Tag: Povos do Rio Negro

  • Foirn promove ato simbólico para reafirmar a luta das mulheres indígenas contra a violência

    Foirn promove ato simbólico para reafirmar a luta das mulheres indígenas contra a violência

    Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro promoveu ato para reafirmar a luta contra a violência. Foto: Ray Baniwa/Foirn

    Na última terça-feira (08/03), o Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro (Dmirn/Foirn), promoveu um ato simbólico para reafirmar a luta das mulheres contra a violência.

    Na ocasião as coordenadoras do Dmirn, Dadá Baniwa e Larissa Duarte Tukano, reafirmaram a importância e a necessidade de realização de ações permanentes para combater a violência doméstica e todas as formas de violência contra a mulher indígena. Um papel que o departamento vem atuando nos últimos anos no Rio Negro, especialmente no município de São Gabriel da Cachoeira.

    Neste dia, que é comemorado o Dia Internacional da Mulher, o Dmirn apresentou um documento de reivindicação à Comissão do Direito da Mulher da Câmara Municipal de São Gabriel da Cachoeira, reafirmando a necessidade de criação imediata de uma secretaria municipal especializada da mulher e um departamento especializado dentro da Polícia Civil para atuar e atender mulheres vítimas de violência.

    Larissa Duarte Tukano – Coordenadora do DMIRN/FOIRN leva demandas para a Comissão do Direito da Mulher da Câmara Municipal de São Gabrie

    As demandas apresentadas pelo Dmirn são resultados de encontros, reuniões e rodas de conversa promovida com as mulheres nas comunidades indígenas e sede do município. Que indicam o alto índice de violência contra a mulher.

    A participação do Dmirn na Câmara Municipal teve convite da Vereadora Suely Diana Ambrósio (PODEMOS), atualmente presidente da Comissão do Direitos da Mulher da Câmara Municipal.

    O documento reafirma que só é possível combater essa violência com uma mobilização e luta coletiva, onde todos os órgãos precisam estar unidos na luta contra a violência e ajudar na melhoria da qualidade de vida das mulheres indígena do Rio Negro.

  • Associação Indígena de Barcelos mobiliza base e apresenta ações de reestruturação e fortalecimento

    Associação Indígena de Barcelos mobiliza base e apresenta ações de reestruturação e fortalecimento

    Em destaque (com microfone na mã0), Rosilene Menez, presidente da Associação Indígena de Barcelos. Foto: Acervo Asiba

    Eleita em Outubro de 2021 na comunidade Cauburis, a atual diretoria da Associação Indígena da Barcelos (Asiba), mobilizou sua base no dia 26.02 para apresentação de relatórios das articulações externas e atual situação da documentação jurídica da associação, como a regularização do CNPJ.

    Rosilene Menez, atual presidente da associação, falou da atualização da logomarca da associação, do Projeto aprovado pelo Fundo Indígena do Rio Negro e da reforma da sede, que será iniciado em breve, com objetivo de reestruturar e fortalecer a luta pelos direitos e defesa dos territórios indígenas. Lembrou ainda que existem vários desafios pela frente, e destacou que um dos problemas que deve ser combatido é o alcoolismo nas comunidades indígenas.

    Sobre articulações externas, relatou de sua participação na delegação de lideranças indígenas que cumpriu uma agenda de mobilização e articulação com os órgãos públicos na capital do estado, e que uma das reivindicações feita pela Foirn e suas bases foi o fortalecimento e adequação da implementação do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que resultou no dia anterior, a reunião do MPF-AM convocando e cobrando uma apresentação de agenda de trabalho, pelo município de Barcelos.

    Em destaque, Marivelton Rodrigues Baré – Presidente da Foirn participou da reunião da Asiba em Barcelos. Foto: Acervo Asiba

    Presente na reunião, Marivelton Rodrigues Baré – Presidente FOIRN, reafirmou a importância da luta e atuação da Asiba, pois, tem sido importante para a retomada da valorização da cultura e identidade dos povos que moram na região, que foram mais afetados ao longo do contato com não indígenas, e que com a mobilização e luta das lideranças indígenas que estão na frente da associação tem contribuído na valorização da identidade indígena tradicional, línguas e costumes.

