Durante os dias 15 e 16 de abril, as lideranças se concentraram na criação do estatuto social da coordenadoria regional.
O distrito de Pari Cachoeira, sediou a IV Assembleia Extraordinária da coordenadoria regional DIAWI’Í, onde foram discutidos o estatuto social e também as lideranças focaram principalmente nas sedes e nas micro regiões. Após intensos trabalhos em grupos, chegou-se à decisão de que a sede da coordenadoria ficará em Taracuá, com a sub-sede em Parí Cachoeira.
As micro regiões abrangerão o Alto Tiquié, Médio Tiquié, Baixo Tiquié e Baixo Uaupés e, de forma significativa, a Terra Indígena Apapóris, que faz parte do território do DIAWI. Mesmo com pouca articulação política na região, foi afirmado o compromisso de integração dessa micro região.
A partir do dia 17 de abril, deu -se início a XII Assembleia Regional Ordinária Eletiva, com previsão de término no dia 19 de abril. As discussões estão focadas no tema: “MOVIMENTO INDÍGENA, GOVERNANÇA, GESTÃO E SUSTENTABILIDADE”, até o momento foram discutidos desafios dos direitos coletivos dos povos indígenas e a atuação do movimento indígena do Rio Negro frente às ameaças atuais.
As ações da FOIRN, sua coordenadoria regional e suas associações de base e categoria estão em destaque pela proteção e fortalecimento da governança territorial.
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Quatro candidatos concorreram a vaga de diretor (a) da FOIRN, porém a organização dos trabalhos na região com responsabilidade reforça a reeleição da diretora Janete Alves e a aclamação do coordenador regional da COIDI, Gustavo Trindade.
Nos dias 09 a 12 de abril de 2024, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) realizou mais uma assembleia eletiva, coordenada pela Coordenadoria das Organizações Indígenas do Distrito de Iauaretê (COIDI).
A XV Assembleia Geral Ordinária Eletiva da COIDI reuniu lideranças indígenas que compõe a delegação representando suas 11 associações de base filiadas a FOIRN, seguindo conforme o estatuto social da própria coordenadoria regional e da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro.
Esse evento foi um momento histórico, pois foi reconduzida para o segundo mandato a diretora da Foirn e de referência da COIDI, Janete Alves e foi aclamado o coordenador regional, Gustavo Trindade juntamente a sua única chapa formada.
Janete Figueredo Alves do povo Desana, com 36 anos de idade, já foi coordenadora do Departamento das Mulheres Indígenas do Rio Negro (DMIRN/FOIRN 2017 -2020). A sua primeira gestão na diretoria foi na gestão de janeiro de 2021 e que se encerrará em junho de 2024.
Nesta recondução, no qual atuará na gestão, será a partir de julho de 2024 à junho de 2028 na Diretoria da Foirn, a mesma vai concorrer a função de presidente da FOIRN na Assembleia Geral em junho deste ano.
Gustavo Trindade do povo Kotiria, foi aclamado para atuar nos próximos quatro anos, vale ressaltar que Gustavo foi eleito no final da gestão da coordenadoria, no qual tomou posse em 28 de maio de 2023.
Também foi reeleita a articuladora do DAJIRN e o Articulador de Educação Escolar Indígena (DEEI), a articuladora do DMIRN foi aclamada pois não houve outra indicação. Para a coordenação geral dos departamentos teve indicação para DMIRN e DAJIRN, mas para o Departamento Educação Escolar Indígena a coordenadoria vai apoiar o Melvino Fontes Baniwa, atual coordenador.
Destacamos a presença de Marivelton Baré, diretor presidente atual da FOIRN, na oportunidade o mesmo apresentou a situação institucional, projetos, orçamentos, ações e os avanços e desafios da instituição para nova composição de lideranças que estarão à frente do movimento indígena do Rio Negro, assim também assinou o Termos de Cessão do uso de internet das antenas starlinks e kit solar completo, e foram entregues para os representantes das comunidades. (Leia a matéria completa das instalações neste link foirn.blog.
