Tag: FOIRN

  • Lideranças indígenas participam de formação sobre associativismo e governança no Rio Negro

    Lideranças indígenas participam de formação sobre associativismo e governança no Rio Negro

    O encontro aconteceu entre os dias 24 a 26 de novembro no Telecentro do Instituto Socioambiental (ISA) em São Gabriel da Cachoeira.

    Participantes da formação realizada em São Gabriel da Cachoeira . Foto: Ray Baniwa/Foirn

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – FOIRN promoveu entre os dias 24 a 26 de novembro, em São Gabriel da Cachoeira, a 852 km de Manaus, uma formação em gestão de associações voltada para lideranças comunitárias. Participaram da capacitação cerca de 30 membros de cinco associações de base da FOIRN: Caiarnx (Alto Rio Negro, Xié e Balaio), Nadzoeri (Bacia do Içana), Caimbrn (Médio e Baixo Rio Negro), Diawi´i (Baixo Uaupés, Rio Tiquié e Afluentes) e Coidi ( Médio, Alto Uaupés e Rio Papuri).

    Os temas abordados durante a formação foram assessoria jurídica e contábil, fluxo de trabalhos, assim como o histórico do associativismo e a governança do movimento indígena do Rio Negro. Além disso, foram realizadas a regularização e balanço contábil de uma associação como exemplo prático. Atualmente, são 90 associações de base em toda a região do Rio Negro, que compreende os municípios de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira.

    Para Damásio Tukano, da coordenadoria Diawii, que participou da formação em São Gabriel da Cachoeira, é importante que as lideranças indígenas que estão nas associações de base conheçam os processos para conseguir fazer os trabalhos e manter a associação ativa juridicamente.  “São conhecimentos e informações que muitas vezes não sabemos. Participar dessa formação nos ajuda a levar informações para outras lideranças que estão nas associações”.

    Damásio Tukano, liderança da região do Rio Tiquié, membro da Coordenadoria Diawii.

    A formação realizada foi coordenada pela secretária administrativa da FOIRN, Maria Hildete Araújo, do povo Tariano, pela advogada Renata Vieira e do antropólogo Renato Martelli, ambos do Instituto Socioambintal – ISA,  e da contadora consultora Karla Cristina.

    A capacitação aconteceu em  parceria com o Instituto Socioambiental e apoio do Fundo Socioambiental CASA. Diante do desafio de apoiar as associações no processo de regularização, a FOIRN, em parceria com o Instituto Socioambiental (ISA), desenvolve ações de formação sobre Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civíl (MIROSC) e apoio para regularização. A ação é realizada como parte de projeto financiado pela União Europeia no período de 2017-2019 com objetivo de fortalecer a autonomia dos Povos Indígenas do Rio Negro na implementação de políticas públicas por meio do novo MROSC.

    Sobre a FOIRN
    A FOIRN é uma organização que articula ações em defesa dos direitos e do desenvolvimento sustentável de 750 comunidades indígenas na região mais preservada da Amazônia, na tríplice fronteira com Venezuela e Colômbia

  • Projeto da Associação das Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro é aprovado pelo Fundo Elas

    Projeto da Associação das Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro é aprovado pelo Fundo Elas

    Elizangela Baré – Presidente da Associação das Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro

    Criada em 2017 para valorizar dois elementos fundamentais da cultura Baré no Alto Rio Negro: o artesanato e a agricultura, a Associação das Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro (Amiarn), está entre as associações com projetos selecionados pelo (@fundoelas ) Fundo Elas através do Programa Mulheres em Movimento 2021.

    O Programa Mulheres em Movimento 2021 vai apoiar 93 grupos. O objetivo do programa é apoiar e reconhecer o trabalho de lideranças LBTs, negras, indígenas, quilombolas, jovens, pessoas com deficiência, mulheres que vivem nas florestas, nos campos, defensoras de territórios. Para saber mais sobre o fundo, acesse: http://www.fundosocialelas.org/

    Elizângela da Silva Baré, presidente da Amiarn comemorou ao receber a notícia. Para ela, o projeto vai possibilitar a implementação de algumas propostas que constam no Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) do território na qual a associação faz parte. “O projeto vai fortalecer o protagonismo das mulheres indígena na busca do desenvolvimento sustentável e bem viver indígena dentro do territórios”, afirmou.

