Tag: destaque

  • Associação Indígena de Barcelos elege nova diretoria

    Associação Indígena de Barcelos elege nova diretoria

    A Associação Indígena de Barcelos (Asiba) realizou a assembleia extraordinária no último dia 20 de outubro na comunidade Cauburis, localizado na região do baixo rio negro, município de Barcelos.

    Assembleia da Associação Indígena de Barcelos – Asiba elegeu nova diretoria.

    Participaram da assembleia, Marivelton Rodrigues Baré – Presidente da FOIRN, Carlos Nery Piratapuia – Coordenador da Caimbrn – Coordenadoria das Associações Indígenas do Médio e Baixo Rio Negro e cerca 60 delegados representantes das comunidades e bairros da cidade (de Barcelos) que fazem parte da associação.

    As principais pautas foram: a apresentação dos trabalhos da gestão 2020/2021 e eleição para a nova diretoria.

    Após a apresentação do relatório de atividades, foram formadas as chapas para a eleição da diretoria para a gestão 2022-2025 por Rosilene Menez Baré – Chapa 01 e Luziane Celso de Melo – Chapa 02. Após resultado da eleição ficou com o seguinte resultado. Chapa 01 Rosilene Menez – 41 votos e Chapa 01 Luziane Melo – 22 votos.

    A diretoria eleita (Chapa 01) é composta por:

    Presidente: Rosilene Menez da Silva – Povo Baré
    Vice-presidente: Manoel Sena dos Santos Filho – Povo Baniwa
    Secretária: Edinilza Amâncio Pinheiro Araújo – Povo Baré
    Secretário Suplente: Marilene Gervásio dos Reis – Povo Baré
    Tesoureira: Neide Dantas dos Santos – Povo Baré
    Tesoureiro Suplente: Reginaldo Brandão Crescêncio – Povo Tukano

  • FOIRN realiza oficina para fortalecer a juventude e mulheres indígenas no Médio e Baixo Rio Negro

    FOIRN realiza oficina para fortalecer a juventude e mulheres indígenas no Médio e Baixo Rio Negro

    Participantes da II Oficina de Formação de Jovens e Mulheres Indígenas do Médio e Baixo Rio Negro realizado na comunidade Canafé, município de Barcelos (AM). Foto: Juliana Albuquerque/FOIRN

    A II Oficina de Jovens e Mulheres Indígenas aconteceu na comunidade Canafé no município Barcelos (Am), nos dias 14 a 16 de outubro. Participaram da oficina, sete associações de base da Foirn da região do Médio e Baixo Rio Negro.

    Realizado pela Foirn através do Departamento de Juventude (Dajirn) a II oficina teve como principal objetivo a criação de Núcleos de Jovens e Mulheres Indígenas da região do Médio e Baixo Rio Negro.

    Organizados em núcleos, a juventude e as mulheres indígenas vão atuar efetivamente nas mobilizações e articulações no âmbito da Coordenadoria das Associações Indígenas do Médio e Baixo Rio Negro (Caimbrn), que coordena e mobiliza as associações de base da Foirn na região.

    Participaram da oficina as associações de base: Acir – Associação das Comunidades Indígenas e Ribeirinha, Acimrn – Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro, Acirpp – Associação das Comunidades Indígenas do Rio Preto e Padauiri, Associação das mulheres, Amiarn – Associação das Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro, Aiacaj – Associação Indígena da Área de Canafé e Jurubaxi, e, Aibad – Associação Indígena do Baixo Rio Aracá e Demeni, e – Associação Yanomami Kurikama.

    Coordenadora do Departamento de Jovens Indígenas do Rio Negro (Foirn), Sheine Diana apresentou a estrutura organizacional do departamento, atividades já realizadas e planejamentos do departamento para esclarecer aos participantes dúvidas referente aos trabalhos de atuação e incentivar a participação dos mesmos nos eventos realizados pelo departamento.

    Na oficina foram realizados trabalhos em grupo por associação discutindo sobre o que é articulação e a importância da criação do núcleo por associações de base onde foi detalhado passo a passo para facilitar o entendimento dos jovens e mulheres.

    Jovens indígenas indicados para fazer parte da Rede de Juventude Indígena do Rio Negro coordenado pelo Departamento de Adolescentes e Jovens Indígenas do Rio Negro (Dajirn). Foto: Juliana Albuquerque/Foir,

    A coordenadora destacou a importância do repasse de informações sobre os trabalhos do departamento a juventude da região. “Está sendo muito importante para mim, tanto pelo repasse de informações sobre o trabalho do Dajirn, como a realização das atividades previstas na região”. “Onde os jovens e mulheres estão participando e contribuindo nas discussões do movimento indígena”, completa.

