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  • Foirn recebe equipe de DSEI/Alto Rio Negro para realização da reunião intersetorial da rede bem viver

    Foirn recebe equipe de DSEI/Alto Rio Negro para realização da reunião intersetorial da rede bem viver

    Na manhã desta quinta-feira (04/04), a Foirn sediou a reunião intersetorial da rede Bem Viver, realizada pela equipe do Dsei Alto Rio Negro, que é especialmente importante com participação de representante de organizações.

    A presença da equipe do Distrito Sanitário Especial Indígena – Dsei Alto Rio Negro é especialmente importante, pois a saúde é uma questão fundamental para o bem-estar das comunidades indígenas. É crucial garantir o acesso aos serviços de saúde adequados e respeitosos às necessidades culturais e linguísticas dessas comunidades.

    Essa reunião intersetorial certamente proporcionou uma oportunidade valiosa para trocar conhecimentos, compartilhar experiências e desenvolver estratégias conjuntas para melhorar as condições de vida das comunidades indígenas. Espero que esses esforços continuem sendo feitos no futuro, visando à implementação efetiva de políticas públicas voltadas para as necessidades específicas dessas comunidades.

    A Rede Bem Viver conta com o apoio da FOIRN e que esta reunião foi realizada em sua sede. A FOIRN é uma organização importante que representa as comunidades indígenas do Rio Negro e tem trabalhado incansavelmente para proteger os direitos e o bem-estar dessas comunidades.

    A realização da reunião na sede da FOIRN mostra o compromisso da organização em promover parcerias intersetoriais para abordar questões importantes relacionadas às comunidades indígenas. Isso também demonstra a importância de envolver as próprias comunidades indígenas no processo de tomada de decisões, garantindo sua participação ativa e respeitando seus conhecimentos tradicionais.

    Essa reunião foi produtiva e permitiu avançar ainda mais nos esforços conjuntos para promover o bem-estar das comunidades indígenas, respeitando seus direitos territoriais, culturais, linguísticos e sociais. Esse tipo de colaboração é fundamental para enfrentar os desafios complexos enfrentados pelas comunidades indígenas atualmente.

    A reunião intersetorial contou com a participação de representantes de várias instituições e organizações importantes, como a FUNAI CR-RIO NEGRO, o Conselho Tutelar, o UNICEF, o ISA e as Secretarias Municipais de Juventude, Esporte e Lazer e da Secretaria Municipal de Educação (SEMED) do município de São Gabriel da Cachoeira.

    A presença dessas diferentes instituições e organizações é fundamental para uma abordagem integrada das questões relacionadas ao bem-estar das comunidades indígenas. Cada uma delas traz conhecimentos e experiências únicas que podem contribuir para soluções holísticas e eficazes.

    A FUNAI CR-RIO NEGRO desempenha um papel importante na proteção dos direitos indígenas e na promoção do bem-estar das comunidades. A participação do Conselho Tutelar também é significativa, pois assegura que os direitos das crianças indígenas sejam garantidos.

    O UNICEF tem um histórico de trabalho em prol da infância indígena em todo o mundo. Sua experiência pode contribuir para políticas públicas voltadas para a garantia dos direitos das crianças indígenas na região do Rio Negro.

    O ISA é uma organização reconhecida por seu trabalho na defesa dos povos indígenas e do meio ambiente. Sua expertise pode ajudar no desenvolvimento de estratégias sustentáveis ​​que respeitem os conhecimentos tradicionais dos povos indígenas.

    Por fim, as Secretarias Municipais de Juventude, Esporte e Lazer e Educação têm um papel crucial no desenvolvimento integral dos jovens indígenas por meio da promoção da educação bilíngue intercultural, atividades esportivas inclusivas ​​e oportunidades de lazer.

    Com todos esses atores envolvidos nessa reunião intersetorial, temos a certeza de que foram discutidas estratégias abrangentes para promover o bem-estar das comunidades indígenas do Rio Negro. E que esses esforços conjuntos continuem a ser realizados visando à implementação efetiva dessas iniciativas em benefício desses povos tão importantes culturalmente.

    Uma reunião intersetorial da rede Bem Viver seria uma oportunidade importante para promover a colaboração e o compartilhamento de conhecimentos entre diferentes organizações e setores que trabalham em prol do bem-estar das comunidades indígenas e do meio ambiente. A abordagem intersetorial pode reunir especialistas de áreas como saúde, educação, meio ambiente, direitos humanos e desenvolvimento econômico para desenvolver estratégias holísticas que abordem as múltiplas dimensões do bem-estar das comunidades indígenas.

    Nessas reuniões, seria possível discutir iniciativas integradas que considerem não apenas as necessidades imediatas das comunidades indígenas, mas também suas perspectivas culturais, sociais e ambientais. Isso poderia incluir o fortalecimento dos sistemas de saúde tradicionais, a promoção da educação bilíngue e intercultural, a proteção dos territórios indígenas e a promoção de práticas sustentáveis.

    Além disso, uma abordagem intersetorial permitiria uma troca efetiva de experiências e boas práticas entre organizações com diferentes áreas de atuação. Isso poderia resultar em soluções inovadoras e mais eficazes para enfrentar desafios complexos enfrentados pelas comunidades indígenas.

