Marivelton Baré, diretor presidente e Adão Baré diretor da FOIRN entregaram mais sete kits de energia solar e três kits de antenas de internet via satélite starlink para as lideranças presentes na VII Assembleia Regional Ordinária Eletiva da CAIBARNX.
A entrega de kits solares e de antenas de internet via satélite pode ter um grande impacto nessas áreas, proporcionando acesso à energia limpa e à conectividade, o que pode melhorar significativamente a qualidade de vida das pessoas que vivem nelas.
É maravilhoso ver o progresso sendo feito em prol das comunidades indígenas, especialmente quando as reivindicações feitas no Plano de Gestão Territorial e Ambiental estão sendo atendidas. A entrega realizada pela Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) é um passo significativo rumo à realização desses objetivos.
É fundamental ter iniciativas como essa, especialmente quando visam atender às comunidades mais remotas e carentes de comunicação. Esperamos que essas conquistas continuem a trazer benefícios tangíveis para as comunidades do Rio Negro e a fortalecer suas capacidades de autogestão e preservação ambiental.
Presença das lideranças indígenas do Rio Negro na sede da Funai em Brasília para a assinatura do ato de constituição dos Grupos Técnicos é um marco importante na luta pela demarcação e reconhecimento dos territórios indígenas.
Hoje (25/04) foi um momento significativo! A presença das lideranças indígenas do Rio Negro na sede da Funai em Brasília para a assinatura do ato de constituição dos Grupos Técnicos (GTs) é um marco importante na luta pela demarcação e reconhecimento dos territórios indígenas.
O fato de que a última terra reivindicada está sendo constituída neste momento reflete o árduo trabalho e a dedicação das comunidades indígenas, bem como o compromisso das instituições envolvidas em garantir os direitos territoriais das populações tradicionais.
É encorajador ver as lideranças indígenas, a coordenadora da Funai, o presidente da ASIBA e o Marivelton Baré, presidente da FOIRN unidos neste momento histórico. Com o ato da presidente da Funai Joenia Wapichana e aval do presidente Lula. Essa colaboração e engajamento são fundamentais para superar os desafios e alcançar progressos significativos na defesa dos direitos indígenas.
Esperamos que a assinatura deste ato represente um passo importante rumo à demarcação e proteção efetiva dos territórios indígenas do Rio Negro, contribuindo para a preservação das culturas, modos de vida e biodiversidade dessas comunidades.
A iniciativa da Funai em constituir um Grupo Técnico (GT) para realizar natureza antropológica é crucial para o processo de identificação e delimitação da Terra Indígena Baixo Rio Negro e Rio Caurés reivindicada por indígenas pertencentes às etnias Baré, Tukano, Baniwa, Macuxi, Tikuna, Arapaso, Pira-tapuia, entre outras, localizada no Município de Barcelos, no estado do Amazonas.
Esses estudos abrangem diversas áreas, como antropologia, etno-história, sociologia, direito, cartografia e meio ambiente, refletindo a abordagem holística necessária para entender a relação das comunidades indígenas com seu território.
A terra reivindicada por várias etnias, como Baré, Tukano, Baniwa, Macuxi, Tikuna, Arapaso, Pira-tapuia, entre outras, está localizada no Município de Barcelos, no estado do Amazonas. A realização desses estudos é fundamental para reconhecer os direitos territoriais das comunidades indígenas e garantir sua proteção e preservação, respeitando suas culturas, modos de vida e relação com o meio ambiente.
Espera-se que o Grupo Técnico, por meio de uma abordagem colaborativa e participativa com as comunidades indígenas, possa produzir informações precisas e contextualizadas, contribuindo assim para o processo de demarcação territorial e para o fortalecimento dos direitos indígenas.
Lideranças da região do Rio Negro estiveram presentes em uma audiência com o secretário da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), Weiber Tapeba.
Nesta quinta-feira (25/04), lideranças indígenas representando a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro, como as coordenadorias regionais da FOIRN presentas (COIDI, CAIMBRN, DIAWII E NADZOERI), além do diretor presidente Marivelton Baré, a diretora Janete Alves Desana de referência da COIDI, Coordenadora do Departamento de mulheres do Rio Negro (DMIRN/FOIRN), a Coordenadora da FUNAI/CRRN, Comunicadores da Rede Wayuri e Representante da COIAB.