    Presidente da Associação das Mulheres indígenas do Alto Rio Negro (Amiarn) e Coordenadora do Departamento das Mulheres Indígenas do Rio Negro da Foirn na gestão 2017-2020, Elizângela da Silva Baré foi a palestrante da oficina.

    Elizangela apresentou o histórico da luta das mulheres no movimento indígena. Ressaltou a importância da criação da rede e núcleo de mulheres e jovens indígenas para fortalecer a implementação dos Planos de Gestão Territorial e Ambiental das Terras Indígenas (PGTAs) da região, processo da qual ela participou diretamente durante a sua gestão no Dmirn.

    “Hoje fico feliz de ver que a atual coordenação do departamento esta dando continuidade dessas ações do movimento indígena. O movimento indígena é isso, continuidade dos trabalhos, das ações, das coisas que a gente vê que são necessários para as nossas regiões, para nossas coordenadorias, comunidades e nossas terras indígenas. Por isso precisamos fortalecer e trazer as mulheres e jovens para participar e dar mais voz aos jovens e mulheres dentro do movimento indígena”, disse Elisangela.

    Mulheres Indígenas de diferentes comunidades participaram da oficina representando suas associações. Na imagem, mulheres indicadas para fazer parte da Rede de Mulheres Indígenas no âmbito da Foirn. Foto: Juliana Albuquerque/Foirn

    Carlos Teixeira Nery, coordenador da Caimbrn, participou da oficina onde falou a importância da regularização das organizações da região para fortalecer a participação e o desenvolvimento de projetos e iniciativas na região.

    Presidente da Foirn, Marivelton Barroso Baré, presente na oficina, apresentou os trabalhos desenvolvidos e destacou a importância das associações de base e a formação de novas lideranças no movimento indígena, que de acordo com ele, é importante garantir oportunidade aos jovens e mulheres nos encontros, reuniões, seminários, assembleias que são espaços de formação para novas lideranças.

  • V Encontro de Produtores Indígenas reúne representantes de vários povos em Iauaretê para discussão sobre produção e comercialização

    V Encontro de Produtores Indígenas reúne representantes de vários povos em Iauaretê para discussão sobre produção e comercialização

    Cerca de 140 artesãos e artesãs indígenas de diversas etnias participaram do V Encontro de Produtores Indígenas do Rio Negro, realizado em Iauaretê entre os dias 13 e 15 de outubro.

    Paricipantes do V Encontro de Produtores Indígenas do Rio Negro realizado em Iauaretê. Foto: Ray Baniwa/Foirn

    A participação de indígenas das etnias que vivem na região do Alto e Médio rio Uaupés e rio Papuri, como Hupdah, Dessana, Wanano, Kubeo, Tukano, Tariana e Piratapuia, garantiu intensa troca de informações.

    Durante os três dias, os artesãos compartilharam conhecimentos e experiências sobre produção e comercialização de artesanatos.

    O encontro foi realizado pela FOIRN através do Departamento de Negócios Socioambientais e Casa Wariró, com apoio e parceria do Instituto Socioambiental (ISA) e ForEco.

    Além de debater desafios da produção e comercialização de produtos e artesanatos, os participantes também mapearam novas cadeias de produção.

    Os trabalhos durante a oficina foram coordenados pela articuladora e gerente da Casa Wariró, Luciane Lima, e pelo coordenador do Departamento de Negócios Socioambientais e Coordenador do Conafer Rio Negro, Edson Gomes Baré, com acompanhamento da diretora da Foirn de referência da região da Coidi, Janete Alves Dessana.

    Entre os temas debatidos estão funcionamento, acordo de co-gestão, relação com artesãos, precificação, marca coletiva Wariró e as modalidades de pagamento de artesanatos.

    Compras institucionais como os programas PAA (Programa de Aquisição de Alimentação) e PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) também foram apresentados como pautas do encontro.

    Na abertura, Edison Gomes lembrou a importância do encontro para discussão de temas como economia indígena e a comercialização dos produtos e artes na região.

    De acordo ele, esse é mais um passo importante na discussão e construção do bem viver indígena do Rio Negro, uma das bandeiras de luta do movimento indígena.

    “Nos últimos anos, tivemos nos dedicando especialmente a debater e avançar em temáticas como a educação e a saúde indígena, o nosso desafio agora é também avançar na pauta da economia indígena”, disse.

    A liderança Domingos Lana Tariana, 53, lembrou que a Casa Wariró é a marca que representa a diversidade cultural dos 23 povos indígenas do Rio Negro, por isso todos os artesãos e produtores indígenas devem conhecer seu funcionamento. “Precisamos conhecer a nossa marca e começar a reconhecer e chamá-la de nossa marca”, frisou.

