na região, trazendo consigo energia, entusiasmo e uma perspectiva aprazível.
Marivelton Rodrigues Baré – Diretor Presidente atual da FOIRN. Foto: Joelson Felix DECOM/FOIRN
O compromisso e o empenho de Marivelton Baré, liderança que começou a sua trajetória no movimento indígena no médio Rio Negro, na associação de base ACIMRN, são evidentes em todas as suas ações em prol do movimento indígena. Sua liderança inspiradora e dedicada tem sido fundamental para promover a conscientização e a defesa dos direitos das comunidades indígenas ao longo dos anos.
Como diretor presidente e figura de referência na região, Marivelton Baré tem implementado projetos inovadores e desempenhado um papel fundamental na busca por maior inclusão e equidade para os povos indígenas. Sua trajetória é um verdadeiro exemplo de perseverança e comprometimento, servindo de inspiração para as gerações presentes e futuras.
Heraldina Dessana – Coord. do Departamento Financeiro da FOIRN Foto: Joelson Felix DECOM/FOIRNNatália Palheta – Técnica de Turismo da FOIRN. Foto: Joelson Felix DECOM/FOIRNLuciane Lima Tariano – Coord. do Depto. Negócios Socioambiental da FOIRN. Foto: Joelson Felix DECOM/FOIRN
Esta transição é uma etapa valiosa para a sustentabilidade e o crescimento contínuo da organização, e envolve a transferência de conhecimento, responsabilidades e planos estratégicos, em um processo cuidadosamente planejado e executado para manter a estabilidade e excelência da gestão.
Sandra Gomes Baré – Tesoureira Suplente recém – eleita da CAIMBRN. Foto: Joelson Felix DECOM/FOIRNZegadilha Yanomami – Secretário recem eleito da CAIMBRN. Foto: Joelson Felix DECOM/FOIRNJoão Neves Galibi Marworno -Assistente Adm. da nova gestão da CAIMBRN. Foto: Joelson Felix DECOM/FOIRN
Durante este período, foram abordados aspectos importantes para o sucesso da gestão, incluindo a definição de táticas, a distribuição de responsabilidades entre os membros da equipe e a implementação de um plano de ação abrangente que promova a eficiência e a inovação.
Adriano de Oliveira – Depto. Jurídico da FOIRN. Foto: Joelson Felix DECOM/FOIRN
A atividade foi encerrada com a comemoração oficial dos 20 anos da CAIMBRN e a posse da Coordenação Regional. A cerimônia de posse da Coordenação Regional simboliza não apenas a transição de liderança, mas também o compromisso renovado de cada membro com os valores e princípios fundamentais que norteiam a CAIMBRN.
Membros da Comissão Fiscal da Coordenadoria. Foto: Joelson Felix DECOM/FOIRN.
Importante destacar a participação das seguintes pessoas:
Marivelton Rodrigues Barroso – Diretor Presidente atual da FOIRN e de referencia da CAIMBRN (2021-2024).
Carlos Neri – Coordenador regional atual da CAIMBRN (2021-2024) e Novo Eleito como diretor da FOIRN e de referência da coordenadoria;
Articuladoras de Mulheres, Jovens e Educação;
Membros da Comissão Fiscal da Coordenadoria;
Membros que fazem parte do Conselho Diretor da FOIRN. (Eles vão garantir a eficácia e transparência das atividades administrativas, assegurando o cumprimento das responsabilidades financeiras e a conformidade com as normas estatutárias da coordenadoria e da FOIRN.)
Coordenadores e membros dos Departamentos de Comunicação, Financeiro, Negócios Socioambiental, Jurídico e Educação Escolar Indígena.
Realização: CAIMBRN e FOIRN.
Apoio: ALIANÇA PELO CLIMA – APC, BEZOS EARTH FUND AMAZON, NIA TERO, EMBAIXADA REAL DA NORUEGA – ERN E RAINFOREST FOUNDATION NORWAY – RFN.
No primeiro dia da Assembleia, os delegados destacaram a avaliação e prestações de contas do diretor de referência e da coordenadoria regional durante a gestão de 2021 a 2024.