O Protocolo de Consulta impresso, foram entregues às associações como instrumento muito importante onde o Protocolo estabelece os procedimentos sobre como os povos e comunidades indígenas do Rio Negro que devem ser consultados antes da aprovação de qualquer projeto que tenha impacto sobre as suas terras ou que afete seus direitos.
Grupos de trabalhos foram formados durante a Assembleia para discutir e construir Planos de atividades para os próximos 4 anos.
Na manhã desta sexta-feira (22/03), a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), apoiou com muita honra o primeiro mestrando indígena no Exame de Qualificação do Mestrado do Programa de Pós Graduação Sociedade e Cultura na Amazônia – PPGSCA/UFAM, na sala de reunião Isaias Fonte Baniwa.
É uma notícia maravilhosa que FOIRN está apoiando o mestrando Armando da Silva Menezes, indígena do povo Tukano, com sua experiência como educador da rede estadual de ensino no Amazonas, e já foi presidente do Conselho Diretor da FOIRN, apresentou sua defesa sobre O PERCURSO DO PA’MURIPINÕ: A formação de territorialidade dos PA’MURIMAHSÃ em São Gabriel da Cachoeira-AM, mais especificamente sobre a comunidade Matapí do Rio Waupés.
Essa pesquisa contribui para a educação escolar indígena ao trazer conhecimento sobre a territorialidade dos PA’MURIMAHSÃ, incluindo sua origem e habitação. É fundamental promover estudos acadêmicos que valorizem e fortaleçam o conhecimento tradicional indígena, contribuindo para uma sociedade mais inclusiva e respeitosa com as culturas originárias da região, seguindo conforme o Plano de Gestão Territorial e Ambiental do Rio Negro (PGTA).
“Parabenizo o mestrando Armando Menezes pela iniciativa e dedicação à pesquisa acadêmica, assim como à FOIRN e a UFAM pelo apoio prestado em todas as etapas desse processo e em trazer esse tema tão relevante à discussão acadêmica. Esse tipo de incentivo é fundamental para o desenvolvimento intelectual dos povos indígenas da região e para a promoção de suas vozes no âmbito acadêmico. Que esse trabalho possa gerar impactos positivos na luta pelos direitos territoriais dos povos indígenas do Alto Rio Negro.” Marivelton Baré – Diretor Presidente da FOIRN.
A territorialidade é um aspecto central da identidade e sobrevivência dos povos indígenas, pois está diretamente ligada à sua relação com o ambiente natural, suas práticas culturais e sua organização social. Ao estudar a territorialidade dos PA’MÜRIMAHSÃ, Armando Menezes fortalece o reconhecimento dessas comunidades como detentoras de direitos territoriais ancestrais, além de ressaltar a importância da preservação ambiental para esses povos.
Essa colaboração entre Armando Menezes, a FOIRN, UFAM e as comunidades indígenas do Alto Rio Negro demonstram o comprometimento em promover um diálogo intercultural mais equitativo no âmbito acadêmico. É fundamental que os conhecimentos e perspectivas indígenas sejam valorizados e incluídos nas pesquisas científicas, garantindo uma abordagem mais ampla e sustentável das questões socioambientais na Amazônia.
A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) fez mais uma doação de triciclo para a Associação AMIRT sediada no distrito de Taracuá e para a Associação CIPAC, com sede no distrito de Pari-Cachoeira na coordenadoria regional Diawi’i, com o apoio da Fundo Bezos Earth e Nia Tero, reforçando o compromisso da FOIRN em fortalecer as associações de base indígenas e promover o desenvolvimento sustentável nas comunidades.
Associação CIPAC – Distrito de Pari- Cachoeira. Foto: Reprodução
Essa iniciativa tem como objetivo fornecer meios de transporte eficientes e sustentáveis para essas associações indígenas, permitindo-lhes melhorar suas atividades produtivas e se deslocarem mais facilmente nas comunidades onde estão inseridas.
Os triciclos podem ser usados para o transporte de produtos agrícolas, artesanato ou outros produtos locais para comercialização ou troca. Além disso, eles também podem facilitar o acesso a serviços básicos, como saúde e educação, especialmente em áreas remotas onde o acesso é limitado.