  • Lideranças Yanomami e representantes de instituições se reúnem para discutir sobre a frente de proteção aos povos indígenas em Barcelos-AM

    Lideranças Yanomami e representantes de instituições se reúnem para discutir sobre a frente de proteção aos povos indígenas em Barcelos-AM

    Essa iniciativa é essencial para fortalecer a defesa dos direitos e territórios dos povos indígenas, especialmente os Yanomami, que enfrentam desafios significativos na região.

    A Associação Indígena de Barcelos (ASIBA), sediou a reunião com as lideranças Yanomami, nos dias 30 e 31 de março, contou com a participação de importantes figuras, incluindo o vice coordenador regional da Coordenadoria das Associações Indígenas do Médio e Baixo Rio Negro (CAIMBRN), João Barroso, Julião Yanomami, Presidente da Associação Parawami Yanomami, e Geraldo Yanomami, Presidente da Associação Indígena Xoromawe, juntamente com servidores da Funai CR Rio Negro da Frente de Proteção.

    A Foirn apoia as ações das associações indígenas da CAIMBRN, com o apoio da Fundação Nia Tero. Essas parcerias são fundamentais para fortalecer as iniciativas locais e garantir que as vozes e demandas dos povos indígenas sejam ouvidas.

    O encontro reuniu 55 lideranças Yanomami dos rios Padauiri, Demeni e Aracá. A pauta principal abordou diversas questões cruciais para a comunidade, como o consumo de bebidas alcoólicas entre os jovens Yanomami e a migração de muitos para ASIBA, resultando na falta de espaço para abrigar as famílias. Também foram discutidas medidas para fornecer apoio, incluindo ajuda da Funai Frente de Proteção com cestas básicas e o atendimento do Dsei – Yanomami para os parentes Yanomami nas ilhas e nas proximidades do município.

    Além disso, houve uma discussão sobre a indicação para ocupar a frente de proteção em Barcelos, visando uma representação mais eficaz e comprometida com as necessidades locais.

    No entanto, eles também enfrentam crescentes ameaças à sua sobrevivência e bem-estar, como invasões ilegais em suas terras, desmatamento, garimpo ilegal e conflitos com madeireiras.

    Por isso, é crucial que haja uma articulação entre as lideranças indígenas e as instituições para formular estratégias eficazes de proteção aos povos indígenas. A troca de conhecimentos entre as diferentes partes interessadas pode fortalecer o trabalho conjunto para garantir o respeito aos direitos territoriais dos Yanomami e a preservação de sua cultura.

    Além disso, é importante destacar que qualquer iniciativa voltada para a proteção dos povos indígenas deve ser pautada pelo respeito à autonomia desses povos. Suas vozes devem ser ouvidas em todas as etapas do processo decisório, garantindo assim a participação ativa das comunidades afetadas pelas políticas implementadas.


    Essa diversidade de representantes indígenas e institucionais é fundamental para fortalecer as discussões sobre a proteção dos povos indígenas na região amazônica. A participação das lideranças Yanomami é especialmente importante, pois são elas que estão mais diretamente envolvidas nas questões relacionadas à defesa de seus territórios e cultura.


    Além disso é fundamental a presença das Frentes de Proteção da Funai na defesa dos direitos territoriais dos povos indígenas. Esses grupos têm um conhecimento profundo das dinâmicas locais e desempenham um papel essencial na promoção dos direitos indígenas.

    A parceria entre a FOIRN, CAIMBRN, ASIBA, FUNAI -CR/R.NEGRO, lideranças indígenas, e demais instituições é fundamental para alcançar avanços significativos nessa área tão crucial.

  • Foirn participa de uma importante reunião sobre Cooperação Técnica com a Funai e Isa em Brasília-DF

    Foirn participa de uma importante reunião sobre Cooperação Técnica com a Funai e Isa em Brasília-DF

    No dia 28 de março, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), representada por seu diretor presidente, Marivelton Baré, participou de uma importante reunião com a presidência da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai/BSB) e Instituto Socioambiental (ISA) para discutir as ações de Cooperação Técnica.

    Ficou definido que no dia 15 de abril de 2024, ocorrerá a formalização e assinatura do acordo de cooperação técnica entre a Foirn, Funai e Isa. Este acordo representa um passo significativo para o avanço das iniciativas de preservação e desenvolvimento socioambiental.

    Essa reunião e a assinatura do acordo de cooperação técnica entre as Organização Governamental e Não-Governamental são eventos de extrema importância para o fortalecimento das ações voltadas à preservação e desenvolvimento socioambiental das comunidades indígenas do Rio Negro.

    A formalização desse acordo representa um reconhecimento da importância da participação ativa das comunidades indígenas na definição das políticas e projetos que afetam suas vidas e territórios. Além disso, essa parceria permitirá o compartilhamento de conhecimentos tradicionais, experiências e aprendizados mútuos entre as partes envolvidas.

    A cooperação técnica entre a FOIRN, Funai e ISA também pode contribuir para fortalecer as capacidades locais, promover o monitoramento ambiental participativo, apoiar iniciativas de desenvolvimento sustentável nas comunidades indígenas do Rio Negro e garantir o respeito aos direitos territoriais, culturais e ambientais desses povos.

    Espera-se que esse acordo seja implementado de forma efetiva, garantindo uma parceria duradoura entre as instituições envolvidas. É fundamental que haja transparência, diálogo contínuo e avaliação conjunta dos resultados alcançados ao longo do processo.

