Tag: Povos do Rio Negro

  • Oficina de formação política mobiliza lideranças indígenas

    Oficina de formação política mobiliza lideranças indígenas


    Encontro debate temas como democracia e ameaças aos direitos dos povos tradicionais, mas também aponta estratégias para manter e fortalecer conquistas.

    Participantes da Primeira Oficina Participativa de Formação Política – Foto: Adimilson de Andrade – Comunicação/FOIRN


    Neste Abril Indígena, tivemos mais uma mobilização importante. A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) e o Instituto Socioambiental ISA promoveram, nos dias 27 e 28 de Abril, a Primeira Oficina Participativa de Formação Política “Bem Viver indígena e representatividade na política”.


    O objetivo foi fortalecer o conhecimento das lideranças indígenas do Rio Negro sobre temas como democracia, política, os três poderes – Legislativo, Executivo e Judiciário: Mídia e Fake News e as ameaças aos povos indígenas no atual contexto político. O encontro aconteceu na sede do ISA em São Gabriel da Cachoeira (AM).

    Foto: Adimilson de Andrade – Comunicação/FOIRN


    Para compartilhar suas experiências sobre os temas foram convidados o sócio-fundador do ISA, Márcio Santilli, que também é ex-deputado federal e ex-presidente da Funai; o ex-senador pelo Amazonas e ex-presidente da Funai e da Une, João Pedro Gonçalves da Costa; além da liderança do povo Munduruku, Alessandra Korap, e a advogada do ISA-Brasília, Ana Lazo.

    Foto: Adimilson de Andrade – Comunicação/FOIRN

    Presidente da Foirn, Marivelton Barroso, do povo Baré, esteve presente nas discussões, assim como os diretores de referência das cinco coordenadorias da federação: Caimbrn, Caiarnx, Coidi, Diawi´i e Nadzoeri.

    Foto: Adimilson de Andrade – Comunicação/FOIRN


    Os convidados e as lideranças indígenas do Rio Negro falaram sobre os Projetos de Lei que ameaçam os povos indígenas, como o PL 191 e o Marco Temporal, a ação do garimpo ilegal, a necessidade de preservação do território. Mas também foram debatidas estratégias de manutenção e fortalecimento das conquistas dos povos indígenas.

    E a Rede Wayuri de Comunicadores Indígena participou da oficina, entrevistou alguns dos presentes e prepara um podcast sobre o assunto!

  • Povo Kotiria se une para fortalecer cultura no Alto Uaupés

    Povo Kotiria se une para fortalecer cultura no Alto Uaupés

    Em oficina, comunidades do povo Kotiria se unem para fortalecer a cultura milenar na região do Alto Uaupés

    Participantes da oficina realizada na comunidade Caruru Cachoeira – Alto Uaupés. Foto: Larissa Duarte/Foirn

    Conhecidos pela sua especialidade no manejo do carajuru, um pó corante feito com as folhas de um cipó, muito usado na confecção de artefatos rituais e pintura corporal, o povo Kotiria, que vive principalmente na região do Alto Uaupés, se une para fortalecer sua cultura milenar.

    A preocupação sobre a manutenção e transmissão dos conhecimentos tradicionais foi uma das propostas de ação prioritária apontada pelo Povo Kotiria no PGTA do Território onde vivem. Segundo eles, a pauta de valorização cultural do povo é importante e necessário para a que a nova geração continue mantendo e transmitindo esses conhecimentos milenares para as próximas gerações.

    Tal preocupação mobilizou professores, alunos e lideranças a apresentarem propostas com essa temática para o primeiro edital do Fundo Indígena do Rio Negro (Firn), lançado pela Foirn em 2021. E duas propostas da região do Alto Uaupés, território do Povo Kotiria e Kubeo foram aprovadas pelo Firn, uma da Escola Kotiria sobre “Cultura do Povo Kotiria e sua dança tradicional” e outra da Associação das Mulheres Indígenas do Alto Uaupés sobre “Manejo do Carajuru”. (A primeira oficina das mulheres sobre carajuru será em agosto deste ano).