    Elizângela é uma das 21 finalistas do Prêmio Inspiradoras é uma iniciativa de Universa e do Instituto Avon, que tem como missão descobrir, reconhecer e dar maior visibilidade a mulheres que se destacam na luta para transformar a vida das brasileiras.

  • Associação das Comunidades Indígena do Médio Rio Negro realiza assembleia e elege diretoria jovem para próxima gestão

    Associação das Comunidades Indígena do Médio Rio Negro realiza assembleia e elege diretoria jovem para próxima gestão

    A IX Assembleia da Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (ACIMRN) aconteceu nos dias 04 e 05 de novembro, na comunidade de Açaituba – Médio Rio Negro no município de Santa Isabel do Rio Negro, aproximadamente 135 pessoas estiveram presentes neste evento.

    Participantes da IX Assembleia da Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (Acimrn) realizada na comunidade Açaituba – Médio Rio Negro. Foto: reprodução/Acimrn

    A assembleia reuniu representantes de todas as comunidades que compõem a Acimrn, para avaliar os trabalhos realizados no período de 2018-2021 e tratar de temas como a revisão e alteração do estatuto social da associação.

    Entre os trabalhos avaliados na assembleia foram: Casa de Frutas, atuação do Departamento de Mulheres e Jovens Indígenas do Rio Negro e Fundo Indígena do Rio Negro.

     Foram destaques na assembleia o crescimento e fortalecimento dos projetos e ações relacionados ao Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro e Turismo Comunitário em Terras Indígenas. Foi encaminhado a necessidade de ampliação desses trabalhos para as demais comunidades e a população indígena da sede do município que são associadas a organização.

    A pauta mais esperado da assembleia foi a eleição da nova diretoria, que aconteceu no último dia, organizado e regido pelo estatuto e coordenado por uma Comissão Eleitoral composto por pessoas indicadas,  sem vínculos com a associação.

    O resultado da eleição definiu a gestão 2022-2025 da Acimrn que ficou da seguinte forma:  Adilson Joanico Baniwa  (Presidente), Joaquim Rodrigues Baré (Vice Presidente), Rodrison Maia (Secretário Titular), Eldenir Santos Baré (Secretário Suplente), Eliezer Sarmento Tukano (Tesoureiro Titular) e Adamor Pinheiro Baré (Tesoureiro Suplente).

    A eleição também definiu integrantes do Conselho Deliberativo e Fiscal, espaço importante de deliberação que ficou constituída da seguinte forma: Carlos Nery Piratapuia  (Presidente), Erivaldo Araújo  (Vice – Presidente), Deivison Murilo Baré (Secretário), Ilma Nery Piratapuia ( Membro), Marciano Pascoal Baré (Membro), Iago Miranda Baré (Membro).

    Lideranças Indígenas da região do Médio Rio Negro agradeceram a Foirn pelo esforço e atuação na região nos últimos anos, que para eles, é histórico, como não acontecia nos anos anteriores. Lembraram que o fortalecimento das associações de base, entre estes, a Acimrn, tem dado resultados positivos. Parceiros da Foirn, como o Instituto Socioambiental (ISA) e a rede de apoio aos projetos na região foram lembrados.

    A Foirn foi representada pelo Presidente, Marivelton Rodrigues Baré e Coordenadores de Departamentos; Dadá Baniwa (DMIRN), Melvino Fontes (Educação e Cultura), Elson Kene (DAJIRN), Mirian Pereira (Fundo Indígena) e Luciane Lima (Casa Wariró).