    Em suma, essa iniciativa é um exemplo positivo de como a colaboração entre os povos indígenas, organizações da sociedade civil e órgãos governamentais pode contribuir para o fortalecimento dos direitos indígenas e para a promoção de um desenvolvimento sustentável mais justo.

  • FOIRN e APIAM| Em reunião do Comitê Regional para Parcerias com Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais em Brasília – DF

    FOIRN e APIAM| Em reunião do Comitê Regional para Parcerias com Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais em Brasília – DF

    Marivelton Baré representando a FOIRN e APIAM participou da reunião da Força Tarefa dos Governadores para o Clima e as Florestas (GCF), nos dias 27 e 28 de março de 2024 em Brasília, com a participação dos estados do ACRE – AMAPÁ – AMAZONAS – MARANHÃO – MATO GROSSO – PARÁ – RONDÔNIA – RORAIMA – TOCANTINS.

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) e a Articulação das Organizações e Povos Indígenas do Amazonas (APIAM) estão ativamente engajados nas reuniões do Comitê Regional para Parcerias com Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais da Força-Tarefa dos Governadores para o Clima e Florestas (GCF) em Brasília, DF. Sua participação é crucial para as discussões e ações em prol da proteção ambiental e dos direitos das comunidades tradicionais. Essa colaboração demonstra o compromisso compartilhado com a sustentabilidade, a preservação das florestas e a promoção de práticas inclusivas e colaborativas.

    O encontro foi realizado nos dias 27 e 28 na sede da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema) em Brasília, focando em temas de grande importância para as populações originárias.

    Entre os assuntos debatidos, destacam-se o fortalecimento de políticas públicas, a adesão ao mercado de créditos de carbono em terras indígenas, os desafios enfrentados pelas comunidades tradicionais e a preparação para a participação na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada no Brasil em 2025 pela primeira vez.

    Lideranças indígenas de estados como Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins marcaram presença, além do representante da Embaixada da Noruega.

    A criação do Comitê Regional é resultado de um diálogo global que vem sendo intensificado desde 2017. Liderado por organizações representativas do movimento indígena e com o apoio de ONGs, o comitê faz parte da GCF, iniciativa criada em 2008 para enfrentar questões urgentes como desmatamento tropical e mudanças climáticas.

    Este é um passo significativo em direção à colaboração e proteção do nosso meio ambiente e dos direitos dos povos indígenas!

    A missão da GCF, é capacitar os líderes estaduais e provinciais para implementar programas jurisdicionais inovadores que protejam as florestas tropicais e promovam o desenvolvimento com baixas emissões. Conectando os líderes com parceiros e partes interessadas que apoiam o trabalho como atores do setor privado até Povos Indígenas e líderes comunitários locais. O trabalho é para desbloquear oportunidades financeiras para apoiar os nossos estados e províncias no seu trabalho árduo para proteger as florestas e enfrentar as alterações climáticas. Também acompanham o impacto e o desempenho das principais ações estaduais e províncias para entender como podemos avançar e dimensionar ações para florestas e clima.

    Essa instância também pode servir como um espaço para troca de conhecimentos, experiências e aprendizado mútuo entre as diferentes partes envolvidas. Através desse diálogo contínuo, é possível construir relações mais justas, igualitárias e baseadas no respeito mútuo.

    É importante destacar que a composição da força-tarefa ou comitê deve ser equilibrada, incluindo representantes dos povos indígenas e comunidades tradicionais, assim como representantes do Estado responsáveis pela tomada de decisões. Dessa forma, é possível garantir que todas as partes sejam ouvidas e que haja uma participação ativa na construção das políticas públicas.

    Além disso, essa instância deve ter autonomia para tomar decisões relevantes em relação às consultas prévias e às parcerias estabelecidas. Isso inclui a definição dos métodos adequados de consulta às comunidades afetadas, a avaliação dos impactos sociais e ambientais dos projetos propostos e a garantia da implementação efetiva das medidas acordadas.

    Em suma, uma força-tarefa ou comitê regional para parcerias com os povos indígenas e outras comunidades tradicionais pode contribuir significativamente para fortalecer o respeito aos direitos desses grupos no contexto do desenvolvimento sustentável.

    Os temas discutidos nesses encontros foram:

    Economia e produção indígena: É essencial o levantamento da situação das associações e cooperativas indígenas, explorando o que aconteceu e buscando identificar as causas e possíveis soluções mediante uma autoavaliação. Nos casos de existirem organizações inadimplentes ou irregulares identificar as medidas e estratégias aplicáveis para a sua regularização. Os subtemas prioritários identificados são: a. Levantamento da situação das associações e cooperativas e definir estratégia de capacitação. b. Diálogo sobre estratégias de produção e economia indígena, identificando como os indígenas querem tratar o assunto. Foi reconhecido que a produção agroflorestal indígena é uma realidade. c. Explorar soluções para logística e comercialização. Quais os casos bem-sucedidos? d. Fortalecer e divulgar iniciativas de geração de renda, incluindo agricultura familiar e. Gestão dos processos produtivo, administrativo e da cadeia de valor. Priorizar a formação de recursos humanos, a realização de cursos. Incluir a análise da legislação aplicável. (responder: as associações podem ter a mesma função de uma cooperativa? Quais os benefícios?). f. Capacitação de agentes florestais indígenas.