Ao investir nessas associações indígenas por meio da doação desses triciclos, a FOIRN está contribuindo para fortalecer as capacidades produtivas das mulheres indígenas e promover sua autonomia econômica. Além disso, essa iniciativa também fortalece os laços entre as Associações locais e a FOIRN, estabelecendo uma parceria sólida no trabalho conjunto pelo desenvolvimento sustentável das terras indígenas na região do Rio Negro.
Essa ação exemplifica a importância da solidariedade entre organizações indígenas e reforça o papel vital que as associações desempenham na promoção dos direitos dos povos indígenas e no fortalecimento de suas comunidades. A FOIRN está demonstrando seu compromisso em apoiar as iniciativas locais que visam ao empoderamento econômico dos povos indígenas e ao desenvolvimento sustentável em seus territórios.
Associação AMIRT – Distrito de Taracuá. Foto: Reprodução
A FOIRN continua trabalhando em parceria com outras organizações nacionais e internacionais para garantir que as vozes indígenas sejam ouvidas nos processos de tomada de decisão relacionados ao meio ambiente, aos direitos humanos e ao desenvolvimento sustentável. Essa doação é apenas um exemplo do compromisso contínuo da FOIRN em apoiar suas associações filiadas na busca por autonomia econômica e bem-estar social.
A Federação das Organizações Indígenas do Negro (FOIRN) por meio do Departamento de Educação Escolar Indígena (DEEI) e a FUNAI-CR/RNG em parceria realizaram nos dias 04 a 07 de março, no auditório do Instituto Federal do Amazonas- Campus São Gabriel da Cachoeira, o encontro teve como objetivo pactuar as demandas dos profissionais de educação indígena para as instituições competentes do governo municipal, estadual e federal.
Encerramento. Foto: Decom/Foirn.
Com a presença de Secretarias Municipais de Educação de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e de São Gabriel da Cachoeira, SEDUC/CETAM, UEA, IFAM,UFAM, MEC/SECADI, FOREEIA, FUNAI/Brasília, FNDE, ICMBIO e SECOYA.
Daniel – Chefe do ICMBIO/Pico da Neblina. Foto: Decom/Foirn.
Assim como as lideranças indígenas das cinco coordenadorias regionais de abrangência da FOIRN (Caimbrn, Diawi’i, Coidi, Cabarnx e Nadzoeri).
A FOIRN e a FUNAI têm se dedicado incansavelmente à promoção da educação escolar indígena na região do Rio Negro. Esse encontro é uma oportunidade valiosa para avaliar os avanços já realizados nessa área e discutir estratégias para fortalecer ainda mais a implementação do PGTA no contexto da educação indígena.
A participação das instituições governamentais responsáveis pela execução das políticas públicas é fundamental para garantir que as demandas dos profissionais de educação indígena sejam ouvidas e atendidas de maneira adequada. Através dessa pactuação entre FOIRN, FUNAI e governo federal, será possível avançar na melhoria da qualidade da educação oferecida às comunidades indígenas do Rio Negro.
Encerramento. Foto: Decom/Foirn.
No encerramento do evento, as mulheres foram homenageadas pelos homens profissionais de educação indígena com danças tradicionais, poemas e cantos. Essa homenagem é uma forma de reconhecimento e valorização do importante papel desempenhado pelas mulheres indígenas na preservação da cultura e no fortalecimento das comunidades.
As danças tradicionais, os poemas e os cantos são expressões culturais profundamente enraizadas nas comunidades indígenas. Eles representam a conexão dos povos indígenas com a sua história, suas tradições e sua identidade coletiva.
Essa homenagem não apenas celebra as conquistas das mulheres indígenas, mas também reforça a importância da igualdade de gênero dentro dessas comunidades. Reconhecer o trabalho das mulheres e valorizar seus conhecimentos é fundamental para promover uma sociedade mais justa e equitativa.
Através dessa cerimônia emocionante, os profissionais de educação indígena demonstram seu respeito e gratidão pelas mulheres que desempenham um papel fundamental na transmissão da cultura ancestral às gerações futuras.