    Danças Tradicionais do povo Kotiria na maloca da comunidade Caruru Cachoeira. Foto: Larissa Duarte/Foirn

    Para dar inicio ao projeto, a Associação da Escola Kumuno Wü’ü realizou a primeira oficina nos dias 21 e 22 de abril de 2022, comunidade de Caruru cachoeira para tratar dos temas como: origem do povo Kotiria e das danças Tradicionais Kotiria, Bohsenumu Kusinida – Considerações de parentesco entre outros grupos étnicos e considerações de parentesco entre familiares.

    Conhecedores tradicionais comemoraram a iniciativa dos professores e lideranças em promover atividades que buscam fortalecer a cultura do povo. Segundo eles, o projeto iniciado vai contribuir nesse processo, e pretendem registrar e publicar esses conhecimentos através da escola – para servir de material de pesquisa e apoio na formação dos adolescentes e jovens nas comunidades que participam da atividade.

    Lideranças, conhecedores tradicionais, jovens e mulheres das comunidades Arara cachoeira, Caruru cachoeira, Ilha de inambu (ilha), Taracuá Ponta, Jutica, Puraque Ponta e Iauarete participaram da oficina, com total de 90 pessoas.

    Jovens e conhecedoras tradicionais do Povo Kotiria participaram da oficina. Foto: Larissa Duarte/Foirn

    A Coidi, coordenadoria regional, através do Alberto Jeremias Lana, participou da oficina realizada em Caruru Cachoeira, que reafirmou a importância do fortalecimento das associações de base e como Fundo Indígena do Rio Negro vai contribuir na implementação de algumas propostas que foram levantadas nos PGTAs.

    A Foirn representado pela diretora Janete Alves de referência da Coidi (Coordenadoria das Organizações Indígenas do Distrito de Iauaretê) e coordenadoras dos departamentos Larissa Duarte (Mulheres) e Gleice Maia (Juventude), participaram da atividade, onde, tiveram a oportunidade de falar dos trabalhos institucionais da federação, atualizando informações sobre o atual contexto da luta dos povos indígenas em defesa dos direitos constitucionais, e as PLs 191 e outros projetos de leis que ameaçam a vida e os territórios indígenas.

  • Comunidades da região do Alto Uneuxi avaliam projeto de pesca esportiva e definem próximos passos de trabalho

    Comunidades da região do Alto Uneuxi avaliam projeto de pesca esportiva e definem próximos passos de trabalho

    Participantes da reunião de avaliação do projeto de turismo de pesca realizada na comunidade Roçado. Foto: Acimrn

    Comunidades da região do Alto Rio Uneuxi – Roçado e São Joaquim, localizados no município de Santa Isabel do Rio Negro, inspirados nos projetos desenvolvidos em outras partes do Rio Negro, viram na atividade de turismo de pesca esportiva a oportunidade de fortalecer a gestão territorial e geração de renda.

    A partir do interesse dessas duas comunidades, a organização representativa, a Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (Acimrn), deu início aos trabalhos de levantamento e estudos de viabilidade em parceria com a Foirn, Instituto Socioambiental, Funai e Ibama.

    Com todos os processos e etapas de construção coletiva concluída, a empresa selecionada por meio de um edital público, Itayci deu início aos trabalhos em 20218.

    Para avaliar os resultados do projeto referentes ao período de 2018-2020, a Acirm reuniu as comunidades São Joaquim e Roçado e as instituições parceiras Foirn, Funai, ISA e a empresa Itayci na comunidade Roçado nos dias 23 a 24 de abril.

    Marivelton Rodrigues Baré – Presidente da Foirn participou da reunião na comunidade Roçado. Foto: Acimrn

    Os primeiros investimentos do projeto foi à estruturação da vigilância do território através de um posto instalado no limite da Terra Indígena Uneuxi, conhecido como Tabuleiro. A vigilância do território é feito pelos próprios indígenas das comunidades envolvidas no projeto.

    A duas comunidades hoje contam uma ambulancha, um transporte fluvial destinado para apoiar ações de saúde, equipamentos adquiridos com recursos do projeto. Também foi implantado ponto de internet na comunidade Roçado para conectar com parceiros e outras comunidades indígenas no Rio Negro.

