Autor: Comunicação – FOIRN

  • Oficina de mapeamento de iniciativas do Rio Negro

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    Participantes da Oficina de Mapeamento de Iniciativas do Rio Negro. Estiveram presentes as coordenadorias regionais, professores e gestores de escolas. O evento foi realizado pela parceria: FOIRN/ISA/FUNAI-CRRN

    Oficina de mapeamento de iniciativas do Rio Negro Com objetivo de reunir dados existentes sobre os povos do Rio Negro, a Oficina intitulada de “Oficina de Mapeamento de Iniciativas do Rio Negro, Articulação para propostas de Gestão dos Territórios Indígenas do Rio Negro”, foi realizado na Casa do Saber da FOIRN (Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro), entre os dias 10 a 12 de setembro.

    Discutir criticamente as informações a fim de criar dados confiáveis sobre a população indígena do Rio Negro, foi o foco da oficina, que contou com a participação de lideranças das cinco coordenadores regionais (CABC, CAIARNX, CAIMBRN, COIDI e COITUA), professores e gestores de escolas de Pari Cachoeira, Iauaretê e lideranças de associações, totalizando mais de 50 participantes.

    Em dois dias, recheados de exposições feitas pelo atores que trabalham com algum tipo de censo, como o DSEI no campo da saúde, SEMEC em educação, e dados o IBGE, e acompanhadas por debates, a oficina rendeu os primeiros resultados, até mesmo propostas iniciais de fichas de censo, elaborados por Gts que foram organizados por coordenadorias.

    Foram expostos experiências desse tipo de trabalho já em andamento pela equipe do município de Barcelos, que foi bastante elogiada pelos participantes e pela coordenação da oficina. Os debates foram feitas em torno de como se chegar a um censo que consiga ter a “qualidade e quantidade” juntas. Pois, segundo, alguns participantes, na maioria dos censos feitos na região não são bem “feitas” ou não são completas. “As coisas devem ter equilíbrio”- frisou o professor e Gestor da Escola de Pari Cachoeira, Protásio .

    Como fazer um censo que sirva de base para elaboração de um projeto de Gestão Territorial? “As exposições feitas são importantes para elaborarmos um modelo de censo que consiga reunir em um só lugar informações sociais, econômicos e populacionais, que poderão ser consultados por qualquer um que tiver necessidade e interesse”- explicou Domingos Barreto, Coordenador Regional da FUNAI-CRRN (Coordenação Regional do Rio Negro).

    A oficina conseguiu reunir dados importantes e experiências existentes na região para servirem de apoio para a elaboração de um modelo de ficha que será usado no censo que será feito, como sequência de atividade que está começando. A realização da próxima oficina sobre o tema, deve acontecer no final desse ano, ou no inicio do ano que vem, segundo os coordenadores da iniciativa.

    O objetivo maior é realizar um censo da situação “real” dos povos do Rio Negro, como os próprios participantes definiram. Que deverá acontecer, assim que for definido o modelo de censo que ainda será elaborado na próxima oficina. Agora é “que nem plantar uma semente no chão, temos que cuidar, pra ela poder nascer, crescer e dar frutos”- recomendou o Domingos, convidando a todos os participantes a dedicar aos trabalhos e continuar o que foi iniciado na oficina. A oficina foi uma realização da parceria FOIRN (Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro), ISA (Instituto Socioambiental) e FUNAI-CRRN.

  • Mobilização reuniu jovens indígenas Baniwa, Baré e Werekena em Boa Vista-Foz do Içana, nos dias 24 a 25 de Agosto

    O DAJIRN (Departamento de Adolescentes e  Jovens Indígenas do Rio Negro) da FOIRN (Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro), em parceria com a CABC (Coordenadoria das Associações Baniwa e Coripaco), realizou o Encontro de conscientização e articulação de jovens indígenas na comunidade de Boa Vista, foz do Içana, a 180 Km  de São Gabriel da Cachoeira.

     O encontro: a  Juventude é o presente!

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    O encontro começou com a pergunta: A juventude é o futuro? Os jovens presentes e os mais velhos  entreolharam-se em busca da resposta. Um ou dois minutos de silêncio. Resposta, em meio de dúvidas: Sim para uns e não para os outros. “Tem certeza”? – pergunta a Ednéia Teles, coordenadora do DAJIRN, com microfone na mão, na frente de um platéia cheia de jovens Baniwa, Werekena e Baré da comunidade de Boa Vista, foz do Içana, e comunidades próximas.

    É a primeira vez que o Departamento de Jovens da FOIRN chega às  comunidades da região do Içana para informar, animar, incentivar e fortalecer os jovens dessa comunidade e incluí-los no movimento, que vem se fortalecendo a nível do rio Negro e do país.

    Para essa missão, nada melhor que um grupo de jovens da FOIRN, compostos por Anair Sampaio (Vice-coordenadora do Departamento de Mulheres Indígenas), Raimundo  M. Benjamim (Setor de Comunicação/Mídias) e os irmãos Odimara Ferraz Matos e Odivaldo Ferraz Matos, grupo musical do Movimento de Jovens Indígenas do Rio Negro e Ednéia Teles, Arapasso, coordenadora do DAJIRN.

    Foram necessários apenas algumas brincadeiras para tirar a timidez e fazer os jovens entrarem na “roda”do encontro, que teve como pauta: Ações do DAJIRN;- Identidade e Cultura; – Influência das Novas Tecnologias na formação social dos jovens indígenas;- Informes da CABC;- informes sobre as ações do Departamento de Mulheres e Contexto atual do Movimento Indígena Brasileiro e do Rio Negro.

    Com a apresentação humorada, a coordenadora do DAJIRN, introduziu as apresentações relatando os principais problemas que os jovens enfrentam hoje, em especial os jovens indígenas, quando deixam suas comunidades para as cidades em busca de oportunidades, principalmente para continuar os estudos.

    “Nós jovens não podemos ficar de braços cruzados, precisamos entrar  na luta, buscar o reconhecimento, o respeito, o cumprimento de nossos direitos. Pois, somos o presente – disse a coordenadora na abertura do encontro, que reuniu mais de 100 jovens “Barekeniwa”e toda a comunidade de Boa Vista.

    Os “Barekiniwa”.

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     “Eles gostam desse nome”- afirmou Deusimar Cordeiro, líder da juventude da comunidade local e Membro do Conselho de Jovens Indígenas do Rio Negro, criado na ultima Assembleia Geral do DAJIRN, ao  falar do termo BAREKENIWA, que é a junção das etnias Baré, Werekena e Baniwa . Um movimento que une diferenças e identidades em prol do fortalecimento da juventude indígena do Baixo Içana.

    O nome nasceu no curso de formação de professores indígenas, o Magistério Indígena II, como  uma auto-denominação dos cursistas do Pólo Nheengatú, por ter alunos dessas  três etnias no memsmo grupo. Hoje, se tornou  nome até de um time de futebol da garotada de Boa Vista, e por que não, de um movimento de jovens dessa região?

