Mês: maio 2017

  • Diretor da FOIRN fez parte do grupo de Lideranças Indígenas que denunciaram Brasil na audiência pública da 162ª sessão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, em Buenos Aires na Argentina

    Diretor da FOIRN fez parte do grupo de Lideranças Indígenas que denunciaram Brasil na audiência pública da 162ª sessão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, em Buenos Aires na Argentina

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    Lideranças Indígenas 162ª sessão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, onde denunciaram Brasil pela violação dos direitos dos povos indígenas. Foto:  reprodução/plataformadh.org.br

    No dia 24/5, os/as representantes indígenas Marivelton Barroso, do povo Baré (Amazonas), Luiz Eloy, do povo Terena (Mato Grosso do Sul), Dinaman Tuxá, do povo Tuxá (Bahia), Francisca Costa, do povo Arara (Acre) e Douglas Adilson, do povo Krenak (Minas Gerais), representando 30 organizações indígenas, indigenistas e de defesa dos direitos humanos no Brasil, participaram de audiência pública da 162ª sessão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, em Buenos Aires, Argentina.

    Eles (as) denunciaram os principais retrocessos institucionais em termos de garantia de direitos fundamentais dos povos indígenas, assim como o crescente desrespeito à autonomia dos povos quilombolas e tradicionais, suas formas de vida e manifestações culturais e espirituais, expressas na incapacidade de reconhecimento e diálogo de um governo notadamente ruralista com essas populações.

    Os pedidos de atenção encaminhados à Comissão e apresentados ao Presidente da CIDH e aos demais assessores foram, centralmente, a manutenção dos marcos internacionais de direitos humanos, para evitar retrocesso da legislação nacional para demarcação e terras indígenas e quilombolas; a preservação institucional dos órgãos responsáveis pela manutenção e garantia dos direitos dos povos originários, como a Funai, Sedai etc; a necessidade de investigar e julgar casos de violência e agressão às lideranças indígenas e aos defensores de direitos humanos; e o reconhecimento e aplicação do direito de consulta livre e prévia que afeta as populações indígenas e outros povos tradicionais.

    A Plataforma DHesca, ao lado da APIB e da RCA, foi signatária do documento.

    É preocupante o aparente clima de “normalidade” defendido pelo representante do Estado brasileiro na audiência, Alexandre Guislene. Segundo participantes da audiência, Giuslene apontou que os direitos de todos os brasileiros e brasileiras devem ser defendidos e protegidos, pois existem diversos conflitos de interesses na demarcação de terras indígenas. No entanto, é preciso destacar que essas disputas pela garantia de direitos é e têm sido cruéis e assimétricas em relação aos povos indígenas. Assim, o Estado, ao invés de atuar como mediador de conflito, tornou-se o principal fiel da balança na agressão sistemática, facilitando e criando condições de instabilidade e de violência nos territórios indígenas.

    É importante criticar também o posicionamento do Ministério das relações Exteriores brasileiro, que aponta os limites econômicos como o único problema enfrentado pelo país atualmente. Os cortes nas despesas do orçamento público afetam indiretamente a Funai e instituições responsáveis por garantir direitos humanos básicos das populações indígenas – incluindo suas próprias vidas.

    “Saudamos os representantes dos povos indígenas que puderam apresentar à CIDH, em esfera internacional, as exigências e recomendações do grave ataque sofrido, por muito tempo e recentemente agravado, aos povos originários no Brasil”, afirma Erika Yamada, relatora da Plataforma Dhesca sobre Povos Indígenas.

    Assista o vídeo da audiência pública da 162ª sessão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

    Publicado no site Plataforma de Direitos Humanos/Brasil 

  • Avança a construção do Plano de Manejo de Pesca nos rios Jurubaxí e Uneuixí, no Médio Rio Negro

    Avança a construção do Plano de Manejo de Pesca nos rios Jurubaxí e Uneuixí, no Médio Rio Negro

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    Levantamento de dados para a construção do Plano de Manejo de Pesca na comunidade Acariquara no Rio Jurubaxi. Foto: Carlos Nery/ACIMRN

    Continua avançando o processo de construção do  Plano de Manejo de Pesca nos rios Jurubaxí e Uneuixí, no Médio Rio Negro, localizados no município de Santa Isabel do Rio Negro/AM.

