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  • Educação Escolar Indígena: Oficinas no Baixo Rio Negro

    Oficinas de Educação Escolar Indígena foram realizadas em 4 comunidades do Médio Rio Negro entre os dias 16 a 21 de setembro.   

    A viagem e os objetivos 

    O Departamento de Educação da Foirn (Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro), com acompanhamento da CAIMBRN (Coordenadoria das Associações Indígenas do Médio e Baixo Rio Negro) e SETCOM- FOIRN (Setor de Comunicação) empreendeu uma viagem para o médio rio Negro entre os dias 15 e 21 de setembro.

    As oficinas realizadas nas comunidades Castanheirinho (16/09), Livramento II (17/09), Massaraby (18-19/09) e Cartucho (20-21/09), foram respostas às reivindicações enviadas à Foirn e uma continuidade dos trabalhos já iniciados há alguns anos nessa região.  

    Com uma programação previamente definida com as lideranças dessas comunidades, as oficinas tiveram como um dos objetivos esclarecer mais sobre a proposta da educação escolar indígena, através de relatos de experiências bem sucedidas já existentes em algumas regiões do Rio Negro (Tiquié, Waupés e Içana). O outro objetivo foi ouvir as comunidades sobre o “modelo”de escola que desejam, além de colaborar no processo inicial da construção de seus Projetos Políticos Pedagógicos, que possuem como uma das premissas básicas desenvolver a valorização e o fortalecimento da cultura local.

    “Queremos que a escola indígena funcione na nossa comunidade”. 

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    Na região do alto rio Negro, apesar das primeiras experiências de escolas indígenas tidas como “diferenciadas”  terem começado há mais de 10 anos, o Médio Rio Negro está iniciando essa discussão, de forma mais constante,  a pouco tempo, onde buscam definir um “formato”de escola que desejam para seus filhos.  

    “Não existe modelo de escola indígena a ser seguido ou copiado. Mas, cada experiência já existente deve servir de base para formular uma proposta de escola que se adeque a realidade local”- explicou o professor Orlando Baré, atual Coordenador Geral da CAIMBRN, que também colaborou nas discussões e trabalhos realizados durante a visita nas comunidades.  

    “Queremos que a escola indígena funcione na nossa comunidade, para que os nossos filhos além de aprenderem conhecimentos dos brancos, também aprendam os nossos”- disse Sandra Dessana, 38, vinda do Alto Tiquié e atualmente, moradora da comunidade de Massaraby, onde também vivem pessoas de outras etnias.  

    “Algum tempo recente, quando se falava de educação escolar indígena, de revitalização e valorização de cultura alguns de nós falávamos que não queríamos voltar a viver como nossos antepassados viviam. As experiências que acabamos de ouvir mostram que não é assim”- comentou o professor Vamberto Plácido, 40, da comunidade Cartucho, depois dos relatos de experiências.  

    O desafio agora é iniciar o processo de construção de elaboração dos PPPIs dessas escolas. Essa caminhada requer tempo e dedicação por parte, principalmente, do corpo docente e da comunidade escolar.    

    Ensino Médio: um desafio pela frente.  

    Caso de Cartucho

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    Na Comunidade Cartucho, o Ensino Médio Tecnológico funciona há alguns anos. É uma modalidade de ensino em que os conteúdos das aulas são produzidos em três estúdios de TV do Centro de Mídias, em Manaus. É de onde uma equipe de professores ministra as aulas, que por sua vez, são transmitidas em tempo real via satélite para as escolas. Cada uma das salas de aula está equipada com um kit tecnológico (por antena, roteador-receptor de satélite, microcomputador, webcam com microfone embutido, TV de 37 polegadas, impressora e estabilizador).

    Os ex-alunos relataram suas experiências e problemas enfrentados no tempo em que ainda eram alunos.  Segundo eles, esse modelo de ensino é bom para aqueles que conseguem “assimilar” e aprender rápido. Pois, o formato de aula é diferente se comparado com o modelo de ensino presencial, onde os alunos podem recorrer ao professor em casos de dúvidas, que no caso do modelo tecnológico isso não ocorre.  

    Outro problema relatado é que às vezes o equipamento fica com problema e quando isso acontece os alunos não podem “assistir” as aulas, perdendo, consequentemente, os conteúdos. E para piorar, a manutenção dos equipamentos sempre demora a chegar. Segundo informação da comunidade, os alunos do ensino médio tecnológico perderam seus estudos nesse ano de 2013, pois os equipamentos quebraram desde o início do ano letivo e até o presente momento os técnicos não foram resolver o problema na comunidade. 

