Tag: Rio Negro

  • Rede de Turismo Indígena do Rio Negro é criada no I Encontro de Turismo em São Gabriel da Cachoeira-AM

    Rede de Turismo Indígena do Rio Negro é criada no I Encontro de Turismo em São Gabriel da Cachoeira-AM

    O 1º Encontro de Turismo Indígena do Rio Negro ocorreu na comunidade de Duraka, situada na Terra Indígena Médio Rio Negro I, em São Gabriel da Cachoeira (AM), entre os dias 10 a 12 de dezembro. Reunir as iniciativas que já existem e identificar novas comunidades que desejam fazer parte deste roteiro foi um dos objetivos do encontro.

    Atualmente, existem 17 iniciativas de turismo indígena mapeadas na região, sendo algumas delas já em plena atuação, como o turismo de pesca esportiva em Santa Isabel do Rio Negro (rios Marié e Jurubaxi) e o roteiro Serras Guerreiras de Tapuruquara. O turismo Yanomami ao Pico da Neblina terá sua primeira expedição comercial em janeiro de 2022.

    Em um ambiente colaborativo com muitas trocas de informações entre as inciativas também aconteceram apresentações sobre a Cadeia de Turismo, Relação Anfitrião-Turistas e Cultura Alimentar como Atrativo Turístico.

    A mesa redonda sobre “Turismo como ferramenta de governança e segurança nos territórios indígenas”, contou com a participação de Marcos Wesley Oliveira-Coordenador Programa Rio Negro do ISA, Júlio José Araújo Júnior-Procurador MPF, Renata Carolina Correa Vieira- Advogada/ISA, Ricardo Peixoto-General 2ª BDA INF SL, Carlos Marcelo da Silva-Major 2ª BGDA INF SL, Ernani Sousa Gomes-Coordenador Dsei-ARN, Ernesto Rodriguês Estevão – Coordenador CAIMBRN e Marivelton Rodrigues Barroso-Diretor Presidente da FOIRN. A mesa discutiu a segurança e defesa dos territórios e papéis das organizações indígenas no território junto às iniciativas de turismo da região.

    O turismo em terras indígenas segue as diretrizes da IN03/2015, instrução normativa da Fundação Nacional do Índio (Funai) que, por meio do desenvolvimento de um Plano de Visitação, busca o protagonismo das comunidades indígenas na realização de turismo nos seus territórios.

    Rede de Turismo Indígena do Rio Negro

    Após as experiências compartilhadas e de debates sobre o tema, foi criado a Rede de Turismo Indígena do Rio Negro.

    O espaço será formado pela FOIRN, associações locais e suas inciativas que visa apoiar as iniciativas de turismo indígena contribuindo para o fortalecimento destas através da mobilização conjunta, da discussão de políticas públicas que apoiem o turismo indígena de base comunitária e da formação de parcerias com diversos setores da sociedade.

    Com apoio do projeto ForEco – Rainforest Foundation e Embaixada Real da Noruega (ERN), o encontro contou com a presença de Susy Simonetti, professora do curso de Turismo da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), doutora em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia e que vem trabalhando junto à comunidades no Mosaico do Baixo Rio Negro.

    O evento foi realizado pela Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn) e pelo Instituto Socioambiental (ISA)

  • Apoiadores e parceiros visitam projetos desenvolvidos pela Foirn no Rio Negro

    Apoiadores e parceiros visitam projetos desenvolvidos pela Foirn no Rio Negro

    Representantes da Rainforest Foundation Norway (RFN), Oficial da União Européia (UE) no Brasil e Instituto Socioambiental (ISA) passaram alguns dias no Rio Negro (16 à 20/11) para visitar a Foirn e alguns de seus projetos realizados com suas parcerias e apoio.

    A delegação foi composta por: Martina Bogado Duffner, Torris Tillmann Jager e Ellen Hestnes Ribeiro (RFN), Stefan Hermann Agne (EU), Aloísio Cabalzar, Natalia Pimenta, Rodrigo Junqueira, Jefferson Camarão e Bianca (ISA).

    A delegação cumpriu uma agenda de visita no Rio Negro. A primeira participação foi o II Encontro do Comitê Gestor do Fundo Indígena do Rio Negro (FIRN), realizado no dia 16 de novembro de 2021, na sala de reunião do ISA.

    A FOIRN através da coordenação do FIRN apresentou as suas atividades, abrangência e funcionamento. De origem alemã, Stefan Hermann Agne da delegação da União Europeia no Brasil, em sua apresentação disse que mora em Brasília e, é responsável pela cooperação entre a União Europeia e Brasil, entre o governo e sociedade civil, que também apoia os povos indígenas. Há seis anos a UE apoia ações voltadas para o projeto de Cadeias de Valores e encerra este ano, mas, vai continuar o apoiando especificamente os povos indígenas na Amazônia.