    O contato com os não indígenas ao longo do tempo trouxe mudanças na vida dos povos indígenas do Rio Negro, como introdução de novos tipos de alimentos, especialmente os industrializados. Ao mesmo tempo, o conceito de economia e comercialização de produtos foi ganhando novas formas: antes apenas no formato de troca, e depois a venda de produtos.

    Professor e liderança, Adão Oliveira refletiu sobre essas mudanças na vida dos povos indígenas no Rio Negro, afirmou que afetam o modo de vida e a cultura, pois, muitas delas são partes de outras sociedades. “Muitas dessas novas formas de organização e comercialização são da cultura dos não indígenas, mas precisamos nos adequar e adaptar os conhecimentos para a nossa realidade local. E a FOIRN está nos dando essa oportunidade de aprofundar sobre esses assuntos que são importantes para discutirmos, como a valorização de nossos produtos e da nossa cultura. Para isso precisamos do conhecimento sobre como gerir e comercializar nossos produtos”, disse.

    Ainda sobre a importância de aprender novos conhecimentos para valorizar a cultura dos povos indígenas, a liderança e presidente da Associação das Comunidades Indígenas de Iauaretê (Acii), Joaquim de Jesus, do Povo Tukano, 64, afirma que o encontro de produtores indígenas realizado em Iauaretê trouxe novos conhecimentos e informações sobre a Casa Wariró. “Nos dias de hoje, para valorizar o nosso conhecimento é preciso saber e ter conhecimentos sobre a comercialização, a padronização e qualidade exigidas pelo mercado consumidor. Tendo esses conhecimentos básicos, vamos conseguir vender nossos produtos e artesanatos. E isso é importante para valorizarmos os nossos conhecimentos, principalmente o repasse dos saberes e conhecimentos de confecção para nossos filhos”, afirmou.

    Para Verônica Ramos Pena, 31, do povo Hupdah, moradora da Vila Fátima, em Iauaretê, que organizou e liderou a participação de oito mulheres Hupudah no encontro, disse que sai fortalecida e animada do encontro de produtores. “Estou feliz e animada com resultado do encontro. Consegui trazer mulheres da minha comunidade para participar e aprender novos conhecimentos durante o encontro. Tivemos a oportunidade de apresentar nossos artesanatos aqui para os participantes. Apesar das dificuldades que ainda temos em acompanhar as apresentações dos expositores, aprendemos bastante coisa nova”, diz. “Estamos cada vez mais fortalecendo a nossa produção de artesanatos para vender e ajudar a gente a comprar produtos básicos e necessários para nossa sobrevivência”, completou.

    Ramiro Álvares, 40, do Povo Kubeo, morador da comunidade Querari – Alto Uaupés, se disse satisfeito com o conhecimento adquirido no encontro. “Não conhecia a Wariró antes do encontro aqui em Iauaretê. Com as apresentações durante esses dias, consegui entender o que é a Casa Wariró, como funciona, e como vender os artesanatos. Eu faço vários tipos de artesanatos, agora vou começar a produzir para vender, pois aprendi que tenho que valorizar esse conhecimento tradicional que temos”, disse.

    Diretora de referência da FOIRN para a região da Coidi, Janete Alves Dessana compartilhou com todos os presentes o sentimento de mais um trabalho concluído com êxito. “Que o conhecimento aprendido no encontro não fique somente aqui, deve ser compartilhado com outros que não conseguiram participar do encontro”, disse.

    O Encontro de Produtores Indígenas do Rio Negro realizado em Iauaretê encerrou a série de cinco encontros previstos para o ano de 2021 em todo o Rio Negro. Dois encontros serão realizados em 2022 para encerrar os encontros regionais, que são preparativos para o encontro geral previsto para acontecer no primeiro semestre de 2022.

  • Diretor Presidente da FOIRN – Marivelton Barroso do Povo Baré em Agenda pelo Médio Rio Negro.

    Diretor Presidente da FOIRN – Marivelton Barroso do Povo Baré em Agenda pelo Médio Rio Negro.