    Os primeiros resultados desse movimento já são palpáveis.  Boa Vista foi uma das primeiras comunidades da região do Içana, a ter uma banda de música formada por jovens. Hoje, os eventos que acontecem na região são animadas por esse grupo musical, chamado de Barekeniwa.

    No encontro realizado pelo DAJIRN  não foi diferente, os jovens tomaram conta do salão, com música adaptada e letras de músicas falando de cultura dos povos da região. Em português? Não. Todas as composições são feitas na Lingua Geral (Nheengatú). Mas, como  ficam os que não entendem? Calma. Todas as músicas tem suas traduções para o português, para “ninguém ficar de fora”, como explica o líder.

     Influência das novas tecnologias na vida da juventude indígena

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     Mas, uma coisa preocupa os professores e os pais desses jovens. Logo na abertura, os mais velhos expressaram suas preocupações diante da presença cada vez mais frequente de tecnologias na comunidade. “Muitos deles vão para escola com celular, mp3 ou mp4 e ficam ouvindo música durante a aula”- disse um dos professores da escola da comunidade, Escola Municipal Indígena Pastor Jaime, que atende alunos das  séries iniciais ao ensino médio, hoje com mais de 150 alunos.

    O olhar e a atenção dos jovens afirmam. O presidente da associação local, a AIBRI (Associação Indígena do Baixo Rio Içana) que também é  professor da comunidade, no uso da palavra  disse: “Os jovens daqui ficam mais na novela do que nos estudos”.

    Como aproveitar os recursos tecnológicos cada vez mais presentes nas comunidades indígenas hoje? Como explorar o lado positivo dessas tecnologias? É hoje uma discussão em curso , pesquisadores e indígenas vem debatendo esse assunto ha há algum tempo. Pois, não é apenas em Boa Vista que acontece esses problema, em vários outros locais.

    O expositor sobre Influências  das Novas Tecnologias na vida dos jovens indígenas, disse que  é necessário uma discussão sobre o tema, onde  pais, professores, liderenças da comuniade e os jovens devem avaliar e chegar a um acordo, de como os jovens devem aproveitar os recursos tecnologicos para a formação e crescimento destes, como também registrar e divulgar as atividades da comunidade e da escola.

    Os jovens pedem mais “atenção”.

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    Em carta elaborada e entregue   `a coordenadora do DAJIRN para ser encaminhada aos demais  órgãos competentes do município como o próprio departamento, os jovens pedem mais atenção por parte desses.

    Em duas páginas, destacam a necessidade de inclusão destes, nas políticas publicas , na formação (oficinas), mais articulação e presença dos órgãos nas comunidades indígenas para o fortalecimento dos movimentos já existentes na região.

    “Receber uma carta de demandas como essa, nos fortalece e  torna ainda mais forte nossa luta em prol da melhoria das condicões e o bem-estar da juventude indígena do Rio Negro. Iremos encaminhar as demandas aos órgãos competentes, e,  incluir na agenda do departamento e irmos em busca de respostas ”- declarou a Edneia Teles.

    Desde que a FOIRN criou na sua estrutura organizacional em 2008, o DAJIRN vem mobilizando a juventude indígena de São Gabriel da Cachoeira. Na primeira semana do mês de julho (10/07), a juventude indígena do Rio Negro saiu às ruas de São Gabriel para protestar e pedir mais atenção por parte dos governantes e das políticas públicas como melhoria na educação, comunicação, transportes, inclusão social e mais oportunidades.

    Segundo a coordenadora, movimento cresce e se fortalece cada vez mais.  “Hoje o movimento de adolescentes e jovens do Rio Negro está começando a ganhar visibilidade e reconhecimento nacional, o que não tinhamos antes”- explica ela.

     Boa Vista, bem “pertinho” de  Brasília. 

    São necessários pouco mais de duas horas de viagem, com motor 40 hp e voadeira para chegar a Boa Vista, a primeira comunidade do Rio Içana. Com mais de 50 famílias, vivem nessa comunidade aproximadamente 300 pessoas e  reúnem uma diversidade de culturas. A escola de ensino básico atende não só os alunos da comunidade, como também os alunos que vêm de outras, incluindo alunos do médio Iána e Aiarí.

    Hospitaleiros e acostumados a receber eventos importantes, o povo de Boa Vista vive sua rotina. Todas as manhãs e tardes o capitão  reúne a comunidade para o xibé e a quinhapira. Um povo cercado de privilégios.  Quer um exemplo? Uma vista para o rio acima (Içana)

    Caminhar nas “ruas”de Boa Vista, é se esbarrar a cada instante em pessoas oriundas de vários lugares. Não foi dificil  achar um Tukano que mora lá há mais de 11 anos.O professor Olinto Navarro preferiu trocar Iauaretê por Boa Vista, talvez para sempre que descer  o rio, que fica perto, ainda ter outro privilégio a mais: tomar banho  “pertinho” de Brasília, nome de uma comunidade  na margem oposta.

    Fotos: SETCOM/FOIRN

  • Curso de formação reúne lideranças indígenas em Iauaretê/Rio Vaupés

    O Curso de formação foi realizado pela Coordenadoria das Organizações Indígenas do Distrito de Iauaretê – COIDI e Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro, que reuniu mais de 150  pessoas no Salão Paroquial São Miguel/Iauaretê entre os dias 16 a 17 de agosto.

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    O curso

    O Curso de Formação de Lideranças, teve a participação das associações:   UNIRVA (União das Nações Indígenas do Rio Vaúpes), UNIMRP (União das Nações Indígenas do Médio Rio  Papuri), UNIDI (União das Nações Indígenas do Distrito de Iauaretê), ACIRJA (Associação das Comunidades Indígenas do Rio Japú), UNIARP (União das Nações Indígenas do Alto Papuri) e OCICI (Organização das Comunidades Indígenas do Centro de Iauaretê).

    Por ser o local estratégico para reuniões e eventos importantes da COIDI, o curso foi realizado em Iauaretê, povoado multiétnico localizado no médio Rio Waupés, a um dia de viagem de São Gabriel da Cachoeira – isso em um motor 40 Hp e voadeira, meio de transporte comumente utilizado pela FOIRN e outras associações para viagens pelo Alto rio Negro.

    Para os que moram mais longe, em comunidades no alto Waupés ou alto Papuri, foram necessários alguns dias de viagem para chegarem até o povoado e poderem participar do curso, o qual, depois da avaliação final, passou a ser chamado de I Curso de Formação de Lideranças Indígenas.

    No decorrer do curso, que teve apenas dois dias de duração, foram abordados temas relevantes relacionados ao Movimento Indígena do Rio Negro e ao movimento indígena brasileiro, entre eles a Territorialidade, a questão das Terras Indígenas e das Demarcação de Terras Indígenas, pauta que está presente todos os dias na mídia, por conta das brigas que o Movimento Indígena Brasileiro está travando contra o desrespeito e o não cumprimento da legislação que ampara os Povos Indígenas garantida na Constituição Federal.