    Torris Tillmann Jager, Diretor da RFN está na função há 6 meses falou da sua primeira visita ao Brasil e ao Rio Negro no Amazonas e contou que quando a Ellen Hestine apresentou o projeto para ele e mostrou a foto da praia de São Gabriel da Cachoeira ficou feliz e encantado em continuar os trabalhos iniciados por ela anteriormente, em apoiar a FOIRN e aos povos indígenas do Rio Negro.

    Delegação visita Casa de Frutas Secas em Santa Isabel do Rio Negro

    Acompanhado pelo Diretor Presidente da FOIRN, Marivelton Barroso do povo Baré, a delegação visitou um projeto desenvolvido por estes apoiadores no dia 16 de novembro no município de Santa Isabel do Rio Negro. Foram recebidos de forma calorosa pela população e lideranças da Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (ACIMRN), com dança caxirí na cuia da cultura regional (nome da dança) e em seguida foi servido um jantar de comidas típicas.

    Na manhã do dia 17/11, a delegação participou de uma reunião no auditório da Escola Santa Isabel do Rio Negro , onde foram apresentadas as atividades do Departamento de Mulheres e Jovens Indígenas no Rio Negro, projetos e ações relacionados ao Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro e Turismo Comunitário em Terras Indígenas.

    A ACIMRN é uma associação de grande importância para as comunidades da região do médio Rio Negro, atualmente com estrutura e organização fortalecida com apoio dos parceiros e financiadores. Desde ano passado há uma representação do Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro (DMIRN) e Jovens Indígenas do Rio Negro (DAJIRN) no âmbito da associação.

    A Casa de Frutas Seca é resultado do trabalho no âmbito do Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro (Reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil em 2010 pelo IPHAN) vai fortalecer a economia local, onde os produtores indígenas terão mais uma opção para a comercialização de seus produtos, além de seus clientes ou instituições.

    O beneficiamento e comercialização dos produtos remanescentes das vendas dos produtores indígenas da região serão através da Casa de Frutas Secas.

    Nessa reunião a delegação conheceu a nova diretoria da ACIMRN eleita no início de novembro, que terá a gestão entre 2022-2025.

    Comitiva visita a comunidade Cartucho – Médio Rio Negro

    No retorno de Santa Isabel do Rio Negro, 17/11, a comitiva fez uma breve parada na comunidade de Cartucho, onde os comunitários aguardavam com uma calorosa recepção. Germano Sanches Batazar, da etnia Baré, cacique da comunidade agradeceu aos visitantes pela visita. A oportunidade presidente da FOIRN falou da importância da parceria entre a Federação e o Instituto Socioambiental para desenvolver iniciativas inovadoras e sustentáveis em Terras Indígenas. E falou do Projeto Serras Guerreiras desenvolvido nessa região, e lançou o convite para os visitantes na próxima vez conhecer melhor a atividade dessa iniciativa.

    Visita a Casa de Produtores Indígenas do Rio Negro – Wariró

    A delegação fez uma breve visita a Casa de Produtos Indígenas do Rio Negro – Wariró, onde pôde conhecer a diversidade cultural indígena do Rio Negro, um rico patrimônio material e imaterial que valoriza a cultura dos povos e estimular a geração de renda a partir da produção sustentável de produtos artesanais. A marca Wariró, um ser mitológico cuja morada está na serra de Curicuriari, ou Bela Adormecida, atualmente cartão postal de São Gabriel da Cachoeira, e está relacionado ao início do cultivo dos alimentos e da fartura nas roças.

    Comitiva visita Maloca do Conhecimento Baniwa de Itacoatiara Mirim

    Para finalizar a agenda de visita no Rio Negro, a comitiva visitou a comunidade de Itacoatiara Mirim no dia 18/11, nas mediações de São Gabriel para realizar trilha ecológica com Sr. Luiz Baniwa, cacique da Casa do Conhecimento Baniwa que conduziu a equipe para um passeio e conhecer um pouco do seu costume e sua cultura.

  • Associação das Comunidades Indígena do Médio Rio Negro realiza assembleia e elege diretoria jovem para próxima gestão

    Associação das Comunidades Indígena do Médio Rio Negro realiza assembleia e elege diretoria jovem para próxima gestão

    A IX Assembleia da Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (ACIMRN) aconteceu nos dias 04 e 05 de novembro, na comunidade de Açaituba – Médio Rio Negro no município de Santa Isabel do Rio Negro, aproximadamente 135 pessoas estiveram presentes neste evento.

    Participantes da IX Assembleia da Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (Acimrn) realizada na comunidade Açaituba – Médio Rio Negro. Foto: reprodução/Acimrn

    A assembleia reuniu representantes de todas as comunidades que compõem a Acimrn, para avaliar os trabalhos realizados no período de 2018-2021 e tratar de temas como a revisão e alteração do estatuto social da associação.

    Entre os trabalhos avaliados na assembleia foram: Casa de Frutas, atuação do Departamento de Mulheres e Jovens Indígenas do Rio Negro e Fundo Indígena do Rio Negro.