    O diretor presidente da FOIRN, Marivelton Barroso, em cumprimento da agenda pelo rio negro, reuniu no ultimo dia 11/10 juntamente com o representante do ISA e assessor da Casa de Frutas, João Gabriel, presidência da Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro-ACIMRN e a equipe da gerência de bolsistas da casa de frutas para retomada dos planos de trabalhos da mesma.
    Também foi discutido sobre o desenvolvimento dos testes iniciais e agendas de trabalho com as comunidades que fazem parte diretamente do projeto e que serão as futuras fornecedoras dos produtos para a casa. Uma iniciativa que se desenvolverá no âmbito da cadeia de valores dos produtos da sociobiodiversidade.
    Um projeto de iniciativa no âmbito do sistema agrícola tradicional do rio negro – (SAT-RN). Ainda foi articuladas em conversas a assembleia eletiva da ACIMRN que devera acontecer no próximos dias 04 e 05 de novembro na comunidade Açaituba no município de Santa Isabel do rio Negro médio Rio Negro.

    Em continuidade da agenda pelo médio Rio Negro, Marivelton Barroso, juntamente com o coordenador do CONDISI e o coordenador local da FUNAI , CTL-Santa Isabel, Guilherme Veloso, visitam a comunidade Acariquara em cumprimento a agenda. Onde houve repasses de informações sobre os trabalhos da FOIRN, Conselho Distrital de Saúde Indígena – CONDISI que irá acontecer nos dias 27 e 28 de outubro na comunidade Açaituba e articulação sobre a assembleia eletiva da Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro – ACIMRN.


    O diretor-presidente se emocionou ao lembrar que na comunidade Acariquara iniciou a sua trajetória no movimento indígena para chegar ao cargo que ocupa atualmente, agradeceu o apoio recebido, os incentivos e afirmou que a comunidade poderá continuar contando com o seu apoio sempre que precisarem.
    O coordenador do CONDISI, Jovânio Normando, falou da importância da parceria entre FOIRN, DSEI e FUNAI na região, e a importância da participação de lideranças das comunidades no Conselho Indigenista de saúde para o fortalecimento das comunidades indígenas.
    O coordenador local da FUNAI explanou sobre os trabalhos desenvolvidos na região e citou sobre a importância das parcerias com as entidades de representatividade dos povos indígenas. Seguindo, a equipe ainda visitou o local onde pretendem instalar a estação kit de bombeamento de água com o sistema de energia solar, com o objetivo de melhorar a saúde dos moradores da comunidade.


  • ASSEMBLEIA DA AMIRT E ENCONTRO MICRORREGIONAL NA REGIÃO DA DIAWI’I

    ASSEMBLEIA DA AMIRT E ENCONTRO MICRORREGIONAL NA REGIÃO DA DIAWI’I

    A Coordenadoria das Organizações Indígenas do Tiquié, Uaupés e Afluentes – DIAWI’I, realizou a Assembleia Geral Ordinária da AMIRT no dia 20 de setembro de 2021 e o Encontro Microrregional das comunidades e associações de base do Baixo Rio Uaupés e Baixo Rio Tiquié no dia 21 a 23 de setembro do corrente ano na sede distrital de Taracuá.
    A Federação das Organizações indígenas do Rio Negro estava representada pelo diretor Nildo Fontes, referência da região juntamente com a Mª do Rosário (mais conhecida como Dadá Baniwa) – uma das Coordenadoras do departamento das Mulheres Indígenas do Rio Negro – DMIRN, Melvino Fontes – Coordenador do departamento de Educação, Rosilda Maria e José Ivanildo – Coordenação da Diawi’i.
    Estiveram presentes também neste evento os Dirigentes e Coordenadores das comunidades e Associações de base AMIRT, ADSIRT, ACIBU da microrregião Baixo Rio Uaupés e Baixo Rio Tiquié da Coordenadoria DIAWI’I, Gestores, coordenadores, Professores e alunos da AEITYM, Escola Sagrado Coração de Jesus do distrito de Taracuá e de suas salas anexas AECIPY.
    A Assembleia da Associação das Mulheres Indígenas do Rio Tiquié – AMIRT foi conduzida pela diretoria da mesma com devida participação da coordenação executiva da DIAWI’I e DMIRN;
    E o Encontro Microrregional das comunidades e associações do Baixo rio Uaupés e baixo rio Tiquié foi coordenado pelo diretor da FOIRN e pela coordenação executiva da DIAWI’I com a plena participação dos departamentos DMIRN e Educação.