    Cerca de 150 pessoas participaram da reunião realizada na sede da associação em Barcelos.

  • Foirn, parceiros e prefeitura de Santa Isabel do Rio Negro alinham ações e pactuam acordo de cooperação para fortalecer PNAE no município

    Foirn, parceiros e prefeitura de Santa Isabel do Rio Negro alinham ações e pactuam acordo de cooperação para fortalecer PNAE no município

    Participantes da reunião interinstitucional em Santa Isabel do Rio Negro. Foto: Adimilson de Andrade/Foirn

    Nos dias 22 e 23 de fevereiro representantes da FOIRN, ISA, CAIMBRN e ACIMRN cumpriram agendas de reuniões com a Prefeitura Municipal de Santa Isabel do Rio Negro e algumas de suas secretarias como SEMPA, SEMED e IDAM (Unidade Local) para tratar sobre plano de trabalho  e alinhamento de ações do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

    Como prioridade deste plano de ações está o atendimento aos produtores indígenas indígenas que moram nas comunidades e entorno da cidade no município de Santa Isabel do Rio Negro.

    Um dos resultados, além do plano de trabalho foi foi pactução de um termo de  Cooperação Técnica direto da  Secretaria de Estado da Produção Rural (SEPROR) que deverá ser assinado em breve.

    O encontro Interinstitucional em Santa Isabel do Rio Negro mobilizado pela Foirn e suas bases fortalece ações que visam valorização das cadeias de valor e economia indígena através da agricultura familiar.

    Cooperação Técnica entre os órgãos governamentais e as organizações da sociedade civil, que são as organizações indígenas são importantes para promover ações e fortalecer as políticas públicas que valorizem o Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro, que são saberes e conhecimentos milenares fundamentais para a gestão e proteção dos territórios indígenas na região.

  • FOIRN visita comunidade Baniwa, fortalece diálogo e esclarece sobre carta lida no Senado

    FOIRN visita comunidade Baniwa, fortalece diálogo e esclarece sobre carta lida no Senado

    Representante de cooperativa afirma que encaminhou ofício solicitando barco, mas não fazendo acusações a organizações que atuam na região.

    Participantes da reunião realizada na comunidade Castelo Branco – Médio Içana I. Foto: Adimilson de Andrade/Foirn

    O diretor-presidente da FOIRN, Marivelton Rodrigues Baré, e o diretor de referência do povo Baniwa, Dario Casimiro Baniwa, participaram de reunião na Comunidade Castelo Branco na Bacia do Içana no último final de semana. O objetivo foi fortalecer o diálogo e esclarecer sobre carta lida na tribuna do Senado no dia 2 de fevereiro e que foi atribuída a alguns moradores dessa comunidade.

    Na ocasião, durante pronunciamento, o senador Plínio Valério (PSDB-AM) mencionou carta de jovens lideranças indígenas Baniwa da comunidade de Castelo Branco na qual eles atacam organizações da sociedade civil e as acusam de tutelarem os indígenas e impedirem o desenvolvimento econômico.

    Durante o encontro na comunidade Castelo Branco, a diretoria da Foirn foi informada por lideranças indígenas que a cooperativa local realmente encaminhou ofício para o senador, porém, o conteúdo foi a reivindicação de um barco para escoamento dos produtos da comunidade, o que não foi mencionado na carta lida.

    “A nossa cooperativa, em processo de consolidação, propõe sim lutar e buscar realizar ações que melhorem a vida das famílias desta comunidade, porém, desconhecemos o conteúdo da carta. O que enviamos para o Senador Plínio Valério foi pedido de um barco. E está claro para nós aqui, que não apoiamos os projetos de leis mencionados na carta”, disse Silvio Benjamim.