    Com a chegada da pandemia da Covid-19 em 2020, as atividades do projeto foram suspensos.

    Na avaliação das comunidades, o projeto trouxe bons resultados para a região do Alto Rio Uneuxi. Além da estrutura instalada para vigilância e proteção do território, também ajudou a fortalecer as comunidades.

    Comunidades e instituições representativas das comunidades assinam novo contrato com a empresa operadora de turismo na região, a Itayci. Foto: Acimrn

    A Acimrn destacou que a realização do projeto, bem como o alcance dos objetivos só é possível com a participação das comunidades e instituições parceiras envolvidas no projeto, cada um assumindo papel importante para a realização da atividade.

  • Coordenadora do Departamento de Mulheres da Foirn é selecionada pelo Programa de Lideranças da Amazônia

    Coordenadora do Departamento de Mulheres da Foirn é selecionada pelo Programa de Lideranças da Amazônia

    Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro tem projeto aprovado para desenvolver ações na linha de Soberania Alimentar no Rio Negro

    Maria do Rosário (Dadá Baniwa) – Coordenadora do Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro (DMIRN/FOIRN)

    Dadá Baniwa, Coordenadora do Departamento de Mulheres Indígenas da Foirn é uma das lideranças indígenas com projeto selecionado pelo Programa de Lideranças da Amazônia – da Conservação Internacional, organização que atua desde 1990 promovendo ações que visam a preservar a natureza e suas populações.

    Projeto sobre soberania alimentar é o tema do projeto apresentado pela coordenadora do Dmirn é selecionado e será executado no período de maio de 2022 a 30 de junho de 2023.

    Os projetos aprovado foram avaliados a partir dos princípios como: Melhoram o equilíbrio de gênero na tomada de decisões relacionadas à conservação, Promovam o desenvolvimento de redes de lideranças de mulheres indígenas e Promovam a inovação.

    O projeto vai contribuir para promover pesquisas de resgate das práticas produtivas hábitos alimentares indígenas, com foco segurança alimentar e nutricional nas comunidades indígenas com participação efetiva de mulheres indígenas; troca de experiências e intercâmbios com outros povos indígenas, realização de feiras de artesanatos, produtos agrícolas e comidas tradicionais nas cinco regiões da abrangência do trabalho da FOIRN e cursos de capacitação para mulheres indígenas sobre elaboração de projetos comunitários e ações de estruturação de cadeias produtivas para geração de renda.

    “Será mais um recursos para apoiar a continuidade dos trabalhos do Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro”, comemora Dadá Baniwa. “Nosso trabalho é fortalecer a participação das mulheres indígenas na promoção do bem viver, considerando a diversidade e a especificidade do seu povo”, completa.

    O Programa de Lideranças da Amazônia busca ampliar os esforços de mulheres indígenas propondo soluções socioambientais inovadoras e que almejam transformar seu protagonismo em temas de conservação, governança de recursos e gestão territorial a partir de conhecimentos e saberes tradicionais e ancestrais.

    Conheça o Programa de Lideranças da Amazônia e as lideranças mulheres selecionadas, acesse: https://bit.ly/38l9liX

  • Foirn realiza ações de fortalecimento do movimento indígena no médio e baixo Rio Negro

    Foirn realiza ações de fortalecimento do movimento indígena no médio e baixo Rio Negro

    Reunião entre Foirn, Coordenadoria Caimbrn e Associação Indígena de Barcelos (Asiba). Foto: Divulgação

    A Associação Indígena de Barcelos (Asiba) vai receber investimentos para sua estruturação e fortalecimento, as ações foram anunciadas pelo presidente da Foirn, Marivelton Rodrigues Baré em reunião de planejamento com a Coordenadoria das Associações Indígenas do Médio e Baixo Rio Negro (Caimbr) e Asiba realizado em Santa Isabel do Rio Negro, nos dias 20 a 21/4.

    A Asiba tem sua sede em reforma e em breve contará com uma estrutura adequada para o atendimento da população indígena da sede e comunidades indígenas do município de Barcelos.

