Mês: março 2022

  • Em visita ao Rio Negro, secretário da Sesai e Foirn dialogam sobre melhorias na Saúde Indígena

    Em visita ao Rio Negro, secretário da Sesai e Foirn dialogam sobre melhorias na Saúde Indígena

    Comitiva da SESAI visita a sede da FOIRN em São Gabriel da Cachoeira. Foto: Adimilson Andrade/FOIRN

    Robson Santos da Silva, Secretário Especial de Saúde Indígena (SESAI) e comitiva visitaram a Foirn, ontem, 24.03 em São Gabriel da Cachoeira.

    A vista faz parte da agenda do secretário à região do Rio Negro onde está localizado o Distrito Sanitário Especial Indígena Alto Rio Negro (DSEI-ARN), onde vai participar do Encontro de Conhecedores Indígenas dos povos Tukano e Dessana na comunidade Balaio na BR 307 nos dias 25 e 26/03.

    Na sede da Foirn, secretário recebeu uma carta aberta que reforça as reivindicações feitas pelas comunidades e espaços de discussões sobre a saúde indígena no Rio Negro, que destaca os pontos.

    • instalação de internet nos 25 Polos Base na abrangência do Dsei Alto Rio Negro para melhorar a comunicação dos profissionais de saúde em área com o distrito.
    • ampliação de 200 vagas para Agentes Indígenas de Saúde (AIS) para atender as comunidades que não possuem.
    • Ampliação para 200 vagas de Agente de Endemias para atender em comunidades estratégicas e melhorar o combate do avanço da malária e outras doenças endêmicas dentro das comunidades indígenas.
    • Retomada da contratação de 06 antropólogos indígenas para atuar no DSEI Alto Rio Negro para discussão e organização de protocolos de atendimento respeitando conhecimentos tradicionais indígenas.
    • A SESAI garantir recursos financeiros para implementação de Saneamento Básico em comunidades maiores e distritos para implementação de sistema de tratamento de água para abastecimento em comunidades menores.
    • SESAI garantir recurso financeiros para manutenção e reforma dos Polos Bases que hoje não estão em condições.
    • Construção do plano orçamentário a ser pactuado e implementado entre SESAI/DSEI Alto Rio Negro e Diretoria da FOIRN em 2022.
    • Necessidade de qualificação da atenção à saúde das mulheres na região do Rio Negro – Pré-natal, parto e puerpério, Planejamento Familiar, Saúde mental e prevenção da violência contra as mulheres indígenas ( Reivindicação entregue pelo Departamento das Mulheres Indígenas do Rio Negro).

    Robson Santos disse que como Secretário da SESAI busca com responsabilidade desenvolver e promover ações que melhorem a qualidade do atendimento à Saúde Indígena, e que está ciente que é passageiro no cargo, por isso, procura não apenas no discurso, mas, fazer as ações necessárias. “Somos passageiros e o trabalho vai continuar, posso dizer que temos uma tranquilidade grande de como conseguimos estruturar a SESAI para estar como é hoje. Hoje, procuramos falar e fazer”, disse secretário.

    Secretário da SESAI recebe exemplar da publicação PGTA Wasú. Foto: Eucimar Aires/Foirn

    Sobre o Encontro dos Conhecedores Indígenas, disse que é um evento significativo, é o primeiro de outros encontros que serão realizados em outros distritos. Destacou que o encontro é da comunidade, e a SESAI faz seu papel de apoiar as iniciativas dos povos indígenas que valorizem os conhecimentos tradicionais relacionados à medicina tradicional.

    “A pandemia nos mostrou o valor da medicina tradicional, da espiritualidade e das práticas tradicionais, tanto que a nossa taxa de letalidade não foi alta. Não foi a SESAI, foram os indígenas que foram fundamentais nesse processo”, completa.

