Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro tem projeto aprovado para desenvolver ações na linha de Soberania Alimentar no Rio Negro
Maria do Rosário (Dadá Baniwa) – Coordenadora do Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro (DMIRN/FOIRN)
Dadá Baniwa, Coordenadora do Departamento de Mulheres Indígenas da Foirn é uma das lideranças indígenas com projeto selecionado pelo Programa de Lideranças da Amazônia – da Conservação Internacional, organização que atua desde 1990 promovendo ações que visam a preservar a natureza e suas populações.
Projeto sobre soberania alimentar é o tema do projeto apresentado pela coordenadora do Dmirn é selecionado e será executado no período de maio de 2022 a 30 de junho de 2023.
Os projetos aprovado foram avaliados a partir dos princípios como: Melhoram o equilíbrio de gênero na tomada de decisões relacionadas à conservação, Promovam o desenvolvimento de redes de lideranças de mulheres indígenas e Promovam a inovação.
O projeto vai contribuir para promover pesquisas de resgate das práticas produtivas hábitos alimentares indígenas, com foco segurança alimentar e nutricional nas comunidades indígenas com participação efetiva de mulheres indígenas; troca de experiências e intercâmbios com outros povos indígenas, realização de feiras de artesanatos, produtos agrícolas e comidas tradicionais nas cinco regiões da abrangência do trabalho da FOIRN e cursos de capacitação para mulheres indígenas sobre elaboração de projetos comunitários e ações de estruturação de cadeias produtivas para geração de renda.
“Será mais um recursos para apoiar a continuidade dos trabalhos do Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro”, comemora Dadá Baniwa. “Nosso trabalho é fortalecer a participação das mulheres indígenas na promoção do bem viver, considerando a diversidade e a especificidade do seu povo”, completa.
O Programa de Lideranças da Amazônia busca ampliar os esforços de mulheres indígenas propondo soluções socioambientais inovadoras e que almejam transformar seu protagonismo em temas de conservação, governança de recursos e gestão territorial a partir de conhecimentos e saberes tradicionais e ancestrais.
Conheça o Programa de Lideranças da Amazônia e as lideranças mulheres selecionadas, acesse: https://bit.ly/38l9liX
Reunião entre Foirn, Coordenadoria Caimbrn e Associação Indígena de Barcelos (Asiba). Foto: Divulgação
A Associação Indígena de Barcelos (Asiba) vai receber investimentos para sua estruturação e fortalecimento, as ações foram anunciadas pelo presidente da Foirn, Marivelton Rodrigues Baré em reunião de planejamento com a Coordenadoria das Associações Indígenas do Médio e Baixo Rio Negro (Caimbr) e Asiba realizado em Santa Isabel do Rio Negro, nos dias 20 a 21/4.
A Asiba tem sua sede em reforma e em breve contará com uma estrutura adequada para o atendimento da população indígena da sede e comunidades indígenas do município de Barcelos.
Liderada pela presidente Rosilene Baré, a Asiba uma das associações de base que teve proposta aprovada pelo Fundo Indígena do Rio Negro, que já foi iniciado com objetivo de fortalecer a economia indígena através da produção de artesanatos em parceria com o Núcleo de Artes e Cultura Indígena de Barcelos (Nacib).
A coordenação da Caimbrn (Carlos Nery- Coordenador e Samero Andrade – Vice Coordenador) e diretoria da Asiba participaram da reunião.
A Foirn está acompanhando a denúncia de que determinada empresa de turismo insiste em atuar irregularmente na área de pesca esportiva na região do Médio Rio Negro, no município de Santa Isabel do Rio Negro, inclusive fazendo pressão para que lideranças indígenas assinem contratos que não estão de acordo com os termos pactuados junto às comunidades.
A denúncia já foi encaminhada aos órgãos competentes. A Foirn esclarece que todas as atividades econômicas desenvolvidas dentro do território indígena na região do Rio Negro são pactuadas direta e coletivamente com os povos que vivem nessas áreas e que devem ser os principais beneficiados.