    O objetivo

    Conhecer e lutar pelo cumprimento dos direitos é mais do que dever das liderança indígenas nos dias de hoje. É preciso que conheçam as leis e saibam de tudo o que está acontecendo fora, para fortalecer suas organizações e suas comunidades. E, esse foi o objetivo do curso realizado pela COIDI com suas associações de base.

    O expositor do tema Terras Indígenas, Territorialidade e Demarcação de Terras Indígenas, Maximiliano Correa Menezes, ex-diretor da FOIRN, e hoje coordenador do Departamento de Educação da mesma instituição, ressaltou que é fundamental as lideranças conhecerem os direitos que são garantidos na Constituição Federal e saber distinguir cada termo, comumente usados pelas lideranças. “É preciso saber o que é Território, Território Nacional, o que  é território para os povos indígenas, e por fim, o que é Gestão Territorial e seus instrumentos de organização”, disse Maximiliano.

    A Diretora-Presidente da FOIRN, Almerinda Ramos, participou do Curso de Formação como expositora, e teve como tema de apresentação a situação do Movimento Indígena do Rio Negro e a luta e os desafios atuais dos povos indígenas a nível nacional. Frisou ainda a importância de as lideranças saberem e cumprirem seu papel junto às associações e comunidades que representam. “Tem casos em que as lideranças assumem as associações e logo abandonam e deixam sua organização sem representação. Dessa forma, enfraquece o movimento, a organização e a representatividade”, explica a Diretora.

     Troca de experiências e construção de conhecimentos

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    A realização dos Grupos de Trabalho após cada exposição possibilitou o exercício e participação ativa dos presentes no curso, onde os componentes dos grupos trocaram experiências e conhecimentos sobre vários assuntos. Pois, segundo Max, nos grupos tinha gente com mais de 20 anos de caminhada no movimento indígena. Portanto, uma verdadeira aula de história do Movimento Indígena do Rio Negro para os mais jovens.

    Para enriquecer as discussões, professores estiveram presentes para colaborar na realização das atividades. Nos GTs foram elaborados propostas e reivindicações à órgãos competentes sobre vários temas, como saúde, educação, incluindo a própria FOIRN. Os documentos serão encaminhados em breve aos seus respectivos destinatários.

    Dois dias de curso, não foram insuficientes

    A avaliação do curso foi muito positiva. Mas,  foi recomendado pelos participantes que o curso seja contínuo e que tenha mais dias de duração. Para a Almerinda Ramos, Diretora-Presidente da FOIRN, o curso foi importante, pois formação é uma das reivindicações mais comum pelas lideranças indígenas do Rio Negro.

    Visando isso, a FOIRN está abrindo, através do projeto “Bem Viver”,  financiado pela Horizonte 3000,  inscrições para  um curso de formação de 15 lideranças indígenas do Rio Negro. O curso terá duração de 13 meses, sendo 6 módulos teóricos a ser realizado em São Gabriel da Cachoeira e  7 módulos práticos nas comunidades. As inscrições já estão abertas desde do dia  19 de agosto e vão até dia 16 de setembro.

    Fotos: Almerinda Ramos/Foirn

  • Carta do III Seminário de educação Escolar Indígena, de Santa Isabel do rio Negro

    Santa Isabel do Rio Negro, 01 de agosto de 2013.

     

    Aos Exmos. Srs.:

    Omar Aziz

    Mariolino Siqueira de Oliveira

                        Governador e Prefeito,

            Nos dias 31 de julho e 01 de agosto de 2013, a ACIMRN – Associação das Comunidades Indígenas do Médio rio Negro – promoveu o III Seminário de educação Escolar Indígena, no município de Santa Isabel do rio Negro. Reuniram-se lideranças e professores indígenas das comunidades de Ilha do Pinto, Bacuri, Bacabal, Açaituba, Espírito Santo, Samaúma, Aruti, Tabocal do Enuixi, Mangueira, Castanheira, Campina do Rio Preto, Roçado, Abianai, Boa Vista, Ilha do Chile, Uábada II, Castanheirinho, Tamacuaré do rio Maiá, Irapajé, Massarabi, Tapereira, Acarabixi, Cartucho, Areial II, Iahá, Plano, Malalahá, São João II, Ilhinha, Paraná, Missão Marauiá, Tibahá, Matozinho, Acariquara e Monte Alegre, além de professores da sede, associações indígenas e instituições não governamentais.

    Inicialmente é importante destacar que os direitos voltados às populações indígenas, sobretudo no que se referem às políticas educacionais e inclusive às áreas não demarcadas ou ainda em processo de demarcação, estão asseguradas desde a Constituição de 1988. As discussões sobre a educação escolar indígena também não são novas no município de Santa Isabel do Rio Negro, pois desde 1992 as populações indígenas da região se preocupam com um ensino de qualidade que respeite suas especificidades culturais. Desde o I Seminário de Educação Escolar Indígena, realizado de 27 a 30 de agosto de 2010, lideranças, professores, associações indígenas e demais instituições parceiras discutiram e encaminharam demandas com o objetivo de fortalecer as políticas educacionais voltadas aos povos indígenas.

     

    O objetivo do III Seminário foi o de discutir a realidade atual da educação escolar indígena no município, realizando:

    • mapeamento das escolas existentes nas comunidades com número de alunos, de professores e níveis de ensino e identificação das ações de instituições na região (Secoya, Pró-Amazônia, Rios Profundos)
    • Apresentação das experiências de educação escolar indígena no Alto Rio Negro;
    • Apresentação da política do Território Etnoeducacional e seu andamento no TEE Rio Negro – CGEEI/SECADI/MEC
    • Apresentação das linhas de ação dentro da Política de Educação Escolar Indígena da SEDUC para o município de Santa Isabel;
    • Apresentação sobre o processo de reconhecimento dos Projetos Políticos Pedagógicos Indígenas e o contexto de santa Isabel do rio negro – Conselho Estadual de Educação Escolar Indígena.
    • Caminhos possíveis de construção da educação escolar indígena em Santa Isabel – Secretaria Municipal de Educação de Santa Isabel.

     

    Infelizmente o Mec, a Seduc, o Conselho Estadual de Educação Escolar Indígena, o secretário municipal de educação e o prefeito, que foram convidados, não confirmaram presença em nosso III Seminário. Desta forma não foi possível discutir, de maneira mais aprofundada, as ações desenvolvidas no âmbito federal e estadual, assim como não foi possível encaminhar nossas propostas e pactuar planos estratégicos.

    Durante o III Seminário os participantes realizaram um mapeamento da situação das escolas nas comunidades e perceberam que a educação escolar indígena não vem sendo aplicada. Nas comunidades indígenas há falta de professores indígenas preparados, falta de material didático específico, os projetos políticos pedagógicos indígenas não foram elaborados em conjunto com as comunidades, os calendários existentes não são específicos e diferenciados, os currículos existentes não são voltados para a realidade local e ainda não há um sistema de avaliação próprio. É importante ressaltar que a escola diferenciada não é seriada, como vem sendo realizada nas comunidades.