    Neste evento foi feito o Alinhamento e diálogo sobre ações e estratégias da FOIRN e seus parceiros para o fortalecimento da governança territorial e desenvolvimento regional na área de abrangência da coordenadoria DIAWI’I.
    O Desenvolvimento e sustentabilidade Regional a partir dos projetos e temas apresentados na atividade pela diretoria da FOIRN, departamento de mulheres e coordenação executiva da DIAWI’I;
    O Fortalecimento das associações de base a partir da sua regularização através do setor administrativo das associações da FOIRN, visando a participação nos editais do Fundo Indígena do Rio Negro – FIRN.
    O Desenvolvimento da Educação Escolar Indígena e fortalecimento da governança e gestão territorial da região que encaminhou a realização de Seminário de avaliação do desenvolvimento da educação escolar indígena na região em março de 2022;
    A Elaboração de Acordos de Convivência Intercomunitários e atuação da presença de órgãos de vigilância, fiscalização e segurança pública. Foi constituído uma coordenação interna para conduzir a agenda de elaboração do acordo de convivência intercomunitária das comunidades e associações da região;
    Os desafios e dificuldades de parcerias com políticas e instituições públicas na atual conjuntura para apoio a projetos de iniciativas produtivas comunitárias visando o desenvolvimento regional;
    Neste mesmo evento, realizou-se também a Construção de agendas de atividades futuras, acordos internos entre outras.

  • IV ENCONTRO DE PRODUTORES INDÍGENAS DO RIO NEGRO DA COORDENADORIA CAIARNX NA COMUNIDADE SÃO GABRIEL MIRIM

    IV ENCONTRO DE PRODUTORES INDÍGENAS DO RIO NEGRO DA COORDENADORIA CAIARNX NA COMUNIDADE SÃO GABRIEL MIRIM

    A FOIRN através do departamento de Negócios Socioambientais e Casa de Produtos Indígenas do Rio Negro – WARIRÓ, realiza o IV Encontro de Produtores Indígenas do Rio Negro na Região da Coordenadoria das Associações Indígenas do Alto Rio negro e Xié –  CAIARNX, no período de 04 a 06 de outubro de 2021 na comunidade São Gabriel Mirim localizado na região do Alto do Rio Negro

    Estiveram presente no evento mais de 70 produtores indígenas, pertencentes às associações: ACIPK – Associação das Comunidades Indígenas Potira Kapuamu, ACIBARN – Associação das Comunidades Indígenas Baré do Alto Rio Negro , ACIARN – Associação das Comunidades Indígenas do Alto Rio Negro, OCIARN – Organização Indígena do Alto Rio Negro, AMIARN – Associação das Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro, AMIBAL – Associação das Mulheres Indígenas do Balaio e OINV – Organização Indígena de Nova Vida. A FOIRN estava representada pelo Sr. Edison Cordeiro Gomes – Coord. Dpto. de Negócios Socioambientais, Luciane Mendes – Gerente e articuladora da casa Wariró, Ronaldo Ambrósio – Coordenador Regional da CAIARNX, José Baltazar – Rede de Comunicadores da CAIARNX.

    Durante o encontro, teve exposição de farinha, beiju, tapioca, tucupi com saúva, banana, cubio, cará, batata, pupunha, e artesanatos feitas de fibra de tucum, de cipó entre outros produtos regionais.

    Os produtores ficaram bastante satisfeitos com o evento, pois puderam apresentar os ensinamentos adquiridos dos seus pais e avós.

    “Esse encontro nos fez conhecer os produtos de outras associações que aqui se fizeram presentes”, afirma uma liderança indígena.

    Exposição de produtos e artesanatos regionais.

    A coordenação do encontro Edson Baré e Luciane Lima afirmaram que isso é um dos objetivos do encontro, apresentar e compartilhar esses conhecimentos milenares tradicionais, para que as novas gerações possam conhecer e valorizar.

    As lideranças anteriores, lembraram sobre como foram discutidas a autonomia financeira dos povos indígenas.

    Produtos Oriundos da Agricultura Familiar

    Edison Baré apresentou os tipos de alimentação que eram consumidos, e o processo de comercialização que foram praticados aqui na região do rio Negro. Atualmente há formas de como podemos comercializar os nossos produtos, uma delas é a venda de produtos oriundos da agricultura familiar, como é o caso do Programa Nacional de Alimentação Escolar, onde o produtor fornece o complemento de alimentação escolar em sua própria comunidade.

    Esse programa vem para fortalecer o agricultor, isto é, além de produzir para a sua subsistência também produz para a comercialização.

    Segundo os produtores os, mesmos estão com dificuldades em receber seus pagamentos dos produtos já entregues, devido à dificuldade de acesso ao cadastro da carteira do produtor que só pode ser emitido via internet.

    Os participantes pediram aos responsáveis dos Departamentos, juntamente com o Sr. Ronaldo, coordenador da CAIARNX, para levar ao conhecimento do Diretor de referência da região, Sr. Adão Francisco Henrique, Baré, para tomar providências junto a equipe do IDAM SGC, e que assim pudesse realizar uma atividade para Emissão da Carteira de Agricultor. Essa atividade poderia ser realizada na comunidade de Juruti, sede da CAIARNX, que atualmente está equipada com sinal de internet e energia solar.