No último dia 17/4, a convite da comunidade Areal, no Médio Rio Negro, em Santa Isabel do Rio Negro, a Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (Acimrn) e representante da Fundação Nacional do Índio – Funai/CTL Santa Isabel participaram de reunião para tratar da denúncia.
Presidente da Acimrn, Adilson Joanico na reunião realizada na comunidade Areal – Médio Rio Negro. Foto: Divulgação
O líder da comunidade chegou a registrar um boletim de ocorrência na 76ª DIP de Santa Isabel do Rio Negro, em 19 de abril, relatando que em 5 de abril representante da empresa tentou coagi-lo a assinar um contrato sem o devido esclarecimento da proposta à comunidade indígena.
Na reunião, o presidente da Acimrn, Adilson Joanico, reforçou que qualquer iniciativa pretendida pela comunidade ou empresários deve obedecer à legislação vigente de consulta livre, prévia e informada, e que todo projeto, qualquer que seja, deve passar por processo de construção coletiva e participativa, o que não aconteceu no caso em questão.
“A Acimrn repudia este ato feito pelo este cidadão, queremos que ele seja notificado por esse motivo que deixa os comunitários em dúvidas e que pode gerar conflito entre eles mesmos por causa disso, repudiamos esse ato e queremos que as autoridades competentes tomem a devida providência”, afirmou presidente da Acimrn.
Não é o primeiro caso com envolvimento de representante dessa mesma empresa na tentativa de coagir lideranças a assinar contrato para a atividade de pesca esportiva. Em 2021, em Acariquara, Terra Indígena Jurubaxi-Tea, também houve tentativa de coação para assinatura de contrato.
Atualmente, comunidades indígenas na área de abrangência da Acimrn desenvolvem três projetos de pesca esportiva nos rios Jurubaxi, Baixo Uneuxi, Alto Uneuxi. Todas essas iniciativas foram demandadas pelas comunidades envolvidas e passaram por várias etapas de construção coletiva, sendo executadas com acompanhamento de instituições competentes como Funai, Ibama e organizações indígenas representativas das comunidades interessadas. Uma das etapas desse processo é a abertura de editais públicos a empresas interessadas em realizar a operação do turismo.
Participantes da reunião do Comitê Gestor do Projeto Marié realizada em Tapuruquara Mirim. Foto: divulgação ACIBRN
Na primeira semana de abril deste ano, nos dias 7 e 8, o Comitê Gestor do Projeto Marié – Rio de Gigantes, formado pela Associação das Comunidades Indígenas do Baixo Rio Negro (Acibrn – proponente e protagonista do projeto) e Untemed Angling do Brasil – UAB (empresa parceira e operadora do projeto) e as instituições parceiras do projeto, Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (parceria do projeto) Fundação Nacional do Índio (FUNAI/CR Rio Negro) e Instituto Socioambiental (ISA).
O encontro em Tapuruquara Mirim – sede da associação reuniu representantes das comunidades que compõem a Acibrn para apresentar resultados balanço de atividades do projeto referente ao período de 2018 a 2021 e apresentar plano de trabalho para esse ano e próximos anos, especialmente, sobre os investimentos coletivos que serão feitos para as comunidades participantes do projeto.
Nos últimos anos as atividades foram suspensas devido à chegada da pandemia da Covid-19 na região do Rio Negro. As atividades do projeto e outras ações da ACIBRN foram diretamente afetadas por 20 meses.
Destaque no período foi à paralisação das atividades do projeto com a chegada da pandemia da Covid-19 nas comunidades indígenas do Rio Negro, sobretudo, nas comunidades que participam do projeto. Para garantir manutenção das atividades essenciais do projeto como a manutenção da vigilância territorial pelos indígenas feita pela Acibrn, que é fundamental para a gestão territorial onde o projeto é desenvolvido, a empresa operadora assumiu o compromisso de continuar apoiando esta atividade durante estes 20 meses.
