Tag: Rio Negro

  • FOIRN EM PARCERIA COM A FUNAI REALIZAM REUNIÃO SOBRE ATIVIDADE ILEGAL EM TERRA INDIGENA NO MÉDIO RIO NEGRO

    FOIRN EM PARCERIA COM A FUNAI REALIZAM REUNIÃO SOBRE ATIVIDADE ILEGAL EM TERRA INDIGENA NO MÉDIO RIO NEGRO

    Lideranças e moradores da comunidade Jupati solicitam reunião para tratar sobre atividade ilegal de extração de madeira na área da comunidade e na referida Terra Indígena.

    No último dia 15 deste mês (domingo), a Federação das Organizações Indígenas do Rio negro (FOIRN) Fundação Nacional do Índio (FUNAI) realizaram uma reunião na comunidade Jupati, a pedido das lideranças e moradores, sobre atividade Ilegal de extração de madeira na área da comunidade dentro da Terra indígena do médio Rio negro, para a comercialização de forma irregular e não autorizada.

    A comunidade protestou da falta de fiscalização e proteção no território e que, órgãos de controle possam exercer o seu papel de defender o território e comunidades sendo uma terra indígena e gleba militar.

    Mesmo que a extração sustentável de madeira possa ser uma fonte de renda, muitas das vezes a atividade não é feita de acordo com esses padrões. E isso acaba provocando impactos significativos inclusive a desintegração do habitat das espécies da região e a perda dos serviços ecológicos prestados pelas florestas, como a manutenção do Clima e do ciclo hidrológico (ciclo da água).

    Apesar de existir leis que autorizem a exploração de madeiras em áreas especificas, a extração ilegal já está bastante expandida no Brasil e em vários países amazônicos.

    O Uso de licenças falsas; Corte de qualquer árvore comercialmente valiosa, independentemente de quais árvores sejam protegidas por lei; Corte em quantidades superiores às cotas permitidas por lei; Corte fora de áreas de concessão florestal; Corte dentro unidades de conservação e terras indígenas. Essas são umas das principais ilegalidades em relação a extração de madeira ilegal.

    Segundo o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia – Imazon, para cada árvore comercial que é retirada, são danificadas outras 27 árvores com mais de 10 cm de diâmetro, são construídos 40 m de estradas e são abertos 600 m² no dossel florestal.

    Por tanto a Foirn fará o trabalho em conjunto com a Funai de coibir a situação irregular e ilegal que acontece nesta área pedindo providências e punição ao infrator.

  • DAJIRN PARTICIPA DA RODA DE  CONVERSA COM A EQUIPE DO IAJA

    DAJIRN PARTICIPA DA RODA DE CONVERSA COM A EQUIPE DO IAJA

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), através do departamento de Adolescentes e Jovens Indígenas do Rio Negro (DAJIRN) representados pelos Coordenadores Elson Kene Baré e Sheine Diana Baré, participam a roda de conversa com a equipe do Instituto de Articulação de Juventude da Amazônia – IAJA.

    IAJA é uma associação civil de direito privado sem fins lucrativos que atua na defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes na Amazônia Brasileira, fundada em 20 de setembro de 2011. É uma organização liderada por jovens que tem o objetivo de contribuir na perspectiva de vida dos adolescentes e jovens nas áreas social, ambiental e cultural. Visa contribuir na formação dos adolescentes e jovens; no fortalecimento das politicas públicas existentes; na formulação de politicas direcionadas; na criação de iniciativas de preservação ambiental; lutar pela equidade nas relações de gênero, geração e etnia.

    O diretor da IAJA Marcos Rodrigues apresentou os trabalhos da Instituição e o histórico do qual o saudoso Délio Dsana fez parte da fundação. A coordenadora de projetos Ana Vitoria que vem desempenhando os trabalhos nas comunidades indígenas, sobre saúde das adolescentes logo após a primeira menstruação. O DAJIRN também apresentou seus objetivos e agendas de trabalho com o intuito de estreitar a parceria.