    Mais um passo importante do processo foi dado neste mês de maio. Nos dias 15 a 22/05, a  Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (Acimirn) e Instituto Socioambiental (Isa) realizaram visita de levantamento de informações nos sítios e comunidades do Rio Jurubaxi e Uneuxí.

    Foram visitadas as  comunidades: Acariquara (26 famílias),  São Francisco (13 famílias)  Nazaré do Uneuixí (13 familias), Tabocal do Eunuixí (27 famílias),  Tawari (7 famílias) Matozinho + sítios Marca, Sitio Alto, Otram e Mangueira (13 famílias), Sitios Bacuri (2 família) e Santa Barbara (2 famílias) . Nessas comunidades vivem  etnias Baré, Baniwa, Tukano, Piratapuia, Dessana, Tariano, Nadeb, Arapasso e Yanomami.

    O levantamento socioeconômico e ambiental é parte importante do processo de construção do plano de manejo de pesca, etapa que envolve a participação direta de todos os moradores dessas comunidades e sítios.

    O resultado dessa construção será a implantação de um projeto de turismo de pesca esportiva de  base comunitária, uma alternativa de geração de renda para as comunidades envolvidas, que também vai fortalecer a gestão territorial e ambiental dessa região.

    Turismo de pesca  esportiva é uma atividade que já é praticada por algumas empresas há anos nessa região, porém de forma desordenada e ilegal, sem a participação das comunidades afetadas, sem os devidos estudos, monitoramento e fiscalização, em vários momentos causando conflitos sociais e impactos ambientais.

    A parceria entre  ACIMRN, FOIRN, ISA, IBAMA e FUNAI é fundamental no processo de construção do plano, para apoiar as comunidades em todas as fases do processo, e garantir que seus direitos e interesses sejam respeitados e acordos sejam cumpridos na realização do projeto.

    Próximos passos

    A construção do plano continua. No próximo mês (junho), serão realizados três oficinas que irão dar sequência das etapas do projeto. Os próximos passos terá como resultado  a aprovação de um contrato para uma temporada experimental no Rio Jurubaxi, elaboração de um edital de chamada de empresas interessadas em atuar na TI Uneuixi.

    Segue a agenda das oficinas abaixo:

    11 e 12 de junho – Acariquara.  Oficina de Plano de Manejo e Aprovação de contrato para temporada experimental de pesca esportiva no rio Jurubaxi.

    14 e 15 de junho – Roçado.Oficina de Plano de Manejo e discussão de edital para chamada de parceiros para projeto de turismo de pesca esportiva na TI Uneuixi

    17 e 18  de JunhoTabocal do Uneuixí. Oficina de Plano de Manejo e discussão de edital para chamada de parceiros para projeto de turismo de pesca esportiva no rio Uneuixi.

    O levantamento realizado contou a participação da equipe composta por:  Thaissa Sobreiro – ISA; Carlos Nery – Presidente da ACIMRN; Mario Tomás – Secretário da ACIMRN; Adilson Baniwa – Pesquisador do PMAC/ Acariquara; Darlene Bentes de Menezes – Pesquisadora do PMAC/ Tabocal do Eunuixí.

    – Notícia elaborada com a colaboração da Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (Acimrn), filiada à Foirn, sediada em Santa Isabel do Rio Negro. 

    Leia também:

    – Comunidades Indígenas iniciam a construção de uma proposta de Turismo de Pesca Esportiva no Rio Jurubaxi, no município de Santa Isabel do Rio Negro.

  • Associativismo indígena em destaque no Rio Negro: COITUA realiza I Encontro de Consolidação da Gestão do Associativismo Indígena – Pensando Alternativas com os Povos Indígenas da Calha do Uaupés, Rio Tiquié e Afluentes

    Associativismo indígena em destaque no Rio Negro: COITUA realiza I Encontro de Consolidação da Gestão do Associativismo Indígena – Pensando Alternativas com os Povos Indígenas da Calha do Uaupés, Rio Tiquié e Afluentes

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    Foirn realiza o I Encontro de Consolidação da Gestão do Associativismo Indígena – Pensando Alternativas com os Povos Indígenas da Calha do Uaupés, Rio Tiquié e Afluentes, entre os dias 19 e 21 de maio, em Taracuá, no noroeste amazônico. 