     Foram destaques na assembleia o crescimento e fortalecimento dos projetos e ações relacionados ao Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro e Turismo Comunitário em Terras Indígenas. Foi encaminhado a necessidade de ampliação desses trabalhos para as demais comunidades e a população indígena da sede do município que são associadas a organização.

    A pauta mais esperado da assembleia foi a eleição da nova diretoria, que aconteceu no último dia, organizado e regido pelo estatuto e coordenado por uma Comissão Eleitoral composto por pessoas indicadas,  sem vínculos com a associação.

    O resultado da eleição definiu a gestão 2022-2025 da Acimrn que ficou da seguinte forma:  Adilson Joanico Baniwa  (Presidente), Joaquim Rodrigues Baré (Vice Presidente), Rodrison Maia (Secretário Titular), Eldenir Santos Baré (Secretário Suplente), Eliezer Sarmento Tukano (Tesoureiro Titular) e Adamor Pinheiro Baré (Tesoureiro Suplente).

    A eleição também definiu integrantes do Conselho Deliberativo e Fiscal, espaço importante de deliberação que ficou constituída da seguinte forma: Carlos Nery Piratapuia  (Presidente), Erivaldo Araújo  (Vice – Presidente), Deivison Murilo Baré (Secretário), Ilma Nery Piratapuia ( Membro), Marciano Pascoal Baré (Membro), Iago Miranda Baré (Membro).

    Lideranças Indígenas da região do Médio Rio Negro agradeceram a Foirn pelo esforço e atuação na região nos últimos anos, que para eles, é histórico, como não acontecia nos anos anteriores. Lembraram que o fortalecimento das associações de base, entre estes, a Acimrn, tem dado resultados positivos. Parceiros da Foirn, como o Instituto Socioambiental (ISA) e a rede de apoio aos projetos na região foram lembrados.

    A Foirn foi representada pelo Presidente, Marivelton Rodrigues Baré e Coordenadores de Departamentos; Dadá Baniwa (DMIRN), Melvino Fontes (Educação e Cultura), Elson Kene (DAJIRN), Mirian Pereira (Fundo Indígena) e Luciane Lima (Casa Wariró).

  • Monitoramento ambiental e climático fortalece a governança territorial e gestão socioambiental na Bacia do Içana

    Monitoramento ambiental e climático fortalece a governança territorial e gestão socioambiental na Bacia do Içana

    Na primeira semana de novembro, entre 01 a 05, foi realizada a 9ª Oficina de Rede de Agentes Indígenas de Manejo Ambiental/AIMA na Bacia do Içana no Centro de Pesquisa e Formação Enopana da Escola Baniwa Eeno Hiepole da Comunidade Canada/Koitsiali.

    Participantes da oficina realizado na comunidade Canadá – Rio Ayarí. Foto: Nadzoeri

    Os temas abordados na oficina foram: a) elaboração de relatório sobre os principais eventos ambientais e climáticos; b) construção do ciclo anual 2021 registrando os principais fenômenos; c) narrativa dos conhecedores sobre os ciclos cerimoniais associados aos ciclos anuais; d) discussão sobre impactos das mudanças climáticas no manejo do mundo e rituais Baniwa; e) adequação do calendário Baniwa para inclusão das cerimônias e eventos sociais; f) vinculação das estratégias de ações integradas para implementação dos PGTAS nas comunidades.

    Segundo Juvêncio Cardoso, secretário Executivo da Coordenadoria Nadzoeri (Rio Içana e Afluentes) a oficina retomou as atividades que haviam sido paralisadas devido à pandemia.  “A realização da oficina fortalece o monitoramento ambiental e climático visa acumular e gerar informações necessárias para subsidiar a governança territorial e gestão socioambiental no nosso território”, diz Juvêncio. “A ação além de contribuir no registro de dados sobre o território, promove também a capacitação e formação de novas lideranças Baniwa e Koripako”, completa.

    Agentes de Manejo Ambiental na oficina elaboram Ciclo Anual Baniwa e Koripako . Foto: Nadzoeri

    Mesmo com o avanço da vacinação contra a Covid-19 na região do Rio Negro, teve restrição na quantidade de participantes. Apenas 20 pessoas de 13 comunidades Baniwa participaram da oficina.

    Entre os vinte participantes, além dos AIMAS, estudantes de ensino fundamental e ensino médio representantes das escolas Baniwa Ttole/Tunui Cachoeira, escola Baniwa Eenawi/Santana, Escola Baniwa Herieni/Ucuqui Cachoeira e Escola Eeno Hiepole completaram as vagas de participação.

    Os pesquisadores receberam lâmpadas solares doadas pela parceria Foirn, Instituto Socioambiental (ISA) com apoio da UNHCR- Brasil para apoiar o trabalho de estudo, pesquisa e monitoramento ambiental e climático realizado através de anotações em diários de campo e uso de tablets nas comunidades indígenas.