  • FOIRN EM PARCERIA COM O ISA PARTICIPAM DA APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS DO PROJETO CADEIA DE VALOR FINANCIADO PELA UNIÃO EUROPÉIA

    FOIRN EM PARCERIA COM O ISA PARTICIPAM DA APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS DO PROJETO CADEIA DE VALOR FINANCIADO PELA UNIÃO EUROPÉIA

    As economias regenerativas de Povos Indígenas e comunidades tradicionais na região do Rio Negro.

    Pietro Lazzeri Embaixador da Suíça, Luciane Lima – Foirn, Ignacio Ybañez Rubio Embaixador da União Europeia no Brasil, Marivelton Barroso – presidente da Foirn e Romulo Acurio, Embaixador do Peru. Foto: Reprodução

    A convite do Instituto Socioambiental (ISA) e a Delegação da União Europeia, no último dia 03 de maio de 2022 a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), representada por seu Diretor presidente Marivelton Rodrigues Barroso do povo Baré e a Coordenadora do departamento de Negócios Socioambientais Luciane Lima, participaram da apresentação dos resultados e das metas alcançadas nessa parceria do projeto Cadeia de Valor “Territórios da Diversidade Socioambiental” que fomentou formas inovadoras de promover o reconhecimento da economia de povos indígenas e comunidades tradicionais na Amazônia e na Mata Atlântica.

    Neste evento estava presente além do embaixador da União Europeia no Brasil, Ignacio Ybañez Rubio, o embaixador da Suíça,  Pietro Lazzeri e o Embaixador do Peru, Romulo Acurio.

    Marivelton Baré ressaltou a importância da parceria da FOIRN com o Instituto Socioambiental para ter os trabalhos promissores nos âmbitos do projeto cadeia de valor e produtos da socio biodiversidade, e com a União Europeia que foi o parceiro que acreditou e apoiou essa inciativa apresentada não só para o rio negro, mas também para outros territórios no qual teve atuação.

    “Foi uma semente que germinou e acabou crescendo uma arvore que tem uma genealogia de ampliar essa parceria e ter vários resultados nos trabalhos”. Comentou Marivelton

    Só no rio negro são 11 cadeias de valores apoiadas com todo o resultado que tem tido os restaurantes, grandes centros no Brasil e em outros lugares do mundo, como a pimenta Baniwa, cogumelo Ianomami, o óleo de Babaçu e entre outras iniciativas dos povos e comunidades tradicionais.

    “É um momento inédito, onde também teve diversas influencias como a busca por políticas mais padronizada pelo governo que hoje acabaram reconhecendo uma necessidade de poder investir e comprar os produtos do sistema tradicional agrícola dos povos e comunidades tradicionais, ela poder virar uma merenda regionalizada e assim buscar fortalecer cada vez mais inserção de mercado e economia indígena nesses territórios” Afirma Barroso.

    Em comemoração ao dia da Europa, a apresentação foi seguida por um jantar com produtos da Amazônia oferecido pela Chef Bel Coelho, dos restaurantes paulistanos Cuia Café e Clandestino.

  • Foirn avança e fortalece cada vez mais a parceria Institucional

    Foirn avança e fortalece cada vez mais a parceria Institucional

    A federação vem avançando e fortalecendo cada vez mais com a parceria . Camila Oliveira Cavallari, Luciane Lima , Marivelton Rodrigues Baré e Kristian Bengtso. Foto: Reprodução

    Na manhã do dia 02 de maio de 2022, o Diretor presidente da FOIRN Marivelton Rodrigues Baré e a coordenadora do departamento de Negócios Socioambientais, Luciane Lima participaram de uma reunião com os oficiais de projetos Kristian Bengtson e Camila Oliveira Cavallari da Embaixada Real da Noruega, sobre o projeto Fundo Indígena do Rio Negro e Projeto das Coordenadorias Regionais e Departamentos de mulheres e jovens.
    Durante a reunião foi tratado sobre a segurança nos territórios e as iniciativas em andamento.

    A parceria continua para as ações do movimento indígenas na região e também fortalecimento do Fundo no segundo ciclo do projeto.
    E Assim a federação vem avançando e fortalecendo cada vez mais com a parceria.