    Planejamento e fortalecimento de capacidades: Como pré-requisito devem se ter uma perspectiva do fortalecimento das organizações indígenas, que é uma questão transversal. Deve-se considerar também que é necessário priorizar os cursos de formação e capacitação -técnica e política das lideranças que participam de processo de decisão e de espaços de participação social, tais como os Conselhos Estaduais e Nacionais. Os subtemas prioritários identificados são: a. Fortalecer os movimentos de mulheres (explorar parcerias com Organizações. Destacar a Importância da formação das mulheres: desenvolver programas de comunicação com a juventude e mulheres, usando as redes sociais. b. Apoiar os Conselhos Estaduais de Política Indígena (construir onde não tem ou retomar onde já existem). c. Capacitar agentes de saúde indígena incluindo saneamento (Deve-se considerar que não há equipamentos nas TI, que os agentes indígenas não recebem capacitação nem acompanhamento, e que se deve promover o diálogo com a SESAI. As ações devem ser desenvolvidas em conjunto com os Distritos Sanitários Indígenas. Em alguns estados, tal como o Acre, existe um plano emergencial e falta somente sair do papel. Estas categorias não fazem parte do SAS e SUS. Teria que ter um recurso para fortalecer esta categoria e que seja reconhecida, como complementar às ações do Governo. É desejável classificar os curandeiros). d. Capacitar as lideranças em temas ambientais (Deve-se conhecer a legislação até para contrapor os ilícitos). e. Apoiar encontros de associações indígenas (incluindo a elaboração de relatórios dos encontros e acompanhamento dos encaminhamentos dados). f. Assessoria jurídica para temas de interesse. g. Dispor de espaços de diálogo e mediação para demandas indígenas onde seja necessário, tal como é o caso de Roraima onde foi instalado um Fórum específico para tal.

    Gestão ambiental e territorial: Os subtemas prioritários identificados são: 2 a. Implementar e elaborar PGTAs e PGTIs, apoiando a participação indígena no planejamento (temos vários PGTA parados. No caso do Acre há 29 elaborados e faltam 6. Esta é a ferramenta essencial de planejamento. Por outro lado, temos muitos planos e precisamos de fato implementar). b. Conhecer e desenvolver políticas e/ou diretrizes de salvaguardas (cobradas das entidades nos editais). (definir diretrizes para todos utilizarem. Aqui devem se explorar os avanços no desenvolvimento do sistema nacional de salvaguardas e os avanços nos estados. O Comitê regional pode ser um espaço de monitoramento do cumprimento destas salvaguardas. (como medidas de curto prazo foi decidido compilar as informações sobre os avanços alcançados neste tema e apresentar os resultados em próxima reunião do Comitê. A participação da Eliane da FEPOINT, titular do Comitê de Salvaguardas da CONAREDD, é importante neste processo). c. Monitoramento participativo das TI (monitoramento das invasões que deve ser feito pelo Governo e acompanhado pelas populações indígenas). d. Apoiar para que a alocação de recursos seja realizada de forma compatível com a necessidade das TI para gestão ambiental. e. Capacitação de funcionários de órgãos oficiais e do terceiro setor sobre legislação aplicável a TI. f. Fortalecer redes de cooperação entre corredores etno-ambientais. g. Desenvolver mecanismos de valorização dos serviços ambientais, tais como carbono florestal e PSA. (Os indígenas precisam saber detalhes sobre estes mecanismos, os benefícios que podem gerar e querem participar nas instâncias que tratam do assunto). h. Discutir e buscar soluções para situações vinculadas à produção nas Terras Indígenas, tal como é o caso da mineração.

    Políticas públicas: a. Facilitar o acesso a documentação dos indígenas: certidão de atividade rural, PRONAF, previdência, registro de nascimento (incluir soluções para a regularização fiscal da produção da agricultura familiar -Nota Fiscal-). b. Facilitar o acesso a comunicação (radio, internet) c. Acompanhar e apoiar o diálogo sobre a tramitação de projetos de lei relevantes para as populações indígenas e extrativistas. d. Desenvolver propostas de políticas a ser enviada aos Governadores (identificar os aspectos em que cabe legislação estadual ou medidas infralegais editadas pelos estados). Observar que os PNGATs preveem a atuação dos estados. Precisaríamos entender melhor o que pode ser levado aos Governadores com o apoio da Frente Parlamentar Mista e a Mobilização Nacional Indígena coordenada pela APIB. e. Explorar a aplicabilidade de políticas de compras institucionais. f. Construir uma proposta de Agenda Rio+30 (30 anos após a Conferência do Rio). O CNS está buscando formar um grupo para construir uma agenda, para uma retomada dos compromissos da Conferência.

    Prioridades das populações extrativistas: a. Organização da produção b. Inclusão digital c. Formação, capacitação, treinamento de Jovens e mulheres d. Conforme definido no planejamento estratégico do CNS: a) fortalecer e estruturar as regionais; b) comunicar interna e externamente de forma efetiva; c) articular políticas públicas e promover a educação; d) fortalecer a economia extrativista; e) promover formação política e organização das bases com ênfase no empoderamento das mulheres e juventude; e f) explorar a sustentabilidade financeira do CNS.

    Eixo transversal: a. Fortalecer a participação das mulheres.

