Lideranças e moradores da comunidade Jupati solicitam reunião para tratar sobre atividade ilegal de extração de madeira na área da comunidade e na referida Terra Indígena.
No último dia 15 deste mês (domingo), a Federação das Organizações Indígenas do Rio negro (FOIRN) Fundação Nacional do Índio (FUNAI) realizaram uma reunião na comunidade Jupati, a pedido das lideranças e moradores, sobre atividade Ilegal de extração de madeira na área da comunidade dentro da Terra indígena do médio Rio negro, para a comercialização de forma irregular e não autorizada.
A comunidade protestou da falta de fiscalização e proteção no território e que, órgãos de controle possam exercer o seu papel de defender o território e comunidades sendo uma terra indígena e gleba militar.
Mesmo que a extração sustentável de madeira possa ser uma fonte de renda, muitas das vezes a atividade não é feita de acordo com esses padrões. E isso acaba provocando impactos significativos inclusive a desintegração do habitat das espécies da região e a perda dos serviços ecológicos prestados pelas florestas, como a manutenção do Clima e do ciclo hidrológico (ciclo da água).
Apesar de existir leis que autorizem a exploração de madeiras em áreas especificas, a extração ilegal já está bastante expandida no Brasil e em vários países amazônicos.
O Uso de licenças falsas; Corte de qualquer árvore comercialmente valiosa, independentemente de quais árvores sejam protegidas por lei; Corte em quantidades superiores às cotas permitidas por lei; Corte fora de áreas de concessão florestal; Corte dentro unidades de conservação e terras indígenas. Essas são umas das principais ilegalidades em relação a extração de madeira ilegal.
Segundo o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia – Imazon, para cada árvore comercial que é retirada, são danificadas outras 27 árvores com mais de 10 cm de diâmetro, são construídos 40 m de estradas e são abertos 600 m² no dossel florestal.
Por tanto a Foirn fará o trabalho em conjunto com a Funai de coibir a situação irregular e ilegal que acontece nesta área pedindo providências e punição ao infrator.
Os membros do comitê se reuniram no dia 09 de maio na Casa do Saber da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), com o objetivo de decidir, avaliar e planejar o andamento do Projeto Fundo Indígena do Rio Negro (FIRN).
Um belo café da manhã oferecido pela equipe do Firn, e a abertura da reunião inicio- se com as palavras do presidente do Comitê e Diretor presidente da FOIRN, Marivelton Rodrigues Barroso – Baré, houve uma apresentação breve dos membros e convidados presentes, e em seguida passou – se para a apresentação do relatório narrativos da Foirn, apresentação do relatórios financeiros da Foirn, apresentação dos relatórios financeiros e narrativo do ISA e a apreciação e aprovação dos relatórios da Foirn e ISA.
Tendo em vista que, a Firn foi criado para financiar projetos e iniciativas desenvolvidas durante a elaboração dos planos de Gestão Territorial e Ambiental. As atividades realizadas neste período de um ano e um mês de execução do projeto, segundo o relatório narrativo do Firn, o impacto do progresso do projeto foi promover e fortalecer as comunidades através da rede de Associações da FOIRN, os conhecimentos e as praticas dos povos indígenas, garantindo oportunidades para que possam implementar ações locais. Ações de preservação de diversidade natural e do uso sustentável da floresta valorizadas em seus aspectos econômicos, ambientais e socioculturais, fortalecendo organizações indígenas da região no rio negro.
A implementação do Firn começou oficialmente em março de 2021, tendo as atividades da Equipe de Gestão Executiva iniciada em maio do mesmo ano, quando a equipe foi contratada e começou a operar na FOIRN. O comitê é composta por 10 (dez) membros: Marivelton Rodrigues- Diretor presidente Foirn; Nildo Fontes – Diretor Vice Presidente da Foirn; Janete Alves – Diretora Foirn; Adão Francisco – Diretor Foirn; Dario Casimiro – Diretor Foirn; Maria do Rosário- coordenadora do DMIRN; Elson Kene – coordenador DAJIRN ; Aloisio Cabalzar – ISA; Auxiliadora Fernandes – Presidente da Comissão Fiscal CD/ FOIRN e Justino Sarmento – REPAM; Portando nesta reunião, na ausência do Elson Kene que está em viagem participando de uma outra atividade o qual foi convidado, a Gleice Maia – Coordenadora do DAJIRN se fez presente. Nesta reunião também foram convidadas as coordenadoras do departamento Financeiro e Comunicação da FOIRN e o Administrador do ISA.