  • Monitoramento ambiental e climático fortalece a governança territorial e gestão socioambiental na Bacia do Içana

    Monitoramento ambiental e climático fortalece a governança territorial e gestão socioambiental na Bacia do Içana

    Na primeira semana de novembro, entre 01 a 05, foi realizada a 9ª Oficina de Rede de Agentes Indígenas de Manejo Ambiental/AIMA na Bacia do Içana no Centro de Pesquisa e Formação Enopana da Escola Baniwa Eeno Hiepole da Comunidade Canada/Koitsiali.

    Participantes da oficina realizado na comunidade Canadá – Rio Ayarí. Foto: Nadzoeri

    Os temas abordados na oficina foram: a) elaboração de relatório sobre os principais eventos ambientais e climáticos; b) construção do ciclo anual 2021 registrando os principais fenômenos; c) narrativa dos conhecedores sobre os ciclos cerimoniais associados aos ciclos anuais; d) discussão sobre impactos das mudanças climáticas no manejo do mundo e rituais Baniwa; e) adequação do calendário Baniwa para inclusão das cerimônias e eventos sociais; f) vinculação das estratégias de ações integradas para implementação dos PGTAS nas comunidades.

    Segundo Juvêncio Cardoso, secretário Executivo da Coordenadoria Nadzoeri (Rio Içana e Afluentes) a oficina retomou as atividades que haviam sido paralisadas devido à pandemia.  “A realização da oficina fortalece o monitoramento ambiental e climático visa acumular e gerar informações necessárias para subsidiar a governança territorial e gestão socioambiental no nosso território”, diz Juvêncio. “A ação além de contribuir no registro de dados sobre o território, promove também a capacitação e formação de novas lideranças Baniwa e Koripako”, completa.

    Agentes de Manejo Ambiental na oficina elaboram Ciclo Anual Baniwa e Koripako . Foto: Nadzoeri

    Mesmo com o avanço da vacinação contra a Covid-19 na região do Rio Negro, teve restrição na quantidade de participantes. Apenas 20 pessoas de 13 comunidades Baniwa participaram da oficina.

    Entre os vinte participantes, além dos AIMAS, estudantes de ensino fundamental e ensino médio representantes das escolas Baniwa Ttole/Tunui Cachoeira, escola Baniwa Eenawi/Santana, Escola Baniwa Herieni/Ucuqui Cachoeira e Escola Eeno Hiepole completaram as vagas de participação.

    Os pesquisadores receberam lâmpadas solares doadas pela parceria Foirn, Instituto Socioambiental (ISA) com apoio da UNHCR- Brasil para apoiar o trabalho de estudo, pesquisa e monitoramento ambiental e climático realizado através de anotações em diários de campo e uso de tablets nas comunidades indígenas.

    A oficina teve a realização da Foirn em parceria com a coordenadoria Nadzoeri, ISA e apoio do projeto LIRA e Betty & Gordon Moore Foundation.

  • Caiarnx realiza oficina sobre o primeiro edital do FIRN no Alto Rio Negro

    Caiarnx realiza oficina sobre o primeiro edital do FIRN no Alto Rio Negro

    Mulheres Indígenas da Associação das Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro – Amiarn participaram da oficina. Foto: José Baltazar/Caiarnx

    A Coordenadoria das Associações Indígenas do Alto Rio Negro e Xié (Caiarnx) mobilizou associações de base nos dias 22 e 23 de outubro na comunidade Juruti. A oficina teve como objetivo esclarecer dúvidas e orientar as lideranças na elaboração e apresentação de propostas para o 1º Edital do Fundo Indígena do Rio Negro (FIRN).

    A equipe técnica do fundo, Miriam Pereira e Eliana Saldanha acompanhados pelos coordenadores da Caiarnx, Ronaldo Ambrósio e José Baltazar realizaram as atividades de orientação.