    Liderada pela presidente Rosilene Baré, a Asiba uma das associações de base que teve proposta aprovada pelo Fundo Indígena do Rio Negro, que já foi iniciado com objetivo de fortalecer a economia indígena através da produção de artesanatos em parceria com o Núcleo de Artes e Cultura Indígena de Barcelos (Nacib).

    A coordenação da Caimbrn (Carlos Nery- Coordenador e Samero Andrade – Vice Coordenador) e diretoria da Asiba participaram da reunião.

  • Foirn acompanha denúncia de liderança que sofreu coação para assinatura de contrato ilegal

    Foirn acompanha denúncia de liderança que sofreu coação para assinatura de contrato ilegal

    A Foirn está acompanhando a denúncia de que determinada empresa de turismo insiste em atuar irregularmente na área de pesca esportiva na região do Médio Rio Negro, no município de Santa Isabel do Rio Negro, inclusive fazendo pressão para que lideranças indígenas assinem contratos que não estão de acordo com os termos pactuados junto às comunidades.

     A denúncia já foi encaminhada aos órgãos competentes. A Foirn esclarece que todas as atividades econômicas desenvolvidas dentro do território indígena na região do Rio Negro são pactuadas direta e coletivamente com os povos que vivem nessas áreas e que devem ser os principais beneficiados. 

    No último dia 17/4, a convite da comunidade Areal, no Médio Rio Negro, em Santa Isabel do Rio Negro, a Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (Acimrn) e representante da Fundação Nacional do Índio – Funai/CTL Santa Isabel participaram de reunião para tratar da denúncia.

    Presidente da Acimrn, Adilson Joanico na reunião realizada na comunidade Areal – Médio Rio Negro. Foto: Divulgação

    O líder da comunidade chegou a registrar um boletim de ocorrência na 76ª DIP de Santa Isabel do Rio Negro, em 19 de abril, relatando que em 5 de abril representante da empresa tentou coagi-lo a assinar um contrato sem o devido esclarecimento da proposta à comunidade indígena.

    Na reunião, o presidente da Acimrn, Adilson Joanico, reforçou que qualquer iniciativa pretendida pela comunidade ou empresários deve obedecer à legislação vigente de consulta livre, prévia e informada, e que todo projeto, qualquer que seja, deve passar por processo de construção coletiva e participativa, o que não aconteceu no caso em questão.

    “A Acimrn repudia este ato feito pelo este cidadão, queremos que ele seja notificado por esse motivo que deixa os comunitários em dúvidas e que pode gerar conflito entre eles mesmos por causa disso, repudiamos esse ato e queremos que as autoridades competentes tomem a devida providência”, afirmou presidente da Acimrn.

    Não é o primeiro caso com envolvimento de representante dessa mesma empresa na tentativa de coagir lideranças a assinar contrato para a atividade de pesca esportiva. Em 2021, em Acariquara, Terra Indígena Jurubaxi-Tea, também houve tentativa de coação para assinatura de contrato.

    Atualmente, comunidades indígenas na área de abrangência da Acimrn desenvolvem três projetos de pesca esportiva nos rios Jurubaxi, Baixo Uneuxi, Alto Uneuxi. Todas essas iniciativas foram demandadas pelas comunidades envolvidas e passaram por várias etapas de construção coletiva, sendo executadas com acompanhamento de instituições competentes como Funai, Ibama e organizações indígenas representativas das comunidades interessadas. Uma das etapas desse processo é a abertura de editais públicos a empresas interessadas em realizar a operação do turismo.

  • Comitê Gestor do Projeto Marié faz balanço das atividades, apresenta plano de trabalho e comemora recorde mundial

    Comitê Gestor do Projeto Marié faz balanço das atividades, apresenta plano de trabalho e comemora recorde mundial

    Participantes da reunião do Comitê Gestor do Projeto Marié realizada em Tapuruquara Mirim. Foto: divulgação ACIBRN

    Na primeira semana de abril deste ano, nos dias 7 e 8, o Comitê Gestor do Projeto Marié – Rio de Gigantes, formado pela Associação das Comunidades Indígenas do Baixo Rio Negro (Acibrn – proponente e protagonista do projeto) e Untemed Angling do Brasil – UAB (empresa parceira e operadora do projeto) e as instituições parceiras do projeto, Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (parceria do projeto) Fundação Nacional do Índio (FUNAI/CR Rio Negro) e Instituto Socioambiental (ISA). 