Mais uma importante etapa em que a Foirn avança no apoio com a maior inclusão de estudantes indígenas nos cursos de graduação da Ufscar e Unicamp.
Nesta manhã de segunda feira (09/05), a diretoria executiva da Federação das Organizações Indígenas Rio Negro (FOIRN) reuniu – se com os estudantes aprovados referente o ultimo edital da Universidade Federal de São Carlos, do estado de São Paulo, o qual a prova foi aplicado no dia 25 de Março neste município. Este ano foi a primeira vez que o vestibular foi realizado de forma conjunta entre UFSCar e Universidade de Campinas.
Os mesmos estão recebendo apoio logístico do Fundo de apoio comunitário de contribuição da FOIRN para o deslocamento à Universidade.
Diante da crescente demanda, representando as reivindicações da juventude rionegrina, após muitos anos de luta a Foirn através dos Departamentos de Educação e de Adolescentes e Jovens Indígenas do Rio Negro (DAJIRN) , protocolaram em fevereiro do ano de 2017 um abaixo assinado com mais de 300 assinaturas, lida e aprovada durante a Reunião do Conselho Diretor naquele ano. O documento foi direcionado para instituições de ensino superior reivindicando a adequação das políticas de acesso e permanência de estudantes indígenas nas universidades, entre estas instituições a Universidade Federal de São Carlos (Ufscar). Acesse aquihttps://wordpress.com/post/foirn.blog/5873
O Podáali – Fundo Indígena da Amazônia Brasileira é uma conquista do Movimento Indígena Amazônico
Valeria Paye e Marivelton Rodrigues Baré. Foto: Reprodução
O Diretor presidente da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) Marivelton Rodrigues Baré e a Coordenadora do Departamento negócios socioambientais da Foirn, Luciane Lima, no dia 04/05 estiveram em reunião com a Valeria Paye, Diretora Executiva do fundo Podáali. Foi um momento de troca de experiências sobre os processos de construção de fundos e o lançamento do primeiro edital do fundo Rio Negro, que conta com o apoio direto da Embaixada da Real da Noruega e tem fortalecimento da gestão pautado.
Para saber mais informações sobre o Fundo Rio Negro, acesse este link https:
O Podáali – Fundo Indígena da Amazônia Brasileira, uma construção e conquista do Movimento Indígena Amazônico, da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), foi criado com o propósito de apoiar planos e projetos de vida dos povos, comunidades e organizações indígenas, que reforcem a autodeterminação e protagonismo, valorizem as culturas e modos de vida, fortaleçam a sustentabilidade e promovam a gestão autônoma de territórios e recursos naturais. Podáali, na língua do povo Baniwa do tronco linguístico Aruak, significa “doar sem querer receber nada em troca”. É sinônimo de celebração, reciprocidade e promoção da sustentabilidade para o bem viver dos povos indígenas.
O Presidente da Foirn também é membro do Conselho Deliberativo do Fundo Podáali, que junto com outras 10 lideranças amazônicas, constroem o fortalecimento do Podáali. As lideranças à frente das organizações reforçam a importância do fortalecimento da gestão e segurança para os fundos e também das suas equipes técnicas de trabalhos, para que possam cumprir o objetivo que é chegar ao financiamento das Associações de base para desenvolverem ações nas suas comunidades nos territórios indígenas ao qual têm abrangência destes fundos!