  • FOIRN entrega o protocolo de consulta para lideranças indígenas durante a XI Assembleia Ordinária Eletiva da CAIMBRN.

    FOIRN entrega o protocolo de consulta para lideranças indígenas durante a XI Assembleia Ordinária Eletiva da CAIMBRN.

    O protocolo de consulta prévia, livre e informada nas terras indígenas do Rio Negro é um instrumento crucial para garantir que as comunidades indígenas tenham o direito de participar e serem consultadas em processos que possam afetar seus territórios e recursos naturais. Este protocolo estabelece as etapas, os procedimentos e os princípios que devem ser seguidos para realizar consultas de forma adequada, respeitando os direitos e interesses das populações indígenas.

    É com muita satisfação noticiamos que as lideranças indígenas da região do Médio e Baixo Rio Negro tenham recebido o protocolo de consulta prévia, livre e informada durante a XI Assembleia Ordinária Eletiva da CAIMBRN. Esse protocolo é extremamente importante para garantir que os povos indígenas tenham o direito de serem consultados e participarem das decisões que afetam suas terras e territórios.

    É importante destacar que a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) tem desempenhado um papel fundamental na elaboração e implementação desses protocolos de consulta nas terras indígenas da região. A FOIRN atua como uma voz coletiva dos povos indígenas do Rio Negro, defendendo seus direitos e lutando pela proteção de seus territórios e recursos naturais.


    Espera-se que a entrega desses protocolos contribua para fortalecer o protagonismo das comunidades indígenas na tomada de decisões que afetam suas vidas e seu futuro. É uma iniciativa essencial para promover o respeito aos direitos humanos, a justiça social e a sustentabilidade ambiental na região do Rio Negro. O Protocolo de Consulta é, de fato, uma ferramenta crucial para promover um diálogo respeitoso e inclusivo entre as comunidades indígenas e o Estado, especialmente no contexto da implementação da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental em Terras Indígenas (PNGATI) e na elaboração dos Planos de Gestão Territorial e Ambiental (PGTAs). Ao organizar o processo de consulta, esse instrumento busca garantir que os direitos culturais e territoriais das comunidades indígenas sejam respeitados.


    A entrega do protocolo durante a assembleia é um momento significativo, pois reforça o compromisso das lideranças indígenas em promover um processo de consulta adequado e respeitoso. O tema “Movimento Indígena, Gestão e Sustentabilidade” destaca a importância da gestão sustentável dos recursos naturais, levando em consideração as necessidades e perspectivas das comunidades indígenas.

    Esperamos que essa iniciativa fortaleça ainda mais o papel das lideranças indígenas na defesa dos direitos territoriais, na preservação ambiental e no desenvolvimento sustentável das comunidades no Médio e Baixo Rio Negro. Parabéns às associações de base da CAIMBRN por sua participação ativa nesse processo!

    Além disso, o Protocolo também desempenha um papel fundamental ao fornecer informações sobre a organização, história, cultura e costumes das comunidades indígenas. Isso é essencial para que as consultas sejam realizadas levando em consideração os conhecimentos tradicionais das comunidades envolvidas.


  • Fortalecimento indígena e Histórico! A Coordenadoria regional do Médio e Baixo Rio Negro avança com ampliação de associações de Base

    Fortalecimento indígena e Histórico! A Coordenadoria regional do Médio e Baixo Rio Negro avança com ampliação de associações de Base

    A II Assembleia Regional Extraordinária da Coordenadoria das Associações Indígenas do Médio e Baixo Rio Negro (CAIMBRN), foi realizado no dia 23 de março de 2024, na comunidade Tapuruquara mirim, na Terra Indígena Médio Rio Negro I, no município de São Gabriel da Cachoeira.

    CAIMBRN é uma das cinco coordenadorias regionais da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN). Essa Assembleia teve objetivos muito importantes para a atualização do Estatuto social  e inclusão de mais associações de base na Coordenadoria.

    Através dessa iniciativa, a Coordenadoria regional do Médio e Baixo Rio Negro está avançando e fortalecendo ainda mais as associações de base indígena. A ampliação de 13 para 19 associações representa um aumento significativo na representatividade das comunidades indígenas da região.

    A atualização do Estatuto social também é de extrema importância, pois permite que a Coordenadoria se adapte às necessidades e demandas atuais das comunidades indígenas. Isso garante que as decisões tomadas pela Coordenadoria estejam alinhadas com os interesses das bases e que todos os membros tenham voz ativa no processo de tomada de decisões.

    Esse momento histórico demonstra o compromisso da CAIMBRN em fortalecer o movimento indígena na região do Médio e Baixo Rio Negro. Ao incluir mais associações de base, a Coordenadoria está ampliando seu alcance e representatividade, permitindo que um número maior de comunidades seja ouvido e participante nas discussões sobre questões importantes para elas.

    Parabenizamos a CAIMBRN pelo sucesso da II Assembleia Regional Extraordinária e pelo trabalho contínuo em fortalecer o movimento indígena na região. Que tem um destaque  de 8 iniciativas de turismo de base comunitária, 01 unidade de provimento de frutas desidratas com produtos da sócio biodiversidade e formação contínua de suas organizações de base e acessos editais de projetos sendo este o fundo indígena do Rio Negro e com o registro do sistema tradicional agrícola do Rio Negro como patrimônio imaterial dos povos do Rio Negro. Esse esforço é fundamental para garantir os direitos dos povos indígenas, promover sua autonomia e preservar suas culturas ancestrais.