     

    O representante da Secretaria Municipal de Educação pôde apresentar o programa “Escola Ativa” que a nosso ver não condiz com a realidade indígena da região, pois esse programa é mais voltado para populações do campo. O que queremos é o reconhecimento, estruturação e o funcionamento, pelo Município e Estado, das escolas das comunidades indígenas e de um departamento de Educação Escolar Indígena Diferenciada e Específica, que, aliás, está na Constituição de 88 e amparada no artigo 78 da lei 9394/96 da LDB, Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Escolar Indígena (aprovada em 2012), artigo 79 da LDB, artigo 1 da CNE/CEB 3/99.

     

                  Diante do exposto, os participantes do Seminário solicitam ao:

     

    Município: Criação de um departamento de educação escolar indígena com equipe técnica com experiência em educação escolar indígena, garantindo recurso para sua criação e manutenção; Criar e reconhecer as escolas indígenas de nível fundamental das regiões de Alto, Médio e Baixo Santa Isabel; Reconhecer as escolas Yanomami; viabilizar a merenda regionalizada; realizar formação específica e garantia de contratação de professores indígenas; criação da categoria “professor indígena”, assegurando suas vagas específicas dentro de um concurso público específico.

    Estado: A criação do ensino médio indígena nas comunidades do Alto, Médio e Baixo Santa Isabel; Formação específica e garantia de contratação dos professores de nível médio indígena; nas comunidades onde há o ensino médio tecnológico deve-se mudar para o ensino médio indígena presencial; criação da categoria “professor indígena”, assegurando suas vagas específicas dentro de um concurso público específico.

    Conselho Municipal de Educação: Apreciação dos Projetos Políticos Pedagógicos das Escolas Indígenas de nível infantil ao fundamental.

    Conselho Estadual de Educação: Apreciação dos Projetos Políticos Pedagógicos das Escolas Indígenas de nível médio.

    Sem mais, agradecemos desde já e contamos com o apoio do Estado e Município para a implementação da política de educação escolar indígena em nossas comunidades, no município de Santa Isabel do Rio Negro.

  • Oficina de Legendagem e tradução reúne cineastas indígenas em São Gabriel da Cachoeira

    Na abertura oficial, foram apresentados os vídeos que serão traduzidos durante a oficina.
    Na abertura oficial, foram apresentados os vídeos que serão traduzidos durante a oficina.

    A Oficina de Tradução e Legendagem dá seqüência às atividades realizadas no âmbito do Projeto Mapeo, uma iniciativa pioneira de valorização do patrimônio cultural dos povos indígenas do Noroeste Amazônico que vem sendo desenvolvida pela Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro-FOIRN em parceria com Instituto Socioambiental-ISA, Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional-IPHAN/Minc, Vídeo nas Aldeias e mais algumas instituições governamentais, não-governamentais e organizações indígenas da Colômbia.

    O objetivo da oficina é traduzir para o português e legendar as 20 horas de gravações captadas no curso da expedição anaconda pelas câmeras dos cinegrafistas indígenas João Arimar Noronha Lana, da etnia Tariano, Adelson Meira, da etnia Tuyuka, e do cineasta Vincent Carelli do Vídeo nas Aldeias, quem coordenou os trabalhos de filmagem e registro da expedição. Com a participação de diversos conhecedores indígenas das calhas dos rios Uaupés, Papuri e Tiquié e mais alguns documentaristas, lideranças e assessores, a expedição, que ocorreu entre fevereiro e março deste ano, teve como intuito refazer parte da rota de origem dos povos indígenas da famílias linguística Tukano. Os participantes percorreram mais de 800 quilômetros no curso do rio Negro entre Manaus e São Gabriel da Cachoeira, identificando 23 sítios sagrados localizados neste trajeto e fazendo o registro dos conhecimentos e das histórias a eles relacionadas. A viagem foi apenas a primeira de uma série que vem sendo planejada no intuito de registrar o caminho percorrido pela cobra-canoa ancestral que levou os grupos indígenas de língua Tukano até os locais em que hoje vivem, na região do Alto Rio Negro. A próxima expedição terá a cidade de São Gabriel da Cachoeira como ponto de partida e a cachoeira de Ipanoré, no médio rio Waupés, como destino.

    Uma das integrantes da expedição e também uma das organizadoras da oficina, Aline Scolfaro do Programa Rio Negro do ISA-Instituto Socioambiental, explica que com o material produzido na oficina de tradução e legendagem, será possível produzir um videoclipe para divulgação externa do projeto, com o objetivo de mostrar a importância do registro e preservação dos lugares sagrados para os povos do rio Negro. “É importante que o trabalho de registro dos lugares sagrados, iniciado pela expedição Anaconda seja divulgado para chamar a atenção da sociedade em geral e principalmente o governo para a importância desta iniciativa e para a necessidade de se obter apoio para expandir essas experiências”, explica Aline.

    João Arimar, Tariano, 33, é cineasta de Iauaretê/Médio Waupés. O primeiro contato com uma câmera filmadora foi em uma oficina realizada após o registro da “Cachoeira das Onças”, documentário que ocorreu há 5 anos e que foi produzido no processo de registro pelo IPHAN da Cachoeira das Onças como lugar sagrado dos povos indígenas dos rios Uaupés e Papuri e Patrimônio Cultural do Brasil. Segundo ele, participou da expedição Anaconda como “câmera. Na oficina traduz as falas em Tukano para o português. Ele disse que a parte mais difícil da tradução é “tentar” traduzir termos de difícil interpretação, “algumas palavras vão assim mesmo”, afirma.

    Tatiana Andrade ou Tita, Pernambucana, 30, é a facilitadora da oficina. A respeito das palavras difíceis, deixa claro: “Ainda que seja necessário dois ou até três linhas para traduzir o significado de apenas uma palavra, vamos colocar. Isso é importante para as pessoas que não entendem as línguas usadas nas gravações, para que entendam a importância daquele lugar”.

    Ela atua há 4 anos no Vídeo das Aldeias, que é parceiro no projeto Mapeo e que realiza as filmagens junto aos cineastas indígenas, faz a sistematização e a pré-edição do material. Segundo ela, a oficina é mais que o trabalho de colocar legenda, é também um encontro das ferramentas tecnológicas (programas de computador) com as narrativas. “Os participantes da oficina estão aprendendo a usar as ferramentas e fazendo os recursos dialogarem com as narrativas”, explica. A respeito dos avanços da oficina ela elogia os tradutores dizendo que “são bem detalhistas, como têm experiências e uma vivencia frequente com os antropólogos, possuem conhecimento de termos e recursos linguísticos apropriados para o trabalho, por isso, espero que o vídeo possa também ter um aproveitamento acadêmico, em algum nível”.

    Higino Tenório, 58, Tuyuka, na expedição Anaconda teve a função de articulador e mobilizador junto aos conhecedores e também foi um aprendiz, ressaltando que  “durante a viagem aprendi com os velhos e completei meus conhecimentos”. Na oficina é tradutor da língua Bará e Tuyuka. A respeito da oficina e ao uso das novas tecnologias como aliadas na preservação e valorização das culturas indígenas, disse que o “uso das ferramentas tecnológicas garante a perpetuação destes conhecimentos para futuras gerações”. E ainda ressalta, “mostrar para a sociedade em geral, principalmente os não-indígenas que a região do Rio Negro é ocupado desde tempos remotos e que não é uma área vazia como muitos pregam”.