Essa celebração também serve como inspiração para que outras comunidades reconheçam o valor das mulheres indígenas em suas lutas pela defesa dos direitos humanos, pela proteção do meio ambiente e pelo fortalecimento das tradições ancestrais.
Povos do tronco linguístico Nadahup
Em 08 de março, ocorreu uma reunião crucial com os povos Hupda, Yuhupde, Dow e Nadeb, do tronco linguístico Nadahup, na sala de reunião Isaias Fontes Baniwa, na sede da FOIRN, para discutir a implementação de cursos de formação específica, focando especialmente na capacitação de professores dessas comunidades. A reunião surgiu como desdobramento do Encontro Regional do PGTA, realizado de 04 a 07 de março no Instituto Federal do Amazonas/Campus São Gabriel, promovido pela Fundação dos Povos Indígenas (FUNAI-CR/RNG) e FOIRN através do Departamento de Educação Escolar Indígena (DEEI/FOIRN).
Encerramento. Foto: Decom/Foirn.
Durante a reunião, participaram representantes da FOIRN, Funai BSB, MEC/SECADI, SEMEDI/SGC, FOREEIA e FUNAI-CR/RNG. A professora Teresa Socot, uma referência nas discussões políticas, enfatizou a importância da colaboração entre as entidades. O objetivo central é ouvir as necessidades e demandas dessas comunidades para implementar melhorias nas respectivas regiões, visando autonomia e educação específica.
Destacando a luta constante do Movimento Indígena pelo respeito aos direitos, valorização da cultura e sustentabilidade, a implementação da educação é um passo fundamental para fortalecer essas comunidades.
Parabenizamos a FOIRN e a FUNAI-CR/RNG pela organização desse importante encontro regional. Temos certeza de que os resultados alcançados serão fundamentais para fortalecer ainda mais a Educação Escolar Indígena na região do Rio Negro. Estamos confiantes de que essa parceria entre organizações indígenas e instituições governamentais trará avanços significativos em prol das comunidades indígenas da região do Rio Negro de abrangência dos municípios de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira.
Com foco nas questões do território etnoeducacional e proteção territorial, mais de 150 participantes entre profissionais e líderes indígenas participaram do evento.
Participantes do encontro. Foto: Decom/Foirn
Nesta segunda-feira (4), no auditório do Instituto Federal do Amazonas, campus São Gabriel, deu -se o início do Encontro Regional de Avaliação e Implementação do Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) do Rio Negro, com ênfase na Educação Escolar Indígena, evento este realizado pela Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) e Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI-CR/RNG).
Este evento começou em 21 a 23 de fevereiro em Barcelos, seguido por Santa Isabel do Rio Negro, de 26 a 29 de fevereiro e agora, a partir de 04 até 07 de março, em São Gabriel da Cachoeira.
Com a presença de representantes de instituições convidadas dos municípios de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira. Durante o evento, líderes e professores indígenas vão discutir e apresentar demandas aos órgãos públicos competentes, visando respeitar a cultura e tradição dos povos indígenas do Rio Negro.
As principais discussões incluem o Plano de Gestão Territorial e Ambiental das Terras Indígenas do Rio Negro, a Educação Escolar Indígena no PGTA e no Território Etnoeducacional, além de experiências positivas na região.
Este evento visa proporcionar um espaço significativo para a discussão e reflexão sobre os avanços, desafios e perspectivas relacionados à implementação do PGTA na região do Rio Negro. Em particular, atenção especial à Educação Escolar Indígena, reconhecendo sua importância como pilar fundamental para o desenvolvimento sustentável das comunidades locais.
Participantes do encontro. Foto: Decom/Foirn
O grupo de dança Tuyuca realizou uma maravilhosa apresentação do carriçú e capiwayá, acompanhado da coordenadora da FUNAI CR-RNG, Maria do Rosário (Dadá Baniwa), ao entrar no auditório.
Através da dança, são transmitidos os ensinamentos culturais. A dança é uma forma de expressão cultural poderosa que permite a transmissão de tradições e conhecimentos ancestrais de forma vívida e envolvente.
