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  • Mulheres Rionegrinas participam do  III Diálogo Mulheres em Movimento: Fortalecendo Alianças Globais

    Mulheres Rionegrinas participam do III Diálogo Mulheres em Movimento: Fortalecendo Alianças Globais

    Encerra hoje o III Diálogo Mulheres em Movimento: Fortalecendo Alianças Globais, evento que reuniu mais de 120 mulheres de todo o Brasil, de outros países da América Latina e do Reino Unido.

    Do Rio Negro, duas mulheres participaram do diálogo: A Coordenadora do Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro/Foirn, Elizângela da Silva Baré e Floriza da Cruz Yanomami – Presidente da Associação Indígena das Mulheres Yanomami (Kumirãyõma).

    A ação é é fruto de uma grande aliança que fortalece os movimentos liderados por mulheres na defesa da democracia. As instituições que realizam essa mobilização são: Fundo ELAS, British Council BrasilONU Mulheres Brasil, Fundação Ford, Global Fund for WomenInstituto Open Society, Instituto Ibirapitanga, Oak Foundation e Women’s Foundation of Minnesota.

    Ao longo de quatro dias, foram discutidos várias pautas como: o contexto da luta por direitos humanos, democracia e equidade de gênero, mapear oportunidades de alianças e traçar estratégias conjuntas para a agenda dos movimentos sociais liderados por mulheres e/ou pessoas LBT.

    No diálogo, as mulheres do Rio Negro, reafirmaram a luta pelos direitos, pelo território e o papel fundamental das mulheres indígenas na preservação da floresta através dos seus modos de vida.

    “Nossos pensamentos e como a gente quer viver têm que ser respeitados”, afirmou Floriza da Cruz, presidente da Kumirãyõma.

    Fundo Elas – Apóia projetos Mulheres Indígenas do Rio Negro.

    Através do edital Mulheres em Movimento 2019 – o Fundo Elas, aprovou dois projetos de mulheres do Rio Negro, as únicas do estado do Amazonas.

    Além do projeto elaborado pelo Departamento de Mulheres Indígenas da FOIRN, foi também aprovado, a proposta enviada pela associação das mulheres Yanomami. O projeto da Kumirãyõma terá sua execução e foco exclusivamente nas mulheres Yanomami. Do Departamento de Mulheres da Foirn, envolverá nas ações mulheres de diferentes etnias do Rio Negro.

    Os dois projetos tem como tema prioritários a mobilização das mulheres indígenas e fortalecimento de suas associações. As primeiras ações desses projetos já foram realizadas. Na primeira semana de agosto, aconteceu uma mobilização de mulheres e juventude do Distrito de Iauaretê.

    Outras atividades ainda serão realizados, e estaremos compartilhando o trabalho e a luta das mulheres aqui neste blog.

    Floriza da Cruz Yanomami – Foto: Fundo Elas/Divulgação
  • Nobel alternativo: líder yanomami Davi Kopenawa é o sétimo brasileiro a ganhar o prêmio

    Nobel alternativo: líder yanomami Davi Kopenawa é o sétimo brasileiro a ganhar o prêmio

    O líder indígena Davi Kopenawa, do povo Yanomami, é um dos ganhadores do Right Livelihood Award, mais conhecido como prêmio “Nobel Alternativo”.

    Ele receberá a premiação juntamente com a Hutukara Associação Yanomami, cofundada e presidida por ele, “pela corajosa determinação em proteger as florestas e a biodiversidade da Amazônia, e as terras e a cultura de seus povos indígenas”.

    Outras três pessoas também receberam o prêmio — a jovem ativista ambiental Greta Thunberg (Suécia), a defensora dos direitos humanos, Aminatou Haidar (Saara Ocidental) e a advogada Guo Jianmei (China).

    Eles vão receber 1 milhão de coroas suecas (cerca de R$ 430 mil), destinadas a apoiar o trabalho que estão conduzindo.