    Adelson Marques Tuyuka, 20, Ivo Fernandes Fontoura, 39, Nivaldo Castilho, 40, completam a equipe de tradutores na Oficina de Legendagem que começou no dia 29 de julho e vai até 13 de agosto no Pontão de Cultura do Rio Negro/FOIRN em São Gabriel da Cachoeira.

    Expedição Anaconda: “Seguindo os rastros dos ancestrais”.

    Sítio Temendawi, médio Rio Negro, um dos lugares sagrados visitados pela expedição.
    Sítio Temendawi, médio Rio Negro, um dos lugares sagrados visitados pela expedição.

    A expedição Anaconda foi realizada durante 14 dias, no período de 03 a 24 de março deste ano, que visitou 23 lugares sagrados compartilhadas na tradição narrativa grupos étnicos da família linguística Tukano. O próximo trecho do percurso a ser realizado é entre São Gabriel da Cachoeira à Ipanoré médio rio Waupés de está prevista, se tudo correr bem, para o mês de fevereiro do próximo ano. “Nas narrativas de origem a viagem da Cobra Canoa de Transformação, começou do Lago de Leite, Baía de Guanabara, que fica no rio de Janeiro até Ipanoré, Médio Waupés, foram os ancestrais totalmente “espíritos”, que ao longo da viagem se transformavam. E somente a partir de Ipanoré que nasceram os ancestrais físicos que ocuparam os territórios dados pelo criador” – explica Higino. Por isso, segundo ele, a primeira parte da expedição só será concluída quando completar o percurso que será a chegada em Ipanoré. “Do trecho de São Gabriel-Ipanoré serão visitados 20 lugares sagrados”- completa Higino.

    Saiba mais:

    – Entrevista com Aline Scolfaro – A Expedição Anaconda e a valorização da cultura indígena.

    – Expedição inédita sai de Manaus e sobe o Rio Negro para mapear lugares sagrados

    – Expedição Anaconda chega a Barcelos depois de 14 pontos de parada em uma semana de navegação

    – Expedição Anaconda chega ao seu destino depois de duas semanas navegando pelo Rio Negro

  • CARTA AVANÇADA DOS POVOS INDÍGENAS DO RIO NEGRO

    Á:

    Secretaria Especial de Direitos Humanos, Organização das Nações Unidas, Secretaria da Organização Internacional do Trabalho no Brasil; Partidos Políticos, Presidenta da República, Presidente do Senado, Presidente da Câmara.

    Escrevemos esta carta para sermos propositivos e assim tentar mais uma vez a abertura de diálogo com os nossos governantes. No dia 16/04/2013 os índios ocuparam a plenária do Congresso Nacional para barrar propostas legislativas que acabam com os direitos constitucionais dos povos indígenas. Estamos preocupados com o ataque articulado em conjunto com autoridades importantes do governo federal que põem em risco a integridade das TIs e desvalorizam nossos povos e culturas. No entanto, o governo não apoia a pauta de proteção às TIs e os direitos dos povos indígenas. O diálogo e as ações positivas não acontecem de fato. O próprio presidente da Câmara dos Deputados traiu suas promessas e inseriu o PLP 227 em regime de urgência para tramitar. Não aceitamos negociar nossos direitos já adquiridos. O usufruto exclusivo das TIs é e será nosso. Isso está no capítulo dos direitos indígenas da Constituição Federal de 1988 e na convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho ratificada pelo Brasil, mas vemos total desconsideração desses e de outros Direitos Humanos protegidos também por Leis Internacionais. Pela maneira que o Estado brasileiro faz política com os povos indígenas, o Brasil não merece ter assento nos comitês e organizações internacionais. Não queremos a representação nessas organizações de um governo genocida como é o do Brasil atualmente.

    Encaminhamos muitas cartas ao Executivo, mas os representantes do Legislativo podem e devem considerar nossas reivindicações. Perguntamos, há diálogo entre Executivo e Legislativo? Decidimos que iremos denunciar todos os partidos que são contra os direitos dos povos indígenas. Não é o Estado brasileiro que acaba com os índios, mas os Partidos Políticos que acabam com o Brasil.             Vamos citar alguns nomes de partidos e suas propostas legislativas que são contra os povos indígenas:

    1. PMDB, PEC 133/92; PEC 188/07; PEC 161/07; PL 4791/09; PL 414/05; PL 173/99; PL 177/04; PDC 1565/09; PDC 480/08; PDC 393/07; PDC 50/07; PDC 49/07; PDC 48/07; PDC 47/07; PL 4916/90
    2. PT, PL 1057/07; PL 69/04; PDS 201/07; PLS 605/07; PDS 200/07; PL 3764/08; PLS 115/08
    3. PSDB, PEC 71/11; PEC 415/09; PEC 03/04; PFC 55/08; PL 1610/96; PL 5611/09
    4. PR, PLP 273/08; PDC 510/08; PDC 1346/08; PDC 1323/08; PL 490/07
    5. PSB, PL 2830/03; PL 5265/09; PDC 2765/2010;
    6. PTB, PL 2002/03; PDC 2540/06; PDC 381/99
    7. DEM, PEC 411/09; PL 5993/09;
    8. PDS, PEC 38/99; PL 73/99;  
    9. PPB, PEC 409/01, PEC 98/95
    10. PCdoB, PL 4791/09
    11. PP,PDC 62/11
    12. PPR, PEC 215/00;
    13. PSD. PLP 227/12

    A partir dessa nossa pequena lista nomeamos assim o PMDB como campeão do troféu “Inimigo dos povos indígenas”. Como vice-campeão está o PT e com o bronze o PSDB. Recomendamos que nossos parentes reconsiderem sua filiação e seus votos a estes partidos.

    Para mais uma vez registrar nossa reivindicação de discutir com o governo, lembramos que no Rio Negro vivemos diretamente os produtos e resultados de sucessivas gerações de exploradores que passaram por aqui. Que muito estragaram e pouco semearam. Há uma dívida histórica para a qual exigimos reparação. Desde a invasão dos europeus não há diálogo do Estado com os povos indígenas e para nós esse diálogo é impreterível.

     Lideranças Indígenas do Rio Negro.

  • FOIRN está presente na Reunião de Liderança com a Presidente Dilma em Brasilia

    Carta aberta da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro, FOIRN.