    Além do Secretário, faz parte da comitiva o Ernani Souza Gomes – Diretor do Departamento de Atenção à Saúde Indígena da SESAI, acompanhados pelo Auri Santo Antunnes – Coordenador do Dsei Alto Rio Negro, que na visita receberam publicações do PGTA Wasú e PGTAs Regionais e visitaram a Casa de Produtores Indígenas do Rio Negro.

  • Programa Papo da Maloca dá início à temporada de 2022 com entrevistas sobre vacina, ATL e Fundo Indígena

    Programa Papo da Maloca dá início à temporada de 2022 com entrevistas sobre vacina, ATL e Fundo Indígena

    Locutoras do Programa Papo da Maloca – Claudia Wanano e Juliana Baré.

    O programa de rádio Papo da Maloca, produzido pela Rede Wayuri de Comunicadores Indígenas, deu início na quarta-feira, 23/3, à temporada 2022. Neste primeiro episódio do ano foram abordados temas que impactam diretamente o dia a dia dos povos indígenas do Rio Negro, indicando que a programação durante o ano manterá o propósito de produzir e divulgar informação relevante, verdadeira e de qualidade, com a participação de entrevistados. Os assuntos foram vacinação contra a Covid-19, Acampamento Terra Livre (ATL) e Fundo Indígena do Rio Negro (Firn).

    Os ouvintes que estão em São Gabriel da Cachoeira (AM) podem acompanhar o programa na Rádio FM O DIA, 92,7, às quartas-feiras, das 10h às 12h. Aqueles que moram em outras regiões têm como acessar parte da programação ouvindo o podcast da Rede Wayuri, disponível no Spotify e em outras plataformas de áudio. O programa tem muita informação e música regional!

    Esta temporada do Papo da Maloca começou com novidades. Agora, a comunicadora Cláudia Ferraz, da etnia Wanano, terá a companhia da Juliana Albuquerque, da etnia Baré, no comando do programa.
    Até o ano passado, Cláudia Wanano dividia o microfone com Elisângela Baré, que agora precisará dar mais atenção à projetos da Associação das Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro (Amiarn). Ela é criadora da frase “Aqui é Elisângela Baré, a comunicadora mais indígena do Brasil”, que ficou famosa entre os ouvintes. Mesmo não estando na apresentação do programa, Elisângela continuará acompanhando as ações da Rede Wayuri.

    Também integram a equipe de produção do programa Adelson Ribeiro, da etnia Tukano, Irinelson Piloto Freitas, também da etnia Tukano, e Álvaro Socoti, da etnia Hupda, todos são comunicadores da Rede Wayuri, que está ligada à FOIRN e tem parceria do Instituto Socioambiental – ISA.

    Nesse primeiro programa, uma das entrevistadas foi a diretora da FOIRN, Janete Alves, referência da Coordenadoria das Organizações Indígenas do Distrito de Iauaretê (Coidi). Ela explicou sobre o FIRN – Fundo Indígena do Rio Negro. Esse fundo tem o diferencial de ser de indígena para indígena. Ou seja, a FOIRN, em parceria com o ISA, está à frente do projeto e financia projetos apresentados pelas associações de base. Desde a semana passada, indígenas integrantes de associações que tiveram projetos aprovados no Firn estão participando de oficina de formação em São Gabriel da Cachoeira.
    Outra convidada foi a antropóloga indígena, doutoranda pela UFRJ, agricultora e artesã Fran Baniwa. Ela falou sobre o Acampamento Terra Livre (ATL), que acontecerá em Brasília em abril, reunindo povos indígenas de todo o país. Fran Baniwa é uma das coordenadoras da comitiva de 14 pessoas que sairá do Rio Negro para participar da manifestação, que está em sua 18ª edição.

    Janete Alves – Diretora da FOIRN e Francy Baniwa – Antropóloga participam do Programa Papo da Maloca.

    Também participou do programa a enfermeira Laura de Macedo, coordenadora do Programa Nacional de Imunização (PNI) em São Gabriel da Cachoeira. Ela foi falar sobre a vacinação da Covid-19, reforçando a necessidade de que todas as pessoas sejam imunizadas para o controle da pandemia.