  • Fortalecimento Institucional das Associações Indígenas do Rio Negro

    Fortalecimento Institucional das Associações Indígenas do Rio Negro

    Repasse dos equipamentos para o a associação ACIRA/Rio Ayari ( Diretor Dario Casimiro do povo Baniwa, Marivelton Rodrigues Barroso do povo Baré e o Silvério Lopes Rodrigues presidente da Associação ACIRA ). Foto: Reprodução

    Na manhã do dia 30 de abril de 2022, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) na pessoa do Diretor Presidente Marivelton Barroso do povo Baré e do diretor de referência da coordenadoria Regional Nadzoeri, Dario Casimiro do povo Baniwa, repassam mais um equipamento completo para a associação ACIRA/Rio Ayari para mobilização nas comunidades e acompanhar as atividades nas Casas de Pimenta, Casa da Castanha do Uará, Cerâmica e Artesanato, Meliponicultura, Psicultura, Casas de Saberes, Centros de Pesquisas Interculturais e Colaborativas/Escolas.  Registramos também que, neste mês foi repassado para a organização OIKAI da região do Alto Rio Içana.

    Esta ação tem o apoio do projeto “Consolidação da rede de Agentes Indígenas de Manejo Ambiental no âmbito da implementação dos Planos de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) das Terras Indígenas do Alto e Médio Rio Negro”, através da Fundação Moore e Fundo Amazônia.

    Em parceria da FOIRN, ISA e IPÊ, com objetivo do Fortalecimento Institucional das Associações Indígenas do Rio Negro.

    Nos próximos meses será feita novas entregas de triciclos que incluem esta região da Nadzoeri e região da COIDI, para ajuda nas estradas dos trajetos que tem grande dificuldades de transporte da produção, mercadorias, motores e botes das associações e comunidades.

  • Comitê Gestor do Projeto Marié faz balanço das atividades, apresenta plano de trabalho e comemora recorde mundial

    Comitê Gestor do Projeto Marié faz balanço das atividades, apresenta plano de trabalho e comemora recorde mundial

    Participantes da reunião do Comitê Gestor do Projeto Marié realizada em Tapuruquara Mirim. Foto: divulgação ACIBRN

    Na primeira semana de abril deste ano, nos dias 7 e 8, o Comitê Gestor do Projeto Marié – Rio de Gigantes, formado pela Associação das Comunidades Indígenas do Baixo Rio Negro (Acibrn – proponente e protagonista do projeto) e Untemed Angling do Brasil – UAB (empresa parceira e operadora do projeto) e as instituições parceiras do projeto, Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (parceria do projeto) Fundação Nacional do Índio (FUNAI/CR Rio Negro) e Instituto Socioambiental (ISA). 

    O encontro em Tapuruquara Mirim – sede da associação reuniu representantes das comunidades que compõem a Acibrn para apresentar resultados balanço de atividades do projeto referente ao período de 2018 a 2021 e apresentar plano de trabalho para esse ano e próximos anos, especialmente, sobre os investimentos coletivos que serão feitos para as comunidades participantes do projeto.

    Nos últimos anos as atividades foram suspensas devido à chegada da pandemia da Covid-19 na região do Rio Negro. As atividades do projeto e outras ações da ACIBRN foram diretamente afetadas por 20 meses.

    Destaque no período foi à paralisação das atividades do projeto com a chegada da pandemia da Covid-19 nas comunidades indígenas do Rio Negro, sobretudo, nas comunidades que participam do projeto. Para garantir manutenção das atividades essenciais do projeto como a manutenção da vigilância territorial pelos indígenas feita pela Acibrn, que é fundamental para a gestão territorial onde o projeto é desenvolvido, a empresa operadora assumiu o compromisso de continuar apoiando esta atividade durante estes 20 meses.

    Foram apresentados os relatórios de atividades e plano de trabalho para 2022. Foto: divulgação ACIBRN

    Em 2021 com representantes da ACIBRN e FOIRN foram até Brasília para informar a situação e solicitar autorização junto a FUNAI para a retomada das atividades do projeto, incluindo a realização da temporada 2021. Para isso, foi elaborado e apresentado um Protocolo de Saúde e Segurança pela coordenação do projeto (ACIBRN/FOIRN). A partir dessa condição a FUNAI que autorizou a retomada da operação do projeto, quando foi iniciada a temporada de Pesca 2021/2022 por 20 semanas, período em que foram preenchidos menos de 90% das vagas disponíveis.