    É a sétima vez que o Brasil tem um representante entre os ganhadores do prêmio – que já foi concedido ao bispo Erwin Kräutler (2010), ao arquiteto e ativista social Chico Whitaker Ferreira (2006), ao teólogo Leonardo Boff (2001), à Comissão Pastoral da Terra (1991), ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (1991) e ao agrônomo e ecologista José Lutzenberger (1988).

    “Davi Kopenawa, junto à Hutukara Associação Yanomami, está resistindo exitosamente à impiedosa exploração de terras indígenas na Amazônia, protegendo nossa herança planetária comum”, afirmou Ole von Uexkull, diretor-executivo da Right Livelihood Foundation.

    A trajetória de Kopenawa

    Nascido por volta de 1955 (a data é incerta), Kopenawa é xamã e porta-voz dos yanomami, que vivem isolados na Amazônia, perto da fronteira com a Venezuela.

    Há mais de 30 anos, ele viaja pelo mundo em defesa do seu povo. Recebeu o apelido de “Dalai Lama da Floresta Tropical” e foi chave para o reconhecimento oficial do território yanomami na Amazônia em 1992, depois de quase dez anos de luta.

    O território é duas vezes maior que a Suíça — sendo a maior área indígena coberta por floresta do mundo, de acordo com a organização Survival International.

    Nos anos 1950 e 1960, o contato intensificado com homens brancos levou ao surgimento de doenças que praticamente eliminaram os yanomami. Foi assim que Kopenawa viu os pais morrerem.

    E, na década de 1980, milhares de garimpeiros invadiram seu território em busca de ouro, resultando em violência e novas doenças, o que reduziu a população nativa em 20%, segundo a Survival International.

    Kopenawa diz que não morreu por ser “protegido pelo pajé”

    É diante deste contexto que o líder indígena — cofundador e presidente da Hutukara Associação Yanomami, criada em 2004 — tem dedicado sua vida a proteger os direitos indígenas e o território do seu povo na floresta tropical.

    “Eu continuo a luta pelos direitos do meu povo, nossos direitos à terra, saúde, nossa língua e costumes, nosso xamanismo e muito mais”, afirmou Kopenawa ao Right Livelihood Award.

    “O papel de Hutukara é defender o povo Yanomami e a nossa terra contra políticos, garimpeiros, fazendeiros e outros que querem roubar. Nossa terra é tudo o que sabemos. Eu não vou parar de lutar. Eu vou continuar até morrer.”

    Em 1989, ele recebeu um prêmio da ONU pela defesa do seu povo.

    Kopenawa, que aprendeu português já adulto, é autor ainda do primeiro livro escrito por um yanomami, A queda do céu. A obra, publicada em 2010, narra a trajetória dele e do seu povo, além de suas visões sobre o “homem branco”.

    A premiação

    O Right Livelihood Award, concedido anualmente, foi criado pelo sueco-alemão Jakob von Uexkull para premiar pessoas que oferecem soluções práticas para os desafios mais urgentes do mundo atual.

    Desde 1980, o prêmio já foi entregue a 174 pessoas de 70 países.

    Neste ano, o júri considerou 142 indicações de 59 nações, após um processo aberto de indicação.

    A cerimônia de premiação acontecerá no dia 4 de dezembro em Estocolmo, na Suécia.

    Fonte: BBC Brasi

  • Foirn mobiliza parteiras tradicionais em São Gabriel da Cachoeira

    Foirn mobiliza parteiras tradicionais em São Gabriel da Cachoeira

    Em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz, a Foirn realizou nos últimos dois dias (19 a 20/09) a Oficina Segurança Alimentar e Nutricional das Mães e Bebês da Floresta que teve como objetivo principal fazer o registro dos conhecimentos tradicionais com uso de smartphones.

    A atividade reuniu mulheres lideranças e conhecedoras tradicionais da região do Alto Rio Negro, precisamente da região da Coordenadoria das Associações Indígenas do Alto Rio Negro e Xié (Caiarnx).