    A oficina teve a realização da Foirn em parceria com a coordenadoria Nadzoeri, ISA e apoio do projeto LIRA e Betty & Gordon Moore Foundation.

  • Diretor Presidente da FOIRN – Marivelton Barroso do Povo Baré em Agenda pelo Médio Rio Negro.

    Diretor Presidente da FOIRN – Marivelton Barroso do Povo Baré em Agenda pelo Médio Rio Negro.

    O diretor presidente da FOIRN, Marivelton Barroso, em cumprimento da agenda pelo rio negro, reuniu no ultimo dia 11/10 juntamente com o representante do ISA e assessor da Casa de Frutas, João Gabriel, presidência da Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro-ACIMRN e a equipe da gerência de bolsistas da casa de frutas para retomada dos planos de trabalhos da mesma.
    Também foi discutido sobre o desenvolvimento dos testes iniciais e agendas de trabalho com as comunidades que fazem parte diretamente do projeto e que serão as futuras fornecedoras dos produtos para a casa. Uma iniciativa que se desenvolverá no âmbito da cadeia de valores dos produtos da sociobiodiversidade.
    Um projeto de iniciativa no âmbito do sistema agrícola tradicional do rio negro – (SAT-RN). Ainda foi articuladas em conversas a assembleia eletiva da ACIMRN que devera acontecer no próximos dias 04 e 05 de novembro na comunidade Açaituba no município de Santa Isabel do rio Negro médio Rio Negro.

    Em continuidade da agenda pelo médio Rio Negro, Marivelton Barroso, juntamente com o coordenador do CONDISI e o coordenador local da FUNAI , CTL-Santa Isabel, Guilherme Veloso, visitam a comunidade Acariquara em cumprimento a agenda. Onde houve repasses de informações sobre os trabalhos da FOIRN, Conselho Distrital de Saúde Indígena – CONDISI que irá acontecer nos dias 27 e 28 de outubro na comunidade Açaituba e articulação sobre a assembleia eletiva da Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro – ACIMRN.


    O diretor-presidente se emocionou ao lembrar que na comunidade Acariquara iniciou a sua trajetória no movimento indígena para chegar ao cargo que ocupa atualmente, agradeceu o apoio recebido, os incentivos e afirmou que a comunidade poderá continuar contando com o seu apoio sempre que precisarem.
    O coordenador do CONDISI, Jovânio Normando, falou da importância da parceria entre FOIRN, DSEI e FUNAI na região, e a importância da participação de lideranças das comunidades no Conselho Indigenista de saúde para o fortalecimento das comunidades indígenas.
    O coordenador local da FUNAI explanou sobre os trabalhos desenvolvidos na região e citou sobre a importância das parcerias com as entidades de representatividade dos povos indígenas. Seguindo, a equipe ainda visitou o local onde pretendem instalar a estação kit de bombeamento de água com o sistema de energia solar, com o objetivo de melhorar a saúde dos moradores da comunidade.


  • Mulheres da Associação AMIDI e ASSAI participam da I Oficina do Intercâmbio de conhecimento das Técnicas Tradicionais no Distrito de Yauarete

    Mulheres da Associação AMIDI e ASSAI participam da I Oficina do Intercâmbio de conhecimento das Técnicas Tradicionais no Distrito de Yauarete

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – FOIRN através da Coordenadoria das Organizações Indígenas do Distrito de Iauarete – COIDI estiveram envolvidos na realização da I Oficina do Intercâmbio de conhecimento das Associações das Mulheres Indígenas do Distrito de Iauarete – AMIDI e Associação dos Artesãos Indígenas – ASSAI com a participação dos alunos da Escola Estadual Pahmϋri Mahsã wi’i no processo de tingimento da fibra de tucum.
    A mesma ocorreu nos dias 22 a 25 de setembro de 2021 no Distrito de Iauarete no Alto Rio Uaupés, as mulheres mostraram o seu conhecimento e compartilharam as técnicas tradicionais com as demais participantes da Oficina.

    A diretora de referência da região Janete Figueredo Alves acompanhou o evento juntamente com Professora Cecília Albuquerque, Janete Martins Lana, Cleonilda Garrido Araújo e Araci Livino da Associação ASSAI estiveram presentes para compartilhar seus conhecimentos, elas residem em área urbana do município de São Gabriel da Cachoeira, e tiveram mais oportunidade em participar de capacitações, cursos sobre confecções de artesanatos, precificações e atendimento ao cliente.