    Elizângela da Silva Baré – Presidente da Associação das Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro (Amiarn) participou da oficina e destacou a importância da oficina para as associações de base da região. “A oficina foi muito importante por que é um avanço na implementação dos Planos de Gestão Territorial e Ambiental das Terras Indígenas (PGTAs) que construímos nos últimos anos. Através deste fundo vamos fortalecer o empreendedorismo indígena e gestão do nosso território”, disse.

    O Fundo Indígena do Rio Negro é uma iniciativa da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn) e tem como objetivo fortalecer as associações indígenas filiadas à FOIRN e os saberes e as práticas dos povos rionegrinos, através de garantia de recursos para que as comunidades, por meio das associações, possam implementar ações locais previstas nos planos de gestão territorial e ambiental (PGTAs) dos territórios indígenas do alto e médio Rio Negro.

    O primeiro edital foi lançado no dia 10 de setembro na Casa dos Saberes da Foirn, o fundo tem os eixos temáticos prioritários da primeira chamada pública do FIRN são: cultura, economia sustentável indígena e segurança alimentar. A distribuição será dividida em duas categorias de acesso aos recursos: mirim, de até 50 mil reais; e intermediário, de até 100 mil reais. Ao todo serão aprovados 10 projetos na categoria mirim e 5 na categoria intermediário.

    O primeiro edital fica aberto para receber propostas até 30 de novembro.

    Conheça o Firn, acesse: https://firn.foirn.org.br/

  • Rede de Cooperação Amazônica realiza assembleia para avaliar e planejar ações

    Rede de Cooperação Amazônica realiza assembleia para avaliar e planejar ações

    Essa semana, entre os dias 25 a 26 de outubro, membros da Rede de Cooperação Amazônica – RCA participam da assembleia de Avaliação e Planejamento da rede, em Brasília.

    Participantes da Assembleia da Rede de Cooperação Amazônica realizada em Brasília nos dias 25 a 25/10. Foto – Patrícia Zuppi/RCA

    São as principais pautas da assembleia: Consulta Prévia e Protocolos de Consulta, Mudanças Climáticas e Povos Indígenas, Gestão Territorial e Cadeias Produtivas, defesa dos direitos indígenas, formação em direito para mulheres indígenas no âmbito da RCA.

    São membros da RCA as organizações: Hutukara Yanomami, ATIX – Associação Terra Indígena Xingu, OPIAC – Organização dos Professores Indígenas do estado do Acre, FOIRN – Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro, CIR – Conselho Indígena de Roraima e APINA – Waijapi.

    A RCA originou-se em 1996 de uma Rede de Aliança Latino Americana congregando organizações apoiadas pela Rainforest Foundation da Noruega – RFN. Esta agência de cooperação internacional incentivou a articulação das organizações que apoiava em diferentes países da América Latina, com vistas a trocarem experiência entre si e difundirem seu trabalho. Em 1997, criou-se uma seção brasileira dessa rede que em 2000 tornou-se independente, originando uma articulação nacional em torno da questão indígena dos parceiros brasileiros da RFN. Essa articulação formalizou-se como RCA – Rede de Cooperação Alternativa, que em 2013 teve seu nome reformulado para Rede de Cooperação Amazônica (mantendo sua sigla: RCA).

    A RCA visa promover a articulação e o protagonismo político dessas organizações em torno de temas estratégicos voltados para a sustentabilidade e governanças locais nas terras indígenas; reconhecimento público do papel fundamental que os povos indígenas desempenham na conservação das florestas; fortalecimento das organizações indígenas e indigenistas na defesa dos interesses e direitos indígenas na Amazônia e aprimoramento das políticas públicas indigenistas e ambientalistas.

    Pela Foirn, participam da assembleia, Marivelton Rodriguês Barroso – Presidente da FOIRN e Maria do Rosário Martins (Dadá Baniwa) – Coordenadora do Departamento de Mulheres Indígenas.

    Para conhecer a RCA, acesse: http://www.rca.org.br/

  • Associação Indígena de Barcelos elege nova diretoria

    Associação Indígena de Barcelos elege nova diretoria

    A Associação Indígena de Barcelos (Asiba) realizou a assembleia extraordinária no último dia 20 de outubro na comunidade Cauburis, localizado na região do baixo rio negro, município de Barcelos.