    Em dois dias de oficina as conhecedoras compartilharam conhecimentos sobre a alimentação necessária para as mães e bebês nos primeiros anos de vida. Cada uma das conhecedoras participante, escolheu uma receita para realizar na oficina, que foi devidamente registrado por elas mesmas para a produção do video-receitas que é o objetivo do encontro.

    Para a coordenadora do Departamento de Mulheres da Foirn, Elizângela da Silva Baré, o tema da saúde das mães os bebês indígenas é muito importante e é uma bandeira de luta das mulheres, principalmente quando se trata do reconhecimento das parteiras tradicionais.

    “Estamos lutando pelo reconhecimento das parteiras tradicionais há vários anos. O trabalho que fazem é fundamental por isso devem ser ouvidas e reconhecidas”, afirma.

    A Agente de Saúde Indígena da Comunidade Iabi – do Alto Rio Negro, Maria Gerci, disse que o trabalho das parteiras deve ser reconhecido e remunerado. “Não existe profissional de saúde que não seja remunerado hoje. Por isso, as parteiras tradicionais deveriam ser reconhecidas como parte importante da promoção da saúde nas comunidades”, lembra.

    Angélica Batista Silva, pesquisadora da FIOCRUZ e responsável pela realização da oficina, reafirmou a importância do registro e transmissão dos conhecimentos tradicionais relacionados a nutrição e a segurança alimentar das mães e bebês indígenas.

    ” É de suma importância para qualquer indígena registrar essas tradições para passar para os filhos e netos sobre a alimentação saudável, alimentos que trazem a saúde, e muitos outros conhecimentos milenares que podem ajudar o mundo inteiro”, afirma.

    Ainda serão realizados as próximas etapas da produção desses videos-receitas que serão compartilhados para os jovens e crianças no Rio Negro.

    O evento contou com a participação dos estudantes do curso Tecnologias em Alimento da UEA, profissionais de saúde da SEMSA e estudantes do IFAM – Campus São Gabriel

  • Carta Pública

    Carta Pública

    Nós povos indígenas do Rio Negro de 8 Terras Indígenas e outros territórios em diferentes estágios dos processos de demarcação, representando as 5 Coordenadorias Regionais da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – FOIRN, nos municípios de São Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos, noroeste do estado Amazonas, Brasil,  reunidos no período de 19 a 21 de agosto de 2019, durante o I Seminário Protocolo de Consulta dos Povos Indígenas do Rio Negro, realizado na Casa do Saberes, em São Gabriel da Cachoeira – AM, viemos através desta, manifestar sobre a nossa forma própria de organização e a nossa forma legítima de representação, levando em consideração a manutenção da autonomia e da autodeterminação dos povos indígenas, com base na Constituição Federal de 1988, artigo 231 e 232, Convenção n. 169 da OIT sobre Povos Indígenas e Tribais – Decreto 5.051 de 2004, Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas (ONU, 2007) e Declaração Americana sobre os Direitos dos Povos Indígenas (OEA, 2016).

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – FOIRN é uma associação civil sem fins lucrativos, sem vinculação Partidária ou Religiosa, fundada em 30 de abril de 1987 para defender os direitos dos povos indígenas que habitam a Região do Rio Negro no Estado do Amazonas – Brasil. A FOIRN compõe-se de 91 organizações indígenas de base, que representam as comunidades indígenas distribuídas ao longo dos principais rios formadores da bacia do Rio Negro. São cerca de 750 comunidades, onde habitam mais de 50 mil indígenas, compreendendo aproximadamente 5% da população indígena do Brasil, pertencentes a 23 grupos étnicos diferentes, representantes de quatro famílias linguísticas, Tukano, Aruak, Yanomami e Nadehup, numa área de cerca de 13.000.000 de km², no Noroeste Amazônico Brasileiro.