    Portanto, as mulheres das bases não têm oportunidades iguais a essa. A FOIRN recebeu esta demanda há alguns anos atrás para que apoiasse essa oficina de intercâmbio na região. Então foi realizado com participações de mulheres e jovens da Associação da AMIDI, onde tiveram trocas de ideias, tirando dúvidas entre elas e assim compartilhando seus conhecimentos e como usar as matérias-primas que podem ser encontrados no quintal, na roça, ou na floresta.
    Além da prática, também houve roda de conversas sobre o assunto. A participação dos alunos da Escola Estadual Pahmϋri Mahsã wi’i foi de extrema importância, pois esses jovens precisam estar envolvidos na luta do movimento indígena, e que eles possam fazer parte para dar continuidade na luta e eles são as futuras lideranças desta região.
    “Esse momento histórico foi de muito proveito e de muito conhecimento repassado de uma para outra, para algumas foi novidade ver o processo de tingimento com matérias que elas nunca imaginaram usar, um aprendizado que vai ficar e que estarão praticando daqui para frente” diz Verônica Alves – Vice- Presidente da AMIDI.

    No encerramento foram feito uns apelos para que a FOIRN através da Diretora de Referência desta região apoie mais outros intercâmbios de conhecimentos, pois a Associação precisa de capacitação de Precificação, gestão Financeira e curso do SEBRAE sobre empreendedorismo.
    E que as mulheres da Associação ASSAI continuem compartilhando os seus conhecimentos adquiridos através dos cursos participados por elas e serão bem vindas para qualquer intercâmbio que vier a acontecer novamente.
    Os agradecimentos foram dados à FOIRN através da diretora de referência Janete Alves por atender a demanda, a ASSAI e aos parceiros que abraçam a causa indígena.

  • Escola Baniwa Eeno Hiepole é selecionada pelo Programa Global Escolas 2030

    Escola Baniwa Eeno Hiepole é selecionada pelo Programa Global Escolas 2030

    Juvêncio Cardoso é liderança e professor Baniwa lidera o movimento de educação escolar Baniwa e Koripako na Bacia do Içana, é um dos reponsáveis pelo processo de inscrição e seleção da Escola Eeno Hieepole – Canadá do Rio Ayari, Terra Indígena Alto Rio Negro, noroeste do Estado do Amazonas. Foto: Ray Baniwa/Foirn

    Ontem, 20/05, o professor e liderança Baniwa Juvêncio Cardoso (Dzoodzo), recebeu uma grande notícia:  A seleção da Escola Baniwa Eeno Hiepole para participar do Programa Escolas 2030 no Brasil. O programa busca avaliar, desenvolver e disseminar boas práticas para a educação de qualidade de crianças e jovens em 10 países, ao longo de uma década.

    Segundo ele, a sensação é de alegria e reconhecimento, apesar de tempos difíceis. A liderança Baniwa destacou a importância da educação e formação integral dos jovens. “A sensação é de alegria pelo reconhecimento do nosso trabalho. A partir disso continuaremos a inovar a nossa metodologia pra gente seguir nessa perspectiva da inovação pela educação integral. Isso significa o reconhecimento de todo esses espaços, como os elementos da natureza que a gente tem aqui como a floresta, os rios, as roças. A situação que a gente vive hoje é difícil e preocupante, diante das mudanças climáticas e retrocessos de direitos indígenas. A seleção da Escola Baniwa Eeno Hiepole pelo programa é um reconhecimento de que estamos no caminho certo”, comemora Dzoodzo.

    Programa Global
    O Escolas2030 é um programa global de pesquisa-ação que busca criar novos parâmetros para a avaliação da aprendizagem com base na prática da educação integral e transformadora, com vistas a garantir o Objetivo do Desenvolvimento Sustentável 4 (ODS 4). Com duração de 10 anos (2020 a 2030), a iniciativa é realizada no Brasil, Afeganistão, Índia, Paquistão, Portugal, Quênia, Quirguistão, Tajiquistão, Tanzânia e Uganda, envolvendo 1000 organizações de todas as etapas da Educação Básica.
    No Brasil, o programa acompanhará 100 escolas e outras organizações educativas, que atuarão como ‘laboratórios de inovação’ para uma educação integral e transformadora.

    Financiado pala Fundação Itaú Social,  o programa é implementado junto com a Ashoka e a Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. As três instituições compõe a Equipe Coordenadora no país, e conta com Comitê Consultivo composto por representantes de instituições de pesquisa, organizações da sociedade civil, representantes de secretarias municipais e estaduais de educação, pesquisadores de universidades, órgãos internacionais, representantes de organizações de jovens, entre outros atores fundamentais da área da educação no Brasil. Saiba mais sobre o programa: https://escolas2030.org.br/

  • Segunda dose de vacina e de solidariedade

    Segunda dose de vacina e de solidariedade

    Equipe DMIRN/FOIRN promove distribuição de máscaras aos idosos durante nova fase da campanha de imunização contra a Covid-19

    Em ação de solidariedade e conscientização sobre a importância da prevenção e da imunização contra a Covid-19, o Departamento de Mulheres Indígenas da FOIRN (DMIRN/FOIRN) promoveu, neste sábado (20/02), a entrega de máscaras a idosos que receberam a segunda dose da vacina e a profissionais de saúde. Foram distribuídas cerca de mil máscaras confeccionadas por mulheres indígenas em iniciativa da Campanha “Rio Negro, Nós Cuidamos”, desenvolvida pela FOIRN em parceria com o Instituto Socioambiental (ISA) para ações de proteção dos povos tradicionais durante a pandemia.