    Assembleia da Associação Indígena de Barcelos – Asiba elegeu nova diretoria.

    Participaram da assembleia, Marivelton Rodrigues Baré – Presidente da FOIRN, Carlos Nery Piratapuia – Coordenador da Caimbrn – Coordenadoria das Associações Indígenas do Médio e Baixo Rio Negro e cerca 60 delegados representantes das comunidades e bairros da cidade (de Barcelos) que fazem parte da associação.

    As principais pautas foram: a apresentação dos trabalhos da gestão 2020/2021 e eleição para a nova diretoria.

    Após a apresentação do relatório de atividades, foram formadas as chapas para a eleição da diretoria para a gestão 2022-2025 por Rosilene Menez Baré – Chapa 01 e Luziane Celso de Melo – Chapa 02. Após resultado da eleição ficou com o seguinte resultado. Chapa 01 Rosilene Menez – 41 votos e Chapa 01 Luziane Melo – 22 votos.

    A diretoria eleita (Chapa 01) é composta por:

    Presidente: Rosilene Menez da Silva – Povo Baré
    Vice-presidente: Manoel Sena dos Santos Filho – Povo Baniwa
    Secretária: Edinilza Amâncio Pinheiro Araújo – Povo Baré
    Secretário Suplente: Marilene Gervásio dos Reis – Povo Baré
    Tesoureira: Neide Dantas dos Santos – Povo Baré
    Tesoureiro Suplente: Reginaldo Brandão Crescêncio – Povo Tukano

  • FOIRN realiza oficina para fortalecer a juventude e mulheres indígenas no Médio e Baixo Rio Negro

    FOIRN realiza oficina para fortalecer a juventude e mulheres indígenas no Médio e Baixo Rio Negro

    Participantes da II Oficina de Formação de Jovens e Mulheres Indígenas do Médio e Baixo Rio Negro realizado na comunidade Canafé, município de Barcelos (AM). Foto: Juliana Albuquerque/FOIRN

    A II Oficina de Jovens e Mulheres Indígenas aconteceu na comunidade Canafé no município Barcelos (Am), nos dias 14 a 16 de outubro. Participaram da oficina, sete associações de base da Foirn da região do Médio e Baixo Rio Negro.

    Realizado pela Foirn através do Departamento de Juventude (Dajirn) a II oficina teve como principal objetivo a criação de Núcleos de Jovens e Mulheres Indígenas da região do Médio e Baixo Rio Negro.

    Organizados em núcleos, a juventude e as mulheres indígenas vão atuar efetivamente nas mobilizações e articulações no âmbito da Coordenadoria das Associações Indígenas do Médio e Baixo Rio Negro (Caimbrn), que coordena e mobiliza as associações de base da Foirn na região.

    Participaram da oficina as associações de base: Acir – Associação das Comunidades Indígenas e Ribeirinha, Acimrn – Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro, Acirpp – Associação das Comunidades Indígenas do Rio Preto e Padauiri, Associação das mulheres, Amiarn – Associação das Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro, Aiacaj – Associação Indígena da Área de Canafé e Jurubaxi, e, Aibad – Associação Indígena do Baixo Rio Aracá e Demeni, e – Associação Yanomami Kurikama.

    Coordenadora do Departamento de Jovens Indígenas do Rio Negro (Foirn), Sheine Diana apresentou a estrutura organizacional do departamento, atividades já realizadas e planejamentos do departamento para esclarecer aos participantes dúvidas referente aos trabalhos de atuação e incentivar a participação dos mesmos nos eventos realizados pelo departamento.

    Na oficina foram realizados trabalhos em grupo por associação discutindo sobre o que é articulação e a importância da criação do núcleo por associações de base onde foi detalhado passo a passo para facilitar o entendimento dos jovens e mulheres.