    Gestão Territorial e Recorde Mundial

    Os benefícios do projeto Marié vão além de recursos financeiros para a melhoria da infraestrutura das comunidades que participam do projeto. A atividade chegou para fortalecer a gestão e proteção do território tradicional dos povos indígenas que vivem na região.

    Charles da Silva Baré e Rodrigo Moreira Salles (UAB) apresentam o certificado do recorde mundial. Foto: divulgação ACIBRN

    Onde antes peixes já eram escassos, o projeto está contribuindo para a volta dos peixes nos lagos, isso, não apenas fortalece o projeto, como também garante recursos pesqueiros para o consumo das comunidades que vivem ali.

    Um dos resultados dessa preservação foi premiado recentemente. Na temporada de 2021/2022, o Rio Marié, detém o recém- aprovado Recorde Mundial na espécie de Tucunaré Açu (Cichla temensis) de 91 cm de acordo com a International Game Fish Association – IGFA, para saber mais sobre acesse: https://igfa.org/2022/02/25/world-records-for-february-2022/.

  • Rio Negro no ATL: delegação do Rio Negro ocupa as instituições para lutar pelos seus direitos

    Rio Negro no ATL: delegação do Rio Negro ocupa as instituições para lutar pelos seus direitos

    Após ocupar as ruas na marcha histórica em Brasília no dia anterior, no dia 07/04, foi a vez da delegação do Rio Negro ocupar as instituições para lutar pelos seus direitos.

    reunião no gabinete da Sexta Câmara da Procuradoria Geral da República, com o procurador regional da república, Felício Pontes, e a Secretaria Executiva, Denise Nicolaides. Foto: Denise Nicolaides

    A delegação da FOIRN, representada pela liderança Adilson da Silva Joanico do Povo Baniwa, presidente da Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (ACIMIRN), esteve presente junto com a assessoria jurídica do ISA, Renata Vieira e Juliana Batista, em audiência com o Desembargador João Moreira, e o Procurador Regional da República, Felício Pontes Junior.

    A audiência foi realizada na sede do Instituto Socioambiental em Brasília por videoconferência junto com as autoridades judiciais, referente à apelação cível 1003742-24.2018.4.01.3200, ajuizada pela empresa Amazon Sport Fishing Ltda. contra a FOIRN e ACIMRN.

    No referido processo, a sentença judicial de primeira instância reconheceu os direitos originários dos indígenas sobre a terra tradicionalmente ocupada, independentemente do ato de homologação da terra indígena Jurubaxi-Téa, no município de Santa Isabel do Rio Negro.

    A sentença também reconheceu o direito à consulta prévia, livre e informada, das comunidades indígenas para o desenvolvimento de qualquer atividade nas áreas pleiteadas. Além disso, a decisão proferida em 2020 determinou que a requerente se abstenha de transitar nas terras declaradas indígenas discutidas nos autos e que participam da construção do ordenamento pesqueiro na bacia do Rio Negro, sem a devida autorização da FUNAI e sem a consulta e consentimento das comunidades.

    Encontra-se pendente de julgamento um pedido de cautelar protocolado em dezembro de 2021, em que a ACIMIRN e a FOIRN noticiam novas invasões da empresa Amazon Sport Fishing e solicitam que o Tribunal Regional Federal da Primeira Região aplique multa diária à empresa, bem como que ela se abstenha de continuar entrando no território indígena sem a autorização da Funai e das comunidades.

    No período da tarde, a delegação esteve em reunião no gabinete da Sexta Câmara da Procuradoria Geral da República, com o procurador regional da república, Felício Pontes, e a Secretaria Executiva, Denise Nicolaides, em que apresentaram as demandas de demarcação das terras indígenas da região do médio e alto rio Negro, que ainda não tiveram os processos de demarcação concluídos (TI Jurubaxi-Téa, TI Uneuixi, TI Cué-Cué Marabitanas e Baixo rio Negro).

    em mobilização no Ministério da Justiça. Foto: Victoria Martins/ISA

    No mesmo dia, parte da delegação rio negrina acompanhou o povo Xucuru, em mobilização no Ministério da Justiça, onde houve o protocolo da Carta enviada diretamente da comunidade Acariquara, pedindo a conclusão do processo de demarcação da terra indígena Jurubaxi-Téa.