    “Esse ensino médio não é nosso, é uma proposta montada e discutida pelos técnicos do governo, que não querem saber se vai ser implantada numa comunidade indígena ou não”- explicou Coordenador da CAIMBRN.  

    “Mas, há uma vantagem quando funciona, os professores possuem uma boa formação nas áreas de atuação, o que às vezes não acontece em várias escolas de ensino médio presencial”-lembra um dos ex-alunos, hoje professor na própria comunidade.  

    Após a discussão sobre os desafios do ensino médio, lideranças, professores, pais, avós e alunos dividiram-se em grupos para discutir, sistematizar e apresentar propostas para o Projeto Político Pedagógico Indígena do ensino infantil ao fundamental. Uma das propostas do sr. Jaime foi a seguinte: “ a partir de hoje todos os pais da comunidade devem falar somente em nhengatu com seus filhos desde o início e quando chegar no tempo da escola essas crianças já vão saber falar a própria língua”.

    A comunidade de cartucho iniciou o processo de sistematização de seu Projeto Político Pedagógico Indígena nesta primeira oficina, objetivando aprofundar na discussão em próxima oficina, marcada para o início de novembro de 2013.

    Experiência Tuyuka: “Temos que ser radicais” 

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    A coordenação da Oficina, na comunidade Cartucho, aproveitou a passagem (pernoite) do Higino, que estava indo para a Oficina sobre Direitos da Mulher em Santa Isabel, para contar e contribuir com sua rica experiência, como professor e liderança indígena.  

     “Se quisermos que a escola indígena seja um instrumento que funcione quando se trata de valorização e revitalização, temos que ser radicais”- disse Higino Tenório Tuyuka ao introduzir seu relato de experiência referente à Escola Tuyuka.  

    “Se rezarmos Ave Maria todas as manhãs, é claro que em duas semanas, todas as crianças vão saber rezar”- refletiu, explicando em seguida que o mesmo ocorrerá se os pais e professores falarem com as crianças na própria língua todos os dias.  Segundo Higino, quando a Escola Tuyuka foi discutida, o objetivo era recuperar a língua Tuyuka que estava sendo substituída pela língua Tukano. “As crianças não sabiam mais falar Tuyuka, somente adultos de 30 anos pra cima. Foi quando criamos a escola. A partir de lá, começamos a falar, e em pouco tempo as crianças começaram a falar Tuyuka. Hoje,  as crianças não apenas falam, como também escrevem”- lembra Higino.  

    A oficina para a construção do Projeto Político Pedagógico Indígena em Cartucho contou também com a colaboração e assessoria da Lirian Monteiro, do Programa Rio Negro/Instituto Socioambiental. 

    Caso de Massaraby 

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    Em Massaraby a situação é bastante complicada. O ano, segundo os alunos, começou com dois professores e a partir do segundo semestre a sala do ensino médio ficou com apenas um professor. Este saiu da comunidade para a cidade (São Gabriel da Cachoeira) na véspera do torneio da semana da pátria (primeira semana de setembro), e até dia 16 de setembro ainda não havia retornado. E ainda, “saiu nas férias (final de junho), só chegou ao final de agosto, antes da semana da pátria, só ficou uma semana e foi embora novamente”-reclamou uma das alunas.  

    “Estou bastante preocupada, passamos os primeiros bimestres estudando apenas duas disciplinas e as outras como é que vão ficar? O professor vai chegar lá (SEDUC local) e vai inventar as notas para as demais disciplinas, fazendo de conta que estudamos também estas. Isso me preocupa muito”- completa. 

    Caso de Livramento II 

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    Hoje a escola já estaria no segundo ano de funcionamento caso a SEDUC cumprisse a previsão da implantação de uma sala anexa do Colégio João Marchesi (sediado em São Gabriel da Cachoeira), mas até o presente momento não foi implantado.  

    No ano em que a equipe da SEDUC passou pela comunidade, justificaram que a criação de uma escola de ensino médio não seria viável por reduzido numero de alunos (listados na matrícula apresentada) e pela falta de espaço (prédio escolar). Mas, segundo os comunitários presentes na oficina, foi aprovada a implantação de uma sala anexa na comunidade (como mencionado acima). 