    Fortalecer as associações de base para aumentar a autonomia dos povos indígenas através da autogestão dos seus territórios foi o tema central do encontro de lideranças e representantes das associações da região da Coordenadoria das Organizações Indígenas do Tiquié, Uaupés e Afluentes (Coitua). Com a presença de nomes de referência para o movimento indígena do Rio Negro, como Benedito Machado, Álvaro Tukano, Sebastião Duarte, Luís Lana e Severiano Sampaio, o encontro teve como objetivo motivar os líderes e jovens das associações de base a expor suas dificuldades e pensar novas propostas de autogestão. O encontro teve o apoio da Funai e do Instituto Socioambiental (ISA).

    Para o vice-presidente da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), Nildo Fontes, o mais importante no momento é que as associações de base se organizem internamente, façam seus planos de ação e de metas e, assim, sejam capazes de ter maior governança em suas regiões. “A Federação foi criada porque já existiam associações de base, que são as referências políticas locais. No entanto, atualmente, várias associações estão com pouca atividade. Isso precisa mudar. A reorganização das associações é fundamental para esse processo de autogestão”, ressaltou Nildo, acrescentando a importância de se envolver os educadores indígenas nestes debates, preparando-os para as novas demandas que surgem nas comunidades.

    As conquistas do associativismo indígena nas últimas décadas também foram enaltecidas, como a educação escolar indígena do Rio Negro e o DSEI (Distrito Sanitário Especial Indígena). Na visão de Domingos Barreto, coordenador regional da Funai em São Gabriel da Cachoeira, esse encontro foi um momento crucial para as associações fazerem uma autocrítica e ajustar os rumos de suas gestões. “Sustentabilidade, autogoverno e interesses coletivos, todos esses pontos são fundamentais para a governança do território indígena. E precisamos ver o envolvimento dos jovens nesses assuntos porque serão eles que vão tocar os projetos daqui para a frente”.

    Grupos de trabalho e propostas

    Com a presença de lideranças das associações de base da região da Coitua, o encontro motivou também a reflexão sobre os planos de gestão territorial e ambiental (PGTA) que estão em fase de produção nas Terras Indígenas do Alto e Médio Rio Negro. Divididos por oito grupos de trabalho (GTs), as associações expuseram algumas de suas dificuldades, propostas e desafios. “É uma região muito extensa, de difícil acesso e que precisa trabalhar de modo integrado. Temos que estar juntos e buscar apoio para fazer os projetos saírem do papel”, destacou Domingos Barreto.

    Atividades econômicas tradicionais da região, como a produção de cerâmica feita pelas mulheres de Taracuá através da Associação das Mulheres Indígenas da região de Taracuá (Amirt), assim como novas possibilidades de negócios sustentáveis, como a extração da copaíba, uso do cipó titica e plantação de ananás, estiveram entre os temas abordados nos GTs. Dificuldade de escoamento da produção e concretização de planos de negócios para alavancar os empreendimentos foram vistos como os primeiros desafios a serem enfrentados. “Precisamos melhorar também o nosso diálogo entre os associados e a comunidade. Isso é vital para que os planos de negócios tenham sucesso”, apontou Armindo Pena, da Organização Indígena da Bela Vista (OIBV).

    Aspectos relacionados à cultura tradicional também foram considerados fundamentais ao bem viver na região. Conciliar a necessidade de gerar emprego e renda com o modo de vida da comunidade, é primordial para o sucesso dos novos planos de gestão. “Queremos manter o conhecimento das ervas medicinais, dos ritos de benzimento, assim como a conservação dos nossos lugares sagrados. Precisamos disso para viver. E necessitamos também das nossas atividades econômicas, como a reativação da criação de peixes e aves na comunidade”, ponderou o representante da Organização Indígena do Desenvolvimento Sustentável (OIDSL), Laurentino Viana.

    A juventude e a formação de novas lideranças indígenas estiveram entre as principais preocupações das associações. Oséias Marinho, professor e presidente da Associação da Escola de Pari Cachoeira, questionou: “Afinal, o que querem os jovens? Precisamos nos perguntar isso para podermos preparar o aluno em dois ramos do conhecimento, de um lado o das práticas indígenas e do outro o dos saberes científicos e sociais necessários à geração de renda com sustentabilidade nas comunidades”, afirmou. Segundo Marinho, a situação das escolas atualmente é muito precária, inclusive chegando a faltar alimentos para os alunos. “Se um aluno desmaia de fome em sala de aula, fica muito difícil termos avanços na educação”, lamentou.