  • INAUGURAÇÃO DA SEDE DA FOIRN | Fundada em 30 de Abril de 1987, a FOIRN foi criada para defender os direitos dos povos indígenas que habitam a região do Rio Negro no Amazonas.

    INAUGURAÇÃO DA SEDE DA FOIRN | Fundada em 30 de Abril de 1987, a FOIRN foi criada para defender os direitos dos povos indígenas que habitam a região do Rio Negro no Amazonas.

    A FOIRN é uma associação civil sem fins lucrativos, sem vinculação partidária ou religiosa. Compõe-se de 05 Coordenadorias Regionais que reúnem mais de 90 organizações de base representantes das comunidades distribuídas ao longo dos principais rios afluentes do Rio Negro.

     São mais de 750 comunidades, onde habitam mais de 35 mil indígenas, compreendendo aproximadamente 10% da população indígena do Brasil, pertencentes aos 23 povos étnicos representantes das famílias linguísticas Tukano, Aruak, Nadahup e Yanomami.

    Na região existem as seguintes etnias: Tukano, Desana, Kubeo, Wanana, Tuyuka, Piratapuia, Miriti-tapuia, Arapaso, Karapanã, Bará, Barasana, Siriano, Makuna, Baniwa, Kuripaco, Baré, Werekena, Tariana, Hupda, Yuhupde, Dow, Nadöb e Yanomami.

    ‘’Nesse momento de inauguração prévia da estrutura, estamos utilizando novo espaço, registrar que, ainda temos o anexo para construir e a casa de produtos indígenas do rio negro.  Com isso faremos uma mega inauguração de toda estrutura das novas dependências da Foirn. Em especial registramos também os nossos apoiadores que depois de tantos anos acreditaram e também viram a necessidade, de que a Foirn precisaria não só do apoio nas atividades, mas de uma estrutura física para poder comporta inclusive a equipe de trabalho, por que a estrutura estava condenada e poderia acontecer um acidente.’’ Marivelton Barroso – Povo Baré

  • ACIMRN empossa nova diretoria em Santa Isabel do Rio Negro/AM

    ACIMRN empossa nova diretoria em Santa Isabel do Rio Negro/AM

    A nova diretoria da Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (Acimrn), eleita no dia 05 de novembro de 2021 na comunidade Açaituba, durante a IX Assembleia Geral Eletiva da ACIMRN, tomou posse, no último dia 7 de janeiro, em uma tradicional cerimônia de posse, que a associação realiza quando começa cada nova gestão.

    O presidente eleito, Adilson da Silva Joanico, do povo Baniwa, destacou a importância e a responsabilidade de assumir uma das maiores associações de base da região do Médio Rio Negro, com uma trajetória de luta, de conquistas, como também de grandes desafios. Segundo ele, a união e parcerias são fundamentais para a continuidade dos trabalhos realizados pela associação até aqui.

    “Para mim será uma nova experiência na minha caminhada, espero me unir com várias pessoas e assim caminhar e trabalhar juntos em busca do bem viver para nossas comunidades e visando um futuro melhor para todos que fazem parte dessa associação tanto das comunidades indígenas e os indígenas moradores da cidade”, disse.

    “Como presidente e a diretoria eleita, temos o desafio de dar continuidade dos trabalhos iniciados na gestão anterior e buscar novos projetos para executar junto com as nossas comunidades. E mantendo sempre a luta e defesa dos direitos indígenas como principal missão da instituição, e é o que vamos continuar”, completou.

    Hoje com 28 anos, Adilson já acumulou várias experiências antes de ser eleito presidente, como Catequista, pesquisador Agente Indígena de Manejo Ambiental (AIMA), Comunicador Indígena da Rede Wayuri, Coordenador Indígena de Turismo de Pesca de Base Comunitária Rio Jurubaxi e Secretário da Acimrn (na gestão passada).