Adão Francisco – Diretor da FOIRN e de referência da CAIBARNX. Foto: DECOM/FOIRNDabucuri na abertura da assembleia. Foto: DECOM/FOIRNA Assembleia na apresentação da comitiva do diretor presidente da FOIRN . Foto: DECOM/FOIRN
Os dias 28, 29 e 30 de abril serão marcados por um evento de extrema importância para a comunidade indígena do Rio Negro. A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro estará completamente focada na realização da VII Assembleia Regional Ordinária Eletiva da Coordenadoria das Associações Indígenas do Balaio, Alto Rio Negro e Xié (CAIBARNX).
Este evento de grande relevância acontece na comunidade de Juruti, que é a sede da coordenadoria, e tem como tema central “Movimento Indígena, Gestão e Sustentabilidade”.
Durante esses três dias, líderes e representantes indígenas se reunirão para discutir questões fundamentais relacionadas à gestão e sustentabilidade do movimento indígena, buscando fortalecer e promover a preservação da cultura e dos direitos indígenas na região do Rio Negro e também a escolha por meio de eleição de novos lideres que representarão a região na gestão da Foirn a partir de julho/2024 a Junho de 2028.
Na fala Marivelton Baré- Diretor Presidente da FOIRN. Foto: DECOM/FOIRNFoto: DECOM/FOIRNDadá Baniwa-Coord. FUNAI-CRRNG e Luciane Mendes – Coord. Depto. de Negócios da FOIRN, Nicole – Pesquisadora de Inteligência Artificial da USP, Josimara – Coord. FIRN, Janete Alves – Diretora de referência da COIDI, Hildete – Dpto. de Patrimônio Cultural e Dário Baniwa, diretor de referência da NADZOERI (não está na foto)
Com a chegada do diretor presidente da FOIRN, Marivelton Baré, em sua fala inicial, apresentou a sua comitiva de viagem que estiveram presentes no 20º Acampamento Terra Livre (ATL) em Brasília no período de 22 a 26 de abril e também esclareceu as dúvidas e polêmicas geradas na parte da manhã, no início da assembleia, em relação aos trabalhos em geral da federação e suas parcerias, tornando assim um grande avanço, limpando o CNPJ da instituição, que a partir de agora está pronta para receber recursos através de projetos.
Além disso, a sua presença marcante no evento reforçou a importância da união entre instituições e a necessidade de fortalecer os laços de cooperação técnica para alcançar um desenvolvimento sustentável. Sua atuação proativa e transparente inspirou confiança entre os demais participantes, abrindo caminho para um futuro promissor para a Foirn e todos os envolvidos.
Com essa postura firme e visionária, o diretor presidente colocou a federação em um novo patamar, preparando o terreno para conquistas significativas e duradouras. A trajetória de liderança e comprometimento demonstrada durante o evento certamente deixará um legado positivo, impulsionando o progresso e a valorização da região, beneficiando inúmeras associações filiadas à instituição. Este momento histórico reflete a capacidade de superação e determinação da Foirn, fortalecendo sua missão de promover o desenvolvimento sustentável e a preservação do meio ambiente, garantindo um futuro próspero e equitativo para todos.
Na oportunidade o presidente informa a entrega de kits de energia solar e de internet, no qual incluirá sete conjuntos completos de energia solar, cada um composto por uma placa solar, uma bateria de 150amp, um inversor e um controlador. Além disso, também serão disponibilizados três conjuntos completos de internet via satélite Starlink. Este conjunto de equipamentos proporcionará uma solução abrangente e eficaz para atender às necessidades de energia e conectividade, garantindo uma operação confiável e eficiente na comunicação.
A troca de experiências e a reflexão sobre os desafios e oportunidades que se apresentam serão elementos essenciais deste encontro, que visa contribuir para o avanço e fortalecimento das comunidades indígenas do Rio Negro.
Dra. Renata Vieira apresentando os programas que o ISA promove em parceria com a FOIRN no Rio Negro. Foto: DECOM/FOIRN
No primeiro dia da Assembleia, os delegados destacaram a avaliação e prestações de contas do diretor de referência e da coordenadoria regional durante a gestão de 2021 a 2024. Durante este evento significativo, os representantes enfatizaram a importância da transparência e responsabilidade na gestão, ressaltando o papel fundamental do diretor de referência e da coordenadoria regional.