Foram apresentados os relatórios de atividades e plano de trabalho para 2022. Foto: divulgação ACIBRN
Em 2021 com representantes da ACIBRN e FOIRN foram até Brasília para informar a situação e solicitar autorização junto a FUNAI para a retomada das atividades do projeto, incluindo a realização da temporada 2021. Para isso, foi elaborado e apresentado um Protocolo de Saúde e Segurança pela coordenação do projeto (ACIBRN/FOIRN). A partir dessa condição a FUNAI que autorizou a retomada da operação do projeto, quando foi iniciada a temporada de Pesca 2021/2022 por 20 semanas, período em que foram preenchidos menos de 90% das vagas disponíveis.
Gestão Territorial e Recorde Mundial
Os benefícios do projeto Marié vão além de recursos financeiros para a melhoria da infraestrutura das comunidades que participam do projeto. A atividade chegou para fortalecer a gestão e proteção do território tradicional dos povos indígenas que vivem na região.
Charles da Silva Baré e Rodrigo Moreira Salles (UAB) apresentam o certificado do recorde mundial. Foto: divulgação ACIBRN
Onde antes peixes já eram escassos, o projeto está contribuindo para a volta dos peixes nos lagos, isso, não apenas fortalece o projeto, como também garante recursos pesqueiros para o consumo das comunidades que vivem ali.
Um dos resultados dessa preservação foi premiado recentemente. Na temporada de 2021/2022, o Rio Marié, detém o recém- aprovado Recorde Mundial na espécie de Tucunaré Açu (Cichla temensis) de 91 cm de acordo com a International Game Fish Association – IGFA, para saber mais sobre acesse: https://igfa.org/2022/02/25/world-records-for-february-2022/.
Participantes da reunião da ACIR realizada na comunidade Cartucho – Médio Rio Negro. Foto: divulgação ACIR
O encontro das lideranças das comunidades de abrangência da associação aconteceu hoje, 18.04 na comunidade Cartucho, sede da Associação das Comunidades Indígenas e Ribeirinhas (ACIR), no médio Rio Negro, município de Santa Isabel do Rio Negro.
A reunião teve como objetivo a apresentação do resumo de investimentos e expedições de turismo do Projeto Serras Guerreiras, desenvolvido pelo ACIR em parceria com a FOIRN, Garupa, Katere, Funai e Instituto Socioambiental (ISA) iniciado em 2017. Nos últimos anos, as atividades foram suspensas devido à chegada da pandemia da Covid-19 na região do Rio Negro. As atividades do projeto e outras ações da ACIR foram afetadas.
Presidente da Foirn, Marivelton Rodrigues Baré participou da reunião de apresentação de relatórios e planejamento da associação.
Na oportunidade, a diretoria da associação também apresentou do plano de trabalho da associação para o ano de 2022, que envolve as 12 comunidades que participam da associação. A decisão coletiva definiu que os investimentos que serão feitos para 10 comunidades com sistema de bombeamento de água a energia solar e infraestrutura para associação com apoio da Nia Tero em visita à equipe da Synergos ao Rio Negro. A Synergos é uma organização sem fins lucrativos que visa reduzir a pobreza global por meio de parcerias entre governo, empresas, sociedade civil e comunidades locais.
Na reunião foi aprovado o interesse das comunidades de promover com instituições competentes estudos de viabilidade e capacidade de carga pesqueira para realização de atividades de pesca esportiva em TI Médio Rio Negro II. Para isso, deverão seguir com as atividades de oficinas participativas nas comunidades de abrangência da ACIR em conjunto com as instituições Foirn, Caimbrn, Funai e Isa.
As atividades de Turismo em Terras Indígenas no Rio Negro são ações importantes para a geração de renda para as comunidades e ao mesmo tempo contribuem para a gestão dos territórios indígenas.
A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), através de seu diretor-presidente, Marivelton Rodriguês Baré, manifesta solidariedade e apoio a todas as lideranças mulheres de organizações e comunidades, e em especial às guerreiras Nara Baré e Angela Kaxuyana, coordenadoras executivas da COIAB, e à Sônia Guajajara, coordenadora executiva da APIB, e repudia o ataque destinado a elas durante o Acampamento Terra Livre (ATL).
Expressamos total apoio ao trabalho da nossa representação maior, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), e à nossa representação regional, a Coordenação das Organizações Indígena da Amazônia Brasileira (COIAB) que hoje têm à sua frente mulheres guerreiras que lideram a luta em defesa dos direitos indígenas.
