Tag: Mulheres Indígenas

  • Povo Kotiria se une para fortalecer cultura no Alto Uaupés

    Povo Kotiria se une para fortalecer cultura no Alto Uaupés

    Em oficina, comunidades do povo Kotiria se unem para fortalecer a cultura milenar na região do Alto Uaupés

    Participantes da oficina realizada na comunidade Caruru Cachoeira – Alto Uaupés. Foto: Larissa Duarte/Foirn

    Conhecidos pela sua especialidade no manejo do carajuru, um pó corante feito com as folhas de um cipó, muito usado na confecção de artefatos rituais e pintura corporal, o povo Kotiria, que vive principalmente na região do Alto Uaupés, se une para fortalecer sua cultura milenar.

    A preocupação sobre a manutenção e transmissão dos conhecimentos tradicionais foi uma das propostas de ação prioritária apontada pelo Povo Kotiria no PGTA do Território onde vivem. Segundo eles, a pauta de valorização cultural do povo é importante e necessário para a que a nova geração continue mantendo e transmitindo esses conhecimentos milenares para as próximas gerações.

    Tal preocupação mobilizou professores, alunos e lideranças a apresentarem propostas com essa temática para o primeiro edital do Fundo Indígena do Rio Negro (Firn), lançado pela Foirn em 2021. E duas propostas da região do Alto Uaupés, território do Povo Kotiria e Kubeo foram aprovadas pelo Firn, uma da Escola Kotiria sobre “Cultura do Povo Kotiria e sua dança tradicional” e outra da Associação das Mulheres Indígenas do Alto Uaupés sobre “Manejo do Carajuru”. (A primeira oficina das mulheres sobre carajuru será em agosto deste ano).

    Danças Tradicionais do povo Kotiria na maloca da comunidade Caruru Cachoeira. Foto: Larissa Duarte/Foirn

    Para dar inicio ao projeto, a Associação da Escola Kumuno Wü’ü realizou a primeira oficina nos dias 21 e 22 de abril de 2022, comunidade de Caruru cachoeira para tratar dos temas como: origem do povo Kotiria e das danças Tradicionais Kotiria, Bohsenumu Kusinida – Considerações de parentesco entre outros grupos étnicos e considerações de parentesco entre familiares.

    Conhecedores tradicionais comemoraram a iniciativa dos professores e lideranças em promover atividades que buscam fortalecer a cultura do povo. Segundo eles, o projeto iniciado vai contribuir nesse processo, e pretendem registrar e publicar esses conhecimentos através da escola – para servir de material de pesquisa e apoio na formação dos adolescentes e jovens nas comunidades que participam da atividade.

    Lideranças, conhecedores tradicionais, jovens e mulheres das comunidades Arara cachoeira, Caruru cachoeira, Ilha de inambu (ilha), Taracuá Ponta, Jutica, Puraque Ponta e Iauarete participaram da oficina, com total de 90 pessoas.

    Jovens e conhecedoras tradicionais do Povo Kotiria participaram da oficina. Foto: Larissa Duarte/Foirn

    A Coidi, coordenadoria regional, através do Alberto Jeremias Lana, participou da oficina realizada em Caruru Cachoeira, que reafirmou a importância do fortalecimento das associações de base e como Fundo Indígena do Rio Negro vai contribuir na implementação de algumas propostas que foram levantadas nos PGTAs.

    A Foirn representado pela diretora Janete Alves de referência da Coidi (Coordenadoria das Organizações Indígenas do Distrito de Iauaretê) e coordenadoras dos departamentos Larissa Duarte (Mulheres) e Gleice Maia (Juventude), participaram da atividade, onde, tiveram a oportunidade de falar dos trabalhos institucionais da federação, atualizando informações sobre o atual contexto da luta dos povos indígenas em defesa dos direitos constitucionais, e as PLs 191 e outros projetos de leis que ameaçam a vida e os territórios indígenas.

