Tag: Povos Indígenas

  • Rio Negro no ATL: delegação do Rio Negro ocupa as instituições para lutar pelos seus direitos

    Rio Negro no ATL: delegação do Rio Negro ocupa as instituições para lutar pelos seus direitos

    Após ocupar as ruas na marcha histórica em Brasília no dia anterior, no dia 07/04, foi a vez da delegação do Rio Negro ocupar as instituições para lutar pelos seus direitos.

    reunião no gabinete da Sexta Câmara da Procuradoria Geral da República, com o procurador regional da república, Felício Pontes, e a Secretaria Executiva, Denise Nicolaides. Foto: Denise Nicolaides

    A delegação da FOIRN, representada pela liderança Adilson da Silva Joanico do Povo Baniwa, presidente da Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (ACIMIRN), esteve presente junto com a assessoria jurídica do ISA, Renata Vieira e Juliana Batista, em audiência com o Desembargador João Moreira, e o Procurador Regional da República, Felício Pontes Junior.

    A audiência foi realizada na sede do Instituto Socioambiental em Brasília por videoconferência junto com as autoridades judiciais, referente à apelação cível 1003742-24.2018.4.01.3200, ajuizada pela empresa Amazon Sport Fishing Ltda. contra a FOIRN e ACIMRN.

    No referido processo, a sentença judicial de primeira instância reconheceu os direitos originários dos indígenas sobre a terra tradicionalmente ocupada, independentemente do ato de homologação da terra indígena Jurubaxi-Téa, no município de Santa Isabel do Rio Negro.

    A sentença também reconheceu o direito à consulta prévia, livre e informada, das comunidades indígenas para o desenvolvimento de qualquer atividade nas áreas pleiteadas. Além disso, a decisão proferida em 2020 determinou que a requerente se abstenha de transitar nas terras declaradas indígenas discutidas nos autos e que participam da construção do ordenamento pesqueiro na bacia do Rio Negro, sem a devida autorização da FUNAI e sem a consulta e consentimento das comunidades.

    Encontra-se pendente de julgamento um pedido de cautelar protocolado em dezembro de 2021, em que a ACIMIRN e a FOIRN noticiam novas invasões da empresa Amazon Sport Fishing e solicitam que o Tribunal Regional Federal da Primeira Região aplique multa diária à empresa, bem como que ela se abstenha de continuar entrando no território indígena sem a autorização da Funai e das comunidades.

    No período da tarde, a delegação esteve em reunião no gabinete da Sexta Câmara da Procuradoria Geral da República, com o procurador regional da república, Felício Pontes, e a Secretaria Executiva, Denise Nicolaides, em que apresentaram as demandas de demarcação das terras indígenas da região do médio e alto rio Negro, que ainda não tiveram os processos de demarcação concluídos (TI Jurubaxi-Téa, TI Uneuixi, TI Cué-Cué Marabitanas e Baixo rio Negro).

    em mobilização no Ministério da Justiça. Foto: Victoria Martins/ISA

    No mesmo dia, parte da delegação rio negrina acompanhou o povo Xucuru, em mobilização no Ministério da Justiça, onde houve o protocolo da Carta enviada diretamente da comunidade Acariquara, pedindo a conclusão do processo de demarcação da terra indígena Jurubaxi-Téa.

  • PRESTAÇÃO DE CONTAS DO PROJETO DE PESCA ESPORTIVA DO BAIXO RIO UNEUIXÍ – TEMPORADA 2021-2022

    PRESTAÇÃO DE CONTAS DO PROJETO DE PESCA ESPORTIVA DO BAIXO RIO UNEUIXÍ – TEMPORADA 2021-2022


    Lideranças das comunidades e sítios se reúnem junto as instituições parceiras na comunidade Tabocal do baixo rio Uneuixí para prestação de contas do projeto de pesca esportiva de base comunitária da temporada 2021-2022.