    Se for por falta de espaço (salas de aula) que o ensino médio ainda não funcionou, as comunidades Livramento I e II, Vila Nova e sítios arredores estão juntando forças para construir três casas que servirão de espaço e estrutura para o funcionamento do ensino médio. A previsão de conclusão das casas é ainda este ano. Precisamente, em dezembro.

    “A gente sabe que não é nossa obrigação construir escola, mas, como demora pra chegar, estamos mostrando para o governo que temos muita força e vontade para ter o ensino médio para nossos filhos e para nós mesmos”- lamentou o “Seu” Nivaldo, com mais de 50 anos, que também é um dos alunos inscritos para estudar no ensino médio.   

     

  • Oficina sobre Direitos da Mulher reuniu mulheres indígenas de três municípios do Rio Negro

    Direitos da Mulher Indígena foi o assunto da Oficina em Santa Isabel do Rio Negro, realizado entre os dias 23 a 25 de Setembro de 2013

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    A oficina

    Realizada pelo DMIRN (Departamento das Mulheres Indígenas do Rio Negro) da FOIRN em parceria e apoio da FUNAI- CCRN, a oficina teve como objetivo principal a Promoção em direitos indígenas da mulher e fortalecer a cidadania das moradoras dos municípios do Rio Negro.

    Mulheres de Iauaretê, Barcelos, São Gabriel da Cachoeira e de Santa Isabel tomaram conta do Auditório Salesiano entre os dias 23 a 25 de setembro. Entre elas estavam representantes dos Departamento de Mulheres da ASIBA (Associação Indígena de Barcelos), ACIMRN (Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro) e dos bairros de Santa Isabel participaram do encontro.

    Durante os três dias a programação foi recheada de palestras, debates e discussões em torno de problemas enfrentadas pelas mulheres indígenas nos três municípios e comunidades do Rio Negro.

    Os grupos de trabalhos foram orientados por perguntas norteadoras elaboradas com base nas palestras: Direitos da Mulher ( Profa Madalena Gama Bendaham – Secretária do Conselho Municipal de Direitos da Mulher/SGC); – Cultura Indígena como Direito (Higino Tenório – Liderança Tuyuka); Direitos Indígenas como Direitos Humanos (Benjamim Baniwa – Vice-Presidente da ASIBA); – e exposições dos Departamentos de Mulheres da FOIRN, ASIBA e ACIMRN.

    Elas (ainda) não conhecem seus direitos.

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    Das mais de 50 mulheres vindos das mais diversas localidades, poucas conheciam seus direitos antes de participarem da oficina. Apesar do nível e formas de violência nas comunidades indígenas não serem os mesmos das cidades, foram elaboradas propostas de ações para que mulheres nas comunidades também conheçam e façam valer seus direitos.

    Segundo a Rosane Cruz, 23, Piratapuya, Coordenadora do Departamento de Mulheres Indígenas da Foirn (Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro), é fundamental que o movimento de mulheres construa estratégias de comunicação e informação para que as mulheres que ficam nas comunidades mais distantes das cidades também conheçam seus direitos. “Traduzir as leis, como a da Maria da Penha nas línguas indígenas pode ser uma forma de torná-la essa lei conhecida pelas mulheres indígenas nas comunidades. Como também exigir mais a presença e participação dos órgãos competentes na divulgação dessas leis”- diz.

    Mesmo nas cidades, as informações não chegam às casas. E é nesses espaços que vivem as mulheres indígenas que sofrem violência e discriminação das mais váriadas formas, segundo os levantamentos realizado pelos grupos de trabalho.

    Mulheres pedem mais atenção.

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    Em três dias de oficina, com base nos resultados dos GTs, ficou bastante claro e preocupante a ausência do poder público e a falta de ações voltadas para o atendimento especializado à elas.

    Em carta elaborada ao final da oficina, deixam claro e exigem mais respeito e atenção: “Estudamos sobre como nós devemos proteger a integridade da mulher e como denunciar as violências que as mulheres sofrem. Debatemos sobre as melhores formas de comunicação entre nós para criarmos canais seguros de informação, proteção e segurança para mulheres”- descreve a carta. E ainda: “Diante dessas realidades exigimos que os Municípios e as Câmaras Municipais criem estruturas de atendimento dos direitos das mulheres: – Secretaria Municipal da Mulher; – Criação do Conselho; – Municipal dos Direitos da Mulher; – Delegacia Especializada para atendimento a Mulher; – Casa de Abrigo em casos de violência, ameaças, etc..”- finaliza a carta que será destinada aos prefeitos dos três municípios do Rio Negro (Barcelos, Santa Isabel e São Gabriel), com copias para as Câmaras Municipal.