    O que precisa é organizar o atendimento nos processos para que as famílias possam aderir ao projeto com mais facilidade.

    Os participantes tiraram suas dúvidas com perguntas respondidas de acordo com o conhecimento que se tinha no momento. Os presidentes de associações presente agradeceram à FOIRN pelo Departamento de Negócios Socioambientais e Casa Wariró, aos parceiros FORECO e ISA pela oportunidade de ajudar em realizar o encontro, que foi de suma importância para um bom entendimento e uma boa conduta nos trabalhos voltados para a economia indígena, principalmente pensando na autonomia financeira dos povos do rio Negro.

  • I Oficina de Promotoras Legais Populares Indígenas do Rio Negro

    I Oficina de Promotoras Legais Populares Indígenas do Rio Negro

    Rede de Mulheres indígenas do Rio Negro

    Promovido pela Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – FOIRN através do Departamento de Mulheres indígenas – DMIRN, a I Oficina de Promotoras Legais Populares Indígenas do Rio Negro tem o objetivo de conhecer os direitos das mulheres e promover rodas de conversas, vivências e dinâmicas para o fortalecimento e enfrentamento da violência de gênero e realizar uma discussão sobre prática de direitos e cuidados das mulheres indígenas.

    Um projeto demandado pelas mulheres indígenas do rio Negro, idealizado pelo Departamento de mulheres, sobre a coordenação de Maria do Rosário do povo Baniwa, Larissa Duarte do povo Tukano, Glória de Braga do povo Baré e da Diretora de referência Janete Alves do povo Dessana, que buscam trabalhar em conjunto com as mulheres das 05 coordenadorias de base da FOIRN, para o fortalecimento da rede de mulheres indígenas.

    Participaram da oficina mulheres dos três municípios de abrangência da FOIRN: Santa Isabel do Rio Negro, Barcelos e São Gabriel da Cachoeira, das cinco coordenadorias: DIAWI’I, CAIMBRN, NADZOERI, CAIARNX, COIDI, convidadas da Associação dos Artesãos Indígena-ASSAI, Associação Indígena da Etnia Tuyuka Moradores de São Gabriel da Cachoeira–AIETUM/S.G.C além de representantes do CREAS, SEMSA e Conselho Tutelar, ainda estiveram no curso dando suas contribuições e incentivando as demais participantes as ex-coordenadoras do departamento das mulheres indígenas da FOIRN: Cecília Albuquerque, Rosilda Cordeiro, Idaria Barreto, Anair Sampaio e Rosane Gonçalves.

    O oficina foi realizado no período do dia 30 de setembro a 04 de outubro de 2021 na sede do Instituto Socio Ambiental – ISA. Nos quatro dias de curso foram abordados temas como os direitos das mulheres, as problemáticas das realidades vividas e enfrentadas pelas mulheres indígenas, a dignidade, as dificuldades, as lutas, os preconceitos, as vivências do cotidiano das mulheres indígenas, os conhecimentos básicos sobre o Código Penal Brasileiro, o compartilhamento de experiências de vida, especialmente a respeito das problemáticas enfrentadas nas comunidades de cada participante da oficina.

    No último dia de curso foram apresentadas pelas participantes suas visões sobre o que pode ser feito nas comunidades para melhorar a vida das mulheres indígenas, a partir das suas experiências de vida e do conteúdo trabalhado durante os dias da formação. Os principais pontos trazidos pelas participantes foram a importância do reconhecimento do espaço das mulheres nas reuniões realizadas nas comunidades, a continuidade de oficinas e cursos, o fortalecimento e a união entre as mulheres, a necessidade de políticas públicas adequadas para as mulheres e o fortalecimento de suas alternativas de geração de renda.

    A oficina foi ministrada por José Miguel Olivar – antropólogo e professor na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo-USP, Flávia Melo – antropóloga do Observatório de Violência de Gênero do Amazonas, Dulce Morais – Cientista Social e mestranda na Faculdade de Saúde Pública na Universidade de São Paulo USP e Renata Vieira – Advogada do Instituto Socio Ambiental. Esta oficina realizada com apoio dos parceiros institucionais: Instituto Sócio Ambiental-ISA Universidade de São Paulo – USP e Universidade Federal do Amazonas –UFAM, Fundo Canadá e Nia Tero.

  • 2ª Etapa do Projeto Mukaturu – Comunidades de autocuidado

    2ª Etapa do Projeto Mukaturu – Comunidades de autocuidado

    2ª Etapa do Projeto Mukaturu – Comunidades de autocuidado foi realizado nos dias 26 e 27 de setembro de 2021, no ISA- S.G.C.