A luta dessas mulheres líderes é pelo coletivo e pelo bem viver dos povos e territórios indígenas.
Delegação Rio Negro no 18º Acampamento Terra Livre 2022. Foto: Renata Vieira/ISA
TRECHO DO DOCUMENTO FINAL DO ACAMPAMENTO TERRA LIVRE 2022
“Nós somos mais de 8 mil lideranças de 200 povos indígenas, que viemos de todas as regiões do Brasil para nos reunir no 18º Acampamento Terra Livre – ATL. Respondemos ao chamado de nossa mais elevada instância de representação nacional – a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e de suas organizações regionais.
Viemos a Brasília para colorir a capital federal de urucum e jenipapo, com as múltiplas cores de nossos cocares e para demonstrar ao país e ao mundo que, assim como aprendemos com nossos ancestrais, seguimos e seguiremos juntos, resistindo contra os distintos projetos de extermínio que as elites, donos ou representantes do capital e seus sucessivos governantes e aliados no Poder Legislativo têm articulado contra nós ao longo desses 522 anos.
Como nos tempos da invasão colonial, enfrentamos um declarado plano de morte, etnocídio, ecocídio e genocídio, nunca visto nos últimos 34 anos de Democracia no nosso país. Bolsonaro, desde sua campanha eleitoral e já no primeiro dia de seu mandato, proferiu discursos racistas e de ódio contra os Povos Indígenas, elegendo-nos como inimigos preferenciais e promovendo o desmonte do Estado, principalmente das instituições, políticas e programas que conquistamos ao longo das últimas três décadas, voltadas a atender nossas necessidades, interesses e aspirações, em linha com os direitos que nos assegura a Constituição Federal de 1988″
Na manhã desta segunda-feira, 11 de abril, a professora Sandra Gomes Castro, assume a Secretaria de Cultura, Turismo e Eventos do município de Santa Isabel do Rio Negro.
Sandra Gomes – Arquivo pessoal
Sandra Gomes, professora, liderança indígena do povo Baré e ex – presidente da Associação das comunidades Indígenas do Médio Rio Negro – ACIMRN na gestão de 2018-2021, assume a Secretaria de Cultura, Turismo e Eventos – SEMCULTE, no Município de Santa Isabel do Rio Negro – SIRN.
Através de sua experiência durante os trabalhos a frente da Associação indígena organizando com apoio da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – FOIRN, os projetos de Turismo de Pesca de Base Comunitária da região, a mesma foi convidada pelo excelentíssimo Prefeito José Ribamar Fontes Beleza em abril de 2022, para assumir a SEMCULTE nessa gestão atual.
O prefeito José Ribamar afirma ter uma boa expectativa por já conhecer o trabalho da mesma na área de atuação.
“Expectativa muito boa, pois conheço o trabalho da mesma no município há anos e o conhecimento com as pessoas da cidade e, também com a classe da Pesca Esportiva e o conhecimento da área toda do município principalmente com as áreas proibidas, de reservas e de terras indígenas.
E a perspectiva são as melhores possíveis com o conhecimento da mesma com outras atividades turísticas, como turismo de trilha de cachoeiras de outros tipos que estamos vendo que o nosso município é comprometido com essa atividade para o nosso desenvolvimento.” Afirma o prefeito José Ribamar.
Marivelton Rodrigues Baré – Diretor Presidente da FOIRN – Foto: Comunicação/FOIRN
“Há uma grande e boa expectativa da liderança Sandra Gomes desenvolver e promover o desenvolvimento do turismo e também da cultura do Médio Rio Negro a frente desta pasta, a poder contribuir com as políticas públicas locais, com sua experiência no movimento indígenas, na educação e também por conhecer a realidade do município com certeza terá um bom desempenho aos trabalhos em conjunto e em parceria.” – Complementa Marivelton Rodrigues Baré – Diretor Presidente da FOIRN.
Sandra Gomes disse que terá que começar do “zero”, e fazer uma estruturação própria da secretaria quanto à estrutura funcional.
Quais são os desafios?