Diretor de Divisão e Atenção da Saúde Indígena da Sesai/MS, Ernani Gomes e Diretor presidente da Foirn Marivelton Baré. Foto: Reprodução
O Diretor presidente da Foirn Marivelton Baré, juntamente com a Coordenadora do Departamento de Negócios Socioambientais Luciane Lima, reuniu-se na tarde do dia 04/05 com o Diretor de Divisão e Atenção da Saúde Indígena da Sesai/MS, Ernani Gomes, ele é responsável pelas atividades de atenção primária nos territórios indígenas, por meio da atenção básica, da educação em saúde e da articulação Interfederativa, ou seja, articulação com os demais gestores do SUS para provimento das ações complementares e especializadas. A atenção integral à saúde indígena é composta por um conjunto de ações para a implementação da Atenção Primária à Saúde nos territórios indígenas. Estas ações visam promover a proteção, a promoção e a recuperação da saúde desses povos de maneira participativa e diferenciada, respeitando-se as especificidades epidemiológicas e socioculturais dos povos indígenas e articulando saberes no âmbito da atenção.
Coordenadora do Departamento de Negócios Socioambientais Luciane Lima, Ernani Gomes e Marivelton Baré. Foto: Reprodução
Além disso, contempla também as ações de articulação com os serviços de média e alta complexidade de modo a atender integralmente as necessidades de saúde dos povos indígenas, assim como o apoio para o acesso desses povos à referida rede de serviços, o mesmo foi também coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena do Alto Rio Negro – DSEI/ARN, ele que estruturou o funcionamento e restabeleceu o atendimento e funcionamento dos 25 polos bases de saúde.
No momento oportuno foi dialogo sobre as demandas e prioridades que a região precisa e a continuidade dos serviços e apoio as comunidades indígenas do Rio Negro que compreende a área territorial dos municípios de São Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel do Rio negro e Barcelos. E em conjunto com a FOIRN na época de altas da pandemia tiveram uma parceria inédita de poder atuar em conjunto com as instituições atuantes no rio negro para enfretamento da pandemia de covid 19 neste território.
O fortalecimento das duas instituições para os trabalhos no território do Rio Negro
Rodrigo Junqueira secretário executivo do Instituto socioambiental (ISA) e Marivelton Rodrigues Baré Diretor Presidente da Federação das Organizações indígenas do Rio Negro (FOIRN) Foto: Reprodução
Na manhã desta quarta (04/05), Marivelton Rodrigues Baré Diretor Presidente da Federação das Organizações indígenas do Rio Negro (FOIRN) reuniu – se com o Rodrigo Junqueira secretário executivo do Instituto socioambiental (ISA) em Brasília – DF, para tratar da parceria e dos trabalhos em conjunto, para o fortalecimento das duas instituições nos trabalhos no território do Rio Negro.
Com o objetivo de fortalecer a gestão administrativa das organizações e o Fundo Indígena do Rio Negro além das principais linhas de ação que a parceria já realiza a mais de duas décadas e meia.
Desde 1993, o Cedi passou a prestar assessoria direta à Foirn, no âmbito de uma proposta de programa de longo prazo. No final de 1994, após o primeiro ano de trabalho e de sua fundação, o ISA implantou uma equipe de trabalho e uma subsede em São Gabriel da Cachoeira com vistas a propor, promover, articular, estimular e apoiar estrategicamente perspectivas de sustentabilidade socioambiental.
Após a conclusão da etapa das demarcações e homologação das Terras Indígenas, a Foirn e associações filiadas, com o apoio do ISA e de outros parceiros, passaram a se dedicar ao desafio de construir um programa Regional de Desenvolvimento Indígena Sustentável (PRDIS). Esse programa foi publicado em 2003, com recomendações para implantação de projetos demonstrativos participativos nas diferentes sub-regiões do Alto e Médio rio negro.
Desde então, Foirn e ISA deram prosseguimento aos projetos demonstrativos e de alternativas econômicas, além da implementação técnica, política e conceitual das escolas pilotos indígenas diferenciados.
Em 2009 Foirn e ISA assinaram um Termo de Cooperação Técnica (TCT) para implementar ações conjuntas no âmbito do Programa de Proteção e Promoção dos Povos Indígenas, com objetivos semelhantes: Gestão dos territórios indígenas, considerando proteção e fiscalização, fomento à construção e plano nos de etnodesenvolvimento, promoção e valorização da cultura.