  • FOIRN recebe kits de internet da FAS e COIAB através do “Projeto Conexão povos da Floresta”, que vai beneficiar comunidades indígenas do Rio Negro

    FOIRN recebe kits de internet da FAS e COIAB através do “Projeto Conexão povos da Floresta”, que vai beneficiar comunidades indígenas do Rio Negro

    Nesta sexta feira, 22 de março, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), por meio de seu diretor presidente, Marivelton Baré, recebeu quatro kits completos de internet contendo antenas de starlink, computadores e celulares da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), resultado do Projeto Conexão povos da Floresta.

    Essa notícia é extremamente positiva e representa um avanço significativo para as comunidades indígenas do Alto Rio Negro. A iniciativa da FAS em fornecer kits completos de internet para as comunidades indígenas do Alto Rio Negro, por meio do Projeto Conexão povos da Floresta, demonstra um grande avanço na inclusão digital dessas comunidades.

    Esse projeto vai beneficiar com um kit a comunidades de São Gabriel Mirim no Alto Rio Negro, um kit a Sede da Associação das Artesãs Indígenas (ASSAI) e os outros dois kits será para o Distrito Sanitário Especial Indígena – DSEI/Alto Rio Negro, isso demonstra o reconhecimento da importância dessas instituições para as comunidades locais.

    A comunidade São Gabriel Mirim e ASSAI desempenham um papel fundamental na promoção do artesanato indígena e na valorização cultural, enquanto o DSEI/Alto Rio Negro atua no cuidado e assistência à saúde dos povos indígenas.

    A internet é uma ferramenta essencial nos dias de hoje e pode trazer inúmeros benefícios para as comunidades indígenas, como acesso à informação, educação a distância, troca de conhecimentos e oportunidades econômicas.

    Além disso, parabenizamos e agradecemos a FAZ e a COIAB pela parceria e atuação em conjunto com a FOIRN e outras Organizações nesse importante projeto “Conexão dos povos da floresta”. Esperamos que essa iniciativa traga benefícios significativos para as comunidades indígenas do Alto Rio Negro, fortalecendo sua autonomia economica e contribuindo para um desenvolvimento mais sustentável.

    A FOIRN desempenha um papel importante na representação dos povos indígenas e no fortalecimento das organizações locais. Com essa parceria, os equipamentos de internet poderão ser utilizados de forma adequada nas comunidades através do sistema solar que será fornecido pela FOIRN.

  • Indígena do povo Tukano é aprovado no Exame de Qualificação do Mestrado do Programa de Pós Graduação Sociedade e Cultura na Amazônia – UFAM

    Indígena do povo Tukano é aprovado no Exame de Qualificação do Mestrado do Programa de Pós Graduação Sociedade e Cultura na Amazônia – UFAM

    Na manhã desta sexta-feira (22/03), a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), apoiou com muita honra o primeiro mestrando indígena no Exame de Qualificação do Mestrado do Programa de Pós Graduação Sociedade e Cultura na Amazônia – PPGSCA/UFAM, na sala de reunião Isaias Fonte Baniwa.

    É uma notícia maravilhosa que FOIRN está apoiando o mestrando Armando da Silva Menezes, indígena do povo Tukano, com sua experiência como educador da rede estadual de ensino no Amazonas, e já foi presidente do Conselho Diretor da FOIRN, apresentou sua defesa sobre O PERCURSO DO PA’MURIPINÕ:  A formação de territorialidade dos PA’MURIMAHSÃ em São Gabriel da Cachoeira-AM, mais especificamente sobre a comunidade Matapí do Rio Waupés.

    Essa pesquisa contribui para a educação escolar indígena ao trazer conhecimento sobre a territorialidade dos PA’MURIMAHSÃ, incluindo sua origem e habitação. É fundamental promover estudos acadêmicos que valorizem e fortaleçam o conhecimento tradicional indígena, contribuindo para uma sociedade mais inclusiva e respeitosa com as culturas originárias da região, seguindo conforme o Plano de Gestão Territorial e Ambiental do Rio Negro (PGTA).


    “Parabenizo o mestrando Armando Menezes pela iniciativa e dedicação à pesquisa acadêmica, assim como à FOIRN e a UFAM pelo apoio prestado em todas as etapas desse processo e em trazer esse tema tão relevante à discussão acadêmica. Esse tipo de incentivo é fundamental para o desenvolvimento intelectual dos povos indígenas da região e para a promoção de suas vozes no âmbito acadêmico. Que esse trabalho possa gerar impactos positivos na luta pelos direitos territoriais dos povos indígenas do Alto Rio Negro.” Marivelton Baré – Diretor Presidente da FOIRN. 

    A territorialidade é um aspecto central da identidade e sobrevivência dos povos indígenas, pois está diretamente ligada à sua relação com o ambiente natural, suas práticas culturais e sua organização social. Ao estudar a territorialidade dos PA’MÜRIMAHSÃ, Armando Menezes fortalece o reconhecimento dessas comunidades como detentoras de direitos territoriais ancestrais, além de ressaltar a importância da preservação ambiental para esses povos.