Este encontro é crucial para tratar de questões essenciais para as comunidades indígenas, destacando a importância do diálogo e da busca por soluções conjuntas. A presença ativa das lideranças indígenas nesse encontro demonstra a busca por avanços e melhorias concretas, visando garantir o pleno atendimento das demandas dessa população tão importante e historicamente negligenciada.
Durante a audiência, foram discutidos temas relevantes para a promoção da saúde e o bem-estar das comunidades indígenas do Rio Negro. Questões como acesso a serviços de saúde de qualidade, atendimento médico adequado e a implementação de políticas que respeitem as tradições e necessidades específicas dessas comunidades estiveram em pauta.
Lideranças entregam reivindicações de suas regiões representadas
Na oportunidade, as lideranças da Coordenadoria das Organizações Indígenas do Distrito de Iauaretê (COIDI) entregam documento de reivindicação de construção de polo base tipo UBSI tipo 2 e situação do hospital de Iauaretê e convidam secretário a visitar a região e lembram do diálogo em Maturacá durante no Fórum de lideranças Yanomami em 2023;
As lideranças da Coordenadoria das Organizações Baniwa e Koripaco (Nadzoeri) entregaram o documento com reivindicação para a SESAI garantir recursos para os expedicionários da saúde em Assunção do Içana e a construção de polos bases na região do Içana e Ayari;
O Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro entregou as suas reivindicações sobre saúde da mulher.
A atuação do DMIRN/FOIRN é de extrema importância para dar voz e visibilidade às questões de saúde enfrentadas pelas mulheres indígenas. Ao expressar suas reivindicações, elas buscam não apenas garantir acesso a cuidados de saúde adequados, mas também promover a conscientização e a sensibilização sobre as necessidades específicas desse grupo. Essa iniciativa destaca a importância do respeito à diversidade cultural e da valorização dos saberes tradicionais, contribuindo para uma abordagem mais inclusiva e abrangente da saúde da mulher.
A Diretoria da Foirn reforçou posicionamentos e também as necessidades de construções e melhorias de polo base no território do Rio Negro nas 25 unidades e também relatam a necessidade de melhor atenção aos parentes Yanomami no estado do Amazonas.
O Presidente do CONDISI, Jovânio Vilagelin reforçou as reivindicações e reitera sobre a importância da ação no território pelos expedicionários e as necessidades de melhorias e atenção.
É encorajador ver o secretário da SESAI reconhecendo a importância da infraestrutura para garantir o acesso a serviços de saúde adequados nas comunidades indígenas. Pediu apoio para viabilizar projetos e encontrar soluções em conjunto demonstra um compromisso com a melhoria das condições de vida e saúde dessas populações. Sua disposição em visitar o Rio Negro e outras regiões afetadas pessoalmente, e em colaborar com instituições locais, é fundamental para entender as necessidades específicas de cada comunidade e implementar soluções eficazes.
O mesmo falou sobre a ação do EDS, que irá fornecer apoio, embora não seja garantido a 100%, mas assegura que a cooperação pode viabilizar a ação. A Foirn também se comprometeu, juntamente com parceiros, a oferecer apoio.
A parceria avançará por meio de um acordo de cooperação técnica com o EDS e a Foirn, trazendo consigo uma nova era de colaboração e progresso. Através dessa aliança estratégica, as partes envolvidas poderão unir forças e compartilhar conhecimentos, visando o aprimoramento e o desenvolvimento contínuo de iniciativas e projetos. Com a expertise e os recursos combinados entre a SESAI, EDS e da FOIRN, será possível alcançar novos patamares de eficiência e impacto positivo, beneficiando diretamente as comunidades envolvidas e aprimorando os processos já estabelecidos. Este acordo representa um marco significativo e promissor, sinalizando uma trajetória de crescimento e inovação na busca por soluções que atendam às necessidades atuais e futuras.
A SESAI visitará a região do Rio Negro a convite da Foirn e também os territórios da região de Nadzoeri, São Joaquim e COIDI em Iauaretê.
A visita da SESAI à região do Rio Negro, a convite da Foirn, é de extrema importância para promover a assistência e cuidados de saúde necessários para as comunidades locais. Além disso, a abrangência da visita aos territórios de Nadzoeri, São Joaquim e COIDI em Iauaretê reflete o comprometimento em garantir que as populações tenham acesso a atendimento médico de qualidade e apoio em suas necessidades de saúde. Este tipo de iniciativa demonstra a valorização das comunidades indígenas e a busca por soluções eficazes para atender às suas demandas específicas.