“Então hoje eu recebi a Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Eventos, resumido em quatro servidores, sendo que, essa secretaria ela abrange três grandes temas aqui em Santa Isabel, que é a Cultura, o turismo e o Evento do município, então é uma Secretaria também criada recentemente, ela Foi criada em abril de 2017, então ela é bem nova.
O Primeiro desafio é a estrutura funcional da nossa própria secretaria e o segundo é, a reestruturação do Conselho Municipal de Turismo. Porque eu entendo que uma secretaria municipal, elas sem o conselho ativo, ela não vai para frente, porque o que ajuda você a construir a secretaria é a ativação do conselho, um conselho ativo e eficiente, que possa levar a conduzir os trabalhos da Secretaria em frente. Outra questão também é fazer o recadastramento do município, ou seja, da Secretaria municipal do turismo no Sistema de Informações do Mapa do Turismo Brasileiro (Sismapa). Então, eu estava vendo que a chave de acesso ainda está com a doutora Roseane, mas assim que a gente tiver, a gente vai ver aqui e testar o nosso cadastro no Sismapa.”
O que vem de novidade por ai?
“Então, de primeira mão, logo nós temos esse ano vai ser a retomada do nosso Festival de Quadrilhas Interbairros, que então o último festival, aconteceu em 2019, devido à situação da pandemia em 2020 e 2021 nós não tivemos festival. Então, agora esse ano a novidade que nós temos no momento vai ser o acontecimento do festival que nós vamos fazer essa retomada, se Deus quiser, então para isso, eu já programei uma reunião com todos os presidentes de bairros com todos os coordenadores das quadrilhas Interbairros. E a coordenação da diretoria da associação de festival da quadrilha. Então tudo isso a gente vai reunir e planejar, fazer um planejamento, apresentar para o executivo e fazer outros projetos para apresentar à Amazonastur , na Secretaria de cultura do estado, no observatório da UEA e, assim a gente poder arrecadar dinheiro, para ajudar a prefeitura a promover este Festival de Quadrilhas que vai ser o 21º Festival de Quadrilhas que vai acontecer aqui em julho.
É o que eu tenho a dizer também aqui, eu quero agradecer primeiramente a Deus, quero agradecer a minha base, que é a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro, a ACIMRN pela oportunidade que me deram de estar lá e ter um pouquinho de experiência e contribuir na questão da associação indígena daqui, a ACIMRN, e com isso, foi visto o nosso trabalho, o nosso desempenho e foi com essa credibilidade que o prefeito José Beleza me convidou para assumir essa pasta. Então os meus agradecimentos especiais ao prefeito José beleza a sua comitiva que me recepcionou muito bem com essa primeira chegada nossa aqui em Santa Isabel, para tocar em frente os projetos. Eu só tenho a agradecer mesmo, agradecer a toda a população de Santa Isabel, os meus amigos, minha família que estão me dando apoio, estão enviando mensagens de parabenizações.
Eu espero contar com o apoio de todos, porque o município é nosso, é a nossa tarefa botar também o progresso do nosso município, o nome do nosso município nesse mapa do turismo em Santa Isabel do Rio Negro. Obrigada!”
Após ocupar as ruas na marcha histórica em Brasília no dia anterior, no dia 07/04, foi a vez da delegação do Rio Negro ocupar as instituições para lutar pelos seus direitos.
reunião no gabinete da Sexta Câmara da Procuradoria Geral da República, com o procurador regional da república, Felício Pontes, e a Secretaria Executiva, Denise Nicolaides. Foto: Denise Nicolaides
A delegação da FOIRN, representada pela liderança Adilson da Silva Joanico do Povo Baniwa, presidente da Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (ACIMIRN), esteve presente junto com a assessoria jurídica do ISA, Renata Vieira e Juliana Batista, em audiência com o Desembargador João Moreira, e o Procurador Regional da República, Felício Pontes Junior.
A audiência foi realizada na sede do Instituto Socioambiental em Brasília por videoconferência junto com as autoridades judiciais, referente à apelação cível 1003742-24.2018.4.01.3200, ajuizada pela empresa Amazon Sport Fishing Ltda. contra a FOIRN e ACIMRN.