    A segunda etapa do curso sobre autocuidado, contou com 14 participantes vindas das 5 coordenadorias das áreas de abrangência da FOIRN e 05 mulheres da sede São Gabriel.
    Ao longo do mês elas foram instruídas a buscar e manter o autocuidado com alimentação, priorizando os alimentos regionais, sem açúcar, cultivados em suas roças, em vez de consumir alimentos industrializados.

    As participantes também puderam compartilhar, as experiências das mudanças nos hábitos alimentares e também introduzindo exercícios físicos no dia – dia, também tiveram a proposta de construção de um cardápio regionalizado e valorização dos alimentos tradicionais.

    No curso também foi abordado o tema da Covid-19, os protocolos de segurança, uso de máscara, nas falas das participantes foram tratados assuntos como: as dificuldades no enfrentamento da Covid-19 e as sequelas deixadas pela contaminação do vírus, fizeram exposição das preocupações em relação a Covid-19 e a perda de entes queridos e amigos pela Covid-19.

    Ao final do curso as participantes receberam apostilas com roteiros das aulas em pen drive para seguirem repassando o autocuidado em suas comunidades nas bases e assim poder expandir a rede de autocuidado para a saúde e bem-estar da população indígena.

  • FOIRN realiza oficina de fibra de piaçava e tucumã no município de Barcelos-AM

    FOIRN realiza oficina de fibra de piaçava e tucumã no município de Barcelos-AM

    Comunidade: Bacabal/Município de Barcelos-AM

    A oficina de fibras de piaçava e tucumã foi realizada na comunidade Bacabal, localizado no Rio Aracá, município de Barcelos, na região da CAIMBRN (Coordenadoria das Associações Indígenas do Médio e Baixo Rio Negro), a atividade aconteceu de 21 a 23 de setembro de 2021.

    Realizado pela FOIRN, através do Departamento de Mulheres Indígenas (Dmirn), Departamento de Adolescentes e Jovens indígenas-DAJIRN e Departamento de Negócios Socioambientais em parceria com a coordenadoria CAIMBRN, Associação Indígena de Barcelos-ASIBA, e Associação Indígena de Base do Aracá e Demeni – AIBAD, a oficina teve como objetivo fortalecer a produção de artesanatos a partir das fibras de piaçava e tucumã, e promover intercâmbio entre os artesãos de Barcelos e Santa Isabel do Rio Negro.

    Na região do Rio Aracá são oito comunidades (Nova Esperança, Bacabal, Jaqueira, Romão, Elesbão, Terra Preta, Bacuquara), onde vivem povos Tukano, Baré, Tariana, Wanano e Piratapuia. A oficina contou com mais de trinta participantes entre mulheres, homens e jovens indígenas dessas comunidades. A partir da associação, nos últimos anos as comunidades através de suas lideranças locais vêm buscando se fortalecer na luta pelos direitos e território, como também as cadeias produtivas locais com apoio da FOIRN.

    Artesãos Preparando as fibras de Piaçava a serem utilizadas na oficina.

    A oficina

    Samero Andrade Baniwa Vice – Coordenador CAIMBRN, mobilizou a comunidade de Bacabal e providenciou os materiais que foram utilizados durante a oficina, como fibra de piaçava e de tucumã. Durante a oficina foram feitos vários Artesanatos como abanos, suplá, cestos, porta-jóias e bolsas. Ficou definido que a associação AIBAD (Associação Indígena de Base do Rio Aracá Demeni), vai começar a manter a agenda de realização de oficinas para a produção e aperfeiçoamento da qualidade dos produtos.

    A coordenadora do DMIRN, Glória de Braga do povo Baré, foi uma das mobilizadoras da oficina e reforçou sobre a importância da união dos povos indígenas na luta pelos direitos, na defesa dos territórios, e para o empoderamento das mulheres por meio das associações de base. “É importante o fortalecimento da associação local, para desenvolver ações que fortalece a luta, promovam projetos para valorizar os produtos feitos na região, para depois comercializar e gerar renda para a sustentabilidade das comunidades e famílias”, afirmou.

    Outro momento importante na oficina foi exposição da Casa de Produtores Indígenas do Rio Negro (Casa Wariró), feita pela Articuladora e Gerente, Luciane Lima Tariana. Na apresentação, ela repassou informações sobre o histórico, funcionamento, padronização, precificação, relacionamento com artesãos e artesãs, e as demandas de artesanatos. Reforçou a importância do fortalecimento nas produções de artesanato nas comunidades e na valorização dos produtos indígenas.

    Artesã Maria de Nazaré-Tariana, participando da oficina.