A prestação de contas minuciosa e a avaliação criteriosa da gestão proporcionam uma base sólida para o planejamento e progresso contínuo da organização. Estas discussões colocam em evidência o compromisso com a excelência e a eficácia administrativa, fundamentais para o avanço e desenvolvimento sustentável.
Dra. Maitê Ambrósio apresentando o Regimento Eleitoral para a Assembleia. Foto: DECOM/FOIRNDr. Adriano apresentando a Comissão Eleitoral para a Assembleia. Foto: DECOM/FOIRN
É crucial reconhecer a importância da herança deixada pelas lideranças anteriores na implementação bem-sucedida dos projetos atuais. O legado de suas lutas e esforços não deve ser subestimado, pois moldou positivamente as bases sobre as quais a diretoria atual está construindo. A continuidade e o aprimoramento do trabalho iniciado por aqueles que estiveram à frente anteriormente são fundamentais para o progresso constante e a evolução das iniciativas em andamento.
Representantes de Instituições presentes: ISA, FUNAI/CRNG e SEPROR/IDAM.
Lideranças da região do Rio Negro estiveram presentes em uma audiência com o secretário da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), Weiber Tapeba.
Nesta quinta-feira (25/04), lideranças indígenas representando a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro, como as coordenadorias regionais da FOIRN presentas (COIDI, CAIMBRN, DIAWII E NADZOERI), além do diretor presidente Marivelton Baré, a diretora Janete Alves Desana de referência da COIDI, Coordenadora do Departamento de mulheres do Rio Negro (DMIRN/FOIRN), a Coordenadora da FUNAI/CRRN, Comunicadores da Rede Wayuri e Representante da COIAB.
Este encontro é crucial para tratar de questões essenciais para as comunidades indígenas, destacando a importância do diálogo e da busca por soluções conjuntas. A presença ativa das lideranças indígenas nesse encontro demonstra a busca por avanços e melhorias concretas, visando garantir o pleno atendimento das demandas dessa população tão importante e historicamente negligenciada.
Durante a audiência, foram discutidos temas relevantes para a promoção da saúde e o bem-estar das comunidades indígenas do Rio Negro. Questões como acesso a serviços de saúde de qualidade, atendimento médico adequado e a implementação de políticas que respeitem as tradições e necessidades específicas dessas comunidades estiveram em pauta.
Lideranças entregam reivindicações de suas regiões representadas
Na oportunidade, as lideranças da Coordenadoria das Organizações Indígenas do Distrito de Iauaretê (COIDI) entregam documento de reivindicação de construção de polo base tipo UBSI tipo 2 e situação do hospital de Iauaretê e convidam secretário a visitar a região e lembram do diálogo em Maturacá durante no Fórum de lideranças Yanomami em 2023;
As lideranças da Coordenadoria das Organizações Baniwa e Koripaco (Nadzoeri) entregaram o documento com reivindicação para a SESAI garantir recursos para os expedicionários da saúde em Assunção do Içana e a construção de polos bases na região do Içana e Ayari;
O Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro entregou as suas reivindicações sobre saúde da mulher.
A atuação do DMIRN/FOIRN é de extrema importância para dar voz e visibilidade às questões de saúde enfrentadas pelas mulheres indígenas. Ao expressar suas reivindicações, elas buscam não apenas garantir acesso a cuidados de saúde adequados, mas também promover a conscientização e a sensibilização sobre as necessidades específicas desse grupo. Essa iniciativa destaca a importância do respeito à diversidade cultural e da valorização dos saberes tradicionais, contribuindo para uma abordagem mais inclusiva e abrangente da saúde da mulher.
A Diretoria da Foirn reforçou posicionamentos e também as necessidades de construções e melhorias de polo base no território do Rio Negro nas 25 unidades e também relatam a necessidade de melhor atenção aos parentes Yanomami no estado do Amazonas.
O Presidente do CONDISI, Jovânio Vilagelin reforçou as reivindicações e reitera sobre a importância da ação no território pelos expedicionários e as necessidades de melhorias e atenção.