  • MÉDIO RIO NEGRO | Em Audiência Pública, Câmara Municipal apresenta proposta de lei que visa adotar o tucunaré como patrimônio do meio ambiente no município de Santa Isabel do Rio Negro.

    MÉDIO RIO NEGRO | Em Audiência Pública, Câmara Municipal apresenta proposta de lei que visa adotar o tucunaré como patrimônio do meio ambiente no município de Santa Isabel do Rio Negro.

    A Audiência Pública foi realizada na manhã desta sexta-feira, (18.3) pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Pesca, Abastecimento e Desenvolvimento do Campo da Câmara Municipal de Santa Isabel do Rio Negro, do projeto de Lei N° 005/2021, oriundo do poder executivo.


     
    Em resumo, a proposta de lei “Dispõe sobre a adoção do Tucunaré como patrimônio do meio ambiente do município de Santa Isabel do Rio Negro, adotando-o como animal símbolo da preservação ambiental, nos rios e lagos pertencente às áreas abrangidas pelo município”.
     
    Representando as comunidades e movimento  indígena do Rio Negro, Deivison Murilo – Membro do CONDEF/ACIMRN, leu uma carta sobre a proposta de Lei que entre outros assuntos manifesta a necessidade da lei estar bem definida, que os benefícios propostos investidos sejam investidos em ações de monitoramento, fiscalização e compensação para as comunidades, que o projeto não cause danos e nem interfira nos direitos constitucionais das comunidades indígenas envolvidas, considerando que no atual contexto os órgãos de fiscalização do governo federal como IBAMA, ICMbio e FUNAI estão sucateados.
     

    Em destaque Deivison Murilo – Membro do CONDEF/ACIMRN – Foto: Rhariton Horário – ACIMRN


    A carta ainda destaca que a ACIMRN, Instituto Socioambiental (ISA) em parceria com IDAM e prefeitura local desenvolveu em 2013 e 2014 um projeto de monitoramento participativo de pesca, que constatou que o Tucunaré está entre os 5 peixes mais consumidos na região. Nesse sentido, é necessário estudos, investimento na educação ambiental como partes importantes na implementação da lei.
     
    “Os vereadores falaram muito sobre alternativas para não prejudicar as comunidades e ribeirinhos, planos de manejo, sustentabilidade, mas, não apresentaram nenhuma proposta concreta”, afirmou Deivison.
     
    A comissão propositora da audiência tem prazo de cinco de dias para elaborar ata circunstanciada para divulgar a ata no diário oficial dos municípios.
     

  • I Oficina do Fundo Indígena do Rio Negro (Firn) reúne associações e dá novo passo para implantação das propostas aprovadas

    I Oficina do Fundo Indígena do Rio Negro (Firn) reúne associações e dá novo passo para implantação das propostas aprovadas

    Participantes da I Oficina de trabalho do Fundo Indígena do Rio Negro. Foto: Ray Baniwa/Foirn

    Cerca de 50 indígenas representantes de 15 associações participaram, nesta segunda-feira (14/03), da abertura da I Oficina de Trabalho do Fundo Indígena do Rio Negro (Firn). A atividade está sendo realizada no Telecentro do Instituto Socioambiental (ISA), em São Gabriel da Cachoeira (AM) e vai até o dia 23 de março.

    As 15 associações participantes tiveram projetos aprovados no primeiro edital do Firn, cujo resultado foi divulgado no dia 10 de fevereiro.

    O presidente da Foirn, Marivelton Rodrigues, da etnia Baré, destacou a importância do momento e reafirmou que é um passo importante na concretização de um sonho e luta antigos das lideranças indígenas do Rio Negro. “É um momento importante, estamos dando mais um passo na concretização de um sonho e uma luta antiga das lideranças que nos antecederam”, disse.