E em 2019 foi renovada esse termo, essa parceria que já possuía 25 anos baseada na cooperação, no respeito à diversidade Cultural e na construção de uma sociedade livre, justa e solidária, com a plena consideração aos povos indígenas do rio negro. Nessa renovação foram considerados os anos que desenvolveram em conjunto diversos projetos e atividades, que fortaleceram o associativismo e o desenvolvimento sustentável, e que pretendem dar continuidade aos projetos conjuntos e atividades e interesse das comunidades e organizações que fazem parte da rede coordenada pela Foirn.
Assessorar a Foirn e suas organizações afiliadas na realização de projetos e atividades para consecução de seus planos de vida, acordos de convivência e protocolos de consulta.
Contribuir com o Fortalecimentos das organizações indígenas que compõem a rede da Foirn, podendo para isso: colaborar na realização de assembleias e reuniões regionais; Assessorar tecnicamente a FOIRN e associações afiliadas para que aconteçam seus direitos e a legislação brasileira; Assessorar a sistematização e publicação da história do movimento indígena e da FOIRN, visando o fortalecimento e luta dos povos indígenas; Apoiar na formação de quadros administrativos dessas organizações; Apoiar na captação de recursos; Assessorar tecnicamente as organizações indígenas para o acesso a políticas e serviços públicos, para que sejam implementados no âmbito das terras indígenas e perímetro urbano.
Colaborar na estruturação e planejamento dos projetos de turismo indígena de base comunitária, conforme a legislação vigente e na participação das comunidades e associações locais, podendo para isso: Apoiar a realização de reuniões, estudos técnicos e elaboração de documentos necessários à viabilização das atividades de turismo; Colaborar na formação e assessoria técnica para os povos indígenas administrarem contábil e financeiramente as atividades de turismo, bem como para atuarem nas frentes de trabalho associadas ao turismo; Contribuir para realização de parcerias para realização de diagnósticos e elaboração de propostas que visem soluções para infraestrutura e melhorias dos serviços nas sedes dos municípios que receberão turistas.
Assessorar na construção e desenvolvimento das cadeias de valor da sóciobiodiversidade, visando a geração de renda para as comunidades por meio da comercialização de produtos agrícolas, artesanato, entre outros produzidos pelos indígenas, tendo como linha de ação: Assessorar em oficinas e cursos de formação técnica; Colaborar com a elaboração de diagnóstico e estudos para atendimento da legislação sanitária e ambiental; Participar de reuniões de avaliações e atualizações dos acordos de comércio e prática de manejo; Apoiar o desenvolvimento de produtos indígenas; Assessorar na elaboração de planos de negócio para determinados produtos com potencial de comercialização; Apoiar a construção de casas de beneficiamento; Assessorar na gestão administrativa e financeira das iniciativas produtivas e comerciais.
Assessorar na formação de Agentes Indígenas de manejo (AIMAS) no âmbito de iniciativas de manejo ambiental e geração de renda desde que expressamente solicitada pelas comunidades e organizações indígenas, com a possibilidade a de apoio nas seguinte atividades: Oficinas de trabalhos nas comunidades e treinamentos em técnicas e instrumentos de monitoramento; Auxiliar na produção e sistematizaçãonhecimentos interculturais produzidos pelos próprios indigenas nas comunidades e desenvolvimento de informativos e publicaçoes sobre atividades; Assessorar a constução de acordos de convivencia voltados ao manejo dos recursos ambientais;
Apoiar a promoção e fortalecimento das línguas e conhecimentos indigenas, colaborando na realização de atividades que tem escopo de: Apoiar a constução de malocas/casas de saber, via captação de recursos e colaboradores técnicos; Dar continuidade a assessoria do mapeamento de lugares sagrados, bem como editar e publicar as narrativas indigenas sobre essses lugares, a fim de promover o fortalecimento do conhecimento tradicional. Apoiar ações que valorizem as línguas locais com base na lei municipal de cooficialização das línguas indigenas.
Apoiar o fortaecimento da rede de comunicadores Indigenas do Rio Negro (Rede Wayuri), com a possivel realização das seguintes atividades: Assessorar a realização de oficinas de trabalho nas comunidades da área de atuação da FOIRN; Contribuir com treinamento para o uso de novas tecnologias da informação e da comunicação; Assessorar os comunicadores da rede wayuri na produção de reportagens em texto, audio e video, e na articulação com a midia regional e nacional.