    Nos dias 01 e 02 de abril de 2022, lideranças representantes das comunidades Tabocal do Uneuixí, Tawarí, dos sítios Bacuri, Nazaré do Uneuixí, Matozinho, Santa Bárbara, Escondido, vigilantes e representantes das instituições: FOIRN, ISA, ACIMRN, FUNAI e empresa ZALTANA estiveram reunidos na Comunidade Tabocal do Uneuixí, com o objetivo de tratar sobre a prestação de contas do Projeto de Pesca Esportiva de Base Comunitária pertencente ao município de Santa Isabel do Rio Negro.

    Representantes das Instituições e comunitários presentes na prestação de contas. Foto: Rhariton Horácio /ACMIRN


    O Presidente da FOIRN Marivelton Rodrigues do Povo Baré, explicou sobre os processos burocráticos para que sejam feitas as operações de pagamentos, que devem ser aprovados pelos diretores e ter notas comprobatórias, para que não haja furos no usufruto dos recursos.
    Guilherme Veloso CTL da FUNAI, lembrou que os vigilantes não podem ser cobrados como fiscalizadores, pois nem mesmo a FUNAI faz esse tipo de serviço, a obrigação é anotar as informações e os dados dos responsáveis, e chamou atenção sobre pessoas que entram com sintomas de embriaguez, que devem somente pegar as informações pessoais destes e colocar nos relatórios.
    Jéssica alertou que mesmo não havendo esse poder de fiscalização, os relatórios bem feitos, a longo prazo, servem de respaldo para quando houver uma movimentação política voltado para esse termo, estarem cobrando ao poder público voltado a esse interesse.
    O empresário da Zaltana comentou sobre a situação da fiscalização da Capitania dos Portos, que estes deveriam vir durante a temporada de pesca, para que fiscalizem os barcos, pois nem todos estão aptos para atuarem as atividades de pesca.
    Marivelton Rodrigues relembrou sobre o seminário de turismo que foi realizado no ano de 2021 em São Gabriel da Cachoeira, organizado pela FOIRN e ISA. Também a pedido das Comunidades será feita a fiscalização pelos órgãos competentes e ressaltou ainda que a empresa Zaltana é a única que está com a documentação em dia, e tem notificado sobre a vacinação dos turistas que adentram o rio.
    O mesmo lembrou ainda, que deve ser cobrado o que foi aprovado no contrato sobre quantidades e tipo de animais e peixes capturados.

    Após isso fixaram a data para a capacitação dos vigilantes e monitores na primeira semana de agosto, ficando a FUNAI e ISA responsáveis em articular essa atividade, e o local foi firmado na comunidade Bacuri, podendo trazer vigilantes do projeto do rio Jurubaxí, com a participação em média de 30 participantes.
    A coordenadora do departamento de negócios, Luciane Lima, Jéssica do ISA, a técnica de turismo Tífane, diretor presidente da FOIRN, Marivelton Rodrigues, os empresários Lucas e Renan e Guilherme, da FUNAI, agradeceram a todos e parabenizaram a equipe da ACIMRN, que está fazendo um ótimo trabalho apesar de ser uma equipe jovem, porém de muita responsabilidade e lamentou pelo governo atual por dificultar os trabalhos da FUNAI em prol dos povos indígenas.

  • Carta de Manifesto contra PL 191/2020

    Carta de Manifesto contra PL 191/2020

    Na ocasião da sua 40ª Reunião Ordinária do Conselho Diretor, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn) soma forças com os povos indígenas de todo o Brasil que chegam hoje a Brasília para participar do 18° Acampamento Terra Livre (ATL). Esse ano a maior mobilização indígena nacional foca na resistência frente à política genocida do governo federal, que paralisou a demarcação das terras indígenas e desestruturou órgãos de defesa e fiscalização, como Funai, Ibama e ICMBio.

    Com o tema “Retomando o Brasil: Demarcar Territórios e Aldear a Política”, o ATL ocorrerá entre hoje e 14 de abril. O combate ao PL 191/2020, projeto de lei que pretende liberar projetos de grande escala em terra indígena, como mineração e hidrelétricas, é a nossa principal bandeira de luta. Por isso, enviamos a maior delegação de nossa história para Brasília, com 17 lideranças do rio Negro participando da mobilização convocada pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib).