A ação do EDS será em novembro e o Departamento de Atenção Primária à Saúde Indígena (DAPSI) estará em contato com a Foirn, Funai, Coiab, Isa e demais parceiros.
O Departamento de Atenção Primária à Saúde Indígena (DAPSI) entrará em contato com importantes organizações, tais como a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), a Fundação Nacional do Índio (FUNAI/CRRN), a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), o Instituto Socioambiental (ISA) e demais parceiros relevantes. Essa colaboração estratégica visa garantir o sucesso e a eficácia das iniciativas planejadas, reforçando assim o compromisso com a saúde e o bem-estar das comunidades indígenas.
A programação inclui visita ao território, reunião institucional com as instituições locais do Rio negro e reunião interna com o Distrito Especial da Saúde Indígena do Alto Rio Negro.
Durante a visita ao território, os participantes terão a oportunidade de explorar e vivenciar a rica cultura e tradições locais, descobrindo os costumes e modos de vida da região. A reunião institucional com as instituições locais do Rio Negro promete ser um momento de troca de experiências e conhecimentos, visando fortalecer parcerias e promover o desenvolvimento conjunto. Já a reunião interna com o Distrito Especial da Saúde Indígena do Alto Rio Negro será uma ocasião importante para discutir questões relevantes e estratégias para aprimorar os serviços de saúde destinados à comunidade indígena.
Hoje (25/04), a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), por meio do diretor Dário Casimiro Baniwa, entregou mais um benefício como resultado do plano de Gestão territorial e ambiental (PGTA) para a Associação Indígena do Rio Cubate (AIRC).
Foi realizada a instalação de um kit de energia solar completo (placa solar, bateria, controlador e inversor) e um kit completo de internet via satélite starlink do projeto “Conexão Povos da Floresta” em parceria com o Instituto Socioambiental (ISA) na comunidade de Nazaré, localizada no rio Cubate.
Essa iniciativa representa um passo significativo rumo à promoção da sustentabilidade e conectividade nessas áreas remotas. Com o acesso à energia solar e à internet via satélite, a comunidade de Nazaré terá oportunidades de desenvolvimento e melhoria na qualidade de vida, possibilitando novas formas de comunicação, acesso à informação e até mesmo oportunidades educacionais e de negócios que antes eram limitadas devido à falta de infraestrutura.
O trabalho conjunto do projeto “Conexão Povos da Floresta” reflete um compromisso contínuo com o desenvolvimento sustentável e inclusivo, levando inovação e tecnologia para regiões onde esses recursos são essenciais para o progresso socioeconômico.
É maravilhoso informar que a FOIRN continua levando benefícios às comunidades indígenas como resultado do Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA). Esses planos são fundamentais para promover a gestão sustentável dos territórios indígenas, levando em consideração tanto a conservação ambiental quanto o bem-estar das comunidades locais.
A entrega desse benefício à Associação Indígena do Rio Cubate (AIRC) demonstra o compromisso da FOIRN em apoiar e fortalecer as organizações indígenas locais, garantindo que elas possam implementar projetos e programas que atendam às necessidades de suas comunidades de maneira sustentável e autônoma.
Que essas ações tragam benefícios tangíveis para a comunidade do Rio Cubate e inspire outras instituições a se juntar em prol do desenvolvimento sustentável e do empoderamento das comunidades indígenas da região do Rio Negro.
O projeto “Conexão Povos da Floresta” é uma iniciativa incrível e muito necessária para apoiar as comunidades indígenas da Amazônia. A colaboração entre uma rede de parceiros integrados é essencial para fortalecer as organizações indígenas, melhorar a comunicação na região e promover o desenvolvimento em áreas-chave como educação, saúde e governança territorial.
A Amazônia enfrenta diversos desafios, desde a pressão externa sobre seus recursos naturais até as dificuldades internas enfrentadas pelas comunidades locais. Projetos como esse podem desempenhar um papel crucial na defesa dos direitos indígenas, na promoção do bem-estar das comunidades e na proteção do meio ambiente.
Ao facilitar a troca de conhecimentos, recursos e apoio entre diferentes parceiros, o projeto “Conexão Povos da Floresta” tem o potencial de gerar impactos significativos e duradouros nas vidas das pessoas que vivem na Amazônia e principalmente no Rio Negro.