    Desse modo, manifestamos e reconhecemos como a nossa legítima instituição representativa a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – FOIRN e dos diretores executivos dessa Federação que elegemos democraticamente. A nossa instituição está reconhecida no âmbito estadual como instituição de Utilidade Pública pela Lei n.º 1831 – 1987. Esclarecemos que quando houver necessidade de representação da FOIRN por terceiros e não sendo diretor executivo, que seja feito o termo de formalidade pela FOIRN que delegará sua representação em eventos. Porém estes delegados têm suas limitações e não podem firmar qualquer documento sem consentimento da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN).

    Declaramos que não reconhecemos outras formas de representação tais como aqueles indivíduos que se autodesignam ou se autopromovem dizendo ser representantes indígenas do Rio Negro e pronunciam publicamente posições que não passam por nossas instâncias representativas e de deliberação.

    Por isso, exigimos que para qualquer diálogo, demanda, projetos, programas, políticas públicas e/ou qualquer medida que venha a afetar nossas vidas e territórios, deve passar por processo de consulta e consentimento prévio, livre e informado aos povos indígenas do Rio Negro, no âmbito desta instituição representativa, ouvidas as lideranças locais, sítios, comunidades, associações, conselhos comunitários e coordenadorias diretamente afetados e respeitadas nossas formas próprias de organização e tomada de decisão.

    Nós, representantes das delegações das Coordenadorias Regionais da FOIRN, representantes legítimos dos 23 Povos Indígenas do Rio Negro, firmamos a presente.

    Link da Carta Assinada pelos participantes: https://bit.ly/2TQ7kQk

  • Em Conselho Diretor, lideranças indígenas atualizam regimento interno e aprovam projeto de implementação do PGTA no Rio Negro

    Em Conselho Diretor, lideranças indígenas atualizam regimento interno e aprovam projeto de implementação do PGTA no Rio Negro

    Conselho Diretor aprova o Projeto Manakai e debate temas importantes durante os dias 14 a 17 de agosto na Casa dos Saberes da Foirn em São Gabriel da Cachoeira – AM. 

    Cumprindo sua função de espaço de fiscalização e prestação de contas da FOIRN para suas bases, como também o controle social das políticas públicas nas comunidades indígenas, o Conselho realizou informes e debates. A Comissão Fiscal apresentou seu parecer e recomendações que foram discutidos e aprovados. Outro momento importante foi a apresentação dos relatórios das atividades do primeiro semestre da diretoria executiva e das coordenadorias regionais com destaque para ações de regularização das associações de base, fiscalização do território, articulação política e iniciativas sustentáveis para a geração de renda.

    Outra pauta foi a revisão e aprovação do Regimento Interno da FOIRN e do Conselho Diretor. Outro documento atualizado foi o de Transparência Institucional. Estes documentos fortalecem o bom funcionamento da federação e sua existência enquanto instituição representativa dos povos indígenas do Rio Negro.

    Foram encaminhados também outros assuntos como a Carta Pública pedindo a agilização da recuperação da BR 307 e a definição das temáticas para o projeto Fundo para as Organizações Indígenas no Rio Negro que se encontra em processo de elaboração. Outra pauta foi a definição do nome do projeto de implementação dos Planos de Gestão Ambiental e Terras Indígenas do Rio Negro, que ficou com o nome “Manakai”, que em Baniwa, significa “Sustentabilidade”.

    O projeto Manakai, que chega à etapa final de elaboração, contou com a participação coletiva das coordenadorias regionais, associações de base e lideranças indígenas. As prioridades por regionais foram definidas pelos PGTAs de cada regional e aprovadas na Assembleia Geral da FOIRN em Santa Isabel do Rio Negro, em dezembro de 2018. Os PGTAs das Terras Indígenas do Rio Negro estão em fase de edição para sua publicação.    