    “Necropolítica bolsonarista”

    Para nós, 23 povos indígenas do rio Negro, esse projeto declara a morte da floresta e dos povos originários, trazendo a degradação ambiental, a opressão e o desrespeito à nossa autodeterminação. Dizemos NÃO a qualquer empreendimento que possa degradar e usurpar nossas terras, nossos modos de vida e cultura. Não queremos que o rio Negro um dia se torne poluído e morto como o rio Doce.

    A partir dos nossos planos de gestão territorial e ambiental (PGTAs), sabemos como queremos desenvolver projetos sustentáveis em nossos territórios demarcados, sempre tendo como princípio o Bem Viver, que depende diretamente do meio ambiente saudável e da saúde das nossas comunidades e dos nossos corpos.

    Lutamos hoje com a mesma força que nossos antepassados defenderam nossos territórios e cultura frente à violência colonial que persiste em nosso país. Que no futuro nossos filhos e netos possam se orgulhar de serem indígenas e de manterem a floresta em pé. A vida no planeta depende diretamente da tomada de consciência frente a maior ameaça que a humanidade já teve que enfrentar, a emergência climática.

    Conselho Diretor FOIRN

    Informações para a imprensa: (97) 9810-44598

  • INAUGURAÇÃO DA SEDE DA FOIRN | Fundada em 30 de Abril de 1987, a FOIRN foi criada para defender os direitos dos povos indígenas que habitam a região do Rio Negro no Amazonas.

    INAUGURAÇÃO DA SEDE DA FOIRN | Fundada em 30 de Abril de 1987, a FOIRN foi criada para defender os direitos dos povos indígenas que habitam a região do Rio Negro no Amazonas.

    A FOIRN é uma associação civil sem fins lucrativos, sem vinculação partidária ou religiosa. Compõe-se de 05 Coordenadorias Regionais que reúnem mais de 90 organizações de base representantes das comunidades distribuídas ao longo dos principais rios afluentes do Rio Negro.

     São mais de 750 comunidades, onde habitam mais de 35 mil indígenas, compreendendo aproximadamente 10% da população indígena do Brasil, pertencentes aos 23 povos étnicos representantes das famílias linguísticas Tukano, Aruak, Nadahup e Yanomami.

    Na região existem as seguintes etnias: Tukano, Desana, Kubeo, Wanana, Tuyuka, Piratapuia, Miriti-tapuia, Arapaso, Karapanã, Bará, Barasana, Siriano, Makuna, Baniwa, Kuripaco, Baré, Werekena, Tariana, Hupda, Yuhupde, Dow, Nadöb e Yanomami.

    ‘’Nesse momento de inauguração prévia da estrutura, estamos utilizando novo espaço, registrar que, ainda temos o anexo para construir e a casa de produtos indígenas do rio negro.  Com isso faremos uma mega inauguração de toda estrutura das novas dependências da Foirn. Em especial registramos também os nossos apoiadores que depois de tantos anos acreditaram e também viram a necessidade, de que a Foirn precisaria não só do apoio nas atividades, mas de uma estrutura física para poder comporta inclusive a equipe de trabalho, por que a estrutura estava condenada e poderia acontecer um acidente.’’ Marivelton Barroso – Povo Baré

  • I Oficina do Fundo Indígena do Rio Negro (Firn) reúne associações e dá novo passo para implantação das propostas aprovadas

    I Oficina do Fundo Indígena do Rio Negro (Firn) reúne associações e dá novo passo para implantação das propostas aprovadas

    Participantes da I Oficina de trabalho do Fundo Indígena do Rio Negro. Foto: Ray Baniwa/Foirn

    Cerca de 50 indígenas representantes de 15 associações participaram, nesta segunda-feira (14/03), da abertura da I Oficina de Trabalho do Fundo Indígena do Rio Negro (Firn). A atividade está sendo realizada no Telecentro do Instituto Socioambiental (ISA), em São Gabriel da Cachoeira (AM) e vai até o dia 23 de março.

    As 15 associações participantes tiveram projetos aprovados no primeiro edital do Firn, cujo resultado foi divulgado no dia 10 de fevereiro.