Que esse projeto continue a crescer e a fortalecer as comunidades indígenas, contribuindo para um futuro mais justo e sustentável para todos na região.
O caminho para a efetivar a educação escolar indígena envolve uma série de desafios e perspectivas.
Nesta quarta-feira (24/04) a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) e outras organizações indígenas do estado do Amazonas se reuniram durante o Acampamento Terra Livre com Zara Figueiredo da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (SECADI).
Pedro André Baniwa e José Maria Tukano reivindicando pelas necessidades educacionais específicas da região do Rio Negro. Foto: Juliana – Rede Wayuri. Foto: Juliana – Rede Wayuri.
É muito importante essas iniciativas de diálogo e colaboração entre organizações indígenas e representantes do governo. O Acampamento Terra Livre é um importante evento que proporciona um espaço para discussão de questões relacionadas aos direitos e à autonomia dos povos indígenas.
A presença da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão indica um interesse em abordar temas educacionais fundamentais para essas comunidades. Esperamos que essas reuniões resultem em ações concretas para melhorar o acesso à educação e promover a inclusão e diversidade nas políticas educacionais do estado do Amazonas.
É fundamental que as cobranças e demandas apresentadas relacionadas à qualidade da educação nos territórios indígenas sejam levadas em consideração e tratadas com seriedade. A construção de escolas, a melhoria da infraestrutura educacional, a formação de professores e a garantia de recursos para programas como bolsas permanência são aspectos essenciais para promover uma educação de qualidade e acessível para os povos indígenas.
Além disso, as parcerias entre as Universidades Federais e os povos indígenas podem ser extremamente benéficas, contribuindo para o intercâmbio de conhecimentos e fortalecendo a inclusão dessas comunidades no ambiente acadêmico.
A proposta de criação de uma Universidade Indígena também é muito significativa, pois reconhece a importância de abordagens educacionais que respeitem e valorizem a cultura e os conhecimentos tradicionais dos povos indígenas.
Foto: Juliana – Rede Wayuri.
Que essas discussões realizadas durante o Acampamento Terra Livre e outras iniciativas semelhantes resultem em ações concretas por parte do governo e das instituições responsáveis, visando atender às necessidades educacionais e promover o empoderamento das comunidades indígenas através da educação.
É louvável ver a FOIRN através de lideranças como Pedro André Baniwa e José Maria Tukano reivindicando pelas necessidades educacionais específicas da região do Rio Negro. A carta de reivindicações tem como destaque a reivindicação de recursos financeiros para o curso de formação – Magistério Indígena para a formação de professores dos povos Hupdah, Dãw, Yanomami em São Gabriel da Cachoeira e Santa Isabel do Rio Negro.
A formação de professores indígenas é crucial para garantir que a educação ministrada nas comunidades respeite e valorize as culturas, línguas e tradições locais. Investir nesse tipo de formação é investir no futuro dessas comunidades e na preservação de suas identidades.
Foi também apresentada e entregue a solicitação de recursos para a continuidade da Licenciatura Intercultural ministrada pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) é fundamental para garantir que essa importante iniciativa educacional possa ser mantida e expandida.
A interrupção das turmas em São Gabriel da Cachoeira representa uma perda significativa para os estudantes indígenas que buscam formação de qualidade alinhada com suas culturas e realidades locais. É essencial que os recursos necessários sejam disponibilizados para que esses cursos possam ser retomados e ampliados.
Além disso, a retomada do projeto de construção das 50 escolas indígenas pactuadas nos termos de compromisso 01/2017, 5° Ofício PR/AM, é uma demanda urgente. A construção dessas escolas é fundamental para melhorar a infraestrutura educacional nas comunidades indígenas, proporcionando espaços adequados para o ensino e aprendizagem.
É encorajador ver o compromisso da SECADI em realizar um encontro com representantes governamentais e instituições envolvidas para avaliar e formular acordos que garantam a efetivação das ações propostas durante as reuniões. Essa iniciativa é fundamental para transformar as demandas discutidas em medidas concretas que beneficiem as comunidades indígenas.
A ênfase dada pelas lideranças à fiscalização e transparência sobre os recursos destinados à educação escolar indígena é crucial para assegurar que esses recursos sejam utilizados de maneira eficaz e em conformidade com as necessidades das comunidades. A transparência é essencial para construir confiança e garantir que os benefícios cheguem realmente às pessoas que deles necessitam.