    Em mais uma edição o Conselho Diretor reafirmou a luta dos povos indígenas do Rio Negro pelo cumprimento e respeito aos direitos garantidos na Constituição Federal do Brasil de 88, na Convenção 169, na Carta de Direitos Humanos e em outros dispositivos legais. Destacando e exercendo assim os direitos dos povos indígenas e a cidadania.

  • Conheça e apoie a Rede Wayuri de Comunicação Indígena

    Conheça e apoie a Rede Wayuri de Comunicação Indígena

    Assista ao vídeodocumentário da nossa Rede de Comunicadores Indígenas do Rio Negro “Somos a Rede Wayuri”:

    Cachoeira (AM), 15 integrantes da Rede Wayuri de Comunicação Indígena participaram da III Oficina de Formação da Rede para trabalhar técnicas de audiovisual com foco na prática de reportagens e documentários.

    Durante a oficina, os comunicadores, falantes de cinco línguas diferentes (Baniwa, Hup, Nheengatu, Tukano e Yanomami) produziram o primeiro vídeo documentário que conta sobre o trabalho precursor deste coletivo de comunicadores indígenas no rio Negro.

    Com o propósito de contar suas próprias histórias, os comunicadores indígenas produzem mensalmente desde novembro de 2017 o boletim de áudio Wayuri, um podcast que dá notícias sobre a cultura, educação, saúde, eventos e trabalhos das comunidades ligadas à Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN).

    Divulgado principalmente pelo WhatsApp e compartilhamento via aplicativos como ShareIT, o boletim de áudio está em sua edição número 27 e conta com a participação de correspondentes em várias comunidades distribuídas entre os municípios de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira, todas no Amazonas.

    A diversidade cultural é uma qualidade da Rede, que conta agora com comunicadores dos povos Baré, Baniwa, Desana, Hup’dah, Tariano, Tukano, Piratapuia, Tuyuka, Yanomami e Wanano. Os áudios são gravados muitas vezes nas línguas originais dos povos e também traduzidos para o Português para que sejam entendidos por falantes de outras línguas da própria região.

    Veja mais: https://www.socioambiental.org/pt-br/noticias-socioambientais/comunicadores-indigenas-em-acao-na-amazonia?utm_source=isa&utm_medium=&utm_campaign=

  • Esclarecimento da FOIRN sobre notícia publicada no Diário do AM

    Esclarecimento da FOIRN sobre notícia publicada no Diário do AM

    São Gabriel da Cachoeira, 15 de agosto de 2019

    NOTA PÚBLICA

    Vimos por meio deste dar esclarecimentos em relação à notícia publicada ontem (13/08) pelo jornal Diário do Amazonas intitulada “ONG indígena recebe condenação do TCU”. Primeiro, informamos que a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), representante dos 23 povos indígenas do Rio Negro há 32 anos, não foi procurada pela reportagem para ser ouvida sobre o caso e ter seu posicionamento publicado na notícia.

    Dessa forma, gostaríamos de esclarecer publicamente que: A diretoria executiva da FOIRN enviou resposta detalhada sobre o cumprimento do objeto do projeto mencionado em dezembro de 2018 e que tal relatório demonstra a execução das atividades pactuadas, por meio de fotos, relatórios e lista de presença. Em julho do presente ano, a Federação complementou as dúvidas do Tribunal de Contas da União (TCU), enviando respostas sobre as justificativas das despesas efetuadas. A FOIRN também apresentou o Relatório de Execução das Atividades (REA) em 2017 para a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), órgão responsável pelo convênio na época, e complementou informações solicitadas pela SDR nos anos de 2018 e 2019. O último ofício respondido foi em julho de 2019, protocolado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), onde hoje atua a SDR com o nome de Coordenação Geral de Projetos de Fomento e Infraestrutura.