    O encontro em Tapuruquara Mirim – sede da associação reuniu representantes das comunidades que compõem a Acibrn para apresentar resultados balanço de atividades do projeto referente ao período de 2018 a 2021 e apresentar plano de trabalho para esse ano e próximos anos, especialmente, sobre os investimentos coletivos que serão feitos para as comunidades participantes do projeto.

    Nos últimos anos as atividades foram suspensas devido à chegada da pandemia da Covid-19 na região do Rio Negro. As atividades do projeto e outras ações da ACIBRN foram diretamente afetadas por 20 meses.

    Destaque no período foi à paralisação das atividades do projeto com a chegada da pandemia da Covid-19 nas comunidades indígenas do Rio Negro, sobretudo, nas comunidades que participam do projeto. Para garantir manutenção das atividades essenciais do projeto como a manutenção da vigilância territorial pelos indígenas feita pela Acibrn, que é fundamental para a gestão territorial onde o projeto é desenvolvido, a empresa operadora assumiu o compromisso de continuar apoiando esta atividade durante estes 20 meses.

    Foram apresentados os relatórios de atividades e plano de trabalho para 2022. Foto: divulgação ACIBRN

    Em 2021 com representantes da ACIBRN e FOIRN foram até Brasília para informar a situação e solicitar autorização junto a FUNAI para a retomada das atividades do projeto, incluindo a realização da temporada 2021. Para isso, foi elaborado e apresentado um Protocolo de Saúde e Segurança pela coordenação do projeto (ACIBRN/FOIRN). A partir dessa condição a FUNAI que autorizou a retomada da operação do projeto, quando foi iniciada a temporada de Pesca 2021/2022 por 20 semanas, período em que foram preenchidos menos de 90% das vagas disponíveis.

    Gestão Territorial e Recorde Mundial

    Os benefícios do projeto Marié vão além de recursos financeiros para a melhoria da infraestrutura das comunidades que participam do projeto. A atividade chegou para fortalecer a gestão e proteção do território tradicional dos povos indígenas que vivem na região.

    Charles da Silva Baré e Rodrigo Moreira Salles (UAB) apresentam o certificado do recorde mundial. Foto: divulgação ACIBRN

    Onde antes peixes já eram escassos, o projeto está contribuindo para a volta dos peixes nos lagos, isso, não apenas fortalece o projeto, como também garante recursos pesqueiros para o consumo das comunidades que vivem ali.

    Um dos resultados dessa preservação foi premiado recentemente. Na temporada de 2021/2022, o Rio Marié, detém o recém- aprovado Recorde Mundial na espécie de Tucunaré Açu (Cichla temensis) de 91 cm de acordo com a International Game Fish Association – IGFA, para saber mais sobre acesse: https://igfa.org/2022/02/25/world-records-for-february-2022/.

  • Reunião de Comitê de Turismo da ACIR apresenta resultados de 2017 a 2020 e planeja investimentos para comunidades de abrangência

    Reunião de Comitê de Turismo da ACIR apresenta resultados de 2017 a 2020 e planeja investimentos para comunidades de abrangência

    Participantes da reunião da ACIR realizada na comunidade Cartucho – Médio Rio Negro. Foto: divulgação ACIR

    O encontro das lideranças das comunidades de abrangência da associação aconteceu hoje, 18.04 na comunidade Cartucho, sede da Associação das Comunidades Indígenas e Ribeirinhas (ACIR), no médio Rio Negro, município de Santa Isabel do Rio Negro.

     A reunião teve como objetivo a apresentação do resumo de investimentos e expedições de turismo do Projeto Serras Guerreiras, desenvolvido pelo ACIR em parceria com a FOIRN, Garupa, Katere, Funai e Instituto Socioambiental (ISA) iniciado em 2017. Nos últimos anos, as atividades foram suspensas devido à chegada da pandemia da Covid-19 na região do Rio Negro. As atividades do projeto e outras ações da ACIR foram afetadas.