Colaborar de forma mutua na construção de acordos de convivencia entre indigenas e não indigenas em prol da segurança das mulheres, além de promover a participação de mulheres e jovens no escopo de desenvolvimnto do presente termo de compromisso.
As economias regenerativas de Povos Indígenas e comunidades tradicionais na região do Rio Negro.
Pietro Lazzeri Embaixador da Suíça, Luciane Lima – Foirn, Ignacio Ybañez Rubio Embaixador da União Europeia no Brasil, Marivelton Barroso – presidente da Foirn e Romulo Acurio, Embaixador do Peru. Foto: Reprodução
A convite do Instituto Socioambiental (ISA) e a Delegação da União Europeia, no último dia 03 de maio de 2022 a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), representada por seu Diretor presidente Marivelton Rodrigues Barroso do povo Baré e a Coordenadora do departamento de Negócios Socioambientais Luciane Lima, participaram da apresentação dos resultados e das metas alcançadas nessa parceria do projeto Cadeia de Valor “Territórios da Diversidade Socioambiental” que fomentou formas inovadoras de promover o reconhecimento da economia de povos indígenas e comunidades tradicionais na Amazônia e na Mata Atlântica.
Neste evento estava presente além do embaixador da União Europeia no Brasil, Ignacio Ybañez Rubio, o embaixador da Suíça, Pietro Lazzeri e o Embaixador do Peru, Romulo Acurio.
Marivelton Baré ressaltou a importância da parceria da FOIRN com o Instituto Socioambiental para ter os trabalhos promissores nos âmbitos do projeto cadeia de valor e produtos da socio biodiversidade, e com a União Europeia que foi o parceiro que acreditou e apoiou essa inciativa apresentada não só para o rio negro, mas também para outros territórios no qual teve atuação.
“Foi uma semente que germinou e acabou crescendo uma arvore que tem uma genealogia de ampliar essa parceria e ter vários resultados nos trabalhos”. Comentou Marivelton
Só no rio negro são 11 cadeias de valores apoiadas com todo o resultado que tem tido os restaurantes, grandes centros no Brasil e em outros lugares do mundo, como a pimenta Baniwa, cogumelo Ianomami, o óleo de Babaçu e entre outras iniciativas dos povos e comunidades tradicionais.
“É um momento inédito, onde também teve diversas influencias como a busca por políticas mais padronizada pelo governo que hoje acabaram reconhecendo uma necessidade de poder investir e comprar os produtos do sistema tradicional agrícola dos povos e comunidades tradicionais, ela poder virar uma merenda regionalizada e assim buscar fortalecer cada vez mais inserção de mercado e economia indígena nesses territórios” Afirma Barroso.
Em comemoração ao dia da Europa, a apresentação foi seguida por um jantar com produtos da Amazônia oferecido pela Chef Bel Coelho, dos restaurantes paulistanos Cuia Café e Clandestino.
Garantia dos direitos em tempos de tantos retrocessos aos direitos dos povos indígenas.
Diretor presidente da Foirn, Marivelton Barroso ao centro, ladeado por autoridades convidados presentes, tradutores indígenas e parceiros desta inciativa. Foto: Admilson de Andrade – Comunicação/FOIRN
A comitiva do Conselho Nacional de Justiça foi recebida pela Federação das Organizações Indígenas (FOIRN) e Instituto Socioambiental (ISA) no dia 29 de abril na maloca Casa do Saber para lançamento dos cartazes sobre Audiência de Custódia traduzidas nas línguas indígenas da região do Rio Negro.
O evento foi importante para a garantia dos direitos dos povos indígenas. Em tempos de tantos retrocessos aos direitos indígenas, a Foirn tem muito o que celebrar com mais uma conquista dos povos indígenas que é a tradução dos cartazes sobre Audiência de Custódia nas línguas indígenas Yengatu, Baniwa e Tukano.
Estavam presentes também os ilustres convidados do Poder Judiciário que se deslocaram de Brasília para conhecerem a realidade dos povos indígenas que vivem em São Gabriel da Cachoeira, a convite da FOIRN.