    Além da diretoria, Conselho Deliberativo e Fiscal também foram empossados durante a cerimônia, que contou com mais de 100 participantes, entre estes, lideranças históricas da associação e convidados como o Marivelton Barroso Baré (Presidente da Foirn), e representantes de organizações e instituições parcerias como Serviço e Cooperação com o Povo Yanomami (Secoya), Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (IDAM), Distrito Sanitário Especial Indígena do Alto Rio Negro (DSEI-ARN), Fundação Nacional do Índio (FUNAI-CR Rio Negro). Representantes do poder executivo (prefeito em exercício e secretários) e legislativo do município de Santa Isabel também participaram da cerimonia.

    Diretoria eleita. Da esq. à dir. Adamor Pinheiro, Eliezer da Silva Sarmento, Eldenir dos Santos, Rodrison Murilo, Joaquim Rodrigues e Adilson Joanico

    Nome dos diretores eleitos:
    Presidente: Adilson da Silva Joanico – Baniwa;
    Vice: Joaquim Rodrigues Costa – Baré;
    Secretário: Rodrison Murilo Maia – Baré;
    Secretário Suplente: Eldenir dos Santos Bento – Baré;
    Tesoureiro: Eliezer da Silva Sarmento – Tukano;
    Tesoureiro Suplente: Adamor Pinheiro Serrão – Baré.

  • Nota Pública sobre enfraquecimento da proteção territorial em terras indígenas

    Nota Pública sobre enfraquecimento da proteção territorial em terras indígenas

    Marivelton Rodrigues Baré – Presidente da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro. Foto: acervo/Foirn

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), representante de 23 povos indígenas nos municípios de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, condena a decisão da Funai de retirar a legitimidade do órgão para desenvolver atividades de proteção territorial nas Terras Indígenas (TIs) ainda não homologadas pela União. Essa atitude aumentará a violência contra os povos indígenas no Brasil, que teve em 2020 o maior número de índios assassinados nos últimos 25 anos, com 182 mortes, de acordo com relatório do Cimi (Conselho Missionário Indigenista).

    No último dia 29 de dezembro, no apagar das luzes de 2021, o coordenador geral de Monitoramento Territorial da Funai, Alcir Teixeira, assinou ofício que delega à Polícia Federal, polícias Civil e Militar, Ibama, Sema e Sedam à resolução de conflitos, invasões e crimes ambientais em terras indígenas não homologadas. Com essa decisão, os Planos de Trabalho de Proteção Territorial (PTPT) da Funai só vão incluir atividades para terras homologadas e demarcadas por decreto presidencial e com registro imobiliário em nome da União.

    “A Funai sob o governo Bolsonaro pode mudar o seu nome para Funerária dos Índios. Um órgão que deve lutar pela defesa dos indígenas e pela demarcação e homologação das terras indígenas, só colabora com o aumento dos conflitos, invasões e violência. É um total absurdo essa medida e com certeza tem a ver com a tentativa desesperada do Bolsonaro de pagar dívida de campanha, na qual ele prometeu não demarcar nenhum centímetro de terra indígena”, enfatiza o presidente da Foirn, Marivelton Barroso, do povo Baré.

    Na área de atuação da Foirn na bacia hidrográfica do rio Negro, das 12 terras indígenas, oito são homologadas e quatro ainda estão em processo de demarcação. Com isso, a Foirn alerta para a vulnerabilidade da segurança das comunidades nessas terras (Baixo Rio Negro I, Baixo Rio Negro II, Cué-Cué Marabitanas e Jurubaxi-Téa), que ficarão ainda mais sujeitas a invasões, sobretudo, de pescadores ilegais, garimpeiros e outros ilícitos. Em 2020, mais da metade das mortes violentas de indígenas ocorreram na Amazônia, sendo 66 em Roraima e 41 no Amazonas. A Foirn considera que esse quadro terrível deve-se à política genocida do governo Bolsonaro, que ameaça a permanência das populações indígenas na floresta e fomenta à ilegalidade e a destruição da biodiversidade.

    Informações para a imprensa: (97) 9810-44598 – Comunicação Foirn