    Os homens devem colaborar.

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    As leis que tratam sobre direitos da mulher devem ser de conhecimentos de todos, não apenas mulheres, como foi lembrado e recomendado pelas participantes da oficina em Santa Isabel.

    Casos de violência veiculados diariamente pela imprensa contra mulheres são cometidos por maridos ou parceiros. “A mulher é sempre vista como algo a ser discriminada, violentada, temos que lutar para mudar isso”- disse uma das participantes da oficina.

    Para mudar isso, é importante que os homens (os que praticam essas atitudes) comecem a repensar e mudar sua maneira de ver e de tratar as mulheres. Afinal, os dois tem direitos iguais, que devem ser respeitados, e acima de tudo, cumpridos.

  • “ Direitos Indígenas, Cidadania e Meio Ambiente” Foram assuntos debatidos no Médio Rio Waupés e Tiquié

    Comunidade Taracuá Médio waupés
    Comunidade Taracuá
    Médio Waupés

    A participação de novos diretores executivos na suas regionais marca o processo de continuidade de luta do movimento indígena em defesa dos interesses e direitos dos povos indígenas do Rio Negro com novos membros da diretoria da FOIRN. Os desafios encontrados e apresentados pelos relatórios dos avaliadores externos contribuíram para que as coordenadorias pudessem traçar estratégias diferentes das anteriores para melhorar a rede de articulação e mobilização das lideranças na busca dos seus objetivos. A COITUA resolveu com seu diretor de referencia planejar a realização dos dois encontros na coordenadoria considerando a extensão geográfica. Considerou também que o momento é oportuno para fazer reflexão conjunta entre as lideranças indígenas de diferentes comunidades e localidades dos avanços do movimento indígena na região e do Rio Negro como todo para direcionar os próximos passos de luta de forma organizada e articulada. É importante lembrar que estamos prontos para assumir o compromisso assumido nas pactuações feitas com os apoiadores externos que sem eles seria difícil concretizar os nossos objetivos. A expectativa é também que as discussões dos encontros sirvam de base para fortalecer os objetivos do Plano ESTRATÉGICO do movimento indígena do Rio Negro – FOIRN o qual tem como um de seus componentes centrais o fortalecimento das Coordenadorias Regionais que precisam qualificar suas articulações perante aos órgãos governamentais em defesa dos seus direitos constitucionais.

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    Participantes

    Objetivos dos encontros: Levar o debate sobre o tema “ direitos indígenas e cidadania, meio ambiente”. Apresentar a proposta de realização do Censo sociodemográfico das associações de base da região;Definir estratégias(regras e acordos) de contribuição das associações de Base ao fundo da FOIRN.  Discutir novas estratégias para avançar na mobilização e articulação no processo de construção da política de Educação escolar Indígena diferenciada; Apresentar novas propostas de financiamento e apoio na área de sustentabilidade econômica nas comunidades da região pelas políticas públicas. Definir novas estratégias para o fortalecimento da participação do movimento das mulheres indígenas na região; Apresentação da FUNAI/CR(Coordenação Regional) suas novas ações estratégicas junto as comunidades indígenas da região;Além disso passou informações referente a:1.Levantamento de informações gerais sobre a FOIRN e sua coordenadoria;2. Exposição, debate e Informes da FOIRN e Coordenadoria sobre as suas ações futuras; 3.Condições e demandas de infra-estrutura da FOIRN e Coordenadoria durante o processo de articulação com associações de base: o que pode melhorar;4. Planejamento inicial para 2013com vistas para os próximos anos;5. Definição de estratégias para facilitar ações integradas das políticas públicas junto às comunidades indígenas da região. A coordenação dos encontros da COITUA (diretor e coordenadores)esclareceu às lideranças indígenas participantes sobre  os objetivos acima citados que os mesmos não serão tratados apenas nesses encontros e sim serão aprofundados e debatidos em todas as atividades a serem executados nos próximos anos. Os resultados podem ser alcançados a curto, médio e longo prazo;