    Todos os esclarecimentos estão sendo dados pela FOIRN e reafirmamos o compromisso com a transparência da nossa gestão. O projeto em questão, realizado entre os anos de 2010 e 2016, executou uma série de atividades vitais para alavancar as cadeias produtivas dos produtos indígenas do rio Negro, tais como o artesanato – sobretudo da cadeia da piaçava – e abriu caminho para outras cadeias produtivas, como a da pimenta, que hoje conta com cinco casas de processamento em funcionamento. Atualmente, existe uma rede de comercialização de produtos da economia indígena, como o artesanato e a pimenta, com vendas feitas nos principais mercados do Brasil e no exterior. Na sua decisão, o TCU desconsiderou todos esses resultados concretos do projeto e o envio dos últimos relatórios e documentos comprobatórios, resultando numa condenação parcial, da qual caberá recurso. Dessa maneira, reiteramos nossa inteira disposição em esclarecer quaisquer dúvidas que possam existir no processo de prestação de contas do projeto executado.

  • MANIFESTO

    MANIFESTO

    MANIFESTO DE AFIRMAÇÃO DOS DIREITOS DOS POVOS INDÍGENAS E EM REPÚDIO À POLÍTICA INDIGENISTA E AMBIENTAL DO GOVERNO FEDERAL

    Nós, organizações indígenas e organizações da sociedade civil do estado do
    Amazonas, diante das decisões, declarações e dos atos assumidos pelo presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, que constituem um ataque direto aos direitos originários e constitucionais dos povos indígenas e à Amazônia, ora reafirmados em sua passagem por Manaus, no dia 25 de julho, repudiamos:

    • Repudiamos a conduta presidencial de desqualificação do movimento indígena, historicamente legitimado pela luta em defesa dos direitos indígenas e pelo compromisso com os valores coletivos, identidades, cosmologias e culturas desses povos;
      · Repudiamos a cooptação e manipulação de indivíduos e grupos de indivíduos indígenas dissociados de seus povos e organizações etnoterritoriais de base com o propósito de confundir e dividir os povos indígenas e a opinião pública e assim, impor, de forma covarde, os seus interesses racistas e etnocidas;
      · Repudiamos o não cumprimento e o desprezo ao que dispõe a Constituição Federal, os tratados, convenções, protocolos, acordos e pactos internacionaisdos quais o Brasil é signatário, como a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que reconhece a autodeterminação dos povos indígenas e normatiza a consulta livre, prévia, informada, culturalmente adequada e de boa fé, vinculando as decisões tomadas aos resultados das consultas;
      · Repudiamos o modelo desenvolvimentista nocivo e excludente, a serviço das grandes empresas nacionais e transnacionais, que o governo federal está impondo aos povos indígenas e à Amazônia, porque agride profundamente a riqueza e a vida dos povos indígenas, a biodiversidade e aos moradores da região;
      · Repudiamos a atitude autoritária e arbitrária do governo federal em tutelar a vontade dos povos indígenas, ao proibir o acesso de indígenas e convidados em Territórios Indígenas, como ocorreu em 10 de julho, no município de São Gabriel da Cachoeira, na Terra Indígena Alto Rio Negro, por ocasião da celebração dos 25 anos da criação da Organização Indígena da Bacia do Içana (OIBI), que pertence aos povos Baniwa e Koripako;
      · Repudiamos a violência sistemática praticada e estimulada contra os povos indígenas e populações tradicionais, suas lideranças; agricultores, ribeirinhos, quilombolas e mulheres, a exemplo do assassinato de duas lideranças indígenas na cidade de Manaus e o que acaba de acontecer na terra Waiãpi com a invasão de uma aldeia por grupo de garimpeiros e o assassinato de uma liderança;
      · Repudiamos todas as medidas autoritárias que desrespeitam os direitos do povo brasileiro a uma educação e saúde pública e gratuita, à imprensa livre e à liberdade de expressão, pilares da nossa Constituição Brasileira.