    Em destaque, Marivelton Rodrigues Baré – Presidente da FOIRN faz uso na abertura da oficina. Foto: Ray Baniwa/Foirn

    Durante 10 dias de trabalho serão abordados diversos temas com os representantes das organizações participantes da oficina. Serão seis dias de orientação teórica nos temas como leitura de contrato, cronograma, plano de atividades, monitoramento, orçamento, repasse de recursos, boas práticas na gestão administrativa e financeira.

    Já nos últimos quatro dias da oficina será desenvolvida a atividade “Projeto na Prática”, onde serão realizadas ações como cotações, aquisições, registros das aquisições e arquivamento.

    Foram 15 projetos aprovados (10 na categoria mirim e 5 na categoria intermediária) no primeiro edital do Fundo Indígena do Rio Negro, com investimento inicial de cerca de R$ 1 milhão com o objetivo de incentivar projetos sustentáveis e estimular a economia dos 23 povos indígenas do Rio Negro.

    A oficina está sendo coordenada pela equipe do Fundo Indígena do Rio Negro (Domingos Barreto e Alziney Castro – Gerência de Monitoramento e Josimara Oliveira e Mirian Pereira Gerência Administrativo e Financeiro; e João Luiz – Assessor Técnico) em parceria com o Instituto Socioambiental (ISA) e apoio da Embaixada Real da Noruega.

    Ao longo da oficina estaremos atualizando sobre as atividades da oficina. E para conhecer o Firn acesse: www.firn.foirn.org.br/

  • Lideranças Yanomami realizam oficina de alinhamento para dar início ao projeto Ecoturismo Yaripo, o ponto mais alto do Brasil

    Lideranças Yanomami realizam oficina de alinhamento para dar início ao projeto Ecoturismo Yaripo, o ponto mais alto do Brasil

    Oficina para alinhamento final antes do inicio do projeto Yaripo – Ecoturismo Yanomami. Foto: Eucimar Aires/Foirn

    Após um longo período de discussão e construção coletiva e participativa iniciado em 2015, está muito perto para o início do Projeto Yaripo – Ecoturismo Yanomami, previsto para o final de março deste ano.
     
    Situado dentro do Parque Nacional do Pico da Neblina em sobreposição à Terra Indígena Yanomami na parte do Amazonas, o Yaripo é o ponto mais alto do Brasil, com 2.994 metros de altitude, na fronteira com a Venezuela, em São Gabriel da Cachoeira, no Noroeste Amazônico.
     
    Para os alinhamentos finais antes do início das atividades do projeto, foi realizada uma oficina pela Associação dos Yanomami do Rio Cauburis e Afluentes (Ayrca) nos dias 04 á 10 de março em Maturacá.  
     
    A atividade contou com a presença da Foirn e Instituto Socioambiental – ISA que são parceiras da Associação Yanonami do Rio Cauaburis e Afluentes(AYRCA) e Associação das Mulheres Yanonami Kumirayoma (AMYK) que são as organizações do Povo Yanomami proponentes e protagonistas na construção do Plano de Visitação e execução do projeto (disponível nesse link: https://bit.ly/35OAcTl).
     
    O objetivo da oficina foi fazer os ajustes finais no planejamento e trabalhar nos grupos focais, com os profissionais do Yaripo (guias e outros), a logística, alimentação, acampamento e também serviços que a comunidade vai oferecer como artesanatos e gastronomia.
     
    Com seu plano de visitação aprovado pela Fundação Nacional do Índio (Funai) e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), os Yanonami estão perto da reabertura do Pico da Neblina para a visitação pública.

    Mulheres Yanonami participam da oficina realizado em Maturacá – Terra Indígena Yanomami. Foto: Eucimar Aires/Foirn

    Primeira expedição
     
    A primeira expedição para o Yaripo está programada para o dia 20 a 29 de Março. E será feita pela operadora Ambiental Viagens e Turismo parceira dos Yanomami.

    As outras duas operadoras parceiras, Amazon Emotions e Roraima Adventures vão se revezar nas expedições futuras.