    A presença da FOIRN na oficina foi fortalecida com a participação do Departamento de Adolescentes e Jovens Indígenas do Rio Negro (DAJIRN) para apresentar as ações do departamento e incentivar a participação da juventude indígena nas ações de valorização e transmissão de saberes tradicionais, a coordenadora Sheine Diana do povo Baré.

    Carlos Nery, coordenador da CAIMBRN participou da atividade, repassou informações sobre os trabalhos da coordenadoria na região do médio e Baixo Rio Negro, e reforçou aos artesãos sobre a qualidade e padronização dos artesanatos aspectos importantes no processo de comercialização dos produtos. Agradeceu os incentivos pelas lideranças e artesãos locais. “A gente precisa demandar trabalho, mas, um trabalho articulado de forma coletiva”, disse. No final da oficina, o presidente da AIBAD, João Leandro Farias do povo Baré, agradeceu a realização da oficina na região. “Só tenho a agradecer a FOIRN pelo incentivo aos artesãos da região para fortalecer e ganhar seu futuro, sua renda familiar através da comercialização de artesanatos, trabalhando e valorizando a cultura pra fortalecer a sustentabilidade, obrigado a todos”, afirmou.

    Participaram da oficina a comunidades de Bacabal, Romão, Bacuquara, Elesbão e membros da ASIBA (Associação Indígena de Barcelos) e CIMI (Conselho Indígena Missionário).

    Artesanatos Finalizados durante a oficina.
  • Mulheres da Associação AMIDI e ASSAI participam da I Oficina do Intercâmbio de conhecimento das Técnicas Tradicionais no Distrito de Yauarete

    Mulheres da Associação AMIDI e ASSAI participam da I Oficina do Intercâmbio de conhecimento das Técnicas Tradicionais no Distrito de Yauarete

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – FOIRN através da Coordenadoria das Organizações Indígenas do Distrito de Iauarete – COIDI estiveram envolvidos na realização da I Oficina do Intercâmbio de conhecimento das Associações das Mulheres Indígenas do Distrito de Iauarete – AMIDI e Associação dos Artesãos Indígenas – ASSAI com a participação dos alunos da Escola Estadual Pahmϋri Mahsã wi’i no processo de tingimento da fibra de tucum.
    A mesma ocorreu nos dias 22 a 25 de setembro de 2021 no Distrito de Iauarete no Alto Rio Uaupés, as mulheres mostraram o seu conhecimento e compartilharam as técnicas tradicionais com as demais participantes da Oficina.

    A diretora de referência da região Janete Figueredo Alves acompanhou o evento juntamente com Professora Cecília Albuquerque, Janete Martins Lana, Cleonilda Garrido Araújo e Araci Livino da Associação ASSAI estiveram presentes para compartilhar seus conhecimentos, elas residem em área urbana do município de São Gabriel da Cachoeira, e tiveram mais oportunidade em participar de capacitações, cursos sobre confecções de artesanatos, precificações e atendimento ao cliente.

    Portanto, as mulheres das bases não têm oportunidades iguais a essa. A FOIRN recebeu esta demanda há alguns anos atrás para que apoiasse essa oficina de intercâmbio na região. Então foi realizado com participações de mulheres e jovens da Associação da AMIDI, onde tiveram trocas de ideias, tirando dúvidas entre elas e assim compartilhando seus conhecimentos e como usar as matérias-primas que podem ser encontrados no quintal, na roça, ou na floresta.
    Além da prática, também houve roda de conversas sobre o assunto. A participação dos alunos da Escola Estadual Pahmϋri Mahsã wi’i foi de extrema importância, pois esses jovens precisam estar envolvidos na luta do movimento indígena, e que eles possam fazer parte para dar continuidade na luta e eles são as futuras lideranças desta região.
    “Esse momento histórico foi de muito proveito e de muito conhecimento repassado de uma para outra, para algumas foi novidade ver o processo de tingimento com matérias que elas nunca imaginaram usar, um aprendizado que vai ficar e que estarão praticando daqui para frente” diz Verônica Alves – Vice- Presidente da AMIDI.

    No encerramento foram feito uns apelos para que a FOIRN através da Diretora de Referência desta região apoie mais outros intercâmbios de conhecimentos, pois a Associação precisa de capacitação de Precificação, gestão Financeira e curso do SEBRAE sobre empreendedorismo.
    E que as mulheres da Associação ASSAI continuem compartilhando os seus conhecimentos adquiridos através dos cursos participados por elas e serão bem vindas para qualquer intercâmbio que vier a acontecer novamente.
    Os agradecimentos foram dados à FOIRN através da diretora de referência Janete Alves por atender a demanda, a ASSAI e aos parceiros que abraçam a causa indígena.