    À sociedade civil e presidenta Dilma Roussef,

    Os povos indígenas têm há muito tempo convivido com adversidades, na maioria das vezes causadas por estranhos às nossas terras. Hoje vivemos um momento de enormes afrontes à vida. Nós — lideranças indígenas do Rio Negro, do Movimento Indígena, unidos em Associação Civil conforme nossos direitos e deveres, e eleitos por nossas comunidades — vemos as atuais situações praticadas pelo governo federal frente aos povos indígenas como criminosas. Enxergamos e denunciamos problemas das nossas comunidades, de nossos vizinhos e também em contextos maiores que atingem nossos parentes como no Mato Grosso do Sul, no Pará, no Maranhão, no Paraná, no Amapá, no Rio Grande do Sul e muitos outros estados brasileiros. Do Oiapoque ao Chuí, que com nomes indígenas marcam o Brasil, não temos nossos direitos levados em conta. O próprio diálogo nos é impedido pelo silêncio do governo federal que se encontra com membros das bancadas ruralista e evangélica em feiras e festas e que pede para o nosso parente passar por detectores de metais para conversas limitadas e raras.

    Repudiamos um governo que tem aliança com deputados e senadores que protestam explicitamente contra os direitos dos povos indígenas e que reprime nossas manifestações com violência. Nós da FOIRN estávamos presente na Constituinte e conhecemos e respeitamos muito a Constituição, algo que parece esquecido por setores do nosso país que só enxergam o seu ponto de vista e não consideram nossos modos de vida. A preocupação em desenvolver economicamente o país a qualquer custo faz somente crescer o individualismo e arruína a coletividade que nós povos indígenas tão prezamos. Essa política acaba com nossos costumes.

    O governo investe em ruralistas através de grandes financiamentos e os povos indígenas têm que correr atrás para salvar as nossas terras de serem destruídas, temos que lutar sem parar para salvar nossa água, nossa fauna e flora e nosso ar. O governo é conivente com um modelo de crescimento que vai acabar com nosso mundo, que lembramos a vocês, é só um.

    Frente a esta situação de claro e deliberado ataque aos direitos dos povos indígenas nos posicionamos contra todas as ações que denunciamos abaixo. Infelizmente, a lista de ataques aos povos indígenas é tão longa que há situações que com certeza ficarão de fora, mas que merecem completa atenção de nossa sociedade e do governo:

    • Em Sidrolândia há ataques contra indígenas que já resultaram em morte e o Estado finge esquecer de acordos e reivindicações históricas dos Terena. Apoiamos a luta do povo Terena para a demarcação de suas terras.
    • No Congresso Nacional os ataques legislativos aos direitos dos povos indígenas são generalizados. A PEC 215 finge trazer mais democracia aos processos de demarcação, mas nada é mais longe da realidade do que a participação da sociedade civil nessa casa. Se essa emenda for aprovada, as demarcações e ratificações das Terras Indígenas, territórios privilegiados da conservação e berços das nossas técnicas de manejo tradicionais e culturas, se tornarão inexistentes. Concordamos com os parentes Kayapó que em sua carta de 5/06/2013 dizem que “A PORTARIA 303 expedida pela Advocacia Geral da União viola os nossos direitos sobre os territórios tradicionais que ocupamos e seus recursos naturais. Também infringe os nossos direitos de consulta livre, prévia, informada e participativa, quando o governo quer implantar empreendimentos que impactam direta e indiretamente nosso povo, nossa cultura e nosso território. Lembramos que este direito é garantido também pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, ratificada pelo governo brasileiro.” O Projeto de Lei 1610/96, em tramitação no Congresso Nacional, abre espaço para invasão e saque das nossas terras por empresas mineradoras que irão gerar intrigas internas entre nossos parentes ao tentar cooptar alguns parentes oferecendo migalhas que permitirão às empresas ganhar muito dinheiro. Somos contra esse projeto e contra votar o Código e Mineração em regime de urgência. Esse código existe desde 1967 e agora decidem alterá-lo às pressas, sem negociação. A conversa entre governo e os povos indígenas está em espera há mais de 500 anos. O não diálogo gera todas essas situações de conflito. Os artigos 231 e 232 da nossa Constituição estão sendo cada vez mais apertados por projetos de lei que ferem nossos direitos. Não aceitamos que nossas terras sejam arrendadas como quer a PEC 237/13. Exigimos que as forças armadas peçam autorização para entrar em nossas terras, como prevê o Decreto nº 7.957/2013. Assim como já disseram nossos parentes Kayapó “O que aconteceu com nosso parente Munduruku, assassinado pelo Estado brasileiro, é uma vergonha inaceitável que não pode se repetir nunca mais.”
    • Nas terras indígenas já demarcadas sofremos ameaças constantes através de obras de grande impacto como mineração e hidrelétricas, estradas, fronteiras agrícolas, ou melhor, fronteiras do agronegócio e seus conglomerados de multinacionais. O governo brasileiro apoia o uso extensivo de agrotóxicos e transgênicos quando poderiam aprender com nossos métodos de manejo e preservar nossa biodiversidade. Exigimos ser consultados e, principalmente, ter poder de decisão em toda e qualquer ação que trará consequências às nossas terras. O governo deve apoiar modelos de gestão territorial indígenas.
    • A troca de presidência da FUNAI e seus rumos políticos não são discutidos conosco. Enxergamos uma sistemática desqualificação da FUNAI pelo governo, tornando-se assim um dos órgãos governamentais menos eficientes. Queremos a FUNAI fortalecida e que apoie o nosso bem estar.
    • No Mato Grosso do Sul a situação é de genocídio, pedimos que prestem atenção às reivindicações da Aty Guasu, organização legítima do movimento indígena, e do povo Guarani em geral que enfrenta batalhas contra criminosos a mando de grandes fazendeiros e contra a exclusão perto de grandes centros urbanos.
    • No Paraná, a Embrapa emite opiniões descabidas e desqualifica trabalhos sérios de demarcação de Terras Indígenas feitos pela FUNAI.

    Como se pode ver, as situações não são fáceis de resolver e ao tentar governar através de atalhos sem dialogar com os povos indígenas e suas instituições, o governo federal vem cometendo atrocidades com nossos povos. Exigimos respeitos aos nossos direitos. O Brasil tem uma dívida histórica com os povos indígenas e o atual governo parece não reconhecer isto ou tampouco valorizar todos os serviços que prestamos ao nosso país, Brasil.

  • “ Direitos Indígenas, Cidadania e Meio Ambiente” Foram assuntos debatidos no Médio Rio Waupés e Tiquié

    Comunidade Taracuá Médio waupés
    Comunidade Taracuá
    Médio Waupés

    A participação de novos diretores executivos na suas regionais marca o processo de continuidade de luta do movimento indígena em defesa dos interesses e direitos dos povos indígenas do Rio Negro com novos membros da diretoria da FOIRN. Os desafios encontrados e apresentados pelos relatórios dos avaliadores externos contribuíram para que as coordenadorias pudessem traçar estratégias diferentes das anteriores para melhorar a rede de articulação e mobilização das lideranças na busca dos seus objetivos. A COITUA resolveu com seu diretor de referencia planejar a realização dos dois encontros na coordenadoria considerando a extensão geográfica. Considerou também que o momento é oportuno para fazer reflexão conjunta entre as lideranças indígenas de diferentes comunidades e localidades dos avanços do movimento indígena na região e do Rio Negro como todo para direcionar os próximos passos de luta de forma organizada e articulada. É importante lembrar que estamos prontos para assumir o compromisso assumido nas pactuações feitas com os apoiadores externos que sem eles seria difícil concretizar os nossos objetivos. A expectativa é também que as discussões dos encontros sirvam de base para fortalecer os objetivos do Plano ESTRATÉGICO do movimento indígena do Rio Negro – FOIRN o qual tem como um de seus componentes centrais o fortalecimento das Coordenadorias Regionais que precisam qualificar suas articulações perante aos órgãos governamentais em defesa dos seus direitos constitucionais.