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    PAUTA 01: Direitos indígenas e cidadania, meio ambiente:durante a avaliação e reflexão do histórico de luta e conquistas através das primeiras organizações indígenas na região da COITUA antes da criação da FOIRN as lideranças de base da região manifestaram que as questões de direitos adquiridos e garantidos na constituição federal devem ser constantemente debatidos a começar nas escolas. A população indígena deve se apropriar dos instrumentos legais que lhes garantem ter seus territórios demarcados e usurfruir-los de forma organizada e racional. A população indígena também precisam saber cumprir seus deveres na medida que forem exigindo seus direitos.PAUTA 02: Apresentação da proposta de realização do Censo sociodemográfico das associações de base da região e da abrangencia da FOIRN:a exposição sobre os objetivos de se ter um banco de dados próprios da FOIRN com todas as informações viáveis que possam subsidiar as futuras articulações e negociações junto as políticas públicas, na elaboração dos futuros projetos alternativos que visem atender a demanda dos povos indígenas da região,  às lideranças aprovaram e que estão prontos para contribuir;PAUTA 3 – Apresentação das estratégias(regras e acordos) de contribuição das associações de Base por coordenadorias ao fundo/FOIRN. (propostas aprovadas nas assembleias e reuniões do CD):nessa pauta as lideranças manifestaram interesse em contribuir desde que esclarecidos de como vai ser gasto e a partir de quando vão começar a contribuir. Para isso exigiram dos membros da coordenadoria para divulgar uma agenda de vigem a todas as comunidades da região. Propuseram que a melhor forma de contribuição com justiça seria por comunidade levando em consideração o numero de famílias por comunidade. Essa proposta ficou a ser definido por cada associação. Ficou prevalecendo ainda a forma de contribuição a que foi aprovada na assembléia e na reunião do CD da FOIRN (por associação e coordenadoria). Ficou definido então que a COITUA vai iniciar o recolhemento das contribuições ao FUNDO FOIRN a partir de Agosto do corrente ano.PAUTA 04 – Discução de novas estratégias para avançar na mobilização e articulação no processo de construção da política de Educação escolar Indígena diferenciada:nessa pauta após muito debate entre lideranças e professores participantes da região conclui-se que na atual conjuntura existe um distanciamento muito grande entre as escolas indígenas municipais e escolas indígenas estaduais sobre o assunto. Por isso ficou decidido nos dois encontros que deve haver mais breve possível (ainda esse ano)um Seminário de Educação escolar Indígena diferenciada na região da COITUA que possa orientar e direcionar os próximos passos sobre o assunto. Nesse evento poderão ser convidadas as instituições governamentais responsáveis pela política de educação no Brasil(SEMEC, SEDUC, MEC) e membros dos colegiados(CME, CEEI –AM, CNEEI, CNE).PAUTA 05 –Apresentação das novas propostas de financiamento e apoio na área de sustentabilidade econômica nas comunidades da região pelas políticas públicas:nessa pauta a FOIRN convidou a SEMPA/SGC, IDAM/SEPROR-AM. Os representantes apresentaram os projetos e programas de governo a serem implantados e implementados nos Municipios e comunidades do interior para beneficiar a população indígena que nunca se beneficiaram. Foi apresentado também que nesses programas e projetos haverá mais acompanhamento técnico para dar continuidade e resultados durante a sua execução. PAUTA 06 – Definir novas estratégias para o fortalecimento da participação do movimento das mulheres indígenas na região:durante os ultimos anos após a criação do departamento das mulheres indigenas da FOIRN fracassou a presença de articulação e mobilização da política indígena das mulheres na região.

    Grupo de Trabalho
    Grupo de Trabalho

     

     

  • Poder Público X Povos Indígenas e Educação

    Educação Indígena – Expectativas de Trabalho

    Domingos CamicoSecretario de Educação de SGC
    Domingos Camico
    Secretario de Educação de SGC

    Completam dois meses hoje, depois que começaram a assumir  os cargos e responsabilidades que mais mexem com os povos indígenas do Alto Rio Negro: A educação escolar indígena. Depois de quatro anos da gestão passada, em janeiro deste ano tomaram posse os novos gestores do município. Como das outras vezes, a expectativa por parte dos gestores e principalmente da população do município é grande. E para levar as essas informações a população de São Gabriel, o blog da FOIRN conversou com Domingos Camico Agudelo Secretário Municipal de Educação  e Cultura – SEMEC e Francimar Lizardo, vereador e Vice-Presidente da Câmara Municipal de São Gabriel da Cachoeira para saber quais os planos e projetos dessa nova gestão para a pauta de educação e cultura para o município.