No referido processo, a sentença judicial de primeira instância reconheceu os direitos originários dos indígenas sobre a terra tradicionalmente ocupada, independentemente do ato de homologação da terra indígena Jurubaxi-Téa, no município de Santa Isabel do Rio Negro.
A sentença também reconheceu o direito à consulta prévia, livre e informada, das comunidades indígenas para o desenvolvimento de qualquer atividade nas áreas pleiteadas. Além disso, a decisão proferida em 2020 determinou que a requerente se abstenha de transitar nas terras declaradas indígenas discutidas nos autos e que participam da construção do ordenamento pesqueiro na bacia do Rio Negro, sem a devida autorização da FUNAI e sem a consulta e consentimento das comunidades.
Encontra-se pendente de julgamento um pedido de cautelar protocolado em dezembro de 2021, em que a ACIMIRN e a FOIRN noticiam novas invasões da empresa Amazon Sport Fishing e solicitam que o Tribunal Regional Federal da Primeira Região aplique multa diária à empresa, bem como que ela se abstenha de continuar entrando no território indígena sem a autorização da Funai e das comunidades.
No período da tarde, a delegação esteve em reunião no gabinete da Sexta Câmara da Procuradoria Geral da República, com o procurador regional da república, Felício Pontes, e a Secretaria Executiva, Denise Nicolaides, em que apresentaram as demandas de demarcação das terras indígenas da região do médio e alto rio Negro, que ainda não tiveram os processos de demarcação concluídos (TI Jurubaxi-Téa, TI Uneuixi, TI Cué-Cué Marabitanas e Baixo rio Negro).
em mobilização no Ministério da Justiça. Foto: Victoria Martins/ISA
No mesmo dia, parte da delegação rio negrina acompanhou o povo Xucuru, em mobilização no Ministério da Justiça, onde houve o protocolo da Carta enviada diretamente da comunidade Acariquara, pedindo a conclusão do processo de demarcação da terra indígena Jurubaxi-Téa.
Lideranças indígenas se reúnem em conselho para debater e deliberar pautas de interesse das comunidades e povos indígenas do Rio Negro, em São Gabriel da Cachoeira – AM.
A 40ª Reunião do Conselho Diretor da Foirn foi realizada em São Gabriel da Cachoeira, de 04 a 06 de abril de 2022 na Casa do Saber, a segunda e maior instancia de discussão e deliberação de pautas de interesse das comunidades e povos indígenas do rio negro, lideranças se reuniram para definir e tratas de temas importantes, como os trabalhos da Comissão Fiscal e Planos de trabalhos anual. O evento contou com participação de representantes conselheiros e lideranças de todas as calhas de rios da região de abrangência da Federação, o município de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira.
A abertura oficial começou na casa dos saberes, onde as pautas foram definidas. Como também foram lembrados os motivos da luta do movimento Indígena, as conquistas, bem como os desafios atuais, motivo pelo qual o movimento indígena do Rio Negro precisa se fortalecer e continuar lutando e defendendo os direitos, como vem fazendo há mais de 34 anos.
Reunião coordenada pelo coordenador presidente do Conselho Diretor Sr. Carlos Alberto Teixeira Neri. Estiveram presentes Diretoria Executiva da FOIRN, Coordenadores das cinco coordenadorias regionais, conselheiros do Conselho Diretor, jovens da rede de comunicadores indígenas Wayuri, funcionários da FOIRN, representante do Instituto Socioambiental – ISA e Nara Baré coordenadora Executiva da COIAB e demais participantes.
A jornalista do Instituto Socioambiental – ISA, Juliana Radler , esclareceu a Pauta sobre a Carta de manifesto contra o PL 191/2020, como está acontecendo nesse tempo de mandato do Governo Bolsonaro é muito difícil entender a Política Indígena no país. A pauta sobre a Mineração/ Garimpo teve o manifesto contra o PL 191/2020 e o conselho se manifesta e aprova o “NÃO À PL191”,
O professor, liderança e ex-diretor da FOIRN, Maximiliano Menezes lembrou das consequências que a mineração pode trazer dentro das terras indígenas e da importância da participação das lideranças representando a região do rio negro em Brasília – DF no ATL.