    Durante a reunião com a presidência da FOIRN, lideranças da etnia Baniwa informaram que foi um choque receber a informação sobre a carta em nome da comunidade. Lideranças locais, professores e comunitários foram unânimes em afirmar que, na data de assinatura do documento, não teve sequer reunião convocada para tratar sobre a carta em questão.

    Diretor-presidente da FOIRN, Marivelton Barroso Baré reafirmou que a luta da federação é pelos direitos indígenas e por seus territórios, sendo o controle social um dos seus principais objetivos. Além disso, ele ressaltou que a FOIRN atua tendo como base as decisões coletivas.

    “Como representante das organizações de comunidades indígenas do Rio Negro, é nosso dever buscar meios e recursos para implementar e realizar as demandas das comunidades, desde que sejam decisões coletivas e que busquem benefícios coletivos. Portanto, trabalhamos a partir das demandas das nossas bases”, afirmou Marivelton Baré.

    Na viagem ao médio Içana, a equipe da FOIRN recebeu demandas das comunidades Castelo Branco e Nazaré, além de visitar a comunidade Assunção do Içana. Lideranças afirmaram que há ausência efetiva de políticas públicas na microrregião e cobraram a presença mais ativa das instituições.

    NOTA

    Em 3 de fevereiro, um dia após a leitura no Senado da carta citando a comunidade Castelo Branco, a FOIRN divulgou nota informando que a Nadzoeri, coordenadoria que representa os povos originários da calha do rio Içana e seus afluentes, desconhecia o conteúdo dessa carta feita por apenas uma das 85 comunidades e assinada por somente 50 pessoas, de uma população total de 6 mil indígenas que habitam a Bacia do rio Içana.

    “Com isso, afirmamos que essa carta não representa os interesses do povo Baniwa e Koripako e sequer chegou ao conhecimento das suas lideranças tradicionais e de líderes eleitos e reconhecidos pelas organizações sociais e políticas do nosso povo”, diz a nota.

    Ainda segundo o texto, os interesses de grupos empresariais que desejam explorar as terras indígenas sem passar pela consulta livre, prévia e informada parecem mover o senador Plínio Valério.

    Leia a íntegra da nota: https://foirn.blog/2022/02/03/nota-de-esclarecimento/

  • Ação conjunta fiscaliza atividade ilegal na Terra Indígena Jurubaxi-Téa

    Ação conjunta fiscaliza atividade ilegal na Terra Indígena Jurubaxi-Téa

    Abordagem e orientação de suspeitos sobre a ilegalidade de atividades. Foto: Foirn

    Uma ação de fiscalização foi realizada na Terra Indígena Jurubaxi-Téa e Terra indígena Rio Téa para verificação de entradas ilegais e invasões na região, tendo sido vistoriadas áreas no limite da TI, o sítio Bacuri e a comunidade Areal.

    A atividade, que aconteceu na quarta-feira (9/2), foi realizada em conjunto pela FOIRN; Funai; Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (Acimrn); Coordenadoria das Associações Indígenas do Médio e Baixo Rio Negro (Caimbrn) e Funai. Durante a ação, foram identificadas invasões ligadas a garimpos ilegais. Houve abordagem e orientação de suspeitos sobre a ilegalidade de atividades.

    Informações levantadas pela FOIRN indicam a atividade de dragas na região, além de intenso tráfego de lanchas rápidas no período noturno, o que indica trânsito de pessoas agindo na ilegalidade.
    Além disso, está sendo averiguada a criação de uma associação de extração.

    Tanto a FOIRN quanto a Funai informam que tal associação não tem autonomia ou legalidade para autorizar atividade de extração de garimpagem na terra indígena.

    A federação tomará as medidas necessárias para coibir as práticas ilegais no território indígena.
    É importante reforçar que, de acordo com a Constituição, a pesquisa e a lavra de recursos minerais e de hidrocarbonetos (petróleo, gás natural) em terras indígenas, bem como o aproveitamento hídrico para geração de energia elétrica nessas áreas só podem ocorrer em solo indígena com prévia autorização do Congresso Nacional, por meio de decreto legislativo, e mediante consulta às comunidades afetadas, às quais é assegurada participação nos resultados.