Os representantes das entidades que realizaram em parceria este trabalho pioneiro e muito importante para os povos indígenas do rio Negro e para o Brasil, estavam presentes os representantes do Conselho Nacional de Justiça, do Tribunal de Justiça do Amazonas, do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes- UNODC, da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro e do Instituto Socioambiental.
A comunidade Itacoatiara mirim fez uma bela apresentação de suas danças tradicionais para recepcionar as autoridades neste importante evento, liderada pelo cacique Luiz Laureano do povo Baniwa, com o oferecimento de caxiri na cuia feita pelas mulheres da comunidade indígena, bebida tradicional da região do Rio Negro.
Composição da mesa de autoridades, em destaque a Excelentíssima Senhora Isabella do Amaral – Defensora Pública Estadual – Polo Alto Rio Negro. Foto: Admilson de Andrade – Comunicação/FOIRN
Nesse evento, também se fizeram presentes as autoridades e representantes locais do município de São Gabriel da Cachoeira.
Na solenidade de abertura, o diretor presidente fala sobre a importância e responsabilidade que a Foirn tem na defesa dos povos indígenas nesse território que abrange os municípios de (Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira a sede da Federação), com a valorização da cultura e resistência dos povos indígenas diante de um governo que só traz retrocessos e perseguições.
“Nesses 35 da Foirn, pela primeira vez a gente lança os cartazes de audiência de custódia nas nossas línguas cooficiais aqui do município. Fazendo lembrar que essa federação tem uma responsabilidade na defesa dos povos indígenas nesse território que abarca São Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos. Temos leis que garantem o cumprimento e obrigatoriedade das línguas oficiais, mas ela funciona deficientemente nas repartições públicas do município. A Foirn vem sendo uma embaixada dos povos indígenas, pois são 18 línguas faladas, além do espanhol e português. Temos a responsabilidade de valorização cultural e resistência dos povos indígenas diante de um governo que só traz retrocessos e perseguições. Precisamos de mais eficiência no enfrentamento ao narcotráfico, garimpo, álcool, violência contra a mulher. Há uma ineficiência, a gente pede socorro. Povos indígenas e lideranças se preocupam com o território e com a sobrevivência física e cultural. O território é nosso, o mais protegido da Amazônia, a floresta está intacta, a gente sempre fez isso. Essa não é só uma cerimônia de conquista, a gente tem desafios e resiste para exigir. Essa é a nossa casa, nosso parlamento indígena, nossa Casa do Saber. No momento em que vocês se unem aos indígenas e aos direitos humanos, a gente se junta a vocês para o acesso à Justiça dos Povos Indígenas.” Marivelton Barroso Baré, diretor presidente da FOIRN.
A Alessandra Korap do povo Munduruku participou do lançamento e falou que a justiça precisa chegar nas bases das organizações indígenas e não o contrário. Ressaltou ainda que Brasília precisa aprender que a língua é uma ferramenta muito importante, que muitas das vezes as portas são fechadas, mas que eles querem que a casa dos povos indígenas seja aberta.
“… A oportunidade de os parentes terem cartazes traduzidos em língua indígena é muito importante. Aqui é lindo, aqui é maravilhoso o problema ainda não chegou, mas um dia ele vai chegar, nós achávamos com o nosso povo que o problema nunca ia chegar, que esses projetos que estão em Brasília só vão afetar daqui a vinte, trinta ou cinquenta anos. Hoje está afetando diretamente, temos parentes preso, no mundo das drogas e prostituição…. Conselho Nacional da Justiça, que haja justiça mesmo, que haja uma justiça para os povos indígenas e para o meio ambiente, porque sem os povos indígenas não haverá o meio ambiente e sem o meio ambiente não haverá o povo indígena.” Afirmou Alessandra Korap do povo Munduruku.
Dadá Baniwa, coordenadora do departamento de mulheres indígenas do Rio Negro (DMIRN), parabenizou o trabalho feito pelos tradutores e os envolvidos diretamente. A mesma lembrou dos vinte anos que o departamento completou este ano dentro da Federação, com o objetivo de lutar pelos direitos das mulheres indígenas nas políticas públicas diferenciadas na área de educação, saúde e sustentabilidade, porém ainda faltam muitas outras coisas principalmente na área de justiça. Ela comentou sobre os vários casos de violência contra a mulher, no qual não se sabe como está a situação desses autores desses casos.