    O presidente da Foirn, Marivelton Rodrigues, da etnia Baré, destacou a importância do momento e reafirmou que é um passo importante na concretização de um sonho e luta antigos das lideranças indígenas do Rio Negro. “É um momento importante, estamos dando mais um passo na concretização de um sonho e uma luta antiga das lideranças que nos antecederam”, disse.

    Em destaque, Marivelton Rodrigues Baré – Presidente da FOIRN faz uso na abertura da oficina. Foto: Ray Baniwa/Foirn

    Durante 10 dias de trabalho serão abordados diversos temas com os representantes das organizações participantes da oficina. Serão seis dias de orientação teórica nos temas como leitura de contrato, cronograma, plano de atividades, monitoramento, orçamento, repasse de recursos, boas práticas na gestão administrativa e financeira.

    Já nos últimos quatro dias da oficina será desenvolvida a atividade “Projeto na Prática”, onde serão realizadas ações como cotações, aquisições, registros das aquisições e arquivamento.

    Foram 15 projetos aprovados (10 na categoria mirim e 5 na categoria intermediária) no primeiro edital do Fundo Indígena do Rio Negro, com investimento inicial de cerca de R$ 1 milhão com o objetivo de incentivar projetos sustentáveis e estimular a economia dos 23 povos indígenas do Rio Negro.

    A oficina está sendo coordenada pela equipe do Fundo Indígena do Rio Negro (Domingos Barreto e Alziney Castro – Gerência de Monitoramento e Josimara Oliveira e Mirian Pereira Gerência Administrativo e Financeiro; e João Luiz – Assessor Técnico) em parceria com o Instituto Socioambiental (ISA) e apoio da Embaixada Real da Noruega.

    Ao longo da oficina estaremos atualizando sobre as atividades da oficina. E para conhecer o Firn acesse: www.firn.foirn.org.br/

  • Lideranças Yanomami realizam oficina de alinhamento para dar início ao projeto Ecoturismo Yaripo, o ponto mais alto do Brasil

    Lideranças Yanomami realizam oficina de alinhamento para dar início ao projeto Ecoturismo Yaripo, o ponto mais alto do Brasil

    Oficina para alinhamento final antes do inicio do projeto Yaripo – Ecoturismo Yanomami. Foto: Eucimar Aires/Foirn

    Após um longo período de discussão e construção coletiva e participativa iniciado em 2015, está muito perto para o início do Projeto Yaripo – Ecoturismo Yanomami, previsto para o final de março deste ano.
     
    Situado dentro do Parque Nacional do Pico da Neblina em sobreposição à Terra Indígena Yanomami na parte do Amazonas, o Yaripo é o ponto mais alto do Brasil, com 2.994 metros de altitude, na fronteira com a Venezuela, em São Gabriel da Cachoeira, no Noroeste Amazônico.
     
    Para os alinhamentos finais antes do início das atividades do projeto, foi realizada uma oficina pela Associação dos Yanomami do Rio Cauburis e Afluentes (Ayrca) nos dias 04 á 10 de março em Maturacá.  
     
    A atividade contou com a presença da Foirn e Instituto Socioambiental – ISA que são parceiras da Associação Yanonami do Rio Cauaburis e Afluentes(AYRCA) e Associação das Mulheres Yanonami Kumirayoma (AMYK) que são as organizações do Povo Yanomami proponentes e protagonistas na construção do Plano de Visitação e execução do projeto (disponível nesse link: https://bit.ly/35OAcTl).
     
    O objetivo da oficina foi fazer os ajustes finais no planejamento e trabalhar nos grupos focais, com os profissionais do Yaripo (guias e outros), a logística, alimentação, acampamento e também serviços que a comunidade vai oferecer como artesanatos e gastronomia.
     
    Com seu plano de visitação aprovado pela Fundação Nacional do Índio (Funai) e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), os Yanonami estão perto da reabertura do Pico da Neblina para a visitação pública.

    Mulheres Yanonami participam da oficina realizado em Maturacá – Terra Indígena Yanomami. Foto: Eucimar Aires/Foirn

    Primeira expedição
     
    A primeira expedição para o Yaripo está programada para o dia 20 a 29 de Março. E será feita pela operadora Ambiental Viagens e Turismo parceira dos Yanomami.