  • Coordenadora do Departamento de Mulheres da Foirn é selecionada pelo Programa de Lideranças da Amazônia

    Coordenadora do Departamento de Mulheres da Foirn é selecionada pelo Programa de Lideranças da Amazônia

    Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro tem projeto aprovado para desenvolver ações na linha de Soberania Alimentar no Rio Negro

    Maria do Rosário (Dadá Baniwa) – Coordenadora do Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro (DMIRN/FOIRN)

    Dadá Baniwa, Coordenadora do Departamento de Mulheres Indígenas da Foirn é uma das lideranças indígenas com projeto selecionado pelo Programa de Lideranças da Amazônia – da Conservação Internacional, organização que atua desde 1990 promovendo ações que visam a preservar a natureza e suas populações.

    Projeto sobre soberania alimentar é o tema do projeto apresentado pela coordenadora do Dmirn é selecionado e será executado no período de maio de 2022 a 30 de junho de 2023.

    Os projetos aprovado foram avaliados a partir dos princípios como: Melhoram o equilíbrio de gênero na tomada de decisões relacionadas à conservação, Promovam o desenvolvimento de redes de lideranças de mulheres indígenas e Promovam a inovação.

    O projeto vai contribuir para promover pesquisas de resgate das práticas produtivas hábitos alimentares indígenas, com foco segurança alimentar e nutricional nas comunidades indígenas com participação efetiva de mulheres indígenas; troca de experiências e intercâmbios com outros povos indígenas, realização de feiras de artesanatos, produtos agrícolas e comidas tradicionais nas cinco regiões da abrangência do trabalho da FOIRN e cursos de capacitação para mulheres indígenas sobre elaboração de projetos comunitários e ações de estruturação de cadeias produtivas para geração de renda.

    “Será mais um recursos para apoiar a continuidade dos trabalhos do Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro”, comemora Dadá Baniwa. “Nosso trabalho é fortalecer a participação das mulheres indígenas na promoção do bem viver, considerando a diversidade e a especificidade do seu povo”, completa.

    O Programa de Lideranças da Amazônia busca ampliar os esforços de mulheres indígenas propondo soluções socioambientais inovadoras e que almejam transformar seu protagonismo em temas de conservação, governança de recursos e gestão territorial a partir de conhecimentos e saberes tradicionais e ancestrais.

    Conheça o Programa de Lideranças da Amazônia e as lideranças mulheres selecionadas, acesse: https://bit.ly/38l9liX

  • Nota de apoio às coordenadoras executivas da COIAB e  APIB, e repudia o ataque destinado a elas durante o Acampamento Terra Livre

    Nota de apoio às coordenadoras executivas da COIAB e APIB, e repudia o ataque destinado a elas durante o Acampamento Terra Livre

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), através de seu diretor-presidente, Marivelton Rodriguês Baré, manifesta solidariedade e apoio a todas as lideranças mulheres de organizações e comunidades, e em especial às guerreiras Nara Baré e Angela Kaxuyana, coordenadoras executivas da COIAB, e à Sônia Guajajara, coordenadora executiva da APIB, e repudia o ataque destinado a elas durante o Acampamento Terra Livre (ATL).

    Expressamos total apoio ao trabalho da nossa representação maior, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), e à nossa representação regional, a Coordenação das Organizações Indígena da Amazônia Brasileira (COIAB) que hoje têm à sua frente mulheres guerreiras que lideram a luta em defesa dos direitos indígenas.

    A luta dessas mulheres líderes é pelo coletivo e pelo bem viver dos povos e territórios indígenas.

  • 40ª Reunião do Conselho Diretor da FOIRN

    40ª Reunião do Conselho Diretor da FOIRN

    Lideranças indígenas se reúnem em conselho para debater e deliberar pautas de interesse das comunidades e povos indígenas do Rio Negro, em São Gabriel da Cachoeira – AM.

    A 40ª Reunião do Conselho Diretor da Foirn foi realizada em São Gabriel da Cachoeira, de 04 a 06 de abril de 2022 na Casa do Saber, a segunda e maior instancia de discussão e deliberação de pautas de interesse das comunidades e povos indígenas do rio negro, lideranças se reuniram para definir e tratas de temas importantes, como os trabalhos da Comissão Fiscal e Planos de trabalhos anual. O evento contou com participação de representantes conselheiros e lideranças de todas as calhas de rios da região de abrangência da Federação, o município de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira.