Dra. Renata Vieira, Edson Cordeiro, Alfredo Brazão , Manuele Pimentel, Excelentíssimo Sr. Dr. Luiz Lanfredi e Dra. Luanna Marley . Foto: Admilson de Andrade – Comunicação/FOIRN
Os tradutores indígenas tiveram a oportunidade de contar como foi a experiência e o desafio que cada um deles teve durante os trabalhos. Um dos maiores desafios e dificuldades no geral foi a tradução literal na língua indígena dos termos jurídicos.
Edson Cordeiro povo Baré – tradutor na língua Yengatú, Manuele Pimentel do povo Tuyuca – Tradutora na língua Tukano e Raimundo Miguel Benjamin do povo Baniwa (representado pelo Alfredo Brazão) – Tradutor na língua Baniwa.
Os responsáveis pela iniciativa e acompanhamento foram: Nildo Fontes, Diretor Vice-Presidente e da FOIRN, Excelentíssima Sra. Andrea Jane Silva de Medeiros, juíza Coordenadora das Audiências de Custódia do Tribunal de Justiça do Amazonas, Excelentíssimo Sr. Dr. Luiz Lanfredi, juiz auxiliar da Presidência do Conselho Nacional do Tribunal de Justiça, coordenador do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema Socioeducativo (DMF/CNJ), Dra. Luanna Marley, Coordenadora Estadual do Programa Fazendo Justiça, Dra. Renata Vieira, assessora jurídica do Programa Rio Negro do Instituto Socioambiental.
A federação vem avançando e fortalecendo cada vez mais com a parceria . Camila Oliveira Cavallari, Luciane Lima , Marivelton Rodrigues Baré e Kristian Bengtso. Foto: Reprodução
Na manhã do dia 02 de maio de 2022, o Diretor presidente da FOIRN Marivelton Rodrigues Baré e a coordenadora do departamento de Negócios Socioambientais, Luciane Lima participaram de uma reunião com os oficiais de projetos Kristian Bengtson e Camila Oliveira Cavallari da Embaixada Real da Noruega, sobre o projeto Fundo Indígena do Rio Negro e Projeto das Coordenadorias Regionais e Departamentos de mulheres e jovens. Durante a reunião foi tratado sobre a segurança nos territórios e as iniciativas em andamento.
A parceria continua para as ações do movimento indígenas na região e também fortalecimento do Fundo no segundo ciclo do projeto. E Assim a federação vem avançando e fortalecendo cada vez mais com a parceria.
Repasse dos equipamentos para o a associação ACIRA/Rio Ayari ( Diretor Dario Casimiro do povo Baniwa, Marivelton Rodrigues Barroso do povo Baré e o Silvério Lopes Rodrigues presidente da Associação ACIRA ). Foto: Reprodução
Na manhã do dia 30 de abril de 2022, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) na pessoa do Diretor Presidente Marivelton Barroso do povo Baré e do diretor de referência da coordenadoria Regional Nadzoeri, Dario Casimiro do povo Baniwa, repassam mais um equipamento completo para a associação ACIRA/Rio Ayari para mobilização nas comunidades e acompanhar as atividades nas Casas de Pimenta, Casa da Castanha do Uará, Cerâmica e Artesanato, Meliponicultura, Psicultura, Casas de Saberes, Centros de Pesquisas Interculturais e Colaborativas/Escolas. Registramos também que, neste mês foi repassado para a organização OIKAI da região do Alto Rio Içana.
Esta ação tem o apoio do projeto “Consolidação da rede de Agentes Indígenas de Manejo Ambiental no âmbito da implementação dos Planos de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) das Terras Indígenas do Alto e Médio Rio Negro”, através da Fundação Moore e Fundo Amazônia.
Em parceria da FOIRN, ISA e IPÊ, com objetivo do Fortalecimento Institucional das Associações Indígenas do Rio Negro.
Nos próximos meses será feita novas entregas de triciclos que incluem esta região da Nadzoeri e região da COIDI, para ajuda nas estradas dos trajetos que tem grande dificuldades de transporte da produção, mercadorias, motores e botes das associações e comunidades.