    Jovens indígenas indicados para fazer parte da Rede de Juventude Indígena do Rio Negro coordenado pelo Departamento de Adolescentes e Jovens Indígenas do Rio Negro (Dajirn). Foto: Juliana Albuquerque/Foir,

    A coordenadora destacou a importância do repasse de informações sobre os trabalhos do departamento a juventude da região. “Está sendo muito importante para mim, tanto pelo repasse de informações sobre o trabalho do Dajirn, como a realização das atividades previstas na região”. “Onde os jovens e mulheres estão participando e contribuindo nas discussões do movimento indígena”, completa.

    Presidente da Associação das Mulheres indígenas do Alto Rio Negro (Amiarn) e Coordenadora do Departamento das Mulheres Indígenas do Rio Negro da Foirn na gestão 2017-2020, Elizângela da Silva Baré foi a palestrante da oficina.

    Elizangela apresentou o histórico da luta das mulheres no movimento indígena. Ressaltou a importância da criação da rede e núcleo de mulheres e jovens indígenas para fortalecer a implementação dos Planos de Gestão Territorial e Ambiental das Terras Indígenas (PGTAs) da região, processo da qual ela participou diretamente durante a sua gestão no Dmirn.

    “Hoje fico feliz de ver que a atual coordenação do departamento esta dando continuidade dessas ações do movimento indígena. O movimento indígena é isso, continuidade dos trabalhos, das ações, das coisas que a gente vê que são necessários para as nossas regiões, para nossas coordenadorias, comunidades e nossas terras indígenas. Por isso precisamos fortalecer e trazer as mulheres e jovens para participar e dar mais voz aos jovens e mulheres dentro do movimento indígena”, disse Elisangela.

    Mulheres Indígenas de diferentes comunidades participaram da oficina representando suas associações. Na imagem, mulheres indicadas para fazer parte da Rede de Mulheres Indígenas no âmbito da Foirn. Foto: Juliana Albuquerque/Foirn

    Carlos Teixeira Nery, coordenador da Caimbrn, participou da oficina onde falou a importância da regularização das organizações da região para fortalecer a participação e o desenvolvimento de projetos e iniciativas na região.

    Presidente da Foirn, Marivelton Barroso Baré, presente na oficina, apresentou os trabalhos desenvolvidos e destacou a importância das associações de base e a formação de novas lideranças no movimento indígena, que de acordo com ele, é importante garantir oportunidade aos jovens e mulheres nos encontros, reuniões, seminários, assembleias que são espaços de formação para novas lideranças.

  • V Encontro de Produtores Indígenas reúne representantes de vários povos em Iauaretê para discussão sobre produção e comercialização

    V Encontro de Produtores Indígenas reúne representantes de vários povos em Iauaretê para discussão sobre produção e comercialização

    Cerca de 140 artesãos e artesãs indígenas de diversas etnias participaram do V Encontro de Produtores Indígenas do Rio Negro, realizado em Iauaretê entre os dias 13 e 15 de outubro.

    Paricipantes do V Encontro de Produtores Indígenas do Rio Negro realizado em Iauaretê. Foto: Ray Baniwa/Foirn

    A participação de indígenas das etnias que vivem na região do Alto e Médio rio Uaupés e rio Papuri, como Hupdah, Dessana, Wanano, Kubeo, Tukano, Tariana e Piratapuia, garantiu intensa troca de informações.

    Durante os três dias, os artesãos compartilharam conhecimentos e experiências sobre produção e comercialização de artesanatos.

    O encontro foi realizado pela FOIRN através do Departamento de Negócios Socioambientais e Casa Wariró, com apoio e parceria do Instituto Socioambiental (ISA) e ForEco.

    Além de debater desafios da produção e comercialização de produtos e artesanatos, os participantes também mapearam novas cadeias de produção.