    As outras duas operadoras parceiras, Amazon Emotions e Roraima Adventures vão se revezar nas expedições futuras.

     O turista terá a oportunidade de penetrar na floresta amazônica e atingir o ponto mais alto do Brasil sendo guiado pelos Yanomami. Com sorte avistará animais silvestres, encontrará pássaros e plantas exclusivos daquela região, e poderá aprender palavras e cantos dos yanomami, além de ouvir suas histórias.

    O ecoturismo ao Pico da Neblina é visto como uma alternativa de renda importante para a comunidade, ameaçada pelo garimpo ilegal, embora em menor escala do que as localizadas no estado de Roraima. Além do pagamento aos Yanomami envolvidos no projeto de ecoturismo, parte da renda será revertida a um fundo comunitário para benefício de toda a comunidade de Maturacá.

    Leia também: Nasce a Rede de Turismo Indígena do Rio Negro: https://www.socioambiental.org/pt-br/noticias-socioambientais/nasce-a-rede-de-turismo-indigena-do-rio-negro

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  • Embaixador de Luxemburgo no Brasil Carlos Krieger chegou em São Gabriel da Cachoeira para conhecer e visitar as Instituições do município.

    Embaixador de Luxemburgo no Brasil Carlos Krieger chegou em São Gabriel da Cachoeira para conhecer e visitar as Instituições do município.

    A Federação das organizações indígenas do Rio Negro – FOIRN, o recebeu na manhã desta quinta- feira (28/01) na sala da presidencia, onde ele pôde conhecer os trabalhos que a Instituição desenvolve na região, área de atuação politica, demandas e desafios e também uma aproximação para garantir apoio financeiro de cooperação de algumas agências de Luxemburgo, isso foi ressaltado durante essa visita, participaram da conversa o Diretor Presidente da FOIRN, Marivelton Rodrigues Barroso (Povo Baré), a Coordenadora do departamento de Mulheres Indigenas do Rio Negro – DMIRN, Maria do Rosario (Povo Baniwa) e o presidente da Associação das Comunidades Indigenas do Médio do Rio Negro – ACIMRN, Adilson Joanico( Povo Baniwa). Também foi reiterado sobre as pautas: Gênero e Juventude, mudanças climáticas, atividades produtivas no âmbito da cadeia de valores produtos da sociobiodiversidade.



    A coordenadora do Dmirn apresentou a luta e o papel que ela e suas companheiras (Larissa Duarte( Povo Tukano) e Glória Braga (Povo Baré), representam na região do rio negro.
    “Ontem (27/01) foi uma data especial para nós, o departamento completou 20 anos de criação dentro da Federação, infelizmente não pudemos reunir as mulheres para essa grande festa por causa da covid19,” Comentou Dadá Baniwa.
    Está sendo organizado para outra data a definir a comemoração, momento de reflexão da luta e o protagonismo das mulheres indígenas.

    Joanico comentou sobre o funcionamento da casa de Frutas em Santa Isabel do Rio Negro, o desenvolvimento econômico para os povos indígenas que pertence a Associação, e conta com apoio de parceiros financiadores. A mudança Climática tem um impacto na vida nas comunidades ribeirinhas, o mesmo afirma que vai continuar lutando pelos direitos do povo que representa.

    “Ficou garantido que a interlocução deve continuar e que logo em breve a gente possa somar os esforços de cooperação de apoio às atividades pontuais no nosso contexto rionegrino.” Afirma Diretor Presidente Marivelton Barroso.

  • Nota Pública sobre enfraquecimento da proteção territorial em terras indígenas

    Nota Pública sobre enfraquecimento da proteção territorial em terras indígenas

    Marivelton Rodrigues Baré – Presidente da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro. Foto: acervo/Foirn

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), representante de 23 povos indígenas nos municípios de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, condena a decisão da Funai de retirar a legitimidade do órgão para desenvolver atividades de proteção territorial nas Terras Indígenas (TIs) ainda não homologadas pela União. Essa atitude aumentará a violência contra os povos indígenas no Brasil, que teve em 2020 o maior número de índios assassinados nos últimos 25 anos, com 182 mortes, de acordo com relatório do Cimi (Conselho Missionário Indigenista).