    A abertura oficial começou na casa dos saberes, onde as pautas foram definidas. Como também foram lembrados os motivos da luta do movimento Indígena, as conquistas, bem como os desafios atuais, motivo pelo qual o movimento indígena do Rio Negro precisa se fortalecer e continuar lutando e defendendo os direitos, como vem fazendo há mais de 34 anos.

    Reunião coordenada pelo coordenador presidente do Conselho Diretor Sr. Carlos Alberto Teixeira Neri. Estiveram presentes Diretoria Executiva da FOIRN, Coordenadores das cinco coordenadorias regionais, conselheiros do Conselho Diretor, jovens da rede de comunicadores indígenas Wayuri, funcionários da FOIRN, representante do Instituto Socioambiental – ISA e Nara Baré coordenadora Executiva da COIAB e demais participantes.

    A jornalista do Instituto Socioambiental – ISA, Juliana Radler , esclareceu a Pauta sobre a  Carta de manifesto contra o PL 191/2020, como está acontecendo nesse tempo de mandato do Governo Bolsonaro é muito difícil entender a Política Indígena no país. A pauta sobre a Mineração/ Garimpo teve o manifesto contra o PL 191/2020 e o conselho se manifesta e aprova o “NÃO À PL191”,

    O professor, liderança e ex-diretor da FOIRN, Maximiliano Menezes lembrou das consequências que a mineração pode trazer dentro das terras indígenas e da importância da participação das lideranças representando a região do rio negro em Brasília – DF no ATL.

    “A maioria dos nossos parentes entendem que a mineração dará muito valor para cada pessoa, mas que na verdade traz várias consequências dentro das terras indígenas, ainda bem que as nossas lideranças estão na luta na 18º Acampamento Terra Livre -ATL em Brasília” reforçou Maximiliano.

    Comissão Fiscal

    Os trabalhos da comissão fiscal do conselho diretor/FOIRN foram realizados e apresentado referente os dois anos de 2021 e 2022

    Balanços e desempenho financeiro e Contábil da FOIRN de janeiro a dezembro, a estrutura organizacional e o Patrimônio Cultural.

    Fundo Indígena do Rio Negro – FIRN

    A execução do FIRN foi apresentada pelo professor Domingos Barreto e destacou como funciona o FIRN, qual a importância do fundo dentro das comunidades indígenas.

    Criação de uma entidade autônoma

    Criação de uma entidade autônoma do DMIRN (Departamento das Mulheres Indígenas do Rio Negro) apresentada por Maria do Rosario Piloto Martins do povo Baniwa os trabalhos realizados pelo departamento com as mulheres associadas, destacou que acontece vários desafios dentro dos trabalhos realizados no meio dos povos indígenas. Maria do Rosario repassou várias propostas de resultados do trabalho do DMIRN.

    Após muitas discussões sobre o assunto demonstrando apoio pelas lideranças ao departamento, foi encaminhado e constituiu-se uma comissão composta das seguintes coordenadorias representadas por Professora Evanilda – DIIAWI, Vanderleia Cardoso -COIDI, Laura Almeida – NADZOERI, Elizangela da Silva – CAIARNIX e Auxiliadora -CAIMBRN para articular e fazer o levantamento da possível estruturação do departamento. A proposta será apresentada na Assembleia Geral da Foirn em novembro.

    Planejamento Integrado FOIRN/ISA

    A representante do ISA, Juliana Radler apresentou os trabalhos realizados na Reunião de planejamento integrado dentro do protocolo de consulta, planejamento conjunto FOIRN/ISA, apresentação de departamentos da FOIRN com coordenadores regionais e equipe técnica de parceiros do Instituto Socioambiental-ISA. Apresentação de conjuntura institucional conforme planejamento interno realizado por ambas instituições.

    Assembleia Eletiva do COIAB

    Nesta XL Reunião do Conselho Diretor da FOIRN também houve a participação e contribuição da coordenadora executiva da COIAB, Nara Baré, a mesma apresentou os nomes de seus colegas de trabalho e como está funcionando os trabalhos da COIAB atualmente. A FOIRN se posiciona em relação a Assembleia Eletiva da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira – COIAB, e foi  escolhido 6 delegados das regiões de base e 2 membros da diretoria da FOIRN para participar da Assembleia da COIAB

    Educação e Patrimônio Cultural do Alto e Médio Rio Negro

    Departamento de Educação e Patrimônio Cultural do Alto e Médio Rio Negro, foi uma das pautas que foi discutida nesta reunião. Cada coordenadoria fez a sua escolha para assumir no Departamento de Educação e do Patrimônio Cultural, a Sra. Belmira da Silva Melgueiro do povo Baré, foi escolhida e aprovada para assumir o cargo de articuladora do Departamento na FOIRN.