  • Fundo Indígena do Rio Negro (Firn) divulga projetos selecionados

    Fundo Indígena do Rio Negro (Firn) divulga projetos selecionados

    Foram escolhidas 15 iniciativas distribuídas em três eixos temáticos, contemplando 1,7 mil indígenas de 22 etnias do Noroeste amazônico

    Auxiliadora Lelis Lana, do povo Tariana, prepara beiju no baixo Tiquié. Foto: Juliana Radler/ISA)

    O primeiro edital do Fundo Indígena do Rio Negro (Firn), lançado em 10 de setembro de 2021, acaba de divulgar os 15 projetos selecionados.

    Ao todo, serão investidos R$ 978 mil que beneficiarão 13.323 indígenas de comunidades localizadas em três municípios do Rio Negro onde atua a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira (AM).

    Acesse aqui no site do Firn o relatório completo com os projetos contemplados e detalhes deste primeiro edital de seleção.

    No relatório, é possível visualizar as tabelas com a descrição dos projetos escolhidos, que incluem iniciativas como a implementação de um horto medicinal, produção de produtos artesanais, agrícolas, danças e pinturas tradicionais.

    A distribuição dos projetos contemplados pelos eixos temáticos do edital foi distribuída na seguinte forma: Economia Sustentável Indígena (8 projetos), Cultura (4 projetos) e Segurança Alimentar (3 projetos).

    “Esse é o início de um processo de desenvolvimento local sustentável que queremos para os nossos territórios indígenas no Rio Negro, com protagonismo dos povos indígenas e, principalmente, em sintonia com o modelo de desenvolvimento que pensamos para a nossa região”, ressaltou Marivelton Barroso, do povo Baré e presidente da Foirn.

    O edital do Firn foi dirigido especificamente para as associações indígenas ligadas à rede da Foirn e tem como objetivo promover o bem viver e o desenvolvimento sustentável das cerca de 750 comunidades indígenas da região de atuação da Foirn, no Noroeste amazônico.

    O fundo conta com a parceria do Instituto Socioambiental (ISA) e o primeiro aporte de recursos foi feito pela Embaixada Real da Noruega, apoiadora da iniciativa desde sua criação.

    “Este é um momento muito importante para os povos indígenas do Rio Negro. O Firn está saindo do papel com o início destes projetos em março, caminhando assim para se consolidar como uma estratégia fundamental para a implementação dos planos de vida (PGTAs) dos povos indígenas do Rio Negro”, afirmou o assessor técnico em gestão do Firn, João Luís Abreu.

    Conheça mais sobre o Firn

    Por Juliana Radler/ISA, publicado em: https://www.socioambiental.org/pt-br/noticias-socioambientais/fundo-indigena-do-rio-negro-firn-divulga-projetos-selecionados

  • NOTA DE ESCLARECIMENTO

    NOTA DE ESCLARECIMENTO

    A Organização Baniwa e Koripako Nadzoeri, que congrega e representa 85 comunidades e 10 associações do povo Baniwa e Koripako que ocupam milenarmente a Bacia do Rio Içana, vinculada a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), vem a público esclarecer sobre o pronunciamento feito pelo senador Plínio Valério (PSDB-AM), nesta última terça-feira, dia 2 de fevereiro, na Tribuna do Senado Federal.

    O senador menciona uma carta de jovens lideranças indígenas Baniwa da comunidade de Castelo Branco na qual eles atacam organizações da sociedade civil e as acusam de tutelarem os indígenas e impedirem o desenvolvimento econômico. A Nadzoeri, coordenadoria da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), que representa os povos originários da calha do rio Içana e seus afluentes desconhece o conteúdo dessa carta feita por apenas uma das 85 comunidades e assinada por somente 50 pessoas, de uma população total de 6 mil indígenas que habitam a Bacia do rio Içana. Com isso, afirmamos que essa carta não representa os interesses do povo Baniwa e Koripako e sequer chegou ao conhecimento das suas lideranças tradicionais e de líderes eleitos e reconhecidos pelas organizações sociais e políticas do nosso povo.