    “Essa é uma ação de preservação da vida, de precaução contra a Covid-19. A gente pode ver que os idosos estão mesmo usando as máscaras e sabemos que alguns deles não têm recursos para comprar a proteção. Outros vivem sozinhos e precisam de apoio para os cuidados”, disse a coordenadora do DMIRN e diretora interina da FOIRN, Maria do Carmo Piloto Martins, a Dadá Baniwa.

    A entrega das máscaras aconteceu nos postos de vacinação da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) de São Gabriel da Cachoeira, que promoveu a segunda fase da campanha de vacinação contra a Covid-19 para os idosos. A primeira fase foi realizada em 23 de janeiro, quando o DMIRN retomou a Campanha “Rio Negro, Nós Cuidamos”, com entrega de máscaras e kits de higiene. Até 18 de fevereiro, um total de 6.557 pessoas já tinham sido vacinadas.

    Enfermeira da Semsa, Alberta Socorro Andrade avalia na primeira etapa alguns indígenas estavam receosos em receber a medicação, mas nessa segunda etapa estavam todos mais confiantes. Profissionais de saúde orientam a manter os cuidados preventivos mesmo após a segunda dose, pois a vacina leva até quatro semanas para fazer efeito.

    Coordenadora do Programa Nacional de Imunização (PNI) em São Gabriel da Cachoeira, a enfermeira Laryssa Feitosa informou que o município já recebeu aproximadamente 31 mil doses do imunizante contra a Covid-19. A primeira remessa, de 27 mil doses, foi destinada ao Distrito Sanitário Especial Alto Rio Negro (Dsei-ARN), Dsei Yanomami e profissionais de saúde. Logo em seguida vieram os idosos. O próximo passo é vacinar profissionais de saúde de serviços particulares e, em seguida, será dado prosseguimento à imunização de profissionais de saúde que trabalham na parte administrativa dos serviços públicos. 

    A ação de entrega de máscaras teve apoio do Departamento de Jovens da Foirn (DAJIRN/FOIRN) e Setor de Comunicação (Setcom). Lembre-se parente: tome a vacina! Só vamos conseguir controlar a pandemia se muita gente for vacinada!

    Leia depoimentos de quem já está vacinado contra a Covid-19:

    Remédios tradicionais e imunização

    A professora, artesã e conhecedora indígena Cecília Albuquerque, da etnia Piratapuia, foi até o ginásio do Colégio São Gabriel para receber a dose de vacina contra a Covid-19. “Espero que todos possam tomar a vacina para não pegar a doença. Doer não dói. E salva vidas”, diz. Dona Cecília fez usos de remédios tradicionais durante toda a pandemia e continua preparando e tomando os chás.  

    Primeiro casal de idosos a ser vacinado

    O casal Mariquinha Navarro Campos, de 86 anos, da etnia Piratapuya, e Lauriano Freire Campos, de 88 anos, da etnia Tariano, tomaram a segunda dose da vacina nesse sábado (20/02). Eles foram os primeiros idosos de São Gabriel a receberem a vacina, em 19 de janeiro. “Eles não tiveram qualquer problema. Passaram bem o tempo todo”, informou o filho deles, Sérgio Navarro.

    Dose de esperança

    Funcionária da Foirn, Maria de Lourdes Veiga, da etnia Wanano, acompanhou sua mãe Emília Madalena, de 79 anos, Kubeu, para tomar a vacina na Escola Irmã Inês Penha. Para Lourdes, a vacina é sinônimo de esperança. “Minha irmã de 30 anos morreu vítima da Covid-19 na comunidade Jutica, no Rio Uaupés. Foi muita tristeza para a minha mãe. Agora temos essa esperança”, diz.

    Exemplo de força

    Indígena da etnia Baré, Apolônia Ramos Lizardo fará 90 anos no próximo mês de maio e foi se vacinar na manhã de sábado. Falando na língua Nheengatu, ela contou que recebeu a dose porque quer se salvar.

    Falta de conhecimento

    O indígena da etnia Baniwa Fernando José, de 74 anos, comentou sobre a resistência que alguns parentes moradores de comunidades estão tendo na hora de tomar a vacina. “A falta de conhecimento é que está levando os indígenas a terem medo da vacina. É preciso chegar às comunidades, explicar a eles o que é esse medicamento, conversar. Eles vão entender e tomar. É muito importante se proteger contra a doença, tomar a vacina”, disse. Ele e sua esposa Aurora Miguel, Baniwa, foram vacinados na Escola Sagrada Família. Fernando e Aurora são pais da liderança indígena André Baniwa e têm mais quatro filhos: Bonifácio, Braulina, Maria Eliana e Júlia.