É encorajador ver o secretário da SESAI reconhecendo a importância da infraestrutura para garantir o acesso a serviços de saúde adequados nas comunidades indígenas. Pediu apoio para viabilizar projetos e encontrar soluções em conjunto demonstra um compromisso com a melhoria das condições de vida e saúde dessas populações. Sua disposição em visitar o Rio Negro e outras regiões afetadas pessoalmente, e em colaborar com instituições locais, é fundamental para entender as necessidades específicas de cada comunidade e implementar soluções eficazes.
O mesmo falou sobre a ação do EDS, que irá fornecer apoio, embora não seja garantido a 100%, mas assegura que a cooperação pode viabilizar a ação. A Foirn também se comprometeu, juntamente com parceiros, a oferecer apoio.
A parceria avançará por meio de um acordo de cooperação técnica com o EDS e a Foirn, trazendo consigo uma nova era de colaboração e progresso. Através dessa aliança estratégica, as partes envolvidas poderão unir forças e compartilhar conhecimentos, visando o aprimoramento e o desenvolvimento contínuo de iniciativas e projetos. Com a expertise e os recursos combinados entre a SESAI, EDS e da FOIRN, será possível alcançar novos patamares de eficiência e impacto positivo, beneficiando diretamente as comunidades envolvidas e aprimorando os processos já estabelecidos. Este acordo representa um marco significativo e promissor, sinalizando uma trajetória de crescimento e inovação na busca por soluções que atendam às necessidades atuais e futuras.
A SESAI visitará a região do Rio Negro a convite da Foirn e também os territórios da região de Nadzoeri, São Joaquim e COIDI em Iauaretê.
A visita da SESAI à região do Rio Negro, a convite da Foirn, é de extrema importância para promover a assistência e cuidados de saúde necessários para as comunidades locais. Além disso, a abrangência da visita aos territórios de Nadzoeri, São Joaquim e COIDI em Iauaretê reflete o comprometimento em garantir que as populações tenham acesso a atendimento médico de qualidade e apoio em suas necessidades de saúde. Este tipo de iniciativa demonstra a valorização das comunidades indígenas e a busca por soluções eficazes para atender às suas demandas específicas.
A ação do EDS será em novembro e o Departamento de Atenção Primária à Saúde Indígena (DAPSI) estará em contato com a Foirn, Funai, Coiab, Isa e demais parceiros.
O Departamento de Atenção Primária à Saúde Indígena (DAPSI) entrará em contato com importantes organizações, tais como a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), a Fundação Nacional do Índio (FUNAI/CRRN), a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), o Instituto Socioambiental (ISA) e demais parceiros relevantes. Essa colaboração estratégica visa garantir o sucesso e a eficácia das iniciativas planejadas, reforçando assim o compromisso com a saúde e o bem-estar das comunidades indígenas.
A programação inclui visita ao território, reunião institucional com as instituições locais do Rio negro e reunião interna com o Distrito Especial da Saúde Indígena do Alto Rio Negro.
Durante a visita ao território, os participantes terão a oportunidade de explorar e vivenciar a rica cultura e tradições locais, descobrindo os costumes e modos de vida da região. A reunião institucional com as instituições locais do Rio Negro promete ser um momento de troca de experiências e conhecimentos, visando fortalecer parcerias e promover o desenvolvimento conjunto. Já a reunião interna com o Distrito Especial da Saúde Indígena do Alto Rio Negro será uma ocasião importante para discutir questões relevantes e estratégias para aprimorar os serviços de saúde destinados à comunidade indígena.
O caminho para a efetivar a educação escolar indígena envolve uma série de desafios e perspectivas.
Nesta quarta-feira (24/04) a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) e outras organizações indígenas do estado do Amazonas se reuniram durante o Acampamento Terra Livre com Zara Figueiredo da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (SECADI).
Pedro André Baniwa e José Maria Tukano reivindicando pelas necessidades educacionais específicas da região do Rio Negro. Foto: Juliana – Rede Wayuri. Foto: Juliana – Rede Wayuri.
É muito importante essas iniciativas de diálogo e colaboração entre organizações indígenas e representantes do governo. O Acampamento Terra Livre é um importante evento que proporciona um espaço para discussão de questões relacionadas aos direitos e à autonomia dos povos indígenas.
A presença da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão indica um interesse em abordar temas educacionais fundamentais para essas comunidades. Esperamos que essas reuniões resultem em ações concretas para melhorar o acesso à educação e promover a inclusão e diversidade nas políticas educacionais do estado do Amazonas.