    Os interesses de grupos empresariais que desejam explorar as terras indígenas sem passar pela consulta livre, prévia e informada parecem mover o senador Plínio Valério. O senador tenta criar um ambiente de hostilidade e de acusações infundadas contra organizações da sociedade civil que lutam pelos direitos indígenas no Noroeste Amazônico há mais de duas décadas e lutam por políticas públicas efetivas para o desenvolvimento da região e do bem viver dos povos indígenas.

    Lembrando que desde 2014 a região da comunidade de Castelo Branco tem sido foco de entradas ilegais de empresário do setor de mineração. Esse empresário que age na ilegalidade já foi registrado criticando a atuação de organizações indígenas e seus parceiros que defendem os interesses coletivos, tentando criar discórdia e criminalizar lideranças.

    Os povos indígenas não são tutelados por nenhuma outra instituição da sociedade civil, nem mesmo pelo Estado Brasileiro. Somos livres e temos pleno gozo de nossos direitos culturais, territoriais e coletivos, conforme está previsto no artigo 231 da Constituição Federal. Também temos direito à autonomia e à autodeterminação, conforme está previsto na Convenção 169 da OIT, de decidir sobre nosso presente e futuro e das atividades que desejamos realizar para o nosso desenvolvimento social, econômico e político.

    Hoje, existe o Plano de Gestão Territorial Ambiental do Rio Negro (PGTA) – http://www.pgtas.foirn.org.br – no qual existem diretrizes dadas pelas comunidades para o desenvolvimento do povo Baniwa e Koripako, assim como suas necessidades relacionadas a investimentos e políticas públicas. Afirmamos que as organizações da sociedade civil têm papel fundamental na construção coletiva e colaborativa do desenvolvimento sustentável em nossa região, suprindo muitas vezes a ausência de políticas públicas do Estado.

    Lamentamos que um senador do Amazonas demonstre tamanho desconhecimento sobre a nossa região do Noroeste amazônico e tente, por interesses econômicos, manipular a opinião pública contra organizações que trabalham em prol das populações indígenas na Amazônia brasileira.

  • Embaixador de Luxemburgo no Brasil Carlos Krieger chegou em São Gabriel da Cachoeira para conhecer e visitar as Instituições do município.

    Embaixador de Luxemburgo no Brasil Carlos Krieger chegou em São Gabriel da Cachoeira para conhecer e visitar as Instituições do município.

    A Federação das organizações indígenas do Rio Negro – FOIRN, o recebeu na manhã desta quinta- feira (28/01) na sala da presidencia, onde ele pôde conhecer os trabalhos que a Instituição desenvolve na região, área de atuação politica, demandas e desafios e também uma aproximação para garantir apoio financeiro de cooperação de algumas agências de Luxemburgo, isso foi ressaltado durante essa visita, participaram da conversa o Diretor Presidente da FOIRN, Marivelton Rodrigues Barroso (Povo Baré), a Coordenadora do departamento de Mulheres Indigenas do Rio Negro – DMIRN, Maria do Rosario (Povo Baniwa) e o presidente da Associação das Comunidades Indigenas do Médio do Rio Negro – ACIMRN, Adilson Joanico( Povo Baniwa). Também foi reiterado sobre as pautas: Gênero e Juventude, mudanças climáticas, atividades produtivas no âmbito da cadeia de valores produtos da sociobiodiversidade.