    Essa colaboração entre Armando Menezes, a FOIRN, UFAM e as comunidades indígenas do Alto Rio Negro demonstram o comprometimento em promover um diálogo intercultural mais equitativo no âmbito acadêmico. É fundamental que os conhecimentos e perspectivas indígenas sejam valorizados e incluídos nas pesquisas científicas, garantindo uma abordagem mais ampla e sustentável das questões socioambientais na Amazônia.

  • Momento importante para o movimento indígena! A realização da Assembleia Eletiva na região do povo Baniwa e Koripako no alto Içana

    Momento importante para o movimento indígena! A realização da Assembleia Eletiva na região do povo Baniwa e Koripako no alto Içana

    Mais de 200 pessoas, incluindo delegados com poder de voz e voto e representantes de instituições parceiras, a assembleia tem como objetivo avaliar os trabalhos dos últimos 4 anos e planejar as próximas ações.

    Foto: Ray Baniwa

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), é uma representação legítima dos 24 povos indígenas que abrange os municípios de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira, é organizada por cinco Coordenadorias regionais e mais de 91 associações de base filiadas.

    Dadá Baniwa – Coordenadora da FUNAI CR-RNG e Cleocimara Reis – Coordenadora Geral do DMIRN/FOIRN. Foto: Ray Baniwa.

    Com um território imenso de 10 Terras indígenas reconhecidas oficialmente pelo Governo Federal e duas em processo ainda de identificação para demarcação, no qual isso é um direito constitucional, assegurado na carta magna do país, no seu artigo 231 e 232.

    As realizações das Assembleias Eletivas Regionais da Foirn estão baseadas de acordo com o seu estatuto social e regimento interno das coordenadorias regionais.

    Nessa assembleia ordinária eletiva da Coordenadoria Nadzoeri, as lideranças indígenas e representantes de organizações filantrópicas de base tiveram a oportunidade de discutir e tomar decisões importantes para a região.

    “Estamos aqui hoje, na comunidade de Matapi Cachoeira, para mais um trabalho do nosso movimento indígena. Vamos realizar a assembleia Eletiva da região da coordenadoria Nadzoeri. A nossa expectativa é receber cerca de 200 pessoas para esse momento tão importante. Um momento histórico para o movimento indígena e de poder realizar essa assembleia aqui na região do povo Koripaco no alto Içana. O principal objetivo desse momento é de mobilização social para o fortalecimento da nossa governança, e do nosso território. Então, aqui nós vamos eleger os principais representantes no âmbito da organização Nadzoeri, o nosso representante diretor de referência que estará na diretoria da FOIRN e os demais representantes e articuladores regionais dos departamentos políticos da Federação. Desejarmos às nossas delegações, uma boa estadia na comunidade uma boa discussão durante a Assembleia.” Juvêncio Cardoso Baniwa – Coordenador Regional da Nadzoeri.

    Grupo de Trabalho (GT) para avaliação da atuação da coordenadoria regional e diretor de referencia nos últimos quatro anos.

    A Assembleia já começou com as apresentações das Delegações das microrregionais da NADZOERI (Médio Içana I, Médio Içana II, Baixa Içana, Alto Içana e Rio Ayarí.

    Foi um momento ímpar de avaliar o trabalho realizado nos últimos anos, planejar futuras ações e eleger os representantes que irão conduzir os próximos passos.

    É fundamental que as lideranças estejam unidas nesse processo democrático, garantindo a participação ativa dos povos indígenas na definição dos rumos da região. Através dessa assembleia, será possível fortalecer a voz dos povos indígenas, reafirmando seus direitos e demandas.

    Delegados e participantes. Foto: Ray Baniwa.

    É importante ressaltar que o trabalho conjunto entre as organizações indígenas e filantrópicas é fundamental para alcançar resultados significativos em prol do desenvolvimento sustentável das associações indígenas. A troca de conhecimentos e experiências é essencial para promover soluções adequadas às necessidades locais.

    Portanto, essa assembleia ordinária eletiva é uma oportunidade valiosa para fortalecer a participação indígena na tomada de decisões, garantindo que as vozes dos povos tradicionais sejam ouvidas e consideradas nas políticas públicas e iniciativas voltadas ao bem-estar das comunidades.

    Durante o evento, foram eleitos (as) os (as) representantes da região que estarão na diretoria da FOIRN, bem como os membros da coordenadoria regional, 10 Conselheiros e seus suplentes do Conselho Diretor e os representantes das áreas de articulação de jovens, educação e mulheres.

    Dário Casimiro Baniwa – Aclamado como diretor da FOIRN de referencia da Nadzoeri. Foto: Ray Baniwa

    Além disso, foi eleito um membro da comissão fiscal e no final da assembleia, foram escolhidos 30 delegados para representar a região Nadzoeri na Assembleia Geral Eletiva em junho. Nessa assembleia, será eleito o novo presidente (a) e vice-presidente(a) da FOIRN, assim como seus suplentes, para um mandato de quatro anos.

    Delegados da coordenadoria Nadzoeri para representar na Assembleia Geral da Foirn em junho de 2024. Foto: Ray Baniwa

    A Foirn tem um ciclo que a cada 4 anos termina, e que também que se renova e tem suas eleições internas. Onde todas as lideranças indígenas ficam nessa expectativa acompanhando as eleições dos futuros representantes legítimos através da FOIRN, seja pelas demarcações no território, direitos humanos, seja ambiental, socioculturais, mas também de muitas realizações e muitas provocações de implementação de políticas públicas que são de interesse e responsabilidade dos entes federados, seja no município ou o estado.

