Mês: outubro 2021

  • Caiarnx realiza oficina sobre o primeiro edital do FIRN no Alto Rio Negro

    Caiarnx realiza oficina sobre o primeiro edital do FIRN no Alto Rio Negro

    Mulheres Indígenas da Associação das Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro – Amiarn participaram da oficina. Foto: José Baltazar/Caiarnx

    A Coordenadoria das Associações Indígenas do Alto Rio Negro e Xié (Caiarnx) mobilizou associações de base nos dias 22 e 23 de outubro na comunidade Juruti. A oficina teve como objetivo esclarecer dúvidas e orientar as lideranças na elaboração e apresentação de propostas para o 1º Edital do Fundo Indígena do Rio Negro (FIRN).

    A equipe técnica do fundo, Miriam Pereira e Eliana Saldanha acompanhados pelos coordenadores da Caiarnx, Ronaldo Ambrósio e José Baltazar realizaram as atividades de orientação.

    Elizângela da Silva Baré – Presidente da Associação das Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro (Amiarn) participou da oficina e destacou a importância da oficina para as associações de base da região. “A oficina foi muito importante por que é um avanço na implementação dos Planos de Gestão Territorial e Ambiental das Terras Indígenas (PGTAs) que construímos nos últimos anos. Através deste fundo vamos fortalecer o empreendedorismo indígena e gestão do nosso território”, disse.

    O Fundo Indígena do Rio Negro é uma iniciativa da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn) e tem como objetivo fortalecer as associações indígenas filiadas à FOIRN e os saberes e as práticas dos povos rionegrinos, através de garantia de recursos para que as comunidades, por meio das associações, possam implementar ações locais previstas nos planos de gestão territorial e ambiental (PGTAs) dos territórios indígenas do alto e médio Rio Negro.

    O primeiro edital foi lançado no dia 10 de setembro na Casa dos Saberes da Foirn, o fundo tem os eixos temáticos prioritários da primeira chamada pública do FIRN são: cultura, economia sustentável indígena e segurança alimentar. A distribuição será dividida em duas categorias de acesso aos recursos: mirim, de até 50 mil reais; e intermediário, de até 100 mil reais. Ao todo serão aprovados 10 projetos na categoria mirim e 5 na categoria intermediário.

    O primeiro edital fica aberto para receber propostas até 30 de novembro.

    Conheça o Firn, acesse: https://firn.foirn.org.br/

  • Rede de Cooperação Amazônica realiza assembleia para avaliar e planejar ações

    Rede de Cooperação Amazônica realiza assembleia para avaliar e planejar ações

    Essa semana, entre os dias 25 a 26 de outubro, membros da Rede de Cooperação Amazônica – RCA participam da assembleia de Avaliação e Planejamento da rede, em Brasília.

    Participantes da Assembleia da Rede de Cooperação Amazônica realizada em Brasília nos dias 25 a 25/10. Foto – Patrícia Zuppi/RCA

    São as principais pautas da assembleia: Consulta Prévia e Protocolos de Consulta, Mudanças Climáticas e Povos Indígenas, Gestão Territorial e Cadeias Produtivas, defesa dos direitos indígenas, formação em direito para mulheres indígenas no âmbito da RCA.

    São membros da RCA as organizações: Hutukara Yanomami, ATIX – Associação Terra Indígena Xingu, OPIAC – Organização dos Professores Indígenas do estado do Acre, FOIRN – Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro, CIR – Conselho Indígena de Roraima e APINA – Waijapi.

    A RCA originou-se em 1996 de uma Rede de Aliança Latino Americana congregando organizações apoiadas pela Rainforest Foundation da Noruega – RFN. Esta agência de cooperação internacional incentivou a articulação das organizações que apoiava em diferentes países da América Latina, com vistas a trocarem experiência entre si e difundirem seu trabalho. Em 1997, criou-se uma seção brasileira dessa rede que em 2000 tornou-se independente, originando uma articulação nacional em torno da questão indígena dos parceiros brasileiros da RFN. Essa articulação formalizou-se como RCA – Rede de Cooperação Alternativa, que em 2013 teve seu nome reformulado para Rede de Cooperação Amazônica (mantendo sua sigla: RCA).

    A RCA visa promover a articulação e o protagonismo político dessas organizações em torno de temas estratégicos voltados para a sustentabilidade e governanças locais nas terras indígenas; reconhecimento público do papel fundamental que os povos indígenas desempenham na conservação das florestas; fortalecimento das organizações indígenas e indigenistas na defesa dos interesses e direitos indígenas na Amazônia e aprimoramento das políticas públicas indigenistas e ambientalistas.

    Pela Foirn, participam da assembleia, Marivelton Rodriguês Barroso – Presidente da FOIRN e Maria do Rosário Martins (Dadá Baniwa) – Coordenadora do Departamento de Mulheres Indígenas.

    Para conhecer a RCA, acesse: http://www.rca.org.br/

  • Associação Indígena de Barcelos elege nova diretoria

    Associação Indígena de Barcelos elege nova diretoria

    A Associação Indígena de Barcelos (Asiba) realizou a assembleia extraordinária no último dia 20 de outubro na comunidade Cauburis, localizado na região do baixo rio negro, município de Barcelos.

    Assembleia da Associação Indígena de Barcelos – Asiba elegeu nova diretoria.

    Participaram da assembleia, Marivelton Rodrigues Baré – Presidente da FOIRN, Carlos Nery Piratapuia – Coordenador da Caimbrn – Coordenadoria das Associações Indígenas do Médio e Baixo Rio Negro e cerca 60 delegados representantes das comunidades e bairros da cidade (de Barcelos) que fazem parte da associação.

    As principais pautas foram: a apresentação dos trabalhos da gestão 2020/2021 e eleição para a nova diretoria.

    Após a apresentação do relatório de atividades, foram formadas as chapas para a eleição da diretoria para a gestão 2022-2025 por Rosilene Menez Baré – Chapa 01 e Luziane Celso de Melo – Chapa 02. Após resultado da eleição ficou com o seguinte resultado. Chapa 01 Rosilene Menez – 41 votos e Chapa 01 Luziane Melo – 22 votos.

    A diretoria eleita (Chapa 01) é composta por:

    Presidente: Rosilene Menez da Silva – Povo Baré
    Vice-presidente: Manoel Sena dos Santos Filho – Povo Baniwa
    Secretária: Edinilza Amâncio Pinheiro Araújo – Povo Baré
    Secretário Suplente: Marilene Gervásio dos Reis – Povo Baré
    Tesoureira: Neide Dantas dos Santos – Povo Baré
    Tesoureiro Suplente: Reginaldo Brandão Crescêncio – Povo Tukano

  • FOIRN realiza oficina para fortalecer a juventude e mulheres indígenas no Médio e Baixo Rio Negro

    FOIRN realiza oficina para fortalecer a juventude e mulheres indígenas no Médio e Baixo Rio Negro

    Participantes da II Oficina de Formação de Jovens e Mulheres Indígenas do Médio e Baixo Rio Negro realizado na comunidade Canafé, município de Barcelos (AM). Foto: Juliana Albuquerque/FOIRN

    A II Oficina de Jovens e Mulheres Indígenas aconteceu na comunidade Canafé no município Barcelos (Am), nos dias 14 a 16 de outubro. Participaram da oficina, sete associações de base da Foirn da região do Médio e Baixo Rio Negro.

    Realizado pela Foirn através do Departamento de Juventude (Dajirn) a II oficina teve como principal objetivo a criação de Núcleos de Jovens e Mulheres Indígenas da região do Médio e Baixo Rio Negro.

    Organizados em núcleos, a juventude e as mulheres indígenas vão atuar efetivamente nas mobilizações e articulações no âmbito da Coordenadoria das Associações Indígenas do Médio e Baixo Rio Negro (Caimbrn), que coordena e mobiliza as associações de base da Foirn na região.

    Participaram da oficina as associações de base: Acir – Associação das Comunidades Indígenas e Ribeirinha, Acimrn – Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro, Acirpp – Associação das Comunidades Indígenas do Rio Preto e Padauiri, Associação das mulheres, Amiarn – Associação das Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro, Aiacaj – Associação Indígena da Área de Canafé e Jurubaxi, e, Aibad – Associação Indígena do Baixo Rio Aracá e Demeni, e – Associação Yanomami Kurikama.

    Coordenadora do Departamento de Jovens Indígenas do Rio Negro (Foirn), Sheine Diana apresentou a estrutura organizacional do departamento, atividades já realizadas e planejamentos do departamento para esclarecer aos participantes dúvidas referente aos trabalhos de atuação e incentivar a participação dos mesmos nos eventos realizados pelo departamento.

    Na oficina foram realizados trabalhos em grupo por associação discutindo sobre o que é articulação e a importância da criação do núcleo por associações de base onde foi detalhado passo a passo para facilitar o entendimento dos jovens e mulheres.

    Jovens indígenas indicados para fazer parte da Rede de Juventude Indígena do Rio Negro coordenado pelo Departamento de Adolescentes e Jovens Indígenas do Rio Negro (Dajirn). Foto: Juliana Albuquerque/Foir,

    A coordenadora destacou a importância do repasse de informações sobre os trabalhos do departamento a juventude da região. “Está sendo muito importante para mim, tanto pelo repasse de informações sobre o trabalho do Dajirn, como a realização das atividades previstas na região”. “Onde os jovens e mulheres estão participando e contribuindo nas discussões do movimento indígena”, completa.

    Presidente da Associação das Mulheres indígenas do Alto Rio Negro (Amiarn) e Coordenadora do Departamento das Mulheres Indígenas do Rio Negro da Foirn na gestão 2017-2020, Elizângela da Silva Baré foi a palestrante da oficina.

    Elizangela apresentou o histórico da luta das mulheres no movimento indígena. Ressaltou a importância da criação da rede e núcleo de mulheres e jovens indígenas para fortalecer a implementação dos Planos de Gestão Territorial e Ambiental das Terras Indígenas (PGTAs) da região, processo da qual ela participou diretamente durante a sua gestão no Dmirn.

    “Hoje fico feliz de ver que a atual coordenação do departamento esta dando continuidade dessas ações do movimento indígena. O movimento indígena é isso, continuidade dos trabalhos, das ações, das coisas que a gente vê que são necessários para as nossas regiões, para nossas coordenadorias, comunidades e nossas terras indígenas. Por isso precisamos fortalecer e trazer as mulheres e jovens para participar e dar mais voz aos jovens e mulheres dentro do movimento indígena”, disse Elisangela.

    Mulheres Indígenas de diferentes comunidades participaram da oficina representando suas associações. Na imagem, mulheres indicadas para fazer parte da Rede de Mulheres Indígenas no âmbito da Foirn. Foto: Juliana Albuquerque/Foirn

    Carlos Teixeira Nery, coordenador da Caimbrn, participou da oficina onde falou a importância da regularização das organizações da região para fortalecer a participação e o desenvolvimento de projetos e iniciativas na região.

    Presidente da Foirn, Marivelton Barroso Baré, presente na oficina, apresentou os trabalhos desenvolvidos e destacou a importância das associações de base e a formação de novas lideranças no movimento indígena, que de acordo com ele, é importante garantir oportunidade aos jovens e mulheres nos encontros, reuniões, seminários, assembleias que são espaços de formação para novas lideranças.

  • V Encontro de Produtores Indígenas reúne representantes de vários povos em Iauaretê para discussão sobre produção e comercialização

    V Encontro de Produtores Indígenas reúne representantes de vários povos em Iauaretê para discussão sobre produção e comercialização

    Cerca de 140 artesãos e artesãs indígenas de diversas etnias participaram do V Encontro de Produtores Indígenas do Rio Negro, realizado em Iauaretê entre os dias 13 e 15 de outubro.

    Paricipantes do V Encontro de Produtores Indígenas do Rio Negro realizado em Iauaretê. Foto: Ray Baniwa/Foirn

    A participação de indígenas das etnias que vivem na região do Alto e Médio rio Uaupés e rio Papuri, como Hupdah, Dessana, Wanano, Kubeo, Tukano, Tariana e Piratapuia, garantiu intensa troca de informações.

    Durante os três dias, os artesãos compartilharam conhecimentos e experiências sobre produção e comercialização de artesanatos.

    O encontro foi realizado pela FOIRN através do Departamento de Negócios Socioambientais e Casa Wariró, com apoio e parceria do Instituto Socioambiental (ISA) e ForEco.

    Além de debater desafios da produção e comercialização de produtos e artesanatos, os participantes também mapearam novas cadeias de produção.

    Os trabalhos durante a oficina foram coordenados pela articuladora e gerente da Casa Wariró, Luciane Lima, e pelo coordenador do Departamento de Negócios Socioambientais e Coordenador do Conafer Rio Negro, Edson Gomes Baré, com acompanhamento da diretora da Foirn de referência da região da Coidi, Janete Alves Dessana.

    Entre os temas debatidos estão funcionamento, acordo de co-gestão, relação com artesãos, precificação, marca coletiva Wariró e as modalidades de pagamento de artesanatos.

    Compras institucionais como os programas PAA (Programa de Aquisição de Alimentação) e PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) também foram apresentados como pautas do encontro.

    Na abertura, Edison Gomes lembrou a importância do encontro para discussão de temas como economia indígena e a comercialização dos produtos e artes na região.

    De acordo ele, esse é mais um passo importante na discussão e construção do bem viver indígena do Rio Negro, uma das bandeiras de luta do movimento indígena.

    “Nos últimos anos, tivemos nos dedicando especialmente a debater e avançar em temáticas como a educação e a saúde indígena, o nosso desafio agora é também avançar na pauta da economia indígena”, disse.

    A liderança Domingos Lana Tariana, 53, lembrou que a Casa Wariró é a marca que representa a diversidade cultural dos 23 povos indígenas do Rio Negro, por isso todos os artesãos e produtores indígenas devem conhecer seu funcionamento. “Precisamos conhecer a nossa marca e começar a reconhecer e chamá-la de nossa marca”, frisou.

    O contato com os não indígenas ao longo do tempo trouxe mudanças na vida dos povos indígenas do Rio Negro, como introdução de novos tipos de alimentos, especialmente os industrializados. Ao mesmo tempo, o conceito de economia e comercialização de produtos foi ganhando novas formas: antes apenas no formato de troca, e depois a venda de produtos.

    Professor e liderança, Adão Oliveira refletiu sobre essas mudanças na vida dos povos indígenas no Rio Negro, afirmou que afetam o modo de vida e a cultura, pois, muitas delas são partes de outras sociedades. “Muitas dessas novas formas de organização e comercialização são da cultura dos não indígenas, mas precisamos nos adequar e adaptar os conhecimentos para a nossa realidade local. E a FOIRN está nos dando essa oportunidade de aprofundar sobre esses assuntos que são importantes para discutirmos, como a valorização de nossos produtos e da nossa cultura. Para isso precisamos do conhecimento sobre como gerir e comercializar nossos produtos”, disse.

    Ainda sobre a importância de aprender novos conhecimentos para valorizar a cultura dos povos indígenas, a liderança e presidente da Associação das Comunidades Indígenas de Iauaretê (Acii), Joaquim de Jesus, do Povo Tukano, 64, afirma que o encontro de produtores indígenas realizado em Iauaretê trouxe novos conhecimentos e informações sobre a Casa Wariró. “Nos dias de hoje, para valorizar o nosso conhecimento é preciso saber e ter conhecimentos sobre a comercialização, a padronização e qualidade exigidas pelo mercado consumidor. Tendo esses conhecimentos básicos, vamos conseguir vender nossos produtos e artesanatos. E isso é importante para valorizarmos os nossos conhecimentos, principalmente o repasse dos saberes e conhecimentos de confecção para nossos filhos”, afirmou.

    Para Verônica Ramos Pena, 31, do povo Hupdah, moradora da Vila Fátima, em Iauaretê, que organizou e liderou a participação de oito mulheres Hupudah no encontro, disse que sai fortalecida e animada do encontro de produtores. “Estou feliz e animada com resultado do encontro. Consegui trazer mulheres da minha comunidade para participar e aprender novos conhecimentos durante o encontro. Tivemos a oportunidade de apresentar nossos artesanatos aqui para os participantes. Apesar das dificuldades que ainda temos em acompanhar as apresentações dos expositores, aprendemos bastante coisa nova”, diz. “Estamos cada vez mais fortalecendo a nossa produção de artesanatos para vender e ajudar a gente a comprar produtos básicos e necessários para nossa sobrevivência”, completou.

    Ramiro Álvares, 40, do Povo Kubeo, morador da comunidade Querari – Alto Uaupés, se disse satisfeito com o conhecimento adquirido no encontro. “Não conhecia a Wariró antes do encontro aqui em Iauaretê. Com as apresentações durante esses dias, consegui entender o que é a Casa Wariró, como funciona, e como vender os artesanatos. Eu faço vários tipos de artesanatos, agora vou começar a produzir para vender, pois aprendi que tenho que valorizar esse conhecimento tradicional que temos”, disse.

    Diretora de referência da FOIRN para a região da Coidi, Janete Alves Dessana compartilhou com todos os presentes o sentimento de mais um trabalho concluído com êxito. “Que o conhecimento aprendido no encontro não fique somente aqui, deve ser compartilhado com outros que não conseguiram participar do encontro”, disse.

    O Encontro de Produtores Indígenas do Rio Negro realizado em Iauaretê encerrou a série de cinco encontros previstos para o ano de 2021 em todo o Rio Negro. Dois encontros serão realizados em 2022 para encerrar os encontros regionais, que são preparativos para o encontro geral previsto para acontecer no primeiro semestre de 2022.

  • Diretor Presidente da FOIRN – Marivelton Barroso do Povo Baré em Agenda pelo Médio Rio Negro.

    Diretor Presidente da FOIRN – Marivelton Barroso do Povo Baré em Agenda pelo Médio Rio Negro.

    O diretor presidente da FOIRN, Marivelton Barroso, em cumprimento da agenda pelo rio negro, reuniu no ultimo dia 11/10 juntamente com o representante do ISA e assessor da Casa de Frutas, João Gabriel, presidência da Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro-ACIMRN e a equipe da gerência de bolsistas da casa de frutas para retomada dos planos de trabalhos da mesma.
    Também foi discutido sobre o desenvolvimento dos testes iniciais e agendas de trabalho com as comunidades que fazem parte diretamente do projeto e que serão as futuras fornecedoras dos produtos para a casa. Uma iniciativa que se desenvolverá no âmbito da cadeia de valores dos produtos da sociobiodiversidade.
    Um projeto de iniciativa no âmbito do sistema agrícola tradicional do rio negro – (SAT-RN). Ainda foi articuladas em conversas a assembleia eletiva da ACIMRN que devera acontecer no próximos dias 04 e 05 de novembro na comunidade Açaituba no município de Santa Isabel do rio Negro médio Rio Negro.

    Em continuidade da agenda pelo médio Rio Negro, Marivelton Barroso, juntamente com o coordenador do CONDISI e o coordenador local da FUNAI , CTL-Santa Isabel, Guilherme Veloso, visitam a comunidade Acariquara em cumprimento a agenda. Onde houve repasses de informações sobre os trabalhos da FOIRN, Conselho Distrital de Saúde Indígena – CONDISI que irá acontecer nos dias 27 e 28 de outubro na comunidade Açaituba e articulação sobre a assembleia eletiva da Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro – ACIMRN.


    O diretor-presidente se emocionou ao lembrar que na comunidade Acariquara iniciou a sua trajetória no movimento indígena para chegar ao cargo que ocupa atualmente, agradeceu o apoio recebido, os incentivos e afirmou que a comunidade poderá continuar contando com o seu apoio sempre que precisarem.
    O coordenador do CONDISI, Jovânio Normando, falou da importância da parceria entre FOIRN, DSEI e FUNAI na região, e a importância da participação de lideranças das comunidades no Conselho Indigenista de saúde para o fortalecimento das comunidades indígenas.
    O coordenador local da FUNAI explanou sobre os trabalhos desenvolvidos na região e citou sobre a importância das parcerias com as entidades de representatividade dos povos indígenas. Seguindo, a equipe ainda visitou o local onde pretendem instalar a estação kit de bombeamento de água com o sistema de energia solar, com o objetivo de melhorar a saúde dos moradores da comunidade.


  • ASSEMBLEIA DA AMIRT E ENCONTRO MICRORREGIONAL NA REGIÃO DA DIAWI’I

    ASSEMBLEIA DA AMIRT E ENCONTRO MICRORREGIONAL NA REGIÃO DA DIAWI’I

    A Coordenadoria das Organizações Indígenas do Tiquié, Uaupés e Afluentes – DIAWI’I, realizou a Assembleia Geral Ordinária da AMIRT no dia 20 de setembro de 2021 e o Encontro Microrregional das comunidades e associações de base do Baixo Rio Uaupés e Baixo Rio Tiquié no dia 21 a 23 de setembro do corrente ano na sede distrital de Taracuá.
    A Federação das Organizações indígenas do Rio Negro estava representada pelo diretor Nildo Fontes, referência da região juntamente com a Mª do Rosário (mais conhecida como Dadá Baniwa) – uma das Coordenadoras do departamento das Mulheres Indígenas do Rio Negro – DMIRN, Melvino Fontes – Coordenador do departamento de Educação, Rosilda Maria e José Ivanildo – Coordenação da Diawi’i.
    Estiveram presentes também neste evento os Dirigentes e Coordenadores das comunidades e Associações de base AMIRT, ADSIRT, ACIBU da microrregião Baixo Rio Uaupés e Baixo Rio Tiquié da Coordenadoria DIAWI’I, Gestores, coordenadores, Professores e alunos da AEITYM, Escola Sagrado Coração de Jesus do distrito de Taracuá e de suas salas anexas AECIPY.
    A Assembleia da Associação das Mulheres Indígenas do Rio Tiquié – AMIRT foi conduzida pela diretoria da mesma com devida participação da coordenação executiva da DIAWI’I e DMIRN;
    E o Encontro Microrregional das comunidades e associações do Baixo rio Uaupés e baixo rio Tiquié foi coordenado pelo diretor da FOIRN e pela coordenação executiva da DIAWI’I com a plena participação dos departamentos DMIRN e Educação.


    Neste evento foi feito o Alinhamento e diálogo sobre ações e estratégias da FOIRN e seus parceiros para o fortalecimento da governança territorial e desenvolvimento regional na área de abrangência da coordenadoria DIAWI’I.
    O Desenvolvimento e sustentabilidade Regional a partir dos projetos e temas apresentados na atividade pela diretoria da FOIRN, departamento de mulheres e coordenação executiva da DIAWI’I;
    O Fortalecimento das associações de base a partir da sua regularização através do setor administrativo das associações da FOIRN, visando a participação nos editais do Fundo Indígena do Rio Negro – FIRN.
    O Desenvolvimento da Educação Escolar Indígena e fortalecimento da governança e gestão territorial da região que encaminhou a realização de Seminário de avaliação do desenvolvimento da educação escolar indígena na região em março de 2022;
    A Elaboração de Acordos de Convivência Intercomunitários e atuação da presença de órgãos de vigilância, fiscalização e segurança pública. Foi constituído uma coordenação interna para conduzir a agenda de elaboração do acordo de convivência intercomunitária das comunidades e associações da região;
    Os desafios e dificuldades de parcerias com políticas e instituições públicas na atual conjuntura para apoio a projetos de iniciativas produtivas comunitárias visando o desenvolvimento regional;
    Neste mesmo evento, realizou-se também a Construção de agendas de atividades futuras, acordos internos entre outras.

  • IV ENCONTRO DE PRODUTORES INDÍGENAS DO RIO NEGRO DA COORDENADORIA CAIARNX NA COMUNIDADE SÃO GABRIEL MIRIM

    IV ENCONTRO DE PRODUTORES INDÍGENAS DO RIO NEGRO DA COORDENADORIA CAIARNX NA COMUNIDADE SÃO GABRIEL MIRIM

    A FOIRN através do departamento de Negócios Socioambientais e Casa de Produtos Indígenas do Rio Negro – WARIRÓ, realiza o IV Encontro de Produtores Indígenas do Rio Negro na Região da Coordenadoria das Associações Indígenas do Alto Rio negro e Xié –  CAIARNX, no período de 04 a 06 de outubro de 2021 na comunidade São Gabriel Mirim localizado na região do Alto do Rio Negro

    Estiveram presente no evento mais de 70 produtores indígenas, pertencentes às associações: ACIPK – Associação das Comunidades Indígenas Potira Kapuamu, ACIBARN – Associação das Comunidades Indígenas Baré do Alto Rio Negro , ACIARN – Associação das Comunidades Indígenas do Alto Rio Negro, OCIARN – Organização Indígena do Alto Rio Negro, AMIARN – Associação das Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro, AMIBAL – Associação das Mulheres Indígenas do Balaio e OINV – Organização Indígena de Nova Vida. A FOIRN estava representada pelo Sr. Edison Cordeiro Gomes – Coord. Dpto. de Negócios Socioambientais, Luciane Mendes – Gerente e articuladora da casa Wariró, Ronaldo Ambrósio – Coordenador Regional da CAIARNX, José Baltazar – Rede de Comunicadores da CAIARNX.

    Durante o encontro, teve exposição de farinha, beiju, tapioca, tucupi com saúva, banana, cubio, cará, batata, pupunha, e artesanatos feitas de fibra de tucum, de cipó entre outros produtos regionais.

    Os produtores ficaram bastante satisfeitos com o evento, pois puderam apresentar os ensinamentos adquiridos dos seus pais e avós.

    “Esse encontro nos fez conhecer os produtos de outras associações que aqui se fizeram presentes”, afirma uma liderança indígena.

    Exposição de produtos e artesanatos regionais.

    A coordenação do encontro Edson Baré e Luciane Lima afirmaram que isso é um dos objetivos do encontro, apresentar e compartilhar esses conhecimentos milenares tradicionais, para que as novas gerações possam conhecer e valorizar.

    As lideranças anteriores, lembraram sobre como foram discutidas a autonomia financeira dos povos indígenas.

    Produtos Oriundos da Agricultura Familiar

    Edison Baré apresentou os tipos de alimentação que eram consumidos, e o processo de comercialização que foram praticados aqui na região do rio Negro. Atualmente há formas de como podemos comercializar os nossos produtos, uma delas é a venda de produtos oriundos da agricultura familiar, como é o caso do Programa Nacional de Alimentação Escolar, onde o produtor fornece o complemento de alimentação escolar em sua própria comunidade.

    Esse programa vem para fortalecer o agricultor, isto é, além de produzir para a sua subsistência também produz para a comercialização.

    Segundo os produtores os, mesmos estão com dificuldades em receber seus pagamentos dos produtos já entregues, devido à dificuldade de acesso ao cadastro da carteira do produtor que só pode ser emitido via internet.

    Os participantes pediram aos responsáveis dos Departamentos, juntamente com o Sr. Ronaldo, coordenador da CAIARNX, para levar ao conhecimento do Diretor de referência da região, Sr. Adão Francisco Henrique, Baré, para tomar providências junto a equipe do IDAM SGC, e que assim pudesse realizar uma atividade para Emissão da Carteira de Agricultor. Essa atividade poderia ser realizada na comunidade de Juruti, sede da CAIARNX, que atualmente está equipada com sinal de internet e energia solar.

    O que precisa é organizar o atendimento nos processos para que as famílias possam aderir ao projeto com mais facilidade.

    Os participantes tiraram suas dúvidas com perguntas respondidas de acordo com o conhecimento que se tinha no momento. Os presidentes de associações presente agradeceram à FOIRN pelo Departamento de Negócios Socioambientais e Casa Wariró, aos parceiros FORECO e ISA pela oportunidade de ajudar em realizar o encontro, que foi de suma importância para um bom entendimento e uma boa conduta nos trabalhos voltados para a economia indígena, principalmente pensando na autonomia financeira dos povos do rio Negro.

  • III ENCONTRO DE PRODUTORES INDÍGENAS DO RIO NEGRO NA REGIÃO NADZOERI COMUNIDADE DE VISTA ALEGRE RIO CUIARI BACIA DO IÇANA.

    III ENCONTRO DE PRODUTORES INDÍGENAS DO RIO NEGRO NA REGIÃO NADZOERI COMUNIDADE DE VISTA ALEGRE RIO CUIARI BACIA DO IÇANA.

    A FOIRN, através do departamento de Negócios Socioambientais e Casa Wariró realiza o III Encontro de Produtores Indígenas do Rio Negro na Região da Coordenadoria da Associações Baniwa e Coripaco – NADZOERI no período de 29 de setembro a 01 de outubro de 2021 na comunidade Vista Alegre do Rio Cuiari.

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro estava representada pelo diretor Dario Casimiro Baniwa, referência da região NADZOERI, Natalia Pimenta Antropóloga do Instituto Socioambiental – ISA e Luciane Mendes – Tariana gerente e articuladora do departamento de Negócio – Wariró.

     Luciane Mendes que apresentou o funcionamento da casa Wariró e de sua marca que representa os 23 povos indígenas do Rio Negro e também informou o organograma do departamento de negócios com a ajuda do Coordenador da NADZOERI Juvêncio da Silva na Tradução em Baniwa.

    A Casa Wariró é o centro de comercialização destinado a promover o desenvolvimento sustentável dos povos indígenas no rio negro, valorizando e fortalecendo o conhecimento tradicional, tem buscado se fortalecer. A função da casa é organizar e apoiar, divulgar e articular a produção e a comercialização dos produtos indígenas. O propósito é promover o bem viver, sustentabilidade e a valorização dos povos e cultura indígena do Rio Negro.

    Natalia Pimenta lembra da pesquisa que fez no Rio Içana na região da NADZOERI, acompanhou o Agentes Indígenas de Manejo Ambiental – AIMA e agora o departamento de Negócios.

    “Cada povo regional tem especialidades em produzir as suas cestarias e outros artesanatos, assim como no caso da produção de cerâmica e, em fim. É uma forma de atender os povos do rio negro. Foi preciso reorganizar a casa para que representasse a comercialização de artesanato” afirma.

    Enchente extremo de 2021.

    Alto rio Negro (Manaus a Cucui); Rio Ayari registra a extrema cheia; Seis comunidades atingidas; 18 famílias prejudicadas;

    Diante a essa situação as famílias reivindicam apoio emergencial em aquisição de alimentação (para curto prazo); Programa de apoio para sustentar as famílias até recuperar completamente suas roças (no prazo médio de 5 anos); Apoio em materiais agrícolas para abertura e recuperação de suas roças; Apoio para elaboração do plano de mitigação e adaptação aos impactos locais de mudanças ambientais e climáticas.

    Entrega simbólico do livro PGTA Wasú e materiais do FIRN

    Plinio Guilherme lembra do trabalho feito na região junto com o saudoso diretor Isaias Pereira Fontes e os pesquisadores, realizando vários encontros para ter esse resultado do Plano de Gestão Territorial e Ambiental com o Fundo Indígena do Rio Negro, o qual o primeiro edital foi lançado no dia 10 de setembro de 2021 na maloca do saber da FOIRN.

    “Eu estou muito emocionado neste momento porque eu e o saudoso diretor Isaias Fontes acompanhamos efetivamente o trabalho junto, fizemos encontro em várias regionais juntamente com os pesquisadores. Fomos muito criticados naquele tempo, tinha muitas dificuldades que a enfrentamos ao longo do nosso trabalho” afirma.

    <III ENCONTRO DE PRODUTORES INDÍGENAS DO RIO NEGRO NA REGIÃO NADZOERI COMUNIDADE DE VISTA ALEGRE RIO CUIARI BACIA DO IÇANA.>

  • I Oficina de Promotoras Legais Populares Indígenas do Rio Negro

    I Oficina de Promotoras Legais Populares Indígenas do Rio Negro

    Rede de Mulheres indígenas do Rio Negro

    Promovido pela Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – FOIRN através do Departamento de Mulheres indígenas – DMIRN, a I Oficina de Promotoras Legais Populares Indígenas do Rio Negro tem o objetivo de conhecer os direitos das mulheres e promover rodas de conversas, vivências e dinâmicas para o fortalecimento e enfrentamento da violência de gênero e realizar uma discussão sobre prática de direitos e cuidados das mulheres indígenas.

    Um projeto demandado pelas mulheres indígenas do rio Negro, idealizado pelo Departamento de mulheres, sobre a coordenação de Maria do Rosário do povo Baniwa, Larissa Duarte do povo Tukano, Glória de Braga do povo Baré e da Diretora de referência Janete Alves do povo Dessana, que buscam trabalhar em conjunto com as mulheres das 05 coordenadorias de base da FOIRN, para o fortalecimento da rede de mulheres indígenas.

    Participaram da oficina mulheres dos três municípios de abrangência da FOIRN: Santa Isabel do Rio Negro, Barcelos e São Gabriel da Cachoeira, das cinco coordenadorias: DIAWI’I, CAIMBRN, NADZOERI, CAIARNX, COIDI, convidadas da Associação dos Artesãos Indígena-ASSAI, Associação Indígena da Etnia Tuyuka Moradores de São Gabriel da Cachoeira–AIETUM/S.G.C além de representantes do CREAS, SEMSA e Conselho Tutelar, ainda estiveram no curso dando suas contribuições e incentivando as demais participantes as ex-coordenadoras do departamento das mulheres indígenas da FOIRN: Cecília Albuquerque, Rosilda Cordeiro, Idaria Barreto, Anair Sampaio e Rosane Gonçalves.

    O oficina foi realizado no período do dia 30 de setembro a 04 de outubro de 2021 na sede do Instituto Socio Ambiental – ISA. Nos quatro dias de curso foram abordados temas como os direitos das mulheres, as problemáticas das realidades vividas e enfrentadas pelas mulheres indígenas, a dignidade, as dificuldades, as lutas, os preconceitos, as vivências do cotidiano das mulheres indígenas, os conhecimentos básicos sobre o Código Penal Brasileiro, o compartilhamento de experiências de vida, especialmente a respeito das problemáticas enfrentadas nas comunidades de cada participante da oficina.

    No último dia de curso foram apresentadas pelas participantes suas visões sobre o que pode ser feito nas comunidades para melhorar a vida das mulheres indígenas, a partir das suas experiências de vida e do conteúdo trabalhado durante os dias da formação. Os principais pontos trazidos pelas participantes foram a importância do reconhecimento do espaço das mulheres nas reuniões realizadas nas comunidades, a continuidade de oficinas e cursos, o fortalecimento e a união entre as mulheres, a necessidade de políticas públicas adequadas para as mulheres e o fortalecimento de suas alternativas de geração de renda.

    A oficina foi ministrada por José Miguel Olivar – antropólogo e professor na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo-USP, Flávia Melo – antropóloga do Observatório de Violência de Gênero do Amazonas, Dulce Morais – Cientista Social e mestranda na Faculdade de Saúde Pública na Universidade de São Paulo USP e Renata Vieira – Advogada do Instituto Socio Ambiental. Esta oficina realizada com apoio dos parceiros institucionais: Instituto Sócio Ambiental-ISA Universidade de São Paulo – USP e Universidade Federal do Amazonas –UFAM, Fundo Canadá e Nia Tero.