    No último dia 29 de dezembro, no apagar das luzes de 2021, o coordenador geral de Monitoramento Territorial da Funai, Alcir Teixeira, assinou ofício que delega à Polícia Federal, polícias Civil e Militar, Ibama, Sema e Sedam à resolução de conflitos, invasões e crimes ambientais em terras indígenas não homologadas. Com essa decisão, os Planos de Trabalho de Proteção Territorial (PTPT) da Funai só vão incluir atividades para terras homologadas e demarcadas por decreto presidencial e com registro imobiliário em nome da União.

    “A Funai sob o governo Bolsonaro pode mudar o seu nome para Funerária dos Índios. Um órgão que deve lutar pela defesa dos indígenas e pela demarcação e homologação das terras indígenas, só colabora com o aumento dos conflitos, invasões e violência. É um total absurdo essa medida e com certeza tem a ver com a tentativa desesperada do Bolsonaro de pagar dívida de campanha, na qual ele prometeu não demarcar nenhum centímetro de terra indígena”, enfatiza o presidente da Foirn, Marivelton Barroso, do povo Baré.

    Na área de atuação da Foirn na bacia hidrográfica do rio Negro, das 12 terras indígenas, oito são homologadas e quatro ainda estão em processo de demarcação. Com isso, a Foirn alerta para a vulnerabilidade da segurança das comunidades nessas terras (Baixo Rio Negro I, Baixo Rio Negro II, Cué-Cué Marabitanas e Jurubaxi-Téa), que ficarão ainda mais sujeitas a invasões, sobretudo, de pescadores ilegais, garimpeiros e outros ilícitos. Em 2020, mais da metade das mortes violentas de indígenas ocorreram na Amazônia, sendo 66 em Roraima e 41 no Amazonas. A Foirn considera que esse quadro terrível deve-se à política genocida do governo Bolsonaro, que ameaça a permanência das populações indígenas na floresta e fomenta à ilegalidade e a destruição da biodiversidade.

    Informações para a imprensa: (97) 9810-44598 – Comunicação Foirn

  • Associação das Comunidades Indígena do Médio Rio Negro realiza assembleia e elege diretoria jovem para próxima gestão

    Associação das Comunidades Indígena do Médio Rio Negro realiza assembleia e elege diretoria jovem para próxima gestão

    A IX Assembleia da Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (ACIMRN) aconteceu nos dias 04 e 05 de novembro, na comunidade de Açaituba – Médio Rio Negro no município de Santa Isabel do Rio Negro, aproximadamente 135 pessoas estiveram presentes neste evento.

    Participantes da IX Assembleia da Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (Acimrn) realizada na comunidade Açaituba – Médio Rio Negro. Foto: reprodução/Acimrn

    A assembleia reuniu representantes de todas as comunidades que compõem a Acimrn, para avaliar os trabalhos realizados no período de 2018-2021 e tratar de temas como a revisão e alteração do estatuto social da associação.

    Entre os trabalhos avaliados na assembleia foram: Casa de Frutas, atuação do Departamento de Mulheres e Jovens Indígenas do Rio Negro e Fundo Indígena do Rio Negro.

     Foram destaques na assembleia o crescimento e fortalecimento dos projetos e ações relacionados ao Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro e Turismo Comunitário em Terras Indígenas. Foi encaminhado a necessidade de ampliação desses trabalhos para as demais comunidades e a população indígena da sede do município que são associadas a organização.

    A pauta mais esperado da assembleia foi a eleição da nova diretoria, que aconteceu no último dia, organizado e regido pelo estatuto e coordenado por uma Comissão Eleitoral composto por pessoas indicadas,  sem vínculos com a associação.

    O resultado da eleição definiu a gestão 2022-2025 da Acimrn que ficou da seguinte forma:  Adilson Joanico Baniwa  (Presidente), Joaquim Rodrigues Baré (Vice Presidente), Rodrison Maia (Secretário Titular), Eldenir Santos Baré (Secretário Suplente), Eliezer Sarmento Tukano (Tesoureiro Titular) e Adamor Pinheiro Baré (Tesoureiro Suplente).