     O turista terá a oportunidade de penetrar na floresta amazônica e atingir o ponto mais alto do Brasil sendo guiado pelos Yanomami. Com sorte avistará animais silvestres, encontrará pássaros e plantas exclusivos daquela região, e poderá aprender palavras e cantos dos yanomami, além de ouvir suas histórias.

    O ecoturismo ao Pico da Neblina é visto como uma alternativa de renda importante para a comunidade, ameaçada pelo garimpo ilegal, embora em menor escala do que as localizadas no estado de Roraima. Além do pagamento aos Yanomami envolvidos no projeto de ecoturismo, parte da renda será revertida a um fundo comunitário para benefício de toda a comunidade de Maturacá.

    Leia também: Nasce a Rede de Turismo Indígena do Rio Negro: https://www.socioambiental.org/pt-br/noticias-socioambientais/nasce-a-rede-de-turismo-indigena-do-rio-negro

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  • Foirn promove ato simbólico para reafirmar a luta das mulheres indígenas contra a violência

    Foirn promove ato simbólico para reafirmar a luta das mulheres indígenas contra a violência

    Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro promoveu ato para reafirmar a luta contra a violência. Foto: Ray Baniwa/Foirn

    Na última terça-feira (08/03), o Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro (Dmirn/Foirn), promoveu um ato simbólico para reafirmar a luta das mulheres contra a violência.

    Na ocasião as coordenadoras do Dmirn, Dadá Baniwa e Larissa Duarte Tukano, reafirmaram a importância e a necessidade de realização de ações permanentes para combater a violência doméstica e todas as formas de violência contra a mulher indígena. Um papel que o departamento vem atuando nos últimos anos no Rio Negro, especialmente no município de São Gabriel da Cachoeira.

    Neste dia, que é comemorado o Dia Internacional da Mulher, o Dmirn apresentou um documento de reivindicação à Comissão do Direito da Mulher da Câmara Municipal de São Gabriel da Cachoeira, reafirmando a necessidade de criação imediata de uma secretaria municipal especializada da mulher e um departamento especializado dentro da Polícia Civil para atuar e atender mulheres vítimas de violência.

    Larissa Duarte Tukano – Coordenadora do DMIRN/FOIRN leva demandas para a Comissão do Direito da Mulher da Câmara Municipal de São Gabrie

    As demandas apresentadas pelo Dmirn são resultados de encontros, reuniões e rodas de conversa promovida com as mulheres nas comunidades indígenas e sede do município. Que indicam o alto índice de violência contra a mulher.

    A participação do Dmirn na Câmara Municipal teve convite da Vereadora Suely Diana Ambrósio (PODEMOS), atualmente presidente da Comissão do Direitos da Mulher da Câmara Municipal.

    O documento reafirma que só é possível combater essa violência com uma mobilização e luta coletiva, onde todos os órgãos precisam estar unidos na luta contra a violência e ajudar na melhoria da qualidade de vida das mulheres indígena do Rio Negro.

  • Foirn e associações de base mobilizam comunidades para fortalecer iniciativas que visam gestão territorial e economia indígena

    Foirn e associações de base mobilizam comunidades para fortalecer iniciativas que visam gestão territorial e economia indígena

    Equipe de mobilização. Foto: Eucimar Aires/Foirn

    Associação das Comunidades Indígenas do Baixo Rio Negro (Acibrn), Associação Ahkó Iwí (Água e Terra) são duas associações de base da Foirn localizadas na Terra Indígena Médio Rio Negro I. A primeira desenvolve o Projeto de Base Comunitária do Rio Marié há mais de 8 anos. A segunda, está com iniciativas em fase de construção de projetos, um relacionado à Projeto de Base Comunitária no rio Curicuriarí e Trilha da Bela Adormecida.