    Foi feito uma breve leitura do documento dos parentes Yanomami sobre o encontro de Educação Escolar e Saúde Indígenas do Território Etneducacional.

    Data para Próxima Reunião do Conselho Diretor

    As deliberações do regimento do Conselho Diretor às datas de realização das atividades durante o ano de 2022 e o local que vai ser realizada a Assembleia Geral da FOIRN, é tratado sobre a oficina de formação do PNAE e fortalecimento das associações do FIRN. A maioria dos conselheiros definiram e aprovaram o local Assembleia Geral da FOIRN será no Município de Santa Isabel do Rio Negro em novembro.

    Segundo as propostas de conselheiros, a próxima Reunião do Conselho Diretor será realizada nos dias 25 à 28 de outubro do corrente ano, porém ainda não há uma data prevista, será definido junto à diretoria da FOIRN.

  • Carta de Manifesto contra PL 191/2020

    Carta de Manifesto contra PL 191/2020

    Na ocasião da sua 40ª Reunião Ordinária do Conselho Diretor, a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn) soma forças com os povos indígenas de todo o Brasil que chegam hoje a Brasília para participar do 18° Acampamento Terra Livre (ATL). Esse ano a maior mobilização indígena nacional foca na resistência frente à política genocida do governo federal, que paralisou a demarcação das terras indígenas e desestruturou órgãos de defesa e fiscalização, como Funai, Ibama e ICMBio.

    Com o tema “Retomando o Brasil: Demarcar Territórios e Aldear a Política”, o ATL ocorrerá entre hoje e 14 de abril. O combate ao PL 191/2020, projeto de lei que pretende liberar projetos de grande escala em terra indígena, como mineração e hidrelétricas, é a nossa principal bandeira de luta. Por isso, enviamos a maior delegação de nossa história para Brasília, com 17 lideranças do rio Negro participando da mobilização convocada pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib).

    “Necropolítica bolsonarista”

    Para nós, 23 povos indígenas do rio Negro, esse projeto declara a morte da floresta e dos povos originários, trazendo a degradação ambiental, a opressão e o desrespeito à nossa autodeterminação. Dizemos NÃO a qualquer empreendimento que possa degradar e usurpar nossas terras, nossos modos de vida e cultura. Não queremos que o rio Negro um dia se torne poluído e morto como o rio Doce.

    A partir dos nossos planos de gestão territorial e ambiental (PGTAs), sabemos como queremos desenvolver projetos sustentáveis em nossos territórios demarcados, sempre tendo como princípio o Bem Viver, que depende diretamente do meio ambiente saudável e da saúde das nossas comunidades e dos nossos corpos.

    Lutamos hoje com a mesma força que nossos antepassados defenderam nossos territórios e cultura frente à violência colonial que persiste em nosso país. Que no futuro nossos filhos e netos possam se orgulhar de serem indígenas e de manterem a floresta em pé. A vida no planeta depende diretamente da tomada de consciência frente a maior ameaça que a humanidade já teve que enfrentar, a emergência climática.

    Conselho Diretor FOIRN

    Informações para a imprensa: (97) 9810-44598

  • Programa Papo da Maloca dá início à temporada de 2022 com entrevistas sobre vacina, ATL e Fundo Indígena

    Programa Papo da Maloca dá início à temporada de 2022 com entrevistas sobre vacina, ATL e Fundo Indígena

    Locutoras do Programa Papo da Maloca – Claudia Wanano e Juliana Baré.