“A maioria dos nossos parentes entendem que a mineração dará muito valor para cada pessoa, mas que na verdade traz várias consequências dentro das terras indígenas, ainda bem que as nossas lideranças estão na luta na 18º Acampamento Terra Livre -ATL em Brasília” reforçou Maximiliano.
Comissão Fiscal
Os trabalhos da comissão fiscal do conselho diretor/FOIRN foram realizados e apresentado referente os dois anos de 2021 e 2022
Balanços e desempenho financeiro e Contábil da FOIRN de janeiro a dezembro, a estrutura organizacional e o Patrimônio Cultural.
Fundo Indígena do Rio Negro – FIRN
A execução do FIRN foi apresentada pelo professor Domingos Barreto e destacou como funciona o FIRN, qual a importância do fundo dentro das comunidades indígenas.
Criação de uma entidade autônoma
Criação de uma entidade autônoma do DMIRN (Departamento das Mulheres Indígenas do Rio Negro) apresentada por Maria do Rosario Piloto Martins do povo Baniwa os trabalhos realizados pelo departamento com as mulheres associadas, destacou que acontece vários desafios dentro dos trabalhos realizados no meio dos povos indígenas. Maria do Rosario repassou várias propostas de resultados do trabalho do DMIRN.
Após muitas discussões sobre o assunto demonstrando apoio pelas lideranças ao departamento, foi encaminhado e constituiu-se uma comissão composta das seguintes coordenadorias representadas por Professora Evanilda – DIIAWI, Vanderleia Cardoso -COIDI, Laura Almeida – NADZOERI, Elizangela da Silva – CAIARNIX e Auxiliadora -CAIMBRN para articular e fazer o levantamento da possível estruturação do departamento. A proposta será apresentada na Assembleia Geral da Foirn em novembro.
Planejamento Integrado FOIRN/ISA
A representante do ISA, Juliana Radler apresentou os trabalhos realizados na Reunião de planejamento integrado dentro do protocolo de consulta, planejamento conjunto FOIRN/ISA, apresentação de departamentos da FOIRN com coordenadores regionais e equipe técnica de parceiros do Instituto Socioambiental-ISA. Apresentação de conjuntura institucional conforme planejamento interno realizado por ambas instituições.
Assembleia Eletiva do COIAB
Nesta XL Reunião do Conselho Diretor da FOIRN também houve a participação e contribuição da coordenadora executiva da COIAB, Nara Baré, a mesma apresentou os nomes de seus colegas de trabalho e como está funcionando os trabalhos da COIAB atualmente. A FOIRN se posiciona em relação a Assembleia Eletiva da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira – COIAB, e foi escolhido 6 delegados das regiões de base e 2 membros da diretoria da FOIRN para participar da Assembleia da COIAB
Educação e Patrimônio Cultural do Alto e Médio Rio Negro
Departamento de Educação e Patrimônio Cultural do Alto e Médio Rio Negro, foi uma das pautas que foi discutida nesta reunião. Cada coordenadoria fez a sua escolha para assumir no Departamento de Educação e do Patrimônio Cultural, a Sra. Belmira da Silva Melgueiro do povo Baré, foi escolhida e aprovada para assumir o cargo de articuladora do Departamento na FOIRN.
Foi feito uma breve leitura do documento dos parentes Yanomami sobre o encontro de Educação Escolar e Saúde Indígenas do Território Etneducacional.
Data para Próxima Reunião do Conselho Diretor
As deliberações do regimento do Conselho Diretor às datas de realização das atividades durante o ano de 2022 e o local que vai ser realizada a Assembleia Geral da FOIRN, é tratado sobre a oficina de formação do PNAE e fortalecimento das associações do FIRN. A maioria dos conselheiros definiram e aprovaram o local Assembleia Geral da FOIRN será no Município de Santa Isabel do Rio Negro em novembro.
Segundo as propostas de conselheiros, a próxima Reunião do Conselho Diretor será realizada nos dias 25 à 28 de outubro do corrente ano, porém ainda não há uma data prevista, será definido junto à diretoria da FOIRN.