    “Essa é uma ocasião importante para fortalecer a representatividade indígena na busca por demarcações territoriais, direitos humanos e implementação de políticas públicas voltadas aos povos indígenas. A FOIRN continuará lutando pelo direito coletivo dos povos indígenas e trabalhando em parceria com outras instituições para alcançar esses objetivos.” Marivelton Baré – Diretor Presidente da Foirn.

    A união através do governo federal, que devem ser cobradas de efetivamente assumir e exercer o seu papel, não cabe nem compete a FOIRN, quanto organização indígena, que é como uma associação, de ter o poder para implementar ou se responsabilizar por isso.

    É definido na LEI Nº 13.019, DE 31 DE JULHO DE 2014, é crucial e importante ao trabalho das organizações, cooperativas e outros, para a implementação das políticas públicas.

    Essa lei estabelece diretrizes para a celebração de parcerias entre a administração pública e as organizações da sociedade civil, incluindo as organizações indígenas.

    Ao trabalhar em parceria, é importante que todas as partes envolvidas assumam suas responsabilidades e competências, garantindo uma cooperação efetiva para alcançar os objetivos comuns. Nesse contexto, a FOIRN desempenha um papel fundamental ao promover os princípios e objetivos do movimento indígena na luta pelos direitos coletivos.

    Basta querer trabalhar em parceria e saber ser parceiro, assumindo suas responsabilidades e competência. A FOIRN tem os seus princípios, ela tem os seus objetivos e a gente vai seguir sempre lutando. Por esse direito coletivo.” Marivelton Baré – Diretor Presidente da Foirn.

    Assim, a Federação contribui para promover uma maior participação dos povos tradicionais na formulação de políticas públicas que respeitem suas necessidades e demandas específicas conforme estabelecido no Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA), que é um dos resultados de um longo processo de construção coletiva em que participaram lideranças, jovens, homens e mulheres das diferentes sub-regiões, comunidades e Terras Indígenas. Trata-se de uma iniciativa liderada pela FOIRN, em cooperação com as cinco Coordenadorias Regionais, o Conselho Diretor e a rede de associações indígenas de base.

    Na agenda de elaboração dos PGTAs das Terras Indígenas de atuação da FOIRN, a Federação mobilizou mais de duas mil pessoas, entre lideranças e representantes das comunidades indígenas. Entre 2015 e 2018, foram realizadas mais de 50 encontros, oficinas inaugurais, oficinas do Grupo de Trabalho PGTA, consultas nas comunidades e validações em assembleias regionais, Assembleia Geral e Conselho Diretor da FOIRN.

    PGTAWASU_COMPLETO_correcao-junho-2022.pdf (foirn.org.br)

  • Fortalecimento das Associações indígenas! A Foirn faz doação de mais triciclos

    Fortalecimento das Associações indígenas! A Foirn faz doação de mais triciclos

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) fez mais uma doação de triciclo para a Associação AMIRT sediada no distrito de Taracuá e para a Associação CIPAC, com sede no distrito de Pari-Cachoeira na coordenadoria regional Diawi’i, com o apoio da Fundo Bezos Earth e Nia Tero, reforçando o compromisso da FOIRN em fortalecer as associações de base indígenas e promover o desenvolvimento sustentável nas comunidades.



    Essa iniciativa tem como objetivo fornecer meios de transporte eficientes e sustentáveis ​​para essas associações indígenas, permitindo-lhes melhorar suas atividades produtivas e se deslocarem mais facilmente nas comunidades onde estão inseridas.

    Os triciclos podem ser usados ​​para o transporte de produtos agrícolas, artesanato ou outros produtos locais para comercialização ou troca. Além disso, eles também podem facilitar o acesso a serviços básicos, como saúde e educação, especialmente em áreas remotas onde o acesso é limitado.



    Ao investir nessas associações indígenas por meio da doação desses triciclos, a FOIRN está contribuindo para fortalecer as capacidades produtivas das mulheres indígenas e promover sua autonomia econômica. Além disso, essa iniciativa também fortalece os laços entre as Associações locais e a FOIRN, estabelecendo uma parceria sólida no trabalho conjunto pelo desenvolvimento sustentável das terras indígenas na região do Rio Negro.

    Essa ação exemplifica a importância da solidariedade entre organizações indígenas e reforça o papel vital que as associações desempenham na promoção dos direitos dos povos indígenas e no fortalecimento de suas comunidades. A FOIRN está demonstrando seu compromisso em apoiar as iniciativas locais que visam ao empoderamento econômico dos povos indígenas e ao desenvolvimento sustentável em seus territórios.

    Associação AMIRT – Distrito de Taracuá. Foto: Reprodução

    A FOIRN continua trabalhando em parceria com outras organizações nacionais e internacionais para garantir que as vozes indígenas sejam ouvidas nos processos de tomada de decisão relacionados ao meio ambiente, aos direitos humanos e ao desenvolvimento sustentável. Essa doação é apenas um exemplo do compromisso contínuo da FOIRN em apoiar suas associações filiadas na busca por autonomia econômica e bem-estar social.