    O programa de rádio Papo da Maloca, produzido pela Rede Wayuri de Comunicadores Indígenas, deu início na quarta-feira, 23/3, à temporada 2022. Neste primeiro episódio do ano foram abordados temas que impactam diretamente o dia a dia dos povos indígenas do Rio Negro, indicando que a programação durante o ano manterá o propósito de produzir e divulgar informação relevante, verdadeira e de qualidade, com a participação de entrevistados. Os assuntos foram vacinação contra a Covid-19, Acampamento Terra Livre (ATL) e Fundo Indígena do Rio Negro (Firn).

    Os ouvintes que estão em São Gabriel da Cachoeira (AM) podem acompanhar o programa na Rádio FM O DIA, 92,7, às quartas-feiras, das 10h às 12h. Aqueles que moram em outras regiões têm como acessar parte da programação ouvindo o podcast da Rede Wayuri, disponível no Spotify e em outras plataformas de áudio. O programa tem muita informação e música regional!

    Esta temporada do Papo da Maloca começou com novidades. Agora, a comunicadora Cláudia Ferraz, da etnia Wanano, terá a companhia da Juliana Albuquerque, da etnia Baré, no comando do programa.
    Até o ano passado, Cláudia Wanano dividia o microfone com Elisângela Baré, que agora precisará dar mais atenção à projetos da Associação das Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro (Amiarn). Ela é criadora da frase “Aqui é Elisângela Baré, a comunicadora mais indígena do Brasil”, que ficou famosa entre os ouvintes. Mesmo não estando na apresentação do programa, Elisângela continuará acompanhando as ações da Rede Wayuri.

    Também integram a equipe de produção do programa Adelson Ribeiro, da etnia Tukano, Irinelson Piloto Freitas, também da etnia Tukano, e Álvaro Socoti, da etnia Hupda, todos são comunicadores da Rede Wayuri, que está ligada à FOIRN e tem parceria do Instituto Socioambiental – ISA.

    Nesse primeiro programa, uma das entrevistadas foi a diretora da FOIRN, Janete Alves, referência da Coordenadoria das Organizações Indígenas do Distrito de Iauaretê (Coidi). Ela explicou sobre o FIRN – Fundo Indígena do Rio Negro. Esse fundo tem o diferencial de ser de indígena para indígena. Ou seja, a FOIRN, em parceria com o ISA, está à frente do projeto e financia projetos apresentados pelas associações de base. Desde a semana passada, indígenas integrantes de associações que tiveram projetos aprovados no Firn estão participando de oficina de formação em São Gabriel da Cachoeira.
    Outra convidada foi a antropóloga indígena, doutoranda pela UFRJ, agricultora e artesã Fran Baniwa. Ela falou sobre o Acampamento Terra Livre (ATL), que acontecerá em Brasília em abril, reunindo povos indígenas de todo o país. Fran Baniwa é uma das coordenadoras da comitiva de 14 pessoas que sairá do Rio Negro para participar da manifestação, que está em sua 18ª edição.

    Janete Alves – Diretora da FOIRN e Francy Baniwa – Antropóloga participam do Programa Papo da Maloca.

    Também participou do programa a enfermeira Laura de Macedo, coordenadora do Programa Nacional de Imunização (PNI) em São Gabriel da Cachoeira. Ela foi falar sobre a vacinação da Covid-19, reforçando a necessidade de que todas as pessoas sejam imunizadas para o controle da pandemia.

  • Foirn promove ato simbólico para reafirmar a luta das mulheres indígenas contra a violência

    Foirn promove ato simbólico para reafirmar a luta das mulheres indígenas contra a violência

    Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro promoveu ato para reafirmar a luta contra a violência. Foto: Ray Baniwa/Foirn

    Na última terça-feira (08/03), o Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro (Dmirn/Foirn), promoveu um ato simbólico para reafirmar a luta das mulheres contra a violência.

    Na ocasião as coordenadoras do Dmirn, Dadá Baniwa e Larissa Duarte Tukano, reafirmaram a importância e a necessidade de realização de ações permanentes para combater a violência doméstica e todas as formas de violência contra a mulher indígena. Um papel que o departamento vem atuando nos últimos anos no Rio Negro, especialmente no município de São Gabriel da Cachoeira.

    Neste dia, que é comemorado o Dia Internacional da Mulher, o Dmirn apresentou um documento de reivindicação à Comissão do Direito da Mulher da Câmara Municipal de São Gabriel da Cachoeira, reafirmando a necessidade de criação imediata de uma secretaria municipal especializada da mulher e um departamento especializado dentro da Polícia Civil para atuar e atender mulheres vítimas de violência.