    1. (FOIRN) Secretario quais são expectativas de trabalho com relação à Educação Escolar Indígena?

    (Camico) Primeiro estamos nos organizando o quadro de profissionais que vão trabalhar diretamente com nossas comunidades e escolas, vamos retomar programas de API – Assessor Pedagógico Indígena  um por cada região e outros técnico que acompanharão cada região.

    Vamos montar  Escolas Nucleadas com estruturas para receber vários alunos, juntando vários comunidades e formar única  turma, por que tem comunidades que tem pouco alunos e não tem como professor permanecer lá pra dar aula pra 05 ou 07 alunos. Pra isso não acontecer faremos isso, contratar professores que darão aula por modulo e em rodízio com alunos, assim alunos de comunidades e sítios não serão prejudicados.

    Vamos trabalhar diretamente com os APMCS, para compra de merenda regionalizada, discutir cardápio escolar, mas antes preciso ver como retomar o PPDE e PNAT e programa caminho da escola pra compra de ônibus escolares.

    Ainda estamos nos organizando, nesse dias tinha inúmeros pessoas aguardando para ser atendida por ele, fila e mais fila com ar de esperança de ser contratado ou indo pra entrevista.

    1. (FOIRN) Secretario como pretende dar continuidades na Formação de Professores das comunidades indígenas?

    (Camico) Então formatura dos professores do Curso Magistério II (nível médio) será realizado no dia 01 de março deste ano. A proposta é que esses professores dêem continuidade de formação por meio de programas e cursos que vamos buscar por meio de parcerias com as universidades do estado, como a UFAM e a UEA. Tem o projeto de Formação Avança que vamos acompanhar diretamente com FOIRN e ISA pretendemos trabalhar em conjunto, pois só vem pra beneficiar nossa população, pra nos quanto mais parceria melhor.

    1. O nosso município tem diversidade étnica como pretender valorizar a cultura na cidade e nas escolas?

    Na pauta cultural estamos começando a organizar e planejar atividades de reestruturação do setor. E uma das nossas prioridades é transformar o setor de cultura inserido na secretaria de educação em uma secretaria. O que dará mais autonomia para criar e desenvolver atividades ligadas a cultura, como promoção e valorização. Em especifico, vamos reforçar a biblioteca municipal, através de ampliação de números de acervos bibliográficos, para que mais livros, que significa mais conhecimento e cultura sejam acessíveis pela população.

    E que atividades culturais comecem fazer parte do calendário da cidade, através de apresentações de teatros e outros. E a garantir oportunidades e o acesso à cultura para mais jovens por meio de projetos e cursos de formação.

    Para isso, estaremos aos poucos começando a realizar seminários de discussão da temática, principalmente sobre o turismo de pesca e ecoturismo para identificar potencialidades e discutir possibilidades junto com a sociedade de São Gabriel, pois, isso tem o foco de garantir da melhoria da qualidade de vida da população.

     

    Vereadores
    Vereadores

    Francimar Lizardo ( Sucy) – Vereador e Vice Presidente da Câmara

    Quais são planos para cidade e comunidade, como vão trabalhar?

    (Sucy) Bom temos problemas fundiários, vamos reativar  a legalização fundiária e área de ocupação tradicionais, pois existem conflito territoriais ao redor da cidade;

    Reativar em parceria FOIRN e FUNAI o balcão da cidadania.Fortalecer o desenvolvimento das associações indígenas e outros.Trabalhar com transparência das ações e recurso que chegar na câmara;Valorizar atividade esportiva das comunidades que já existem.O que vamos fazer isso é uma decisão de todos os vereadores.Ter uma recepcionista que fala as 03 línguas co-oficializadas.Fazer valer essa lei nos setores públicos

    Incentivar atividade produtiva familiar.

    Sempre que podemos e sermos convidados vamos acompanhar as discussões do movimento indígena queremos trabalhar em parceria com as instituições. Vamos  elaborar lei que garante Projeto Político Pedagógico Indígena das escolas indígenas.