    O encontro de Taracuá contou com a presença de 197 pessoas, de acordo com a lista de presença organizada pela Foirn. Compareceram ao evento representantes e diretores de dez associações de base da região da Coitua. Apenas as organizações de base Aciru e 3 Tic não estiveram presentes, conforme informações do vice-presidente da Foirn, Nildo Fontes. Também foi maciça a participação dos estudantes de Taracuá, além de professores da rede pública, agentes de saúde, representantes dos departamentos de mulheres e de juventude da Foirn e animadores comunitários.

    Oficina do PGTA

    Todas essas questões do associativismo de base discutidas em Taracuá são relevantes para o processo de desenvolvimento dos planos de gestão (PGTAs) das comunidades indígenas rionegrinas. A Foirn está estimulando o envolvimento das associações de base no processo, visando ampliar o diálogo e a reflexão sobre os melhores rumos para a autogovernança indígena em seus territórios.

    É um momento crucial para essas comunidades refletirem sobre os desafios do presente e o futuro que irão construir daqui para a frente. Nesse sentido, entre os dias 29 de maio e 9 de junho próximos, ocorrerá a primeira Oficina do grupo de trabalho do PGTA, que contará com a participação dos coordenadores e lideranças indígenas envolvidas no processo. Os grupos de trabalho se reunirão na Maloca da Foirn, em São Gabriel da Cachoeira, e contarão com a ampla participação da equipe do Programa Rio Negro do ISA.

    Publicado no blog do Rio Negro do Instituto Socioambiental.

  • Em reunião no Médio Rio Negro, lideranças expõem suas preocupações sobre atual cenário político, ataques aos direitos indígenas e pedem a regularização e demarcação imediata de suas terras

    Em reunião no Médio Rio Negro, lideranças expõem suas preocupações sobre atual cenário político, ataques aos direitos indígenas e pedem a regularização e demarcação imediata de suas terras

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    São mais de 600 pessoas das etnias Baré, Tukano, Yanomami e Baniwa que vivem na região do Rio Preto e Padauri, localizado na margem esquerda do Rio Negro, no município de Santa Isabel do Rio Negro.

    As primeiras reindivicações para a demarcação da Terra Indígena Aracá/Padauri/Preto foram iniciadas desde 1996. A primeira etapa dos estudos foram iniciados apenas em 2007. E em 2010 foram retomados. Atualmente, o processo se encontra na finalização dos procedimentos de identificação.

    Desde 2007, as comunidades indígenas da região vem lutando pela demarcação de suas terras e como também, combater extrativismo de piaçava  análoga à escravidão. Essa luta vem sendo feita e fortalecida através da Associação das Comunidades Indígenas do Rio Preto – ACIRP, membro da Coordenadoria das Associações Indígenas do Médio e Baixo Rio Negro e filiada à Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro.

    Além da luta pelo reconhecimento das terras e a associação também busca garantir  melhorias no trabalho do extrativismo de piaçava, atividade praticada pelos moradores da região há mais de dois séculos.

    A ACIRP junto com a Foirn nos últimos anos vem reivindicando ao governo que transforme isso  em uma política de estado e que tenha investimento em ações que promovam a melhor forma de garantias para o trabalho. Um dos primeiros resultados dessa reivindicação foi a  constituição de do Comitê Técnica da Piaçava que integra um conjunto de instituições para discutir e planejar as ações voltadas à esta pauta.  As próximas agendas que acontecerão envolvendo diretamente os representantes da associação para discutir as ações a serem realizadas como a  capacitação em gestão administrativa e a discussão de fábricas de piaçava a ser instalada na região, sobretudo na comunidade de Campinas do Rio Preto.

    Leia também:

    – Reunião Técnica do Comitê da Piaçava realizado em Manaus, tratou da situação de piaçabeiros que ainda trabalham em situações análogas às de escravo nos municípios do Rio Negro

    Cenário atual da política e ataque aos direitos indígenas preocupam as lideranças indígenas. 

     Nos dias 16 a 17 de maio a ACIRP realizou uma reunião na comunidade Campinas do Rio Preto, onde a FOIRN, através do Diretor Presidente, Marivelton Rodriguês esteve presente para atualizar informações e repassar agenda de trabalho da FOIRN/CAIMBRN na região do Médio e Baixo Rio Negro. O evento reuniu mais de 40 participantes, representantes das comunidades Águas Vivas, Malalaha, Campinas, Floresta, Acuquaia, Mangueira.

    Os temas tratados na reunião foram: demarcação das Terras Indígenas do Rio Preto e Padauri, Saúde Indígena, Sustentabilidade – extrativismo de piaçaba.

    Diretor da Foirn, relatou a situação atual da crise política no país, e como os direitos indígenas vem sendo atacados e violados constantemente. Mencionou as Pls, PECs propostos por parlamentares com o objetivo de suprimir os direitos indígenas da Constituição Federal.  Falou também das dificuldades e problemas da saúde indígena no Rio Negro, mencionando ações que o movimento indígena vem fazendo para melhorar a situação e minimizar os problemas.

    Lideranças indígenas presentes destacaram suas preocupações em relação aos problemas enfrentados pelos povos indígenas no Brasil, considerando que de qualquer forma, também são prejudicados por qualquer mudança que ocorrer em relação dos direitos.

    Recomendaram que a ACIRP, junto com a CAIMBRN e a FOIRN continuem lutando pelos direitos indígenas, buscando melhorias para a população indígena, e especialmente uma dedicação prioritária para a conclusão do processo de demarcação da Terra Indígena Aracá/Padauri/Preto.

    Além do presidente da Foirn, a viagem ao Rio Preto contou com a participação e colaboração da equipe formada por: Maximiliano Menezes – Coordenador COIAB/ Apoiador de gestão DSEIi-ARN, Marcelino Pedrosa Massa/Assessor Indígena e Evelyn Nery/colaboradora.
    Foirn apresenta seus objetivos institucionais e plano de trabalho para a câmara e prefeitura municipal de Santa Isabel do Rio Negro.

     Antes da reunião em Campinas do Rio Preto, o presidente da FOIRN convocou uma reunião no dia 15/05, na sede da Câmara Municipal de Santa Isabel do Rio Negro com a participação dos vereadores do município. A reunião teve como objetivo iniciar um diálogo institucional foi feita uma  apresentação dos temas prioritários de trabalhos Foirn na sua área de abrangência. Temas como Atenção a Saúde nas comunidades, Construção de sete escolas através do MEC no município, Demarcação das Terras Indígenas e  combate à Garimpos ilegais nas terras indígenas.

  • FOIRN encerra o Abril Cultural  Indígena  com jogos e  comemoração de 30 anos

    FOIRN encerra o Abril Cultural Indígena com jogos e comemoração de 30 anos

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    Jogos Indígenas foram realizados na Orla da Praia de São Gabriel. Foto: Jaime Brazão

    Iniciado desde o dia 07 de abril, o Abril Cultural Indígena 2017 realizado pela Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro com apoio e parceria de Rainforest, Horizont3000, Instituto Socioambiental, Aliança pelo Clima, Embaixada Real da Noruega e dos parceiros locais como a Prefeitura Municipal e suas secretarias, Exército Brasileiro, Câmara Municipal, Rádio Municipal, Marinha do Brasil, Cacuri Cultural e entre outros apoiadores que participaram diretamente na organização do evento, foi encerrado no dia 29 de abril, sábado com a realização de jogos indígenas e a comemoração de 30 anos de fundação da FOIRN.

    Os jogos

    Mais de 50 inscritos participaram dos jogos realizados na Orla da Praia em São Gabriel da Cachoeira, local onde aconteceu as modalidades:  Tiro de Arco e Flecha Tradicional (Masculino e Feminino),  Tiro de Zarabatana (Masculino e Feminino),  Cabo de força ( Masculino e Feminino) e  Canoagem – (Masculina e Feminino).

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    Foto: Jaime Brazão

    Os ganhadores dos jogos indígenas 2017:

    • Arco e Flecha Masculino : Ozimar Araújo/Pey Trovão
    • Arco e Flecha Feminino: Lenira Andrade/UEA
    • Zarabatana Masculino: Edier Cordeiro
    • Zarabatana Feminino: Marilene Pedrosa/DEC
    • Cabo de Guerra Masculino: Colégio Sagrada Família
    • Cabo de Guerra  Feminino: Murakisara
    • Mergulho Masculino: Agnaldo da Silva
    • Mergulho Feminino: Carla/DEC
    • Canoagem Masculino: Sandro e Ananias/IFAM
    • Canoagem Feminino: Carla e Railene/DEC

    Noite de premiação e comemoração de 30 anos da FOIRN

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    No encerramento do Abril Cultural teve danças tradicionais. Foto: Jaime Brazão

    A programação do encerramento teve um caráter mais festivo e de celebração, já que as as reflexões sobre a trajetória de 30 anos da FOIRN e do movimento indígena do Rio Negro foram feitas durante o III Encontro de Lideranças Indígenas do Rio Negro, realizadas na semana anterior.

    Leia também:

    Mas, nem foi por isso que, as lideranças indígenas presentes na noite cultural e de encerramento do Abril Cultural Indígena, alguns deles que já passaram na diretoria da FOIRN, deixaram de lembrar o motivo principal da fundação da FOIRN ocorrido há 30 anos: demarcação das terras indígena como garantia de futuro dos povos indígenas que vivem no Rio Negro e luta pelos direitos conquistados na Constituição Federal de 1988, que hoje, estão constantemente ameaçados pelos interesses de ruralistas que dominam o os espaços políticos no Brasil hoje.

    As lideranças presentes em suas falas, reviveram e  compartilharam também os momentos de dificuldades, conquistas vividas por eles ao longo desses anos.

    Teve danças tradicionais, manifestação de celebração das conquistas do movimento indígena no Rio Negro ao longo das três décadas de existência. O evento encerrou com o “bolo simbólico” de 30 anos.

    O Abril Cultural Indígena 2017 realizou atividades culturais nas escolas da rede estadual de ensino na sede do município, que envolveu a participação de conhecedores indígenas e professores dessas escolas. Reuniu lideranças indígenas de todas as regiões do Rio Negro durante o Seminário Povos Indígenas do Rio Negro que reuniu mais de 200 participantes. Envolveu também mulheres indígenas vindo das bases para a exposição e venda de artesanatos e produtos da roça durante o seminário, e finalmente, a realização dos jogos indígenas que envolveu participantes de todas as idades, especialmente a juventude das escolas.

    Todas as atividades propostas só foram possíveis de serem realizadas com a participação e colaboração de parceiros e apoiadores ao longo do período de realização. Continuaremos lutando e buscando ampliar a rede de parceiros e colaboradores para que o Abril Cultural do próximo ano se torne ainda melhor.

    A luta continua!

  • Nota da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – FOIRN sobre o massacre do Povo Gamela no Maranhão ocorrida no dia 30/04

    Nota da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – FOIRN sobre o massacre do Povo Gamela no Maranhão ocorrida no dia 30/04

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    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), representante dos 23 povos indígenas que vivem na região do Rio Negro, noroeste do Estado do Amazonas  vem se manifestar e  repudiar os ataques contra o povo Gamela, no município de Viana, no estado de Maranhão, ocorrido no dia 30 de abril de 2017, na qual  dois indígenas tiveram suas  mãos decepadas, cinco baleados e 13 lideranças feridos a golpes de facão e pauladas.

    E juntos com outros povos indígenas do Brasil e suas organizações representativas mais  uma vez denunciar o genocídio que está em trâmite no Estado brasileiro contra os povos indígenas.

    Reforçamos a carta da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (ABIP) da qual também somos membros:

    “Não admitimos mais a morte de nosso povo e iremos até as instâncias internacionais cobrar a responsabilização daqueles que de forma descarada violam e incitam violências contra nossas comunidades confiando na impunidade de seus atos.

    O direito ao território é um direito sagrado e não recuaremos um palmo de terra retomada.

    Somos povos originários desta Terra e exigimos respeito! Com tantas omissões e violações sistemáticas o Estado brasileiro declara guerra aos povos originários que lutam por justiça e o direito de viver dignamente como seres humanos.

    Conclamamos todos e todas defensores e defensoras dos direitos humanos a cobrar do Estado brasileiro providências, pois basta de genocídio de nosso povo!”

    Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro.
    Parem o genocídio dos Povos Indígenas!
    Por nenhum direito a menos!