    Preocupação com a família

    Maria do Carmo Martins Piloto, de 71 anos, mãe da Dadá Baniwa, tomou a vacina na Escola Irmã Inês Penha.  Ela quer saber agora é quando os filhos e outros familiares serão vacinados. “Estou muito feliz de tomar a segunda dose. Agora penso nos meus filhos que ainda não tomaram a vacina”, disse.

    Ela é uma das indígenas que estão confeccionando as máscaras de pano para serem doadas, inclusive as distribuídas nesse sábado. “Eu fico sentindo satisfação de poder ajudar, costurando mesmo com a minha máquina que está dando problema”, disse. O objetivo é que sejam costuradas 8 mil máscaras. Também estão ajudando nessa ação solidária Lucila Mendes de Lima, da etnia Tariano; Vanderleia Cardoso, Piratapuia; e Carmem Figueiredo Alves, Wanano.

    Perda de familiares

    “Eu não tive medo de tomar a vacina. Eu gostaria que todos os indígenas procurassem se vacinar. Por causa da Covid-19, eu perdi quatro pessoas da minha família e fiquei só eu. Morreram de Covid-19 meu pai e minha mãe, moradores de Santa Isabel do Rio Negro, e meus dois irmãos, um que morava em Santa Isabel e outro que vivia em Manaus. Eu moro aqui em São Gabriel, com minha mulher, quatro filhos e cinco netos. Quero ficar forte para ajudar outras pessoas que me auxiliaram. Agora estou esperando a minha família se vacinar.”  Bernardino Brazão, de 61 anos, da etnia Baré.

    Sem reação

    “Eu não senti nenhuma reação negativa. Tomei a vacina e voltei a trabalhar normalmente. Não ´precisa ter medo.” Irmã Irene Martini, de 73 anos

    Vida normal

    Maria Virgínia Albuquerque, de 72 anos, da etnia Baré, dá “a maior força” para as pessoas se vacinarem. “Antes, na primeira dose, eu estava com um pouco de medo. Agora está tudo mais calmo. Estamos querendo voltar à vida normal”, disse.

  • CONHECEDORAS TRADICIONAIS REALIZAM AÇÃO SOLIDÁRIA DE COMBATE À COVID-19 EM SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA

    CONHECEDORAS TRADICIONAIS REALIZAM AÇÃO SOLIDÁRIA DE COMBATE À COVID-19 EM SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA

    Dona Jacinta Tukano prepara o chá. Foto: Eucimar dos Santos/Foirn

    Os remédios tradicionais indígenas estão sendo usados, desde o início da pandemia, no combate à Covid-19 no Alto Rio Negro. Nesta segunda onda da crise em saúde, em ação solidária apoiada pela Foirn, conhecedoras tradicionais indígenas estão preparando chás e doando às pessoas em tratamento na Unidade de Atendimento Primário Indígena (Uapi/Dsei/SGC).

    “Como conhecedoras tradicionais, sentimos a necessidade de ajudar os parentes, por isso viemos realizar esse trabalho aqui na cidade”, diz dona Jacinta Sampaio, 55, da etnia Tukano, moradora da comunidade Balaio, BR-307.

    O chá caseiro tradicional está sendo preparado por ela, por sua filha Adelina Sampaio e por dona Kátia Marinho, também da etnia Tukano.

    Pessoas interessadas nos remédios indígenas podem entrar em contato pelo número (zap) (97) 99612-9275. (apenas para moradores de São Gabriel da Cachoeira ou comunidades próximas).

    A região do Rio Negro continua sendo fortemente atingida pela segunda onda da pandemia da Covid-19. Em São Gabriel da Cachoeira já são 91 mortes.

    Essa iniciativa de dona Jacinta, com o preparo de remédios tradicionais, reforça os cuidados contra a pandemia.

    Mas é necessário manter medidas preventivas como uso de máscara, distanciamento social e lavagem das mãos.

    E lembre-se: o mais importante agora é tomar a vacina! Dá para fazer uso dos remédios tradicionais e tomar a vacina.

    A ação das conhecedoras tradicionais vai até 02/03 e conta com apoio da Foirn através do Departamento das Mulheres Indígenas do Rio Negro (DMIRN). Para conhecer mais e apoiar os nossos trabalhos de combate à Covid-19, acesse www.noscuidamos.foirn.org.br.

  • Canoa virtual: projeto conecta comunidades indígenas do Rio Negro à internet

    Canoa virtual: projeto conecta comunidades indígenas do Rio Negro à internet

    Projeto de fortalecimento da comunicação na parceria Foirn e ISA, apoiado pela Rainforest, Nia Tero e Fundação Moore instala oito pontos de internet via satélite

    Equipamento do ponto de internet instalado na comunidade Açai, Médio Rio Uaupés. Foto: Juliana Radler/ISA

    A pandemia de Covid-19 nos trouxe desafios e deixou muito evidente a importância de investirmos em melhorias de comunicação para as comunidades. O que já tínhamos falado muito nas oficinas de PGTA, assim como nossa juventude indígena também sempre enfatiza essa prioridade! A necessidade de manter contato com as equipes de saúde, sobretudo para ações emergenciais de resgate e atendimento para os doentes de Covid-19, mostrou que é preciso urgente ampliar os pontos de internet, assim como o número de radiofonia integrados ao 790.