    A coordenadora do Dmirn apresentou a luta e o papel que ela e suas companheiras (Larissa Duarte( Povo Tukano) e Glória Braga (Povo Baré), representam na região do rio negro.
    “Ontem (27/01) foi uma data especial para nós, o departamento completou 20 anos de criação dentro da Federação, infelizmente não pudemos reunir as mulheres para essa grande festa por causa da covid19,” Comentou Dadá Baniwa.
    Está sendo organizado para outra data a definir a comemoração, momento de reflexão da luta e o protagonismo das mulheres indígenas.

    Joanico comentou sobre o funcionamento da casa de Frutas em Santa Isabel do Rio Negro, o desenvolvimento econômico para os povos indígenas que pertence a Associação, e conta com apoio de parceiros financiadores. A mudança Climática tem um impacto na vida nas comunidades ribeirinhas, o mesmo afirma que vai continuar lutando pelos direitos do povo que representa.

    “Ficou garantido que a interlocução deve continuar e que logo em breve a gente possa somar os esforços de cooperação de apoio às atividades pontuais no nosso contexto rionegrino.” Afirma Diretor Presidente Marivelton Barroso.

  • Com nova diretoria eleita, ACIR visa o fortalecimento da Gestão Territorial no Médio Rio Negro

    Com nova diretoria eleita, ACIR visa o fortalecimento da Gestão Territorial no Médio Rio Negro

    Com microfone na mão, Vamberto Plácido Baré, presidente empossado começa gestão no Médio Rio Negro. Foto: Marivelton Rodrigues/Foirn

    Neste ano a Associação das Comunidades Indígenas e Ribeirinhas (Acir) completa 29 anos de fundação. E ao longo de sua história de atuação, se destaca na luta e defesa dos territórios e desenvolvimento de projetos que visam o fortalecimento das comunidades, proteção do território e valorização cultural.

    A Acir está sediada na comunidade Cartucho, médio Rio Negro, representa as comunidades Aruti, Plano, Massaraby, São João II, Castanheiro, Wacará, Uabada II, Boa Vista, Abianai, Maricota e Ilha do Chile, localizadas no município de Santa Isabel do Rio Negro.

    No último dia 15, tomou posse a nova diretoria da associação, em uma cerimônia realizada na comunidade Cartucho que contou com a presença do Marivelton Rodrigues Barroso (Presidente da Foirn), representantes da Prefeitura Municipal de Santa Isabel do Rio Negro,  Conselho Distrital de Saúde Indígena do Alto Rio Negro (CONDISI) e Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (IDAM).

    Eleito e empossado presidente da Acir, Vamberto Plácido Rodrigues tem como um dos trabalhos prioritários coordenar as ações do Projeto de Turismo Serras Guerreiras e a implementação do Plano de Gestão Territorial e Ambientais das comunidades que fazem parte da associação e localizadas na Terra Indígena Médio Rio Negro II.

    Nova diretoria da Acir foi empossado no dia 15 de janeiro de 2022. Foto: Marivelton Rodrigues/Foirn

    Diretoria eleita em dezembro que tomou posse no dia 15 de janeiro:

    Presidete – Vamberto Placido Rodrigues/Baré,

    Vice Presidente – Jaciel Manoel Rodrigues/Baré

    1º Secretario – Waurí dos Santos Lino/Baré

    2º Secretario – Aparecida Celestino Rodrigues/Baré

    1º Tesoureiro André de Paula Pancracio/Baré

    2º Tesoureiro Rogério Xavier Emitério/ Baniwa

  • Oficina de formação da Rede Wayuri reúne comunicadores indígenas do Rio Negro 

    Oficina de formação da Rede Wayuri reúne comunicadores indígenas do Rio Negro 

    Comunicadores Indígenas da Rede Wayuri participantes da IV Oficina de Formação e reunião de planejamento. Foto: Adimilson Andrade/Foirn

    Comunicadores indígenas das diversas regiões do Alto Rio Negro (AM) estarão reunidos nos próximos dias – de 10 a 21 de janeiro -, em São Gabriel da Cachoeira, participando da IV Oficina de Formação em Comunicação. O encontro é realizado pelo Instituto Socioambiental (ISA) e Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) com apoio do IDEM Institute e German Cooperation. 