    Os trabalhos durante a oficina foram coordenados pela articuladora e gerente da Casa Wariró, Luciane Lima, e pelo coordenador do Departamento de Negócios Socioambientais e Coordenador do Conafer Rio Negro, Edson Gomes Baré, com acompanhamento da diretora da Foirn de referência da região da Coidi, Janete Alves Dessana.

    Entre os temas debatidos estão funcionamento, acordo de co-gestão, relação com artesãos, precificação, marca coletiva Wariró e as modalidades de pagamento de artesanatos.

    Compras institucionais como os programas PAA (Programa de Aquisição de Alimentação) e PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) também foram apresentados como pautas do encontro.

    Na abertura, Edison Gomes lembrou a importância do encontro para discussão de temas como economia indígena e a comercialização dos produtos e artes na região.

    De acordo ele, esse é mais um passo importante na discussão e construção do bem viver indígena do Rio Negro, uma das bandeiras de luta do movimento indígena.

    “Nos últimos anos, tivemos nos dedicando especialmente a debater e avançar em temáticas como a educação e a saúde indígena, o nosso desafio agora é também avançar na pauta da economia indígena”, disse.

    A liderança Domingos Lana Tariana, 53, lembrou que a Casa Wariró é a marca que representa a diversidade cultural dos 23 povos indígenas do Rio Negro, por isso todos os artesãos e produtores indígenas devem conhecer seu funcionamento. “Precisamos conhecer a nossa marca e começar a reconhecer e chamá-la de nossa marca”, frisou.

    O contato com os não indígenas ao longo do tempo trouxe mudanças na vida dos povos indígenas do Rio Negro, como introdução de novos tipos de alimentos, especialmente os industrializados. Ao mesmo tempo, o conceito de economia e comercialização de produtos foi ganhando novas formas: antes apenas no formato de troca, e depois a venda de produtos.

    Professor e liderança, Adão Oliveira refletiu sobre essas mudanças na vida dos povos indígenas no Rio Negro, afirmou que afetam o modo de vida e a cultura, pois, muitas delas são partes de outras sociedades. “Muitas dessas novas formas de organização e comercialização são da cultura dos não indígenas, mas precisamos nos adequar e adaptar os conhecimentos para a nossa realidade local. E a FOIRN está nos dando essa oportunidade de aprofundar sobre esses assuntos que são importantes para discutirmos, como a valorização de nossos produtos e da nossa cultura. Para isso precisamos do conhecimento sobre como gerir e comercializar nossos produtos”, disse.

    Ainda sobre a importância de aprender novos conhecimentos para valorizar a cultura dos povos indígenas, a liderança e presidente da Associação das Comunidades Indígenas de Iauaretê (Acii), Joaquim de Jesus, do Povo Tukano, 64, afirma que o encontro de produtores indígenas realizado em Iauaretê trouxe novos conhecimentos e informações sobre a Casa Wariró. “Nos dias de hoje, para valorizar o nosso conhecimento é preciso saber e ter conhecimentos sobre a comercialização, a padronização e qualidade exigidas pelo mercado consumidor. Tendo esses conhecimentos básicos, vamos conseguir vender nossos produtos e artesanatos. E isso é importante para valorizarmos os nossos conhecimentos, principalmente o repasse dos saberes e conhecimentos de confecção para nossos filhos”, afirmou.

    Para Verônica Ramos Pena, 31, do povo Hupdah, moradora da Vila Fátima, em Iauaretê, que organizou e liderou a participação de oito mulheres Hupudah no encontro, disse que sai fortalecida e animada do encontro de produtores. “Estou feliz e animada com resultado do encontro. Consegui trazer mulheres da minha comunidade para participar e aprender novos conhecimentos durante o encontro. Tivemos a oportunidade de apresentar nossos artesanatos aqui para os participantes. Apesar das dificuldades que ainda temos em acompanhar as apresentações dos expositores, aprendemos bastante coisa nova”, diz. “Estamos cada vez mais fortalecendo a nossa produção de artesanatos para vender e ajudar a gente a comprar produtos básicos e necessários para nossa sobrevivência”, completou.