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    Participantes

    Objetivos dos encontros: Levar o debate sobre o tema “ direitos indígenas e cidadania, meio ambiente”. Apresentar a proposta de realização do Censo sociodemográfico das associações de base da região;Definir estratégias(regras e acordos) de contribuição das associações de Base ao fundo da FOIRN.  Discutir novas estratégias para avançar na mobilização e articulação no processo de construção da política de Educação escolar Indígena diferenciada; Apresentar novas propostas de financiamento e apoio na área de sustentabilidade econômica nas comunidades da região pelas políticas públicas. Definir novas estratégias para o fortalecimento da participação do movimento das mulheres indígenas na região; Apresentação da FUNAI/CR(Coordenação Regional) suas novas ações estratégicas junto as comunidades indígenas da região;Além disso passou informações referente a:1.Levantamento de informações gerais sobre a FOIRN e sua coordenadoria;2. Exposição, debate e Informes da FOIRN e Coordenadoria sobre as suas ações futuras; 3.Condições e demandas de infra-estrutura da FOIRN e Coordenadoria durante o processo de articulação com associações de base: o que pode melhorar;4. Planejamento inicial para 2013com vistas para os próximos anos;5. Definição de estratégias para facilitar ações integradas das políticas públicas junto às comunidades indígenas da região. A coordenação dos encontros da COITUA (diretor e coordenadores)esclareceu às lideranças indígenas participantes sobre  os objetivos acima citados que os mesmos não serão tratados apenas nesses encontros e sim serão aprofundados e debatidos em todas as atividades a serem executados nos próximos anos. Os resultados podem ser alcançados a curto, médio e longo prazo;

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    PAUTA 01: Direitos indígenas e cidadania, meio ambiente:durante a avaliação e reflexão do histórico de luta e conquistas através das primeiras organizações indígenas na região da COITUA antes da criação da FOIRN as lideranças de base da região manifestaram que as questões de direitos adquiridos e garantidos na constituição federal devem ser constantemente debatidos a começar nas escolas. A população indígena deve se apropriar dos instrumentos legais que lhes garantem ter seus territórios demarcados e usurfruir-los de forma organizada e racional. A população indígena também precisam saber cumprir seus deveres na medida que forem exigindo seus direitos.PAUTA 02: Apresentação da proposta de realização do Censo sociodemográfico das associações de base da região e da abrangencia da FOIRN:a exposição sobre os objetivos de se ter um banco de dados próprios da FOIRN com todas as informações viáveis que possam subsidiar as futuras articulações e negociações junto as políticas públicas, na elaboração dos futuros projetos alternativos que visem atender a demanda dos povos indígenas da região,  às lideranças aprovaram e que estão prontos para contribuir;PAUTA 3 – Apresentação das estratégias(regras e acordos) de contribuição das associações de Base por coordenadorias ao fundo/FOIRN. (propostas aprovadas nas assembleias e reuniões do CD):nessa pauta as lideranças manifestaram interesse em contribuir desde que esclarecidos de como vai ser gasto e a partir de quando vão começar a contribuir. Para isso exigiram dos membros da coordenadoria para divulgar uma agenda de vigem a todas as comunidades da região. Propuseram que a melhor forma de contribuição com justiça seria por comunidade levando em consideração o numero de famílias por comunidade. Essa proposta ficou a ser definido por cada associação. Ficou prevalecendo ainda a forma de contribuição a que foi aprovada na assembléia e na reunião do CD da FOIRN (por associação e coordenadoria). Ficou definido então que a COITUA vai iniciar o recolhemento das contribuições ao FUNDO FOIRN a partir de Agosto do corrente ano.PAUTA 04 – Discução de novas estratégias para avançar na mobilização e articulação no processo de construção da política de Educação escolar Indígena diferenciada:nessa pauta após muito debate entre lideranças e professores participantes da região conclui-se que na atual conjuntura existe um distanciamento muito grande entre as escolas indígenas municipais e escolas indígenas estaduais sobre o assunto. Por isso ficou decidido nos dois encontros que deve haver mais breve possível (ainda esse ano)um Seminário de Educação escolar Indígena diferenciada na região da COITUA que possa orientar e direcionar os próximos passos sobre o assunto. Nesse evento poderão ser convidadas as instituições governamentais responsáveis pela política de educação no Brasil(SEMEC, SEDUC, MEC) e membros dos colegiados(CME, CEEI –AM, CNEEI, CNE).PAUTA 05 –Apresentação das novas propostas de financiamento e apoio na área de sustentabilidade econômica nas comunidades da região pelas políticas públicas:nessa pauta a FOIRN convidou a SEMPA/SGC, IDAM/SEPROR-AM. Os representantes apresentaram os projetos e programas de governo a serem implantados e implementados nos Municipios e comunidades do interior para beneficiar a população indígena que nunca se beneficiaram. Foi apresentado também que nesses programas e projetos haverá mais acompanhamento técnico para dar continuidade e resultados durante a sua execução. PAUTA 06 – Definir novas estratégias para o fortalecimento da participação do movimento das mulheres indígenas na região:durante os ultimos anos após a criação do departamento das mulheres indigenas da FOIRN fracassou a presença de articulação e mobilização da política indígena das mulheres na região.

    Grupo de Trabalho
    Grupo de Trabalho

     

     

  • CAIARNX Realiza Assembléia Extraordinária para Recomposição de Coordenadores no Alto Rio Negro

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    Sala de Aula

    A reunião foi realizada no dia 22 de junho de 2013, na comunidade Juruty Alto Rio Negro,o Coordenador Regional da Coordenadoria das Associações Indígenas do Alto Rio Negro e Xié, Evanildo Melgueiro Mendes convocou a assembleia extraordinária convidando todas as lideranças e representantes das comunidades/associações do rio Negro e xié para informar a desistência de seus companheiros  de luta pela coordenadoria  eleitos em 2012, e escolher novos afim de recompor os membros da coordenadoria para melhor andamento e acompanhamento de trabalho na região e passar algumas informações relevantes a movimento indigena. Estiveram presentes os presidentes das  05 associações de base como: ACIPK- Associação das Comunidades Indígenas de Potyro Kapuamo. AIBARN- Associação Indígena Baré do Alto Rio Negro. ACIRN- Associação das Comunidades Indígenas do Rio Negro. AIDCC- Associação Indígena de Desenvolvimento Comunitário de Cucuí. OCIARN- Organização das Comunidades Indígenas do Alto Rio Negro. ACIRX- Associação das Comunidades Indígenas do Rio Xié. 