É fundamental que as cobranças e demandas apresentadas relacionadas à qualidade da educação nos territórios indígenas sejam levadas em consideração e tratadas com seriedade. A construção de escolas, a melhoria da infraestrutura educacional, a formação de professores e a garantia de recursos para programas como bolsas permanência são aspectos essenciais para promover uma educação de qualidade e acessível para os povos indígenas.
Além disso, as parcerias entre as Universidades Federais e os povos indígenas podem ser extremamente benéficas, contribuindo para o intercâmbio de conhecimentos e fortalecendo a inclusão dessas comunidades no ambiente acadêmico.
A proposta de criação de uma Universidade Indígena também é muito significativa, pois reconhece a importância de abordagens educacionais que respeitem e valorizem a cultura e os conhecimentos tradicionais dos povos indígenas.
Foto: Juliana – Rede Wayuri.
Que essas discussões realizadas durante o Acampamento Terra Livre e outras iniciativas semelhantes resultem em ações concretas por parte do governo e das instituições responsáveis, visando atender às necessidades educacionais e promover o empoderamento das comunidades indígenas através da educação.
É louvável ver a FOIRN através de lideranças como Pedro André Baniwa e José Maria Tukano reivindicando pelas necessidades educacionais específicas da região do Rio Negro. A carta de reivindicações tem como destaque a reivindicação de recursos financeiros para o curso de formação – Magistério Indígena para a formação de professores dos povos Hupdah, Dãw, Yanomami em São Gabriel da Cachoeira e Santa Isabel do Rio Negro.
A formação de professores indígenas é crucial para garantir que a educação ministrada nas comunidades respeite e valorize as culturas, línguas e tradições locais. Investir nesse tipo de formação é investir no futuro dessas comunidades e na preservação de suas identidades.
Foi também apresentada e entregue a solicitação de recursos para a continuidade da Licenciatura Intercultural ministrada pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) é fundamental para garantir que essa importante iniciativa educacional possa ser mantida e expandida.
A interrupção das turmas em São Gabriel da Cachoeira representa uma perda significativa para os estudantes indígenas que buscam formação de qualidade alinhada com suas culturas e realidades locais. É essencial que os recursos necessários sejam disponibilizados para que esses cursos possam ser retomados e ampliados.
Além disso, a retomada do projeto de construção das 50 escolas indígenas pactuadas nos termos de compromisso 01/2017, 5° Ofício PR/AM, é uma demanda urgente. A construção dessas escolas é fundamental para melhorar a infraestrutura educacional nas comunidades indígenas, proporcionando espaços adequados para o ensino e aprendizagem.
É encorajador ver o compromisso da SECADI em realizar um encontro com representantes governamentais e instituições envolvidas para avaliar e formular acordos que garantam a efetivação das ações propostas durante as reuniões. Essa iniciativa é fundamental para transformar as demandas discutidas em medidas concretas que beneficiem as comunidades indígenas.
A ênfase dada pelas lideranças à fiscalização e transparência sobre os recursos destinados à educação escolar indígena é crucial para assegurar que esses recursos sejam utilizados de maneira eficaz e em conformidade com as necessidades das comunidades. A transparência é essencial para construir confiança e garantir que os benefícios cheguem realmente às pessoas que deles necessitam.
Esperamos que esses esforços conjuntos resultem em avanços significativos na promoção da educação indígena na região do Rio Negro, contribuindo para o fortalecimento das comunidades e o respeito à diversidade cultural e linguística desses povos.
Representantes da: FOIRN, APIAM, MEIAM, FOREEIA, OPIJU, OGPTB, Conselho Kokama, OPIAM, MAKIRA’ETA, GEEI, UNEAB, UPINS e FOCEIMP, CONSELHO INDÍGENA DO AMAZONAS.
Imagens e informações do texto: Rede Wayuri
Manifesto do FNEEI para nomeação da diretora de politicas para Educação Escolar indígena
Esta data marca um momento histórico para os Povos Indígenas do Rio Negro, além de ser uma data de reflexão e luta, as lideranças indígenas da região do baixo Uaupés, Tiquié e Afluentes elegem novos representantes para compor a diretoria da Foirn e os novos membros da Coordenadoria Regional Diawi’í.