    Larissa Duarte Tukano – Coordenadora do DMIRN/FOIRN leva demandas para a Comissão do Direito da Mulher da Câmara Municipal de São Gabrie

    As demandas apresentadas pelo Dmirn são resultados de encontros, reuniões e rodas de conversa promovida com as mulheres nas comunidades indígenas e sede do município. Que indicam o alto índice de violência contra a mulher.

    A participação do Dmirn na Câmara Municipal teve convite da Vereadora Suely Diana Ambrósio (PODEMOS), atualmente presidente da Comissão do Direitos da Mulher da Câmara Municipal.

    O documento reafirma que só é possível combater essa violência com uma mobilização e luta coletiva, onde todos os órgãos precisam estar unidos na luta contra a violência e ajudar na melhoria da qualidade de vida das mulheres indígena do Rio Negro.

  • Foirn mobiliza mulheres e jovens indígenas em ação de enfrentamento à violência contra a mulher em São Gabriel da Cachoeira

    Foirn mobiliza mulheres e jovens indígenas em ação de enfrentamento à violência contra a mulher em São Gabriel da Cachoeira

    Roda de Conversa sobre Enfrentamento da Violência contra a Mulher em São Gabriel da Cachoeira. Foto: Ray Baniwa/Foirn

    Com o objetivo de fortalecer o combate à violência contra a mulher indígena no Rio Negro, a Foirn através do Departamento de Mulheres Indígenas (Dmirn) em parceria com o Instituto Socioambiental (ISA), Diocese/SGC e Paróquia Aparecida, realizou hoje, quarta-feira (23.02), mais uma Roda de Conversa sobre Enfrentamento da Violência contra a Mulher. O evento contou com apoio da Nia Tero.

    A roda de conversa foi divida em dois momentos. Pela parte da manhã, somente com adolescentes e jovens, e pela parte da tarde, apenas com mulheres. O objetivo foi promover a escuta e o diálogo sobre as diferentes formas de violência com o objetivo de buscar soluções e políticas públicas que possam promover o acolhimento das vítimas e apoiar no combate e enfrentamento dessas violências.

    Dadá Baniwa, uma das Coordenadoras do Dmirn, afirmou a necessidade e importância da luta que as mulheres indígenas vêm realizando para enfrentar a violência, e que as ações de enfrentamento devem ser permanentes e fortalecidas.  “Estamos dando a continuidade das ações que buscam a enfrentar a violência contra mulher e a ameaça dos nossos direitos”, afirmou.

    Larissa Duarte Tukano – Coordenadora do Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro (DMIRN/FOIRN). Foto: Ray Baniwa/Foirn

    Larissa Duarte, do povo Tukano, também coordenadora do DMIRN, sublinhou que as rodas são espaços de confiança e escuta, incluindo a diversidade dos povos e línguas da região. Durante a roda os participantes puderam fazer falas nas suas línguas indígenas.

    Na roda, o tema considerado delicado foi introduzido por meio de dinâmicas onde alguns jovens compartilharam relatos de experiências e como entendem o que é violência e violência contra mulher. As experiências relatadas foram complementadas por uma palestra sobre os tipos de violência e de que forma as mulheres e jovens podem combater e buscar ajuda, feita pelas psicólogas Maria Aparecida Marques e Irene Helena Martinez.

    Lília França, do povo Baré, de 20 anos, destacou a importância da roda de conversa. “A roda de conversa é fundamental para adquirir conhecimentos que nos auxiliam no combate a violência contra a mulher”, disse.

    Deusimar Uaho Sarmento, do povo Desana, avaliou que é necessário mais rodas de conversa sobre o assunto envolvendo os jovens. “Precisamos trazer mais jovens para as rodas de conversa sobre o assunto e também avançar na discussão – já tive experiências de tentar ajudar vítimas de violência e não saber a quem recorrer. Precisamos discutir, definir e consolidar essa rede de apoio para quem precisa”, disse.