    A oficina teve início na segunda-feira, 10/1, sendo que um dos primeiros destaques do primeiro dia foi a apresentação de atividades que vêm sendo desenvolvidas pela Rede Wayuri. Entre essas ações estão a produção do podcast Boletim Wayuri; o programa Papo da Maloca, veiculado na Rádio FM 97,2; atividades de formação nas comunidades; produção de vídeos; ações de comunicação para enfrentamento à Covid-19; cobertura da eleição municipal 2020; oficinas com profissionais da imprensa nacional, entre outros. A apresentação foi feita pela comunicadora Cláudia Wanano, coordenadora da Rede Wayuri.

    Ontem dia 10/01, estiveram presentes na oficina sendo 55 comunicadores indígenas da região do rio Negro e 12 pessoas da organização e instrutores da oficina. A Secretaria Municipal de Saúde realizou a testagem de Covid-19 em todos os participantes antes do início do evento. Com todos os testes negativos e protocolo sanitários estabelecidos foi dado início então a essa IV Oficina.

    Participam do encontro representantes de lideranças das cinco coordenadorias da FOIRN – Diawi´i, Nadzoeri, Caimbrn, Coidi e Caiarnx – que representam as 23 etnias que convivem no território indígena do Rio Negro, a diretora da Foirn, Janete Desana; as coordenadoras  do Departamento de Mulheres Indígenas (Dmirn) da FOIRN, Dadá Baniwa e Larissa Tukano; Coordenador do Departamento de Adolescentes e Jovens Indígenas (Dajirn), Élson Kene Baré e a equipe de Comunicação da FOIRN,  Gicely Ambrósio, Ray Baniwa, Eucimar Aires e Admilson de Andrade. As atividades acontecem no telecentro no ISA em São Gabriel. 

    Durante a oficina será aperfeiçoado o processo de produção do podcast Boletim Wayuri, com a realização de um programa com o tema da Covid-19, buscando informações sobre como a pandemia atingiu os 23 povos que vivem nessa região da Amazônia e como os indígenas retomaram seus conhecimentos para o enfrentamento à crise sanitária. 

    Cláudia Ferraz Wanano, Coordenadora da Rede Wayuri conduz abertura da IV Oficina de Formação. Foto: Ray Baniwa/Foirn

    Entre os palestrantes da IV Oficina de Formação em Comunicação estão importantes jornalistas à frente da produção de podcast. Uma delas é a jornalista Letícia Leite, que esteve à frente do Copiô Parente, primeiro podcast sobre e para povos indígenas, e em 2021 produziu o primeiro original GloboPlay com apresentação indígena. Nessa segunda-feira, primeiro dia do encontro, ela participou da oficina e reforçou a importância da Rede Wayuri para o jornalismo indígena. “O jornalismo indígena está se fortalecendo cada dia mais, e a Rede Wayuri é uma referência nessa área”, disse.

    Outro destaque é a participação do indígena Maickson Serrão, criador do podcast “Pavulagem – Contos da Floresta”, que narra o cotidiano da vida ribeirinha na Amazônia. 

    Haverá ainda apresentação da jornalista, roteirista e diretora de criação, Paula Scarpin, fundadora e produtora da Rádio Novelo (www.radionovelo.com.br).

    O tema Fake news será apresentado pela jornalista Tainã Maisani, do Idem. O encontro também contará com formação na área de audiovisual, com a profissional de audiovisual Diana Gandra e o cineasta indígena Moisés Baniwa. A produtora e pesquisadora Naiara Alice Bertoli é responsável pela organização do evento. 

    Além da oficina, será realizada durante o encontro a I Reunião de Planejamento Participativo da Rede Wayuri de Comunicação indígena, conduzida pela jornalista Juliana Radler, do ISA, e pela comunicadora indígena Cláudia Wanano. 

    No último dia da oficina vamos trazer atualizações sobre a oficina.