  • Primeira mulher Presidente na Organização Indígena no Brasil

     O  papel das mulheres no movimento indígena do Rio Negro : História e Perspectivas. foi a pauta da assembleia  da FOIRN, destacando a participação delas nas reuniões e assembleia mesmo timidas mas elas conquistaram espaço,  com reformulação do estatuto na assembleia de 2010, elas conquistaram direito de concorrer a diretoria da FOIRN  junto com os homens e participar como delegadas a assembleia eletiva, isso ta garantido no estatuto e é uma conquista nossa disse a Cecilia Alburque que coordendou a mesa, parabenizando a participação das mulheres as  palestrante foi Rosane Cruz – Coordenadora do Departamento de Mulheres, Marcinda Miranda – Liderança Indigena Mulher e Dona Judite Texeira como debatedora liderança de Iauarete, somos companheiras dos homens e vamos lutar junto pelo nosso povo e vamos apoiar uma mulher pra diretoria nessa assembleia disse a Judith na sua fala final. E Por fim Lideranças  de várias etnias  vindo de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro, reunidos no municipio sede da instituição em São gabriel da Cachoeira -AM, que em comemoração de 25 anos de luta e sobrevivencia, movimento indigena define o representante e para surpresa de todos uma mulher vai presidir a FOIRN  que representa os 23 povos para próximos 4 anos, segue a entrevista realizada com presidente eleita!

    Almerinda Ramos de Lima

    Almerinda Ramos de Lima – 39 Anos do povo Tariano, nome de benzimento Nanai, mãe de 02 filhos e um neto, iniciou sua jornada no movimento indígena desde seus 15 anos de idade, acompanhando seu pai nas discussões de assembléias e reuniões do movimento indígena  de sua região e FOIRN de quem se orgulha falar o nome Armando de Lima natural da comunidade Nova Esperança no Alto Rio Uaupés sua refencia de está nessa luta para bem de todos.

    Aonde vc atuou como profissional?

    Foi professora por um ano na Escola Municipal Menino Jesus no Alto Uaupés na comunidade Açaí com povo Cubeo.

     E no movimento indígena e associações?

    Acompanhei de perto as discussões das mulheres na associação  ( AMIDI – Associação das Mulheres Indígena do Distrito de Iauarete) desde 2007 a 2010 como associada comecei a me interessar em defender a causa,em 2010 foi eleita presidente da associação representando as mulheres conforme o estatuto, fazendo articulações nas comunidades, participando e acompanhando os trabalhos nos eventos do movimento indígena do rio negro ( Economia Solidaria, Assembleia de Barcelos e Encontro de Produtores), recentemente a assembléia regional da COIDI, onde foi eleita pelo meu povo para concorrer a diretoria da FOIRN, também e é madrinha dos jovens indígena em Iauarete.

    E como presidente da FOIRN quais são suas expectativas?

    Dar continuidade nos trabalhos da instituição, executar projetos e atender reivindicações  do meu povo, concluindo o que outras lideranças deixaram, para mulheres fortalecer associações e dar apoio logístico nas suas atividades.

    Organizar a casa para melhor resultado dos trabalhos e atividades com transparência de acordo como  manda lei da casa.

    Mensagem para mulheres que participam do Movimento Indígena no Brasil?

    “Que as mulheres estejam cada vez mais unidas e fortalecidas para que possam superar os obstáculos e realizar um bom trabalho para futuras gerações”

    OBS:Agora sim Braulina, conseguimos eleger uma mulher como presidente, vamos apoiar e trabalhar junto com os demais diretores e fazer um excelente gestão na historia do movimento indígena do rio negro disse a Dona Judite Texeira logo após anunciarem resultado final.

    Texto e Perguntas: Braulina Baniwa

  • Reuniao entre Parceiros da FOIRN e Coordenadorias

    Iniciou nesta tarde, a reunião de planejamento das 05 coordenadorias regionais da FOIRN que envolve 03 municipios Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e SGC,  durante os dois dias estarão fazendo avaliação do primeiro ano de parceria de trabalho ( FOIRN, ISA e Embaixada da Noruega) e planejar atividades para próximos dois anos 2013 e 2014, esse assinatura de parceria vem fortalecer a atuação dos coordenadores nas bases, o Instituto Socioambiental (ISA) através de seus técnicos está presente nesse seminário para assessorar nas atividades, juntamente com diretoria executiva da FOIRN.