    Deusimar Uaho Sarmento, do povo Desana. Foto: Ray Baniwa/Foirn

    O bispo da igreja Católica, Dom Edson Damian, esteve presente ao evento e ressaltou a importância de apoiar as mulheres no enfrentamento a violência e que as instituições precisam se unir em busca de soluções.

    Para a representante do Instituto Socioambiental (ISA), Juliana Radler, a sociedade civil tem um papel fundamental de escuta empática e sensível junto às mulheres e jovens indígenas a partir dessas rodas, podendo apoiar na busca por soluções e articulações junto ao poder público. No entanto, o Estado precisa responder e atender às demandas, pois somente uma política pública efetiva e implementada poderá de fato reduzir significativamente os índices alarmantes de violência contra a mulher e feminicídio  no Brasil.

    Os conteúdos das falas das mulheres e jovens serão usados para a redação de relatórios para os órgãos públicos competentes, preservando a identidade e anonimato das pessoas que deram depoimentos.

    A Roda de Conversa foi realizada no Teatro Pedro Yamaguchi Ferreira em São Gabriel da Cachoeira e reuniu cerca de 65 participantes.

    Roda de Mulheres Indígenas sobre Enfrentamento da Violência contra a Mulher. Foto: Dadá Baniwa/Foirn
  • DMIRN fortalece parceria com o município para enfrentamento à violência contra mulher

    DMIRN fortalece parceria com o município para enfrentamento à violência contra mulher

    Coordenadoras da Coordenadoria da Secretaria Municipal de Assistência Social e Departamento de Mulheres da Foirn. Foto: Valdemar Lins/Foirn

    O Departamento de Mulheres Indígenas da Foirn (DMIRN) e a Coordenadoria das Mulheres da Secretaria Municipal de Assistência Social de São Gabriel da Cachoeira (AM) estão fortalecendo a parceria e vão compartilhar as agendas de atividades neste semestre.


    Representantes do DMIRN e da Coordenadoria Municipal de Mulheres reuniram-se nesta segunda-feira, 24/1, e definiram ações de enfrentamento da violência contra a mulher, entre elas palestras e encontros nos bairros. Essas atividades terão a participação de profissionais convidados para apoiar e fortalecer o diálogo com as mulheres.


    Coordenadora do DMIRN, Maria do Rosário Martins Piloto (Dadá Baniwa) informa que as duas coordenações irão também estreitar a parceria com a Defensoria Pública, instalada em 2021 na sede do município.

    “Vamos nos reunir com a Defensoria Pública para tratar sobre a violência contra a mulher, os procedimentos de uma denúncia, como podemos ajudar as mulheres que sofrem violência”, afirmou Dadá Baniwa.


    As coordenadoras do DMIRN, Larissa Duarte Tukano e Dadá Baniwa também apresentaram o evento de comemoração do aniversário do departamento, que completa 20 anos em 2022. O evento seria realizado no dia 8 de março, mas devido ao contexto atual da pandemia no município, será adiado, com nova data ainda não definida.


    Outras atividades realizadas em 2021, como a Formação de Promotoras Legais Populares Indígenas, foram compartilhadas na reunião. Essa ação, que prepara as mulheres para agirem de forma a prevenir a violência, será retomada este ano.

    Na imagem, as coordenadoras do DMIRN e Coordenadoras da Coordenadoria da Mulher da Secretaria Municipal de Assistência Social (SEMAS): Celmara Matos, Sandra, Maria do Rosário Martins Piloto Baniwa e Larissa Duarte Tukano.

    Saiba mais sobre o nosso Departamento de Mulheres, acesse: https://foirn.org.br/mulheres/

  • Foirn realiza encontro “Fale Sem Medo” pelo Fim da Violência contra a Mulher Indígena

    Foirn realiza encontro “Fale Sem Medo” pelo Fim da Violência contra a Mulher Indígena

    Compartilhar as experiências da II Marcha das Mulheres Indígenas realizada no último mês de setembro, em Brasília, e construir plano de ação para o enfrentamento da violência de gênero e criar redes de apoio no Rio Negro são os objetivos do encontro.

    O encontro aconteceu nesta sexta-feira, 9 de dezembro, no Telecentro do Instituto Socioambiental (ISA), em São Gabriel da Cachoeira (AM), mediado pelas coordenadoras do Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro (Dmirn), Maria do Rosário (Dadá Baniwa), Larissa Duarte Tukano e Glória Rabelo Baré e Renata Viera, advogada do Instituto Socioambiental (ISA). 