Assembleia. Foto: Decom/FOIRN.Dr Adriano apresentando a cédula de votação dos candidatos a diretor de referencia. Foto: Decom/FOIRN.
A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) realizou mais uma Assembleia Regional Ordinária Eletiva com sucesso, dessa vez foi no distrito de Pari Cachoeira, desde o dia 17 de abril as lideranças indígenas se reuniram para avaliar e planejar as ações dos próximos representantes institucionais eleitos nesta assembleia.
Lideranças votando seguindo a ordem da comissão eleitoral. Foto: Decom/Foirn.Delegados que vão representar a coordenadoria na Assembleia Geral da FOIRN que será realizado em Junho de 2024 no município de São Gabriel da Cachoeira.
O jovem Hélio Lopes Tukano com apenas 30 anos, atual articulador de Adolescentes e jovens da região da coordenadoria, foi eleito com 91 dos 158 votos válidos. Quatro candidatos disputam a vaga de diretor da Federação, ele é o mais jovem diretor da Foirn e de referência eleito na história da coordenadoria regional Diawi´í.
“Agradeço a todos e todas sem distinguir a quem votou e não votou, estou muito feliz pela confiança e que junto como uma equipe que hoje foram eleitos membros da coordenadoria, vamos conduzir junto os trabalhos de nossa região, vamos continuar apoiando os projetos de base comunitária que já está em andamento no baixo rio Uaupés e as novas inciativas, agradeço imensamente aos participantes virtuais que acompanharam através da live no Youtube da foirn pelas mensagens recebidas, também agradecer a equipe de apoio da Foirn e principalmente o Nildo Fontes diretor vice – presidente e de referência da Diawi’í. ” Hélio Lopes Tukano.
Hélio Lopes – Eleito diretor de referencia Foto: Decom/FOIRNFrancelino Brandão – Eleito Coordenador Regional. Foto: Decom/FOIRN
Ficando assim composto os novos representantes indígenas:
Diretor de Referência: Hélio Lopes
Coordenador Regional: Francelino Brandão
Articulador do Departamento de Adolescentes e Jovens Indígenas do Rio Negro (DAJIRN): Gabriel Lana Gonçalves
Articuladora do Departamento das Mulheres Indígenas do Rio Negro (DMIRN): Luane Mendes de Lima
Articulador do Departamento de Educação Escolar Indígena (DEEI): Antônio Marques Tenorio.
Candidata a concorrer a coordenação Geral do DARJIN : Yepario Rayane Tenório Pimentel
Gabriel Lana Gonçalves – Articulador do DAJIRN. Foto: Decom/FOIRNLuane Mendes de Lima – Articuladora do DMIRN. Foto: Decom/FOIRNAntônio Tenório – Articulador do DEEI. Foto: Decom/FOIRNYepario Rayane Tenório Pimentel – Candidata a concorrer a coordenação Geral do DAJIRN. Foto: Decom/FOIRN
Não foi e nunca será fácil a luta das lideranças indígenas pelos direitos sociais nas políticas públicas. Por isso é importante a união para o fortalecimento dos povos pela preservação da diversidade cultural e econômica.
Para a FOIRN que é um órgão Não – governamental, que representa os 24 povos indígenas, o dia 19 de abril é mais uma data para reflexão e luta do que necessariamente de celebração, uma vez que há muito a se avançar nos direitos dos povos originários do Rio Negro. Lembrando que o órgão governamental parceiro e responsável pela proteção dos indígenas brasileiros é a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI).
É também uma oportunidade de se pensar nos avanços que devem acontecer para que os direitos aos povos indígenas sejam integralmente garantidos.
Essa data comemorativa foi criada, em 1943, durante a ditadura do Estado Novo. Seu surgimento se deu, em boa medida, pela pressão de Marechal Rondon, importante indigenista brasileiro. Ainda, a data foi criada por influência do Congresso Indigenista Interamericano que havia sido realizado no México em abril de 1940.
O Dia dos Povos Indígenas é uma data celebrada no Brasil e tem como propósito celebrar a diversidade das histórias e das culturas dos povos indígenas brasileiros, combater preconceitos contra os indígenas, e estabelecer políticas públicas que garantam os direitos dos povos originários.