O grupo de dança Tuyuca demonstrou com maestria o carriçú e capiwayá, dois ritmos tradicionais que carregam consigo a história e a identidade do povo Tuyuca.
Através da dança, os Tuyuca não apenas celebram suas raízes e tradições, mas também compartilham com o público presente os valores, a espiritualidade e a sabedoria que permeiam a sua cultura milenar.
A arte da dança se revela, assim, como uma ponte entre o passado e o presente, entre as gerações passadas e as futuras, mantendo viva a chama da identidade e da resistência indígena.
Que essas apresentações sirvam como um lembrete da importância de valorizarmos e respeitarmos a diversidade cultural, honrando as raízes que moldaram e enriqueceram a nossa sociedade.
As experiências na educação escolar Baniwa e Koripako refletem a rica diversidade cultural e pedagógica das comunidades indígenas na bacia do Içana. Esses povos têm um profundo conhecimento da natureza e de suas tradições, que são transmitidos de geração em geração por meio de práticas educacionais únicas.
Na educação escolar Baniwa e Koripako, o respeito pela natureza, a valorização da língua materna e o fortalecimento da identidade cultural são pilares fundamentais. Os métodos de ensino valorizam a oralidade, a observação prática e a relação harmoniosa com o meio ambiente.
O currículo inclui conhecimentos tradicionais sobre plantas medicinais, técnicas agrícolas sustentáveis, mitos e rituais ancestrais, entre outros saberes ancestrais.
A educação é concebida de forma holística, integrando aspectos sociais, culturais, ambientais e espirituais no processo de aprendizagem.
As experiências na educação escolar Baniwa e Koripako inspiram práticas educacionais inovadoras que promovem a diversidade, a sustentabilidade e o respeito intercultural.
“Se nós enquanto lideranças e professores não tomamos essas iniciativas, poucas oportunidades a gente vai ter, e se a gente não criar esse diálogo com as instituições, também teremos poucas condições para fazer.” Juvêncio Cardoso do povo Baniwa, Coordenador regional da NADZOERI.
Diversas instituições foram convidadas e marcam presença, como as Secretarias Municipais de Educação de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e de São Gabriel da Cachoeira, SEDUC/CETAM, UEA, IFAM, MEC/SECADI, FNDE e SECOYA.
Os trabalhos serão divididos em grupo por coordenadorias regionais: Daiwi, Nadzoeri, Caibarnx, Povos Naduhupy, Caimbrn, Coidi e Yanomami.
Em 21 de fevereiro, marca o início do Fórum de Educação Escolar Indígena e Pactuação da Temática Etnoeducacional do Rio Negro, em Barcelos/AM.
A Foirn esta presente através do Departamento de Educação Escolar Indígena, além de Líderes, professores e representantes institucionais desta região participarão, especialmente na etapa de Barcelos/AM na avaliação e implementação do Plano de Gestão Territorial e Ambiental – PGTA.
As próximas etapas ocorrerão em Santa Isabel do Rio Negro e serão concluídas em São Gabriel da Cachoeira/AM.
Durante o Fórum de Educação Escolar Indígena e Pactuação da Temática Etnoeducacional do Rio Negro, serão discutidas questões fundamentais para a valorização e preservação da cultura e educação indígena na região.
Líderes comunitários e educadores terão a oportunidade de compartilhar experiências e propostas para fortalecer o ensino voltado para as comunidades indígenas.
A etapa em Barcelos/AM servirá como ponto de partida para a construção de políticas e ações que atendam às necessidades específicas das escolas indígenas nesta localidade. As próximas fases do fórum em Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira/AM possibilitarão a continuidade das discussões e a elaboração de diretrizes educacionais mais abrangentes e inclusivas para as comunidades indígenas da região do Rio Negro.
A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) através do Departamento de Educação e Patrimônio Cultural, participou da Jornada Pedagógica Integrada das Escolas e Salas Anexas Estaduais, realizada no auditório do centro Juvenil Salesiano nos dias 29 a 31 de janeiro, com o intuito de valorizar e fortalecer a implementação da educação escolar indígena no território do Rio Negro.