    Ramiro Álvares, 40, do Povo Kubeo, morador da comunidade Querari – Alto Uaupés, se disse satisfeito com o conhecimento adquirido no encontro. “Não conhecia a Wariró antes do encontro aqui em Iauaretê. Com as apresentações durante esses dias, consegui entender o que é a Casa Wariró, como funciona, e como vender os artesanatos. Eu faço vários tipos de artesanatos, agora vou começar a produzir para vender, pois aprendi que tenho que valorizar esse conhecimento tradicional que temos”, disse.

    Diretora de referência da FOIRN para a região da Coidi, Janete Alves Dessana compartilhou com todos os presentes o sentimento de mais um trabalho concluído com êxito. “Que o conhecimento aprendido no encontro não fique somente aqui, deve ser compartilhado com outros que não conseguiram participar do encontro”, disse.

    O Encontro de Produtores Indígenas do Rio Negro realizado em Iauaretê encerrou a série de cinco encontros previstos para o ano de 2021 em todo o Rio Negro. Dois encontros serão realizados em 2022 para encerrar os encontros regionais, que são preparativos para o encontro geral previsto para acontecer no primeiro semestre de 2022.

  • Diretor Presidente da FOIRN – Marivelton Barroso do Povo Baré em Agenda pelo Médio Rio Negro.

    Diretor Presidente da FOIRN – Marivelton Barroso do Povo Baré em Agenda pelo Médio Rio Negro.

    O diretor presidente da FOIRN, Marivelton Barroso, em cumprimento da agenda pelo rio negro, reuniu no ultimo dia 11/10 juntamente com o representante do ISA e assessor da Casa de Frutas, João Gabriel, presidência da Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro-ACIMRN e a equipe da gerência de bolsistas da casa de frutas para retomada dos planos de trabalhos da mesma.
    Também foi discutido sobre o desenvolvimento dos testes iniciais e agendas de trabalho com as comunidades que fazem parte diretamente do projeto e que serão as futuras fornecedoras dos produtos para a casa. Uma iniciativa que se desenvolverá no âmbito da cadeia de valores dos produtos da sociobiodiversidade.
    Um projeto de iniciativa no âmbito do sistema agrícola tradicional do rio negro – (SAT-RN). Ainda foi articuladas em conversas a assembleia eletiva da ACIMRN que devera acontecer no próximos dias 04 e 05 de novembro na comunidade Açaituba no município de Santa Isabel do rio Negro médio Rio Negro.

    Em continuidade da agenda pelo médio Rio Negro, Marivelton Barroso, juntamente com o coordenador do CONDISI e o coordenador local da FUNAI , CTL-Santa Isabel, Guilherme Veloso, visitam a comunidade Acariquara em cumprimento a agenda. Onde houve repasses de informações sobre os trabalhos da FOIRN, Conselho Distrital de Saúde Indígena – CONDISI que irá acontecer nos dias 27 e 28 de outubro na comunidade Açaituba e articulação sobre a assembleia eletiva da Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro – ACIMRN.


    O diretor-presidente se emocionou ao lembrar que na comunidade Acariquara iniciou a sua trajetória no movimento indígena para chegar ao cargo que ocupa atualmente, agradeceu o apoio recebido, os incentivos e afirmou que a comunidade poderá continuar contando com o seu apoio sempre que precisarem.
    O coordenador do CONDISI, Jovânio Normando, falou da importância da parceria entre FOIRN, DSEI e FUNAI na região, e a importância da participação de lideranças das comunidades no Conselho Indigenista de saúde para o fortalecimento das comunidades indígenas.
    O coordenador local da FUNAI explanou sobre os trabalhos desenvolvidos na região e citou sobre a importância das parcerias com as entidades de representatividade dos povos indígenas. Seguindo, a equipe ainda visitou o local onde pretendem instalar a estação kit de bombeamento de água com o sistema de energia solar, com o objetivo de melhorar a saúde dos moradores da comunidade.