    A comunicação instantânea por meio da internet salva vidas e é um instrumento de trabalho fundamental para as equipes de saúde, lideranças, profissionais da educação e para o desenvolvimento de toda a comunidade. Sabemos que as novas tecnologias também trazem besteiras. Mas colocando na balança, sabemos que pode trazer muito mais benefícios e bem viver para as comunidades do que problemas. Basta termos consciência e sabermos usar a tecnologia a nosso favor!

    Nesse sentido, no âmbito das ações de enfrentamento à pandemia de Covid-19, o Instituto Socioambiental (ISA) promoveu a instalação de oito pontos de internet via satélite nas seguintes comunidades: Canadá, Panapana e Vista Alegre (Içana), São Pedro e Pirara Poço (Tiquié), Açaí (Baixo Uaupés) e Cartucho e Acariquara, nos rios Negro e Jurubaxi.

    Kit de navegação na internet

    Foram instalados antena, roteador, modem e um pacote de energia solar para manter o sistema. Também serão instalados um notebook com uma impressora para apoiar nos trabalhos da comunidade. Também foi apoiado melhorias estruturais no local de instalação da internet, quando necessário. Essa primeira etapa da internet via satélite terá duração de 12 meses e espera-se que a partir desse bom uso pelas comunidades, a infraestrutura seja mantida para impulsionar os trabalhos realizados no âmbito da parceria FOIRN-ISA.

    Nessa primeira etapa foram contempladas 3 coordenadorias e o critério de escolha foi relacionado ao envolvimento das comunidades com trabalhos voltados às cadeias produtivas, rede de Agentes Indígenas de Manejo Ambiental (aimas), Rede Wayuri, turismo de base comunitária e gestão territorial e ambiental. No início do ano que vem está prevista uma oficina de fortalecimento para o bom uso da internet e como explorar da melhor forma esse meio de comunicação para o bem viver da comunidade.

    Rosivaldo Lima Miranda, do povo Piratapuia, da comunidade de Açaí, no Baixo Uaupés. Foto: Juliana Radler/ISA

    Rosivaldo Lima Miranda, do povo Piratapuia, da comunidade de Açaí, no Baixo Uaupés, recebeu a visita da comitiva do diretor Nildo Fontes, da Diawi’i no início de dezembro. Na ocasião, ele elogiou a instalação da internet. “Esse trabalho nos beneficiou muito. Nos ajuda na comunicação na saúde, educação, na comunicação com os parentes de fora, que estão em São Paulo, em São Gabriel. A gente nunca tinha sonhado em ter essa comunicação de primeira qualidade. E agora com isso vamos melhorar muito nosso trabalho comunitário e em prol do meio ambiente”, comentou Rosivaldo.

    A Foirn e seus convidados que estavam a caminho do rio Tiquié puderam verificar o bom funcionamento da internet, inclusive possibilitando conexão por áudio e vídeo. Nosso diretor Nildo comentou que com essa ampliação de internet de qualidade nas comunidades, será muito viável fazer mais articulações, viagens mais longas e trabalhos direto das comunidades. “Muitas vezes temos que voltar para a cidade por causa dos trabalhos que dependem de internet. Agora, posso ficar mais tempo nas bases e trabalhar daqui mesmo”, disse Nildo em Açaí.

    Baniwa defende TCC direto da comunidade de Vista Alegre

    O acadêmico Baniwa Alexandre Rodrigues Brazão conseguiu fazer a defesa do seu trabalho de conclusão de curso (TCC) intitulado “Calendário diferenciado da Escola Municipal Indígena Menino de Deus da comunidade Warirambá, rio Cuiari”, usando a plataforma Google meet, direto da internet instalada na comunidade de Vista Alegre (Rio Cuiary, afluente do Içana).

    Alexandre Rodrigues Brazão, defendeu seu trabalho de conclusão direto da comunidade Vista Alegre, rio Cuiarí. Foto: Reprodução

    O trabalho integra o curso de Licenciatura em Formação de Professores Indígenas, da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), sob a orientação do professor doutor Gersem Luciano Baniwa. Sua banca examinadora contou com os professores Elciclei Faria dos Santos, Elias Brasilino de Souza e de notório saber, Brasilino Felipe dos Santos Baniwa.

    Para Brazão, defender seu TCC direto da comunidade foi uma emoção grande, além de um fator de economia, praticidade e em tempos de pandemia de Coronavírus, segurança para ele e sua comunidade, pois evitou se deslocar até a cidade, onde há aumento de casos da doença nesse momento de segunda onda. A defesa ocorreu no dia 18 de dezembro.