    Para retomar as atividades esse ano, foi realizado em parceria com a Foirn, Funai (CR Rio Negro) e Instituto Socioambiental (ISA) uma viagem de mobilização nas comunidades dessas duas associações. Na mobilização, informações e orientações foram dadas sobre a construção dos projetos, no caso, da Ahkó Iwí e atualização sobre a gestão do projeto, acordos de monitoramento e vigilância do território e  cumprimento do contrato, no caso da Acibrn.

    Foram relatadas entradas ilegais de lanchas e pescadores dentro do território, considerado dentro do plano de gestão e fiscalização como áreas destinadas exclusivamente para as atividades de turismo.

    As comunidades reafirmaram a importância da realização dos projetos na região, pois, além de contribuir na geração de renda, fortalece a gestão dos territórios dos povos que vivem na região.

    Encontro na comunidade Castanheirinho – Médio Rio Negro. Foto: Eucimar Aires/Foirn

    Na mobilização, a Foirn entregou exemplares dos livros do PGTAS das Terras Indígenas do Médio Rio Negro I, Médio Rio Negro II e Rio Téa, como devolutiva de um trabalho conjunto feita com as comunidades indígenas e suas organizações de base, que são documentos que orientam o diálogo com o poder público e órgãos não governamentais, como também definem pautas prioritárias para essa região.

    A viagem de mobilização ocorreu nos dias 25 a 28 de fevereiro, foram visitadas 3 comunidades na área de abrangência da Associação Ahkó Iwí e 14 comunidades na região de atuação da Acibrn.  A equipe foi composta por Tifani Máximo (Departamento de Negócios Socioambientais/Foirn), Jéssica Martins (Instituto Socioambiental), Guilherme Costa Veloso (Funai/CR Rio Negro),  Gelvani da Silva (Presidente da Acibrn) e Abrahão França (Presidente da Ahkó Iwí).

  • Associação Indígena de Barcelos mobiliza base e apresenta ações de reestruturação e fortalecimento

    Associação Indígena de Barcelos mobiliza base e apresenta ações de reestruturação e fortalecimento

    Em destaque (com microfone na mã0), Rosilene Menez, presidente da Associação Indígena de Barcelos. Foto: Acervo Asiba

    Eleita em Outubro de 2021 na comunidade Cauburis, a atual diretoria da Associação Indígena da Barcelos (Asiba), mobilizou sua base no dia 26.02 para apresentação de relatórios das articulações externas e atual situação da documentação jurídica da associação, como a regularização do CNPJ.

    Rosilene Menez, atual presidente da associação, falou da atualização da logomarca da associação, do Projeto aprovado pelo Fundo Indígena do Rio Negro e da reforma da sede, que será iniciado em breve, com objetivo de reestruturar e fortalecer a luta pelos direitos e defesa dos territórios indígenas. Lembrou ainda que existem vários desafios pela frente, e destacou que um dos problemas que deve ser combatido é o alcoolismo nas comunidades indígenas.

    Sobre articulações externas, relatou de sua participação na delegação de lideranças indígenas que cumpriu uma agenda de mobilização e articulação com os órgãos públicos na capital do estado, e que uma das reivindicações feita pela Foirn e suas bases foi o fortalecimento e adequação da implementação do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que resultou no dia anterior, a reunião do MPF-AM convocando e cobrando uma apresentação de agenda de trabalho, pelo município de Barcelos.

    Em destaque, Marivelton Rodrigues Baré – Presidente da Foirn participou da reunião da Asiba em Barcelos. Foto: Acervo Asiba

    Presente na reunião, Marivelton Rodrigues Baré – Presidente FOIRN, reafirmou a importância da luta e atuação da Asiba, pois, tem sido importante para a retomada da valorização da cultura e identidade dos povos que moram na região, que foram mais afetados ao longo do contato com não indígenas, e que com a mobilização e luta das lideranças indígenas que estão na frente da associação tem contribuído na valorização da identidade indígena tradicional, línguas e costumes.

    Cerca de 150 pessoas participaram da reunião realizada na sede da associação em Barcelos.