    Reafirmamos:
    · A determinação de manter a luta pelos direitos coletivos e garantias territoriais e culturais dos povos indígenas;
    · O compromisso com a defesa e proteção do meio ambiente;
    · A vigilância e resistência contra os esquemas manipulatórios, utilizados
    pelo governo federal para dividir o movimento indígena organizado;
    · A defesa da autodeterminação, como princípio, e o poder de decisão dos povos indígenas sobre os seus territórios.

    Manaus-AM, 31 de Julho de 2019

    Assinam este manifesto:
    – Associação das Mulheres Indígenas Sateré Mawé/AMISM – Regina Sateré-Mawé
    – Associação das Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro/AMARN – Clarisse Tucano
    – Associação dos Povos Indígenas Ticuna, Apurinã e Mura de Beruri/APITAMB – Isaires Mura
    – Associação dos Docentes da Universidade Federal do Amazonas/ADUA – Marcelo Valina
    – Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro/ACIMIRN – Carlinhos Nery Piratapuia.
    – Assessor da FOCIMP em Manaus – Marcus Apurinã Conselho Indigenista
    Missionário/CIMI Norte I
    – Ex-Prefeito de Barreirinha/AM – Mecias Sateré-Mawé.
    – Federação Indígena Kukami-Kukamiria – TWRK – Milena Marulanda Kokama
    – Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro/FOIRN – Marivelton Baré
    – Federação das Organizações e Comunidades Indígenas do Purus/FOCIMP – Zé Bajaga
    – Frente Amazônica de Defesa dos Direitos Indígenas /FAMDDI

    – Fórum de Educação Escolar e Saúde Indígena / FOREEIA – Cristina Luciano
    Baré
    – Fórum Municipal de Educação Escolar Indígena de Alvarâes/FOMEEIA
    – Mandato Popular do Deputado Federal José Ricardo
    – Movimento dos Estudantes Indígenas do Amazonas/MEIAM – Erimar Sateré-Mawé.
    – Liderança Baniwa, ex-diretor da FOIRN e ex-secretário SEIND/AM – Bonifácio José
    – Lideranças Indígenas de Boa Vista do Ramos – Vanessa Mura
    – Organização dos Povos Indígenas do Alto Madeira/OPIAM – Antônio Tenharim.
    – Organização Indígena Baniwa da Bacia do Içana/OIBI – André Baniwa
    – Organização Museu Maguta – Santo Cruz Ticuna
    – Organização dos Povos Indígenas Apurinã e Jamamadi de Pauini/OPIAJ – Walace Apurinã.
    – Organização dos Povos Indígenas Apurinã e Jamamadi de Boca do Acre/AM
    OPIAJBAM – Umanary Apurinã.
    – Organização de Lideranças Indígenas dos Rios Marau, Miriti, Majuru e
    Urupadi/TUMUPI – Joedh Sateré-Mawé.
    – Rede de Mulheres Indígenas do Estado do Amazonas/MAKIRA-ÊTA – Rosimere Arapasso
    – Serviço de Cooperação Yanomami/SECOYA
    – Serviço Amazônico de Ação, Reflexão e Educação Socioambiental/SARES
    – União dos Povos Indígena do Vale do Javari/UNIVAJA – Paulo Marubo
    – União dos Povos Indígenas do Médio Solimões e Afluentes/UNIPI-M.S.A – André Cruz Kambeba.
    – Verador de Altalia do Norte – Gilson Mayoruna

  • Nota Pública contra MP 886/2019

    Nota Pública contra MP 886/2019

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    Nós povos indígenas do Rio Negro representados pela nossa Federação – FOIRN repudiamos a MP 886/2019, editada pelo presidente Jair Bolsonaro. Veja a íntegra de nossa Nota Pública sobre o retorno da demarcação das terras indígenas para o Ministério da Agricultura (MAPA). 
    #RioNegro #Foirn #DemarcaçãoJá