A Jornada Pedagógica Integrada das Escolas e Salas Anexas Estaduais contou com a participação das organizações Governamentais e não-Governamental, uma experiência ímpar que promoveu o encontro e a troca de experiências entre os profissionais da educação das escolas e salas anexas estaduais. Essa iniciativa visa fortalecer a formação continuada dos professores, coordenadores pedagógicos e gestores escolares, contribuindo para a melhoria da qualidade do ensino.
Foto: Reprodução
Durante a Jornada Pedagógica Integrada, foram realizadas diversas atividades, debates e momentos de reflexão sobre práticas pedagógicas inovadoras. Também foram abordados temas relevantes para a educação atual, como tecnologias educacionais, inclusão escolar, avaliação formativa, entre outros.
Além disso, houve espaços para compartilhamento de experiências bem-sucedidas nas escolas e salas anexas estaduais. Isso permite que os participantes conheçam boas práticas desenvolvidas em diferentes contextos educacionais e possam se inspirar para implementá-las em suas próprias instituições.
A continuidade dessa jornada no ano vindouro demonstra o compromisso do sistema educacional estadual em investir na formação dos seus profissionais e no fortalecimento das práticas pedagógicas. Acredita-se que essa iniciativa contribuirá positivamente para o desenvolvimento da educação no estado.
Nos dias 5 e 6 de agosto do corrente ano, a equipe da Coordenadoria Indígena do Médio e Baixo Rio Negro (CAIMBRN), sob a liderança do Vice Coordenador Regional João Barroso, em conjunto com a Presidente Interina da ASIBA, Marilene Gervasio, conduziu uma importante reunião na comunidade Jaqueira, situada às margens dos rios Aracá e Demeni, na região do Baixo Rio Negro. A reunião congregou não somente os membros da referida comunidade, mas também a diretoria da Associação de Base do Rio Aracá e Demeni (AIBAD), juntamente com seus associados.
A ocasião dessa reunião foi dupla em sua finalidade: o Vice Coordenador Regional, acompanhado pela junta da associação de base, proporcionou esclarecimentos relevantes aos membros da AIBAD acerca de aspectos informativos e a indispensável legalização do estatuto da associação. Simultaneamente, a visita visou avaliar as necessidades prementes das comunidades locais, notadamente nas esferas da educação e da saúde. Acompanhando esse esforço, estiveram o Presidente da AIBAD, Sr. Carlos Alberto, bem como o Presidente do Conselho Fiscal da associação.
Durante essa significativa incursão, foram contempladas seis comunidades – Jaqueira, Bacabal, Jaqueira (repetida), Romão, Terra Preta e Bacuquara – todas integralmente integrantes da referida associação. Destaque especial foi dado à instalação, na comunidade de Bacuquara, de um controlador de energia proveniente de painéis solares para a radiodifusão. Essa instalação foi realizada conjuntamente pelo Vice Coordenador Regional, pelo Presidente da AIBAD, pelo Conselho Fiscal e pela Presidente da ASIBA.
Tais avanços e realizações só foram possíveis por meio da colaboração ativa e essencial de várias entidades parceiras, incluindo a FOIRN, FUNAI – CR/RNG, IDAM, a CAIMBRN, a ASIBA e a AIBAD.
XX Assembleia Geral Eletiva da Associação Yanomâmi do Rio Cauburís e Afluentes – AYRCA, foi realizada em Maturacá nos dias 25 a 27 de julho de 2023.
Durante a reunião, os líderes indígenas e membros da associação discutiram temas de grande importância para a comunidade indígena, que contou com a presença de líderes indígenas e membros da associação, incluindo Maiá, Inambu, Nazaré, Aiari e Mafi. Os temas discutidos incluíram a saúde indígena Yamomami Yekwana, a criação do DSEI Yanomâmi, a importância da territorialidade, Educação Yanomami, bem como o ecoturismo e o etnoturismo.
A saúde indígena Yamomami Yekwana: um tópico crucial diante da atual situação de pandemia. Os líderes compartilharam suas preocupações e discutiram possíveis soluções para garantir a segurança e o bem-estar da comunidade.