    Presidente da Foirn, Marivelton Rodrigues Baré participou da reunião de apresentação de relatórios e planejamento da associação.

    Na oportunidade, a diretoria da associação também apresentou do plano de trabalho da associação para o ano de 2022, que envolve as 12 comunidades que participam da associação. A decisão coletiva definiu que os investimentos que serão feitos para 10 comunidades com sistema de bombeamento de água a energia solar e infraestrutura para associação com apoio da Nia Tero em visita à equipe da Synergos ao Rio Negro. A Synergos é uma organização sem fins lucrativos que visa reduzir a pobreza global por meio de parcerias entre governo, empresas, sociedade civil e comunidades locais.

    Na reunião foi aprovado o interesse das comunidades de promover com instituições competentes estudos de viabilidade e capacidade de carga pesqueira para realização de atividades de pesca esportiva em TI Médio Rio Negro II. Para isso, deverão seguir com as atividades de oficinas participativas nas comunidades de abrangência da ACIR em conjunto com as instituições Foirn, Caimbrn, Funai e  Isa.

    As atividades de Turismo em Terras Indígenas no Rio Negro são ações importantes para a geração de renda para as comunidades e ao mesmo tempo contribuem para a gestão dos territórios indígenas.

  • Nota de apoio às coordenadoras executivas da COIAB e  APIB, e repudia o ataque destinado a elas durante o Acampamento Terra Livre

    Nota de apoio às coordenadoras executivas da COIAB e APIB, e repudia o ataque destinado a elas durante o Acampamento Terra Livre

    A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), através de seu diretor-presidente, Marivelton Rodriguês Baré, manifesta solidariedade e apoio a todas as lideranças mulheres de organizações e comunidades, e em especial às guerreiras Nara Baré e Angela Kaxuyana, coordenadoras executivas da COIAB, e à Sônia Guajajara, coordenadora executiva da APIB, e repudia o ataque destinado a elas durante o Acampamento Terra Livre (ATL).

    Expressamos total apoio ao trabalho da nossa representação maior, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), e à nossa representação regional, a Coordenação das Organizações Indígena da Amazônia Brasileira (COIAB) que hoje têm à sua frente mulheres guerreiras que lideram a luta em defesa dos direitos indígenas.

    A luta dessas mulheres líderes é pelo coletivo e pelo bem viver dos povos e territórios indígenas.

  • ATL 2022: Deixando Brasília para aldear o Brasil

    ATL 2022: Deixando Brasília para aldear o Brasil

    Delegação Rio Negro no 18º Acampamento Terra Livre 2022. Foto: Renata Vieira/ISA

    TRECHO DO DOCUMENTO FINAL DO ACAMPAMENTO TERRA LIVRE 2022

    “Nós somos mais de 8 mil lideranças de 200 povos indígenas, que viemos de todas as regiões do Brasil para nos reunir no 18º Acampamento Terra Livre – ATL. Respondemos ao chamado de nossa mais elevada instância de representação nacional – a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e de suas organizações regionais.

    Viemos a Brasília para colorir a capital federal de urucum e jenipapo, com as múltiplas cores de nossos cocares e para demonstrar ao país e ao mundo que, assim como aprendemos com nossos ancestrais, seguimos e seguiremos juntos, resistindo contra os distintos projetos de extermínio que as elites, donos ou representantes do capital e seus sucessivos governantes e aliados no Poder Legislativo têm articulado contra nós ao longo desses 522 anos.

    Como nos tempos da invasão colonial, enfrentamos um declarado plano de morte, etnocídio, ecocídio e genocídio, nunca visto nos últimos 34 anos de Democracia no nosso país. Bolsonaro, desde sua campanha eleitoral e já no primeiro dia de seu mandato, proferiu discursos racistas e de ódio contra os Povos Indígenas, elegendo-nos como inimigos preferenciais e promovendo o desmonte do Estado, principalmente das instituições, políticas e programas que conquistamos ao longo das últimas três décadas, voltadas a atender nossas necessidades, interesses e aspirações, em linha com os direitos que nos assegura a Constituição Federal de 1988″

    Acesse o documento completo em: https://bit.ly/ATLIndígenasUnidos