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), representante de 23 povos indígenas do Noroeste Amazônico, através de suas 90 organizações de base, repudia a Medida Provisória n. 886, de 18 de junho de 2019, editada pelo Presidente da República, Jair Bolsonaro, e a considera uma violação aos direitos fundamentais dos povos indígenas. A MP 886 devolve a demarcação de terras indígenas ao Ministério da Agricultura, revertendo a decisão de maio do Legislativo, que tinha mantido essa atribuição no Ministério da Justiça.
    “Novamente o Governo Bolsonaro através da MP 886/19 recoloca a demarcação das terras indígenas sob a gestão do Ministério da Agricultura, e desrespeita a decisão do Congresso Nacional. Além de inconstitucional, o Governo se utiliza desse dispositivo para atacar os direitos dos povo indígenas, tentando a todo custo entregar as terras indígenas ao agronegócio e à mineração”, ressalta o presidente da FOIRN, Marivelton
    Barroso, do povo Baré.
    De acordo com a Constituição Federal (artigo 62, parágrafo 10), é proibida a reedição, numa mesma sessão legislativa, de medida provisória que tenha sido rejeitada ou tenha perdido a eficácia. O Ministério Público Federal em sua nota pública divulgada hoje afirma que “trazer novamente matéria já rejeitada constitui ofensa ao princípio da separação de poderes transgressão à integridade da ordem democrática”. Diante dessa grave violação da Constituição, a FOIRN espera que a Câmara Legislativa Federal
    impugne a MP 886/19.

    NOTA PÚBLICA MP886_19

  • FOIRN constrói parceria com governo do AM

    FOIRN constrói parceria com governo do AM

    Governador Wilson Lima visita a Maloca da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro e garante diálogo com movimento indígena

    Em uma articulação da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), representante das 700 comunidades indígenas do Médio e Alto Rio Negro, o governador do Estado do Amazonas, Wilson Lima, visitou a Maloca na sede da FOIRN em São Gabriel da Cachoeira (AM), ontem, dia 6 de maio. O governador garantiu diálogo com o movimento indígena e recebeu da FOIRN e outras organizações das bases da Federação, uma série de documentos com pautas e reivindicações dos povos indígenas.

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    “Estamos construindo um governo presente e um governo do Estado que dialoga com todos”, ressaltou o governador Wilson Lima, acrescentando que fará nova visita a São Gabriel da Cachoeira em breve trazendo grande parte dos seus secretários de Estado para uma nova rodada de conversas sobre as principais demandas do município de São Gabriel da Cachoeira.

    Para Marivelton Barroso, presidente da FOIRN, do povo Baré, a articulação da Federação com o governo do Estado é essencial para trazer benefícios às comunidades indígenas de São Gabriel da Cachoeira. “Estamos concluindo nossos planos de gestão territorial e ambiental das sete terras indígenas do Médio e Alto Rio Negro. Queremos o governo do Estado junto com a gente para implementar tudo aquilo que colocamos nos nossos planos”, enfatizou.

    Entre os pontos levantados pela FOIRN estão o pedido de isenção fiscal dos produtos indígenas, como artesanato, alimentos do Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro, cerâmica e outras cadeias produtivas; concretização da alimentação escolar regionalizada, desburocratizando o acesso das associações indígenas para a venda de produtos locais para a merenda, assim como um amplo apoio do governo do Estado do Amazonas aos planos de gestão territorial e ambiental das terras indígenas. CARTA FOIRN

    Veja demais documentos entregues pelas bases da Foirn e pelas entidades ligadas à área de educação:

    CARTA SINTEAM

    CARTA FOIRN E SEDUC MAIO 2019

    CARTA CAIARNX

    CARTA AO GOV COITUA MAIO 2019

    Assista ao vídeo do governador Wilson Lima na Maloca da FOIRN: https://www.facebook.com/FOIRN/videos/414205352708113/?t=0

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    fotos: Juliana Radler/ISA – Registros da visita do governador Wilson Lima à Maloca da FOIRN no dia 06 de maio de 2019