Criação do DSEI Yanomâmi: a criação desse departamento é fundamental para garantir a proteção dos direitos indígenas e a segurança dos povos Yanomâmi. Os líderes discutiram estratégias para garantir a implementação do DSEI.
Territorialidade: os líderes destacaram a importância de manter a posse de suas terras e reforçaram a necessidade de proteger seu patrimônio cultural e ambiental.
Educação Yanomami: A educação é uma questão importante para a comunidade Yanomami, pois eles acreditam que ela é essencial para a preservação de sua cultura e tradições.
Os Yanomamis têm seus próprios métodos de transmitir conhecimento e habilidades de geração em geração. Algumas das práticas educacionais tradicionais incluem:
Aprendizagem por imitação: as crianças observam e imitam os adultos em suas atividades diárias, o que ajuda a desenvolver habilidades práticas e conhecimentos sobre a cultura Yanomami.
Narrativas orais: histórias e mitos são contados pelos anciãos para transmitir conhecimentos e valores importantes, como a importância da cooperação e da preservação da natureza.
Rituais e cerimônias: os Yanomamis realizam rituais e cerimônias para celebrar eventos importantes, como nascimentos, casamentos e mortes. Esses eventos são uma oportunidade para transmitir conhecimentos e valores culturais.
Além disso, algumas organizações têm trabalhado para fornecer educação formal aos Yanomamis, com o objetivo de ajudá-los a se comunicar melhor com o mundo exterior e a proteger seus direitos. No entanto, ainda há desafios significativos a serem enfrentados para garantir que a educação seja acessível e adequada às necessidades da comunidade Yanomami.
Ecoturismo e etnoturismo: os líderes discutiram a possibilidade de desenvolver atividades turísticas em suas comunidades, mas destacaram a importância de fazê-lo de forma sustentável e respeitando as tradições e culturas locais.
A Assembleia foi uma oportunidade importante para discutir questões relevantes para a comunidade indígena e para buscar soluções conjuntas para os desafios enfrentados pelos povos Yanomâmi.
Eleição da nova diretoria
Três chapas concorreram nas eleições, sendo que a chapa 02 (liderada por João Figueiredo) foi a vencedora com 367 votos. A chapa 01 (liderada por José Mario) ficou em segundo lugar com 344 votos, e a chapa 03 (liderada por Alberto Goes) obteve apenas 124 votos.
Discurso da diretoria eleita
“Agradeço a confiança do meu povo, é onde eu queria lutar pelos direitos do meu povo, nunca jamais deixarei o meu povo de lado, nunca jamais deixarei o meu superior para trás, eu seguirei trabalhando junto com o povo, meu cacique, tuxaua, professores e além deles os atletas e a juventude” Disse João Figueiredo Yanomami, Presidente.
“Povo do rio cauburis, nós todos estamos construindo a nossa política, não é à toa que estamos aqui, nós vamos ter lutas pela frente, há muitos desafios em nosso território, senhores e senhoras, nós vamos fortalecer as nossas políticas daqui para o futuro, nós estaremos passando essas recomendações para os que virão. Nunca a gente vai esquecer o nosso povo originário, estão vendo os caciques que se empenharam aqui para ver a nova diretoria ser eleita, os professores, alunos, os nossos parceiros a Federação das Organizações Indígenas que está presenciando aqui, ele vai fortalecer juntamente a nossa política, não vai parar por aqui, nós vamos construir esse caminho, para que esse caminho não tenha fim” Disse Salomão Yanomami, Vice presidente.
A chapa eleita de acordo com o estatuto, indicou a nova coordenadora do projeto Yaripo a sra. Erica Vilella, como valorização da mulher Yanomami.
Presença de Instituições Parceiras no Movimento Indígena
Diversas instituições parceiras do movimento indígena estiveram presentes, incluindo a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), representada pelo diretor presidente Marivelton Baré e sua assessora jurídica, Dra. Franciene Melchior, a Coordenação Regional da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (CR-FUNAI), representada por Dadá Baniwa, além do ICMBIO.