    A eleição também definiu integrantes do Conselho Deliberativo e Fiscal, espaço importante de deliberação que ficou constituída da seguinte forma: Carlos Nery Piratapuia  (Presidente), Erivaldo Araújo  (Vice – Presidente), Deivison Murilo Baré (Secretário), Ilma Nery Piratapuia ( Membro), Marciano Pascoal Baré (Membro), Iago Miranda Baré (Membro).

    Lideranças Indígenas da região do Médio Rio Negro agradeceram a Foirn pelo esforço e atuação na região nos últimos anos, que para eles, é histórico, como não acontecia nos anos anteriores. Lembraram que o fortalecimento das associações de base, entre estes, a Acimrn, tem dado resultados positivos. Parceiros da Foirn, como o Instituto Socioambiental (ISA) e a rede de apoio aos projetos na região foram lembrados.

    A Foirn foi representada pelo Presidente, Marivelton Rodrigues Baré e Coordenadores de Departamentos; Dadá Baniwa (DMIRN), Melvino Fontes (Educação e Cultura), Elson Kene (DAJIRN), Mirian Pereira (Fundo Indígena) e Luciane Lima (Casa Wariró).

  • Diretor Presidente da FOIRN – Marivelton Barroso do Povo Baré em Agenda pelo Médio Rio Negro.

    Diretor Presidente da FOIRN – Marivelton Barroso do Povo Baré em Agenda pelo Médio Rio Negro.

    O diretor presidente da FOIRN, Marivelton Barroso, em cumprimento da agenda pelo rio negro, reuniu no ultimo dia 11/10 juntamente com o representante do ISA e assessor da Casa de Frutas, João Gabriel, presidência da Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro-ACIMRN e a equipe da gerência de bolsistas da casa de frutas para retomada dos planos de trabalhos da mesma.
    Também foi discutido sobre o desenvolvimento dos testes iniciais e agendas de trabalho com as comunidades que fazem parte diretamente do projeto e que serão as futuras fornecedoras dos produtos para a casa. Uma iniciativa que se desenvolverá no âmbito da cadeia de valores dos produtos da sociobiodiversidade.
    Um projeto de iniciativa no âmbito do sistema agrícola tradicional do rio negro – (SAT-RN). Ainda foi articuladas em conversas a assembleia eletiva da ACIMRN que devera acontecer no próximos dias 04 e 05 de novembro na comunidade Açaituba no município de Santa Isabel do rio Negro médio Rio Negro.

    Em continuidade da agenda pelo médio Rio Negro, Marivelton Barroso, juntamente com o coordenador do CONDISI e o coordenador local da FUNAI , CTL-Santa Isabel, Guilherme Veloso, visitam a comunidade Acariquara em cumprimento a agenda. Onde houve repasses de informações sobre os trabalhos da FOIRN, Conselho Distrital de Saúde Indígena – CONDISI que irá acontecer nos dias 27 e 28 de outubro na comunidade Açaituba e articulação sobre a assembleia eletiva da Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro – ACIMRN.


    O diretor-presidente se emocionou ao lembrar que na comunidade Acariquara iniciou a sua trajetória no movimento indígena para chegar ao cargo que ocupa atualmente, agradeceu o apoio recebido, os incentivos e afirmou que a comunidade poderá continuar contando com o seu apoio sempre que precisarem.
    O coordenador do CONDISI, Jovânio Normando, falou da importância da parceria entre FOIRN, DSEI e FUNAI na região, e a importância da participação de lideranças das comunidades no Conselho Indigenista de saúde para o fortalecimento das comunidades indígenas.
    O coordenador local da FUNAI explanou sobre os trabalhos desenvolvidos na região e citou sobre a importância das parcerias com as entidades de representatividade dos povos indígenas. Seguindo, a equipe ainda visitou o local onde pretendem instalar a estação kit de bombeamento de água com o sistema de energia solar, com o objetivo de melhorar a saúde dos moradores da comunidade.