Esperamos que esses esforços conjuntos resultem em avanços significativos na promoção da educação indígena na região do Rio Negro, contribuindo para o fortalecimento das comunidades e o respeito à diversidade cultural e linguística desses povos.
Representantes da: FOIRN, APIAM, MEIAM, FOREEIA, OPIJU, OGPTB, Conselho Kokama, OPIAM, MAKIRA’ETA, GEEI, UNEAB, UPINS e FOCEIMP, CONSELHO INDÍGENA DO AMAZONAS.
Imagens e informações do texto: Rede Wayuri
Manifesto do FNEEI para nomeação da diretora de politicas para Educação Escolar indígena
Nesta terça-feira (23/04), a FOIRN, por meio do DMIRN, se encontrou com representantes do MPI.
Destacamos que a Coordenadora Geral do Departamento de Mulheres, Cleocimara Reis Gomes Piratapuya junto a Articuladora de base Madalena Fontes Olímpio Baniwa e a assessora de gênero do Programa Rio Negro do Instituto Socioambiental (ISA), Dulce Morais, entregaram o Relatório Técnico referente à temática Violência contra a mulher na região do rio Negro.
O alto índice de violência contra as mulheres apresentado no relatório reforça a necessidade de mais ações de enfrentamento, além da mobilização que já vem sendo feita pelo Departamento de Mulheres nos últimos anos. Um dos destaques da reivindicação entregue ao MPI foi a construção de uma casa de apoio para atender mulheres vítimas de violência nos territórios do rio Negro.
Além de trazer dados atuais, o relatório também contém dados e registros de diversas violências ocorridas ao longo de anos na região. A sistematização desses dados é fruto de um trabalho colaborativo do Departamento de Mulheres da FOIRN com o ISA e universidades parceiras, como a Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) e o Observatório da Violência de Gênero no Amazonas da Universidade Federal do Amazonas (UFAM).
Além de demandarem também a necessidade de uma delegacia especializada em crimes de feminicídio, o Departamento também relatou as diversas problemáticas dos territórios, como narcotráfico, alto índice de suicídio relacionado ao alcoolismo, entre outros.
Na oportunidade, também destacaram as atividades já desenvolvidas pelo Departamento de Mulheres no combate à violência nos territórios e entregaram as cartilhas sobre os cuidados com o uso de bebidas alcoólicas e a cartilha de combate à violência contra mulheres e crianças.
Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro (DMIRN/FOIRN):
Cleocimara Reis Gomes – Coordenadora Geral;
Madalena Fontes Olímpio – Articuladora de base e;
Dulce Morais – assessora de gênero do (ISA).
Representantes do Ministério dos Povos Indígenas (MPI):
Com mais de 30 lideranças e representantes indígenas do Rio Negro, a Foirn se une a outros povos indígenas de todo o país em Brasília no período de 22 a 26 de abril de 2024.
A delegação da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) está composta por mais de 30 lideranças das cinco sub-regiões do Rio Negro com o objetivo de fortalecer a voz coletiva, o diálogo e a colaboração são fundamentais para avançar em direção a um futuro mais justos e inclusivo para todos, especialmente para as comunidades indígenas do Rio Negro.
É um momento muito importante para a FOIRN na declaração poderosa de solidariedade e compromisso com a causa indígena, reconhecendo a importância de proteger seus direitos, territórios e culturas para o bem viver coletivo.
Durante a 20ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL), a FOIRN em união a outros povos de todo o Brasil, buscam pressionar por demarcações de terras indígenas mais rápidas e a retirada de propostas que ameaçam seus direitos constitucionais.
A carta divulgada pela APIB e outras organizações é um importante documento que destaca as preocupações urgentes relacionadas aos direitos dos povos indígenas no Brasil. É essencial que o Executivo, Legislativo e Judiciário estejam cientes dessas reivindicações e ajam de acordo para garantir o cumprimento dos direitos constitucionais dos povos indígenas, especialmente o direito à ocupação tradicional de suas terras.
A crítica à proposta de compra de terras para assentamento de povos indígenas ressalta a importância de respeitar e proteger as terras tradicionais dessas comunidades, conforme estabelecido na Constituição Federal de 1988. Essa abordagem contrária à compra de terras enfatiza a necessidade de reconhecimento e demarcação das terras indígenas como forma de garantir a autonomia e a preservação das culturas e modos de vida desses povos.