    Durante o XI Encontro das Mulheres Indígenas do Rio Negro realizado em 2018, as mais de 200 mulheres indígenas elaboraram e publicaram o manifesto “os nossos princípios, desafios e compromissos” que orienta os planos de ações do Dmirn em várias linhas temáticas, entre estes, a violência contra a mulher e o fortalecimento da presença e participação de mobilização indígena regional e nacional. 

    Conseguir garantir a participação de 20 mulheres na II Marcha das Mulheres Indígenas em Brasília foi considerada pelas lideranças mulheres e coordenadoras do Dmirn, uma conquista das mulheres rionegrinas. 

    A marcha aconteceu na primeira semana de setembro em Brasília. Cerca de 20 mulheres indígenas do Rio Negro marcaram presença na mobilização das mulheres pelos direitos e pelos territórios. 

    Gloria Rabelo Baré: Nunca tinha participado de um evento assim tão grande. A marcha das mulheres que teve agora é uma experiência que vou levar para a vida toda. Estivemos lá reunidas junto com outras mulheres que lutam pelas suas terras, pelos seus espaços, como nós. Participar da marcha me transformou. Hoje, não fico mais calada, principalmente quando é para defender os direitos das mulheres. 

    Elizangela Baré: Quando saímos do nosso território aprendemos e adquirimos mais conhecimento para nossa luta. O mesmo acontece quando realizamos atividades dentro do nosso território. Cada vez que participamos de eventos conhecemos mais sobre as leis, os nossos direitos. Como lideranças, precisamos conhecer essas leis. 

    Rosilda Cordeiro Tukano: União das mulheres faz a força. E lá somamos força com mulheres de outras regiões pela demarcação de terras. Foi muito bom lutar ao lado de mulheres de todas as regiões. 

    Laura Tariana: Representar as mulheres da minha região foi o grande desafio. Coragem foi essencial. 

    Vanda Cardoso Piratapuia: Como foi a minha primeira vez, foi um desafio. Precisamos levar essa luta para frente como mulheres indígenas. Quebramos algumas barreiras. Como pela primeira vez conseguimos ter maior número de mulheres na marcha. 

    Lorena Tariana: Cada marcha é uma experiência. A minha nova participação na marcha foi mais uma nova experiência. Foi tenso. Dessa vez várias mulheres tiveram que acordar madrugada devido às ameaças da invasão do nosso acampamento. O evento nos ensina que cada mobilização é um desafio. Precisamos lutar porque hoje, nossos direitos estão sendo ameaçados. Conseguimos nos destacar na marcha. 

    Izoneia Tariana: Foi um momento único. Como não saímos do nosso mundo, sair daqui e participar da luta das mulheres de outras regiões, que muitas vezes, vimos apenas pela mídia, é uma coisa importante que expande nossos horizontes. A luta delas nos motiva a também participar e fortalecer a nossa luta pelos direitos indígenas e das mulheres. Nós mulheres já nascemos com essa força, mas, a marcha das mulheres me tornou mais resistente, fortalecida e segura. 

    Rosane Piratapuia: Foi muito bom voltar para o uma mobilização das mulheres, rever lideranças que conheci quando fiz parte do Departamento das Mulheres da Foirn. Percebi que muita coisa avançou, esses avanços também são resultados das mobilizações e luta das mulheres. Lá participamos junto com mulheres de outras regiões. Em um momento, assisti uma parente chorando, pois, as terras delas são as mais afetadas atualmente pelo agronegócio. Nesse sentido, precisamos lutar com elas, pois são nossos parentes. Estar lá foi um ato de resistência e união entre as mulheres indígenas. 

    Auxiliadora Dâw: Fiquei como segurança do acampamento da marcha das mulheres. Quando estamos lá, estamos lutando pelos nossos direitos, nossos territórios, pelos nossos filhos. Participar da marcha me deu experiência e me fortaleceu ainda mais como lideranças representantes das mulheres da região que represento (médio e baixo rio Negro).

    A atividade foi apoiada pelo Fundo Canadá e RCA.