    Equipe da Embaixada da Noruega
    Kristian, Patricia e Luciano
  • X- ASSEMBLEIA ELETIVA DA COIDI

    Coordenadoria das Organizações Indígenas do Distrito de iauarete, entre dia 09 a 11 de Agosto no Centro Social vila Cruzeiro, no Centro de Iauarete, localizada na fronteira Colombia e Brasil, povos indigenas escolheram e elegeram seus representantes para proximos 4 anos, na regional e para concorrer diretoria da FOIRN. No evento o Secretario de Producao Rural o Eron Bezerra, lancou o Programa Agricultura indigena para liderancas presente na reuniao, que os mesmo se mostraram interessados a participar, porem necessitam de acompanhamento tecnico disse um dos lideres na ocasiao, pois pela falta de acompanhamento e esclarecimento de informacao muitos estao inadiplentes por causa do AFEAM outro programa do governo do Estado.

    Candidatos a FOIRN
    Nivaldo Castilho Maia, Almerinda Ramos e Jose Roberto
    Coordenadores da COIDI
    Esmeraldo Maia, Jose Edimar, Jeremias e Osmar Veloso

     

  • IV ASSEMBLEIA ELETIVA DA CABC

     A coordenadoria das Associacoes indigenas Baniwa e Coripaco,realizou  entre os dias 01 a 03 de agosto na comunidade de Canadá no médio Rio Aiary, A IV Assembleia, que teve como objetivos principais a serem discutidas a Avaliação da atuação da Coordenadoria e da FOIRN na região do Içana e afluentes, principalmente com as associações de base, que somam 10 associações. Através das avaliações, apresentaram e  indicaram novas  estratégias de fortalecimento do Movimento Indígena da região, com a perspectivas para curto, médio e longo prazo, e elegeram representantes Baniwa para concorrer diretoria da FOIRN por fim escolheram e elegeram  nova Diretoria da CABC para proximos 4 anos e   tambem tera representante feminina baniwa na eleicao da FOIRN.

    05 Candidatos concorreram para   FOIRN, eleitos, Isaias Pereira Fontes – 28 votos e Deusimar Cordeiro – 09 votos

    Candidata Feminina para FOIRN
    Francineia Bittencout Baniwa

     

     

    Liderancas Baniwa e Coripaco para proximos 4 anos
    Coordenadores, Carlos de Jesus, Tuli Melicio,Armindo da Silva e Plinio Marcos

     

  • III- ASSEMBLEIA REGIONAL DA CAIMBRN

    III – Assembléia Regional da CAIMBRN  aconteceu no período de 18 a 20 de abril, na comunidade Canafe, com os objetivos: escolha da nova coordenação, conselheiros para CD FOIRN, eleger 3 representantes para concorrer a Assembléia Eletiva  da FOIRN e discutir assuntos relacionadas a saúde e educação.

    Como houve atraso na chegada de delegados, devido forte temporal, a leitura de regimento interno da assembléia ficou para ser lida e aprovada no dia da eleição, e o trabalho iniciou com a palestra do Sr. Orlando Jose de Oliveira, que para ele e uma honra poder participar do evento , ele acredita na importância de passar conhecimento as novas lideranças que estão surgindo, tivemos avanço aqui no baixo rio negro, conseguimos implantar radio fonia, organizar associações de base e estão consolidadas isso só vem fortalecer o movimento indígena, o que ainda precisa fazer e, conscientizar mais a população sobre seus direitos.  E para novo diretor de referencia do rio negro, fica o recado a liderança tem que passar a ajudar, acompanhar e contribuir com sua base,  propondo aos representantes governamentais, os anseios de suas comunidades, pois ela esta ali, em prol de sua comunidade.

    3 representantes da CAIMBRN para concorrer diretoria da FOIRN                          

      Nova Diretoria da CAIMBRN ( 2013 a 2016)

    Aguardem depoimento das liderancas sobre o movimento  indigena – no contexto geral 25 anos de existencia.
  • Educacao que QUEREMOS!!!

    Várias lideranças indígenas e professores querem educação formal e também educação que valoriza seus conhecimento tradicionais para formar pessoas capazes de liderar uma comunidade e formar uma família, assim preservar sua cultura e costumes.

    Participacao das mulheres na discussao, que ha 20 anos atras nao era possivel.