É fundamental que o governo e os órgãos responsáveis atendam às demandas expressas na carta, garantindo o respeito aos direitos dos povos indígenas e promovendo políticas que fortaleçam suas comunidades e protejam suas terras e culturas.
O recuo de Lula na homologação de Terras Indígenas (TIs) na véspera do Dia dos Povos Indígenas certamente causou frustração no movimento, especialmente após expectativas criadas. É compreensível que essa decisão gere desconforto, principalmente considerando a importância da homologação das TIs para a proteção dos direitos territoriais e culturais dos povos indígenas.
No entanto, é encorajador ver que o movimento continua acreditando no governo e mantém a esperança de que haja um posicionamento contrário à tese do Marco Temporal. Esta tese, que condiciona o reconhecimento das terras indígenas à sua ocupação em determinada data, é profundamente prejudicial aos direitos dos povos indígenas e à proteção de suas terras tradicionais.
A persistência e a determinação do movimento indígena em buscar o diálogo e pressionar por políticas que respeitem e protejam seus direitos são essenciais para avançar na luta por justiça e igualdade. Espera-se que o governo reconsidere suas ações e adote medidas efetivas para garantir os direitos dos povos indígenas, incluindo a homologação das TIs e a rejeição do Marco Temporal.
Esta data marca um momento histórico para os Povos Indígenas do Rio Negro, além de ser uma data de reflexão e luta, as lideranças indígenas da região do baixo Uaupés, Tiquié e Afluentes elegem novos representantes para compor a diretoria da Foirn e os novos membros da Coordenadoria Regional Diawi’í.
Assembleia. Foto: Decom/FOIRN.Dr Adriano apresentando a cédula de votação dos candidatos a diretor de referencia. Foto: Decom/FOIRN.
A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) realizou mais uma Assembleia Regional Ordinária Eletiva com sucesso, dessa vez foi no distrito de Pari Cachoeira, desde o dia 17 de abril as lideranças indígenas se reuniram para avaliar e planejar as ações dos próximos representantes institucionais eleitos nesta assembleia.
Lideranças votando seguindo a ordem da comissão eleitoral. Foto: Decom/Foirn.Delegados que vão representar a coordenadoria na Assembleia Geral da FOIRN que será realizado em Junho de 2024 no município de São Gabriel da Cachoeira.
O jovem Hélio Lopes Tukano com apenas 30 anos, atual articulador de Adolescentes e jovens da região da coordenadoria, foi eleito com 91 dos 158 votos válidos. Quatro candidatos disputam a vaga de diretor da Federação, ele é o mais jovem diretor da Foirn e de referência eleito na história da coordenadoria regional Diawi´í.
“Agradeço a todos e todas sem distinguir a quem votou e não votou, estou muito feliz pela confiança e que junto como uma equipe que hoje foram eleitos membros da coordenadoria, vamos conduzir junto os trabalhos de nossa região, vamos continuar apoiando os projetos de base comunitária que já está em andamento no baixo rio Uaupés e as novas inciativas, agradeço imensamente aos participantes virtuais que acompanharam através da live no Youtube da foirn pelas mensagens recebidas, também agradecer a equipe de apoio da Foirn e principalmente o Nildo Fontes diretor vice – presidente e de referência da Diawi’í. ” Hélio Lopes Tukano.
Hélio Lopes – Eleito diretor de referencia Foto: Decom/FOIRNFrancelino Brandão – Eleito Coordenador Regional. Foto: Decom/FOIRN
Ficando assim composto os novos representantes indígenas:
Diretor de Referência: Hélio Lopes
Coordenador Regional: Francelino Brandão
Articulador do Departamento de Adolescentes e Jovens Indígenas do Rio Negro (DAJIRN): Gabriel Lana Gonçalves
Articuladora do Departamento das Mulheres Indígenas do Rio Negro (DMIRN): Luane Mendes de Lima
Articulador do Departamento de Educação Escolar Indígena (DEEI): Antônio Marques Tenorio.
Candidata a concorrer a coordenação Geral do DARJIN : Yepario Rayane Tenório Pimentel
Gabriel Lana Gonçalves – Articulador do DAJIRN. Foto: Decom/FOIRNLuane Mendes de Lima – Articuladora do DMIRN. Foto: Decom/FOIRNAntônio Tenório – Articulador do DEEI. Foto: Decom/FOIRNYepario Rayane Tenório Pimentel – Candidata a concorrer a coordenação Geral do DAJIRN. Foto: Decom/FOIRN
Não foi e nunca será fácil a luta das lideranças indígenas pelos direitos sociais nas políticas públicas. Por isso é importante a união para o fortalecimento dos povos pela preservação da diversidade cultural e econômica.
Para a FOIRN que é um órgão Não – governamental, que representa os 24 povos indígenas, o dia 19 de abril é mais uma data para reflexão e luta do que necessariamente de celebração, uma vez que há muito a se avançar nos direitos dos povos originários do Rio Negro. Lembrando que o órgão governamental parceiro e responsável pela proteção dos indígenas brasileiros é a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI).
É também uma oportunidade de se pensar nos avanços que devem acontecer para que os direitos aos povos indígenas sejam integralmente garantidos.
Essa data comemorativa foi criada, em 1943, durante a ditadura do Estado Novo. Seu surgimento se deu, em boa medida, pela pressão de Marechal Rondon, importante indigenista brasileiro. Ainda, a data foi criada por influência do Congresso Indigenista Interamericano que havia sido realizado no México em abril de 1940.
O Dia dos Povos Indígenas é uma data celebrada no Brasil e tem como propósito celebrar a diversidade das histórias e das culturas dos povos indígenas brasileiros, combater preconceitos contra os indígenas, e estabelecer políticas públicas que garantam os direitos dos povos originários.
Durante os dias 15 e 16 de abril, as lideranças se concentraram na criação do estatuto social da coordenadoria regional.
O distrito de Pari Cachoeira, sediou a IV Assembleia Extraordinária da coordenadoria regional DIAWI’Í, onde foram discutidos o estatuto social e também as lideranças focaram principalmente nas sedes e nas micro regiões. Após intensos trabalhos em grupos, chegou-se à decisão de que a sede da coordenadoria ficará em Taracuá, com a sub-sede em Parí Cachoeira.
As micro regiões abrangerão o Alto Tiquié, Médio Tiquié, Baixo Tiquié e Baixo Uaupés e, de forma significativa, a Terra Indígena Apapóris, que faz parte do território do DIAWI. Mesmo com pouca articulação política na região, foi afirmado o compromisso de integração dessa micro região.
A partir do dia 17 de abril, deu -se início a XII Assembleia Regional Ordinária Eletiva, com previsão de término no dia 19 de abril. As discussões estão focadas no tema: “MOVIMENTO INDÍGENA, GOVERNANÇA, GESTÃO E SUSTENTABILIDADE”, até o momento foram discutidos desafios dos direitos coletivos dos povos indígenas e a atuação do movimento indígena do Rio Negro frente às ameaças atuais.
As ações da FOIRN, sua coordenadoria regional e suas associações de base e categoria estão em destaque pela proteção e fortalecimento da governança territorial.
Acompanhe todas as atualizações e discussões ao vivo no canal do YouTube da FOIRN. Não perca!
Turismo de base comunitária é crucial para o desenvolvimento sustentável das terras indígenas do Rio Negro.
Ainda em Brasília, na tarde de segunda feira dia 15 de abril, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), reuniu com a Coordenação geral de etnodesenvolvimento (CGETNO) da FUNAI para tratar sobre o Turismo nas Terras Indígenas do Rio Negro.
A FOIRN estava presente através de Marivelton Baré – diretor presidente, Dario Baniwa – diretor, Maitê Ambrósio – advogada, Carlos Neri Piratapuia – atual coordenador regional da CAIMBRN e recém eleito para diretor de referencia e Marcos Zedan Baré – Assistente administrativo e recém eleito coordenador regional da Caimbrn.
Com o objetivo de explorar novos horizontes para o desenvolvimento sustentável das terras indígenas do Rio Negro.
Vale destacar que a coordenadoria CAIMBRN, na região do Médio Rio Negro é quem mais tem o projeto de Turismo de base comunitária em execução, levando benefícios direto para a comunidade através de suas associações.
A reunião foi incrível onde foi discutido os importantes projetos de turismo que estão levando muitos benefícios para dentro das comunidades indígenas.
Juntos, a Foirn e seus parceiros institucional está trilhando em um caminho que valoriza a cultura, preserva o meio ambiente e fortalece a economia local da região. Em breve será compartilhado mais novidades!