    Tendo como representante legal da FOIRN para acompanhar a escolha, através do diretor  de referencia Renato Matos da etnia Tukana, que ressalto o papel de uma liderança que representa seu povo, antes de todo precisa entender  o movimento indigena e sua luta e reivindicar pelas melhorias que é desejos das comunidades, pois recebemos demandas das comunidades e nos apresentamos essa proposta aos governantes disse o ” Renato a todos participantes”.

    Passou então pela escolha de novos coordenadores, escolhido através de votos secretos os mais votados são os que estão na foto abaixo.

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    Coordenadores – Evanildo Melgueiro, Cirilo Peinado e Antonio Gomes Menezes
    Tesoureiro da coordenadoria Antonio Candido Baltazar
    Tesoureiro da coordenadoria
    Antonio Candido Baltazar

    Ficou encaminhado que a coordenadoria, vai construir uma sede com recurso disponibilizado pela FOIRN ainda no segundo semestre desse ano, e realizar planejamento conjunto com associações de base e FOIRN.

     

  • Povo Baniwa e Coripaco, reivindicam a criação de Escolas Estaduais de Ensino Médio Indígena

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    Grupos de trabalho

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – FOIRN, desde sua fundação vem lutando pelos direitos dos povos que representa, nesses seus 26 anos,  conquistou  o  acesso a saúde, educação e alternativas econômicas, nas comunidades,porém está longe do desejo das comunidades o desafio maior ainda é fazer os governantes aceitarem a Educação Escolar Indígena como politica publica para que seja aplicada nas salas de aulas, enrriquecendo a qualidade de formação de jovens indígenas para o mundo atual, para que de fato possa contribuir com sua comunidade e região com a valorização de conhecimentos tradicionais junto com tecnologia de formação ocidental.

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    Participantes do V-Encontro 

    O V – Encontro de Baniwa e Coripaco,  foi realizada na comunidade Tunui Cachoeira nos dias 3 a 5 de junho de 2013. Neste encontro a OIBI (Organização Indígena da Bacia do Içana) em parceria com ACEP (Associação Conselho da Escola Pamáali) reuniu  400 pessoas para discutir principais problemas e dificuldades enfrentadas pelas comunidades Baniwa e Coripaco nos últimos tempos na educação básica como direito especifico da Educação Escolar Indígena. O encontro teve apoio da FOIRN (Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro), ISA (Instituto Socioambiental), FUNAI (Coordenação Regional Rio Negro Funai São Gabriel da Cachoeira), SEMEC (Secretaria Municipal de Educação de São Gabriel da Cachoeira), SEDUC (Secretaria Estadual de Educação e Qualidade do Ensino no Estado Amazonas), SEIND (Secretaria Estadual para Povos Indígenas do Amazonas) e CEEI (Conselho Estadual de Educação Escolar Indígena do Amazonas). Os mesmos através de seus representantes estiveram  presentes no encontro.O povo Baniwa e Coripaco vem se organizando formalmente quatro anos depois de nova Constituição da Republica Federativa do Brasil de 1988 que destacou capitulo específico dos direitos indígenas. A OIBI por exemplo é de 1992 e a ACEP do ano de 2000. Mas não existem somente essas duas associações. Existem 10 associações Baniwa e Coripaco e uma coordenadoria regional. Essa organização social formal do povo representa mais de 93 comunidades, mais de 6.200 pessoas no lado Brasileiro. Somando da Colômbia e Venezuela fazem mais de 17 mil pessoas pertencentes a família lingüística Aruak. Na avaliação destes povos através de seus representantes lideranças que vem trabalhando e avaliando o trabalho do movimento indígena, já logrou com sua organização o reconhecimento de suas escolas, por exemplo, a Escola Indígena Baniwa e Coripaco – EIBC, pioneiro que deu abertura aos demais criação de outras escolas que se organizaram em uma rede de escolas Baniwa e Coripaco em 2007 com objetivo de fazer intercambio de experiência pedagógica e aperfeiçoar suas atividades para se ter uma boa qualidade de ensino de acordo com a realidade, interesse e objetivo das comunidades

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    A outra parte muito importante da conquista foi na área de  formação de professores. Quando criaram o seu movimento há duas décadas atrás, não havia professores formados. Tinha algumas pessoas que davam aula apenas com objetivo de fazer seus parentes saber ler e escrever. A partir de suas reivindicações o município criou o Magistério Indígena que faz hoje ter quase 200 professores ainda considerados insuficientes. Alguns professores já fizeram faculdades e outros hoje estão nos cursos de licenciaturas interculturais de acordo com as reivindicações do movimento indigena, também ainda insuficientes para suas escolas. Mas comparando uma década atrás, aumentou muito o poder pedagógico próprio. Com estas poucas conquistas hoje o povo Baniwa tem 2020 alunos no ensino fundamental completo, que representa 32% da população total, sendo 1.173 na fase inicial e 720 alunos na fase final segundo dados de 2013 da SEMEC. Este ano estão funcionando 55 escolas nas comunidades e 7 estão paralisadas. Dos 93 comunidades 62 tem escolas (66%) e 31 comunidades não tem escolas (34%). Isso significa que ainda tem muitos Baniwa e Coripaco em idade escolar que estão sem acesso a Educação Escolar. No ensino médio temos mais de 250 alunos segundo levantamento na viagem no Içana e Ayari no final do mês passado ao início deste de Maio. Apenas uma Escola matriz, demais como unidades de formação. Apesar de tudo isso, no Ensino Fundamental Completo apenas uma escola tem PPP (Projeto Político Pedagógico) aprovado no Conselho Municipal de educação. No ensino médio tem apenas uma escola matriz que não tem PPP aprovado no CEE-AM (Conselho Estadual de Educação do Amazonas).IMG_4794

    A partir deste levantamento pela coordenação do encontro dá para se perguntar qual é o nível da boa qualidade do ensino para desenvolvimento sustentável e gestão territorial. É essa problemática que foi discutida no encontro, além de reivindicar a criação das Escolas de Ensino Médio que se basearam na organização regional separada em 04 grupos que definiram o local de funcionamento das escolas e nomes de futuras,O resultado dos trabalhos dos grupos demonstraram a importância e urgência da necessidade da criação de 4 escolas estaduais indígenas para o funcionamento do ensino médio indígena, em seguida encaminhadas e aprovadas por unanimidade (i) ESCOLA ESTADUAL INDÍGENA BAREKENIWA; (ii) ESCOLA ESTADUAL INDÍGENA TTOLEE; (iii) ESCOLA ESTADUAL INDÍGENA KALIKATTAADAPA; (iv) ESCOLA ESTADUAL INDÍGENA EENO HIEPOLE. E foi deliberado um grupo de liderança para se encontrar com governo do Estado para solicitar a criação da mesma e um encontro de finalização de PPPI no mês de outubro com todas as escolas.

    Entrega de